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20/05 - Dona da Fiat e da Jeep anuncia investimento de R$ 14 bilhões em Betim e expansão da linha de motores
Presidente da Stellantis para América do Sul, Emanuele Cappellano, também confirmou nesta segunda-feira (20) o lançamento de veículos com a tecnologia bio-hybrid em 2024. Ele disse ainda que as chuvas no Rio Grande do Sul podem impactar indústria. Fábrica da Stellantis em Betim Divulgação A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, vai investir R$ 14 bilhões no polo automotivo de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, entre 2025 e 2030. O valor corresponde a 46% do aporte de R$ 30 bilhões nas fábricas do Brasil anunciado pela montadora em março – a planta da Grande BH vai receber a maior cifra. Outros R$ 454 milhões serão aplicados ainda em 2024 na expansão da linha de motores de Betim, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva de 750 mil para 1,1 milhão de unidades por ano. Stellantis, dona de Fiat e Jeep, anuncia investimento de R$ 30 bilhões no Brasil até 2030 Stellantis explica como serão aplicados os R$ 30 bilhões em investimentos no Brasil O presidente da Stellantis para América do Sul, Emanuele Cappellano, também confirmou nesta segunda-feira (20) o lançamento de veículos com a tecnologia bio-hybrid neste ano. A previsão é de que o modelo, que combina eletrificação com motores flex movidos a etanol, chegue ao mercado no segundo semestre. “O etanol junto com a eletrificação atuam como a tecnologia que, de fato, é mais barata que outras formas, como o elétrico puro, é muito sustentável e muito consistente com a matriz energética do país”, disse Cappellano. Emanuele Cappellano fala sobre planos da Stellantis Rafaela Mansur/ g1 Segundo ele, 2024 “começou bem” para a montadora, que atingiu 30,3% de market share no Brasil no primeiro trimestre. Cappellano não detalhou como e onde os outros R$ 16 bilhões serão investidos no país, mas disse que os recursos são necessários para viabilizar a transição tecnológica e lançamentos – estão previstos 40 novos modelos até 2030. “[O recurso será investido em] Trazer novas tecnologias, renovar todo o nosso line-up, com carros novos ou a renovação de carros existentes, trazer novas plataformas e arquiteturas bio-hybrid, plataformas que tenham a habilidade de carregar níveis diferentes de hibridização ou eletrificação, e depois trazer os motores híbridos”, explicou. Impactos das chuvas no Rio Grande do Sul Ainda de acordo com Cappellano, a Stellantis acompanha com "atenção" a situação das enchentes no Rio Grande do Sul, onde há fornecedores e concessionárias ligadas à montadora. Ele destacou que "com certeza haverá algum impacto a nível industrial". "O nosso foco é dar continuidade à nossa produção e, de fato, atender as exigências da planta para garantir o dia a dia", afirmou. Vídeos mais vistos no g1 Minas:
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20/05 - Volkswagen inicia férias coletivas para trabalhadores de três fábricas no Brasil por impacto da tragédia no RS
A montadora tem fornecedores de peças que são produzidas no Sul do país. Férias coletivas atingem as unidades de Taubaté, São Bernardo do Campo e São Carlos. Fábrica da Volkswagen em Taubaté Volkswagen/Divulgação A Volkswagen iniciou, nesta segunda-feira (20), um período de férias coletivas em três unidades no Brasil por impacto na produção provocado pela tragédia que atinge o Rio Grande do Sul. A medida afeta as fábricas da Anchieta, de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP) e São Carlos (SP). Temporais causaram grandes enchentes no Rio Grande do Sul e mais de 150 pessoas morreram até o momento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Em comunicado à imprensa nesta segunda, a Volkswagen afirmou que "em função das fortes chuvas que acometem o estado do Rio Grande do Sul e o povo gaúcho, alguns fornecedores de peças da Volkswagen do Brasil, com fábricas instaladas no estado, estão impossibilitados de produzir nesse momento". Estragos no Rio Grande do Sul Fábio Tito/g1 Ainda segundo a Volks, as fábricas Anchieta e de Taubaté devem ter 10 dias de férias coletivas a partir de 20 de maio. Já a fábrica de motores de São Carlos deverá ter férias de 11 dias para parte do time de produção. A fábrica de São José dos Pinhais (PR), no entanto, seguirá produzindo normalmente. ENTENDA: Como enchentes no Rio Grande do Sul prejudicam a produção de carros no país Ainda na nota, a Volkswagen do Brasil disse que "se solidariza com o povo sul-rio-grandense e reforça sua convicção de que a reconstrução desse estado será realizada com a mesma grandeza dos gaúchos”. Volks pretende colocar trabalhadores de Taubaté em férias coletivas Impacto em Taubaté Em comunicado enviado aos trabalhadores, o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) informou que 1,8 mil funcionários de Taubaté podem ser afetados com a medida. Ainda segundo o sindicato, a medida é necessária “devido à situação de calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul e com possibilidade de afetar a produção em Taubaté”. O g1 apurou que algumas peças usadas pela fábrica da Volkswagen em Taubaté são enviadas do Sul do país. Com a tragédia no RS, existe a possibilidade de que a produção dessas peças seja impactada. O Sindmetau explicou ainda que a aplicação de férias coletivas está prevista no acordo coletivo de trabalho firmado entre a montadora e o Sindicato. Fábrica da Volkswagen. Celso Tavares/g1 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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16/05 - A medida de Biden contra os veículos elétricos chineses que intensifica guerra comercial
Na terça-feira (14), o governo de Biden anunciou a imposição de tarifas elevadas sobre a importação de vários produtos chineses Os veículos elétricos chineses estão rapidamente ganhando participação de mercado na União Europeia. Getty Images via BBC Esta é a mais recente batalha na guerra comercial entre Estados Unidos e China nos últimos anos. O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira um substancial aumento nas tarifas sobre carros elétricos, painéis solares, aço e outros produtos de fabricação chinesa. A Casa Branca disse que as medidas, que incluem um imposto de 100% sobre carros elétricos provenientes da China, eram uma resposta a políticas comerciais injustas e tinham como objetivo proteger os empregos americanos. A China já criticou os planos, que foram anunciados antecipadamente. LEIA TAMBÉM A difícil transição para carros elétricos em uma Europa em ciclo eleitoral Recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Brasil Stellantis explica como serão aplicados os R$ 30 bilhões em investimentos no país Os analistas disseram que as tarifas eram em grande parte simbólicas e visavam ajudar na reeleição em um ano eleitoral difícil. As medidas chegam precedidas por meses de duras críticas do ex-presidente Donald Trump, o virtual concorrente de Biden na corrida pela Casa Branca, que afirmou que o apoio de seu rival aos carros elétricos "mataria" a indústria automobilística americana. As tarifas anunciadas nesta terça-feira afetarão importações no valor estimado de US$ 18 bilhões, segundo a Casa Branca. Além de um aumento de 25% para 100% nos impostos de importação de veículos elétricos, as tarifas sobre os painéis solares aumentarão de 25% para 50%. As taxas sobre certos produtos de aço e alumínio triplicarão para 25%, em comparação com os atuais 7,5% ou menos. 'Comércio desleal' O governo de Joe Biden afirma que as tarifas visam objetivos específicos para proteger a economia dos EUA. Getty Images via BBC As medidas anunciadas pela Casa Branca se somam às tarifas que os Estados Unidos impuseram aos produtos chineses durante o governo Trump, citando práticas comerciais desleais. Durante a revisão das medidas pela administração Biden, o governo recebeu quase 1.500 comentários, a grande maioria de proprietários de empresas que argumentavam que as tarifas estavam aumentando os preços para os americanos comuns e pediam sua eliminação. A decisão de Biden de manter as tarifas em vigor e expandi-las para novas áreas - apesar da inflação persistente nos Estados Unidos ter afetado suas taxas de aprovação - é uma indicação da mudança dramática nas posturas sobre comércio tanto dos democratas quanto dos republicanos nos Estados Unidos, que há muito tempo defendiam os benefícios do comércio global. Wendy Cutler, ex-funcionária de comércio dos Estados Unidos e agora vice-presidente do Asia Society Policy Institute, disse que acredita que os americanos estão dispostos a aceitar carros com preços mais altos em troca de ajudar a proteger as empresas e os empregos americanos. "Já vimos esse filme antes: com energia solar, com aço e [alumínio], e quando se tratam de carros e outros produtos, os Estados Unidos precisam se antecipar", disse. "Trata-se de fazer concessões e talvez a curto prazo os carros fiquem mais caros, mas a longo prazo queremos ter uma indústria competitiva aqui", apontou. Em uma reunião com jornalistas, funcionários da Casa Branca negaram que a política interna dos Estados Unidos tenha influenciado na decisão. Disseram que as medidas são uma resposta às práticas comerciais de Pequim que prejudicam os Estados Unidos, por exemplo, ao forçar empresas ocidentais que operam na China a compartilhar informações, para depois se apropriarem desse conhecimento. Também afirmaram que as medidas visavam objetivos específicos e não esperavam que inflação aumentasse, contrastando seu enfoque com o de Trump. O ex-presidente, que em algum momento se autodenominou um "homem das tarifas", fez campanha com uma proposta de aumento geral de 10% nas tarifas sobre as importações, que subiria para 60% para produtos provenientes da China. Também atacou Biden por promover veículos elétricos, medida que, segundo ele, destruirá as empresas automobilísticas americanas, empregadores-chave em estados como Michigan, que serão campos de batalha importantes nas eleições de novembro. Um olhar sobre as novas tarifas: Semicondutores: de 25% para 50% até 2025 Certos produtos de aço e alumínio: de 7,5% para 25% até 2024 Veículos elétricos: de 25% para 100% até 2024 Baterias de lítio e minerais críticos: de 7,5% para 25% até 2024 Painéis solares: de 25% para 50% até 2024 Guindastes de barco a terra: de 0% para 25% até 2024 Luvas médicas e cirúrgicas de borracha: de 7,5% para 25% até 2026 Aguardando a Europa A acessibilidade de seus preços torna os carros elétricos chineses altamente competitivos. Getty Images via BBC Os Estados Unidos já estão impondo altas tarifas sobre os veículos elétricos fabricados na China, o que resultou em vendas insignificantes desses automóveis. No entanto, Washington tem observado com cautela o aumento das vendas das empresas chinesas na Europa e em outros países. Autoridades da Casa Branca afirmaram que garantir que as tecnologias verdes não sejam dominadas por um único país é fundamental para uma transição energética bem-sucedida e sustentável a longo prazo. Embora as medidas direcionadas aos veículos elétricos provavelmente tenham um efeito prático mínimo, o mundo empresarial está aguardando para ver se a Europa tomará medidas semelhantes, disse Natasha Ebtehadj, da Artemis Investment Management. A União Europeia e o Reino Unido estão debatendo medidas para conter as importações de carros elétricos fabricados na China, mesmo que isso possa desacelerar sua adoção. "Não é realmente uma surpresa para os investidores ou para as empresas chinesas, especialmente no período anterior a uma eleição em que ambos os candidatos não são realmente favoráveis à China", disse Ebtehadj. "Dado o volume relativamente pequeno de importações para os EUA, talvez seja mais interessante ver o que acontecerá a seguir na Europa", acrescentou. Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Br Os Estados Unidos e a China estão envolvidos em uma guerra comercial desde 2018, quando Trump impôs tarifas sobre cerca de dois terços dos bens importados da China, no valor estimado de US$ 360 bilhões na época. Essas medidas provocaram retaliações de Pequim, um conflito que terminou em um alívio no início de 2020, quando Trump reduziu as taxas de alguns impostos, enquanto a China se comprometeu a aumentar suas compras dos Estados Unidos. No entanto, essas promessas não foram suficientes, e desde então as tarifas resultaram em mais de US$ 200 bilhões em novos impostos de fronteira para o governo dos EUA, além de causar uma significativa reorganização nos padrões do comércio global. Grande parte desse montante foi sustentada pelos americanos comuns, na forma de preços mais altos para móveis, calçados e outros bens. No entanto, a Oxford Economics descreveu as últimas medidas como "mais um rosnado simbólico do que uma mordida". A empresa afirmou que provavelmente aumentariam a inflação em apenas 0,01 ponto percentual, ao mesmo tempo em que afetariam o crescimento de forma semelhante.
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15/05 - Como enchentes no Rio Grande do Sul prejudicam a produção de carros no país
Volkswagen informou que pode adotar um período de férias coletivas ainda neste mês em três fábricas do país por conta de impactos provocados pela tragédia do RS. Vista aérea das enchentes em Eldorado do Sul, Rio Grande do Sul, tirada em 9 de maio GETTY IMAGES Além de provocar mortes e estragos, as chuvas e enchentes que têm afetado o Rio Grande do Sul neste mês começam a causar consequências em diversos setores que movimentam a economia de todo o país. ➡️ Até esta terça-feira (14), a Defesa Civil do RS já havia confirmado ao menos 149 mortes por conta dos temporais. Há ainda mais de 120 desaparecidos e 2,1 milhões de pessoas afetadas pela tragédia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp No mercado automotivo, por exemplo, algumas montadoras do país já têm previsto a adoção de medidas por conta dos impactos da tragédia. Com a paralisação nas montadoras, uma das principais consequências está na produção de carros no país. A Volkswagen informou nesta segunda-feira (13) que pode adotar um período de férias coletivas ainda neste mês em três fábricas do país: São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP) e São Carlos (SP) - leia mais detalhes aqui. Fábrica da Volkswagen em Taubaté Volkswagen/Divulgação A empresa afirma que "em função das fortes chuvas que acometem o estado do Rio Grande do Sul e o povo gaúcho, alguns fornecedores de peças da Volkswagen do Brasil, com fábricas instaladas no estado, estão impossibilitados de produzir nesse momento". Outra montadora com fábrica no Brasil, a Stellantis - dona das marcas Citroën, Fiat, Jeep e Peugeot - informou que precisou paralisar pontualmente a produção em Córdoba, na Argentina, mas que "segue analisando a necessidade de novas paradas em suas unidades" na região do Rio Grande do Sul. A montadora explica que a medida foi motivada pelo "impacto sem precedentes da catástrofe em todo o sistema logístico de transporte e fornecimento de componentes". Fábrica da Stellantis no Brasil Divulgação/Stellantis Além disso, a empresa cita uma “paralisação do órgão responsável pela emissão das licenças ambientais exigidas pela legislação vigente”. A Toyota, outra montadora que tem sede no Brasil, disse que parte dos veículos dos modelos Toyota Hilux e Toyota SW4 que foram importados da Argentina e armazenados no Centro de Distribuição da Toyota localizado em Guaíba (RS) foram danificados pela enchente. Como medida preventiva para evitar atrasos aos clientes, a fabricante vai temporariamente alterar o destino dos embarques de seus produtos produzidos na Argentina do centro de Guaíba (RS) para Vitória (ES). Com isso, na próxima semana os carros serão embarcados por via marítima para o porto de Vitória. Apesar da situação, a previsão é que o Centro de Distribuição da fábrica localizado em Guaíba (RS) volte a operar normalmente nesta quarta-feira (15). Fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) Divulgação; Revista AutoEsporte Professora da FGV, a economista Carla Beni explica que uma catástrofe da dimensão da que atinge o RS prejudica todo o país. Segundo ela, a economia brasileira está interconectada e o problema pode afetar toda a cadeia. “Quando você tem um estado com um problema dessa intensidade, as cadeias produtivas estão interconectadas. Pode ser setor automotivo, alimentício... você tem interconexão entre as cadeias produtivas, porque não só a produção local é um problema, mas a questão da logística é um grande problema”, afirma. Enchente em Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul, em 9 de maio de 2024 Carlos FABAL / AFP Ainda de acordo com a especialista, as paralisações nas fabricantes de carros são uma forma de reestruturação econômica e ainda não ameaçam o mercado de trabalho, já que não é possível mensurar o impacto total das enchentes do Rio Grande do Sul. “Vários segmentos da cadeia produtiva do país vão ter que ser restruturados para que dê tempo de refazer o estado do Rio Grande do Sul, digamos assim, para gente poder normalizar essa cadeia. Mas ainda é muito difícil de pensar um prazo em relação a isso”, diz Beni. Fábrica da Volkswagen em Taubaté. Reprodução/ TV Vanguarda Para Antônio Jorge Martins, especialista em mercado automotivo e professor da área na FGV, a Volkswagen, que tem fornecedores de peças no Rio Grande do Sul, pode ter maiores impactos na produção a curto e médio prazo. Ele acredita que a paralisação da produção da montadora pode até mesmo abrir espaço para o crescimento de concorrentes chineses, por exemplo. “Eu vejo de consequências no curto prazo exatamente a falta de produtos da marca Volkswagen no mercado automotivo, quando a sua demanda neste corrente ano de 2024 vem superando a demanda de 2023, ou seja, na medida em que existe exatamente uma demanda de carros e você paralisa uma produção, você acaba tendo a indisponibilidade de produto para vender e, com isso, afeta um volume total projetado para o ano corrente”, disse. “De médio prazo, eu diria que existe sim uma outra consequência, que é o fato de que você, ao não disponibilizar um certo volume de produção no corrente momento, abrir espaço para os demais concorrentes poderem alavancar seus produtos e, eventualmente, tentarem até alcançar esse volume de produção que deixou de ser ofertado nesse período. As fábricas chinesas estão com um apetite muito grande de se utilizarem desse artifício para fortalecerem as suas respectivas marcas no mercado brasileiro”, argumentou. Morador de Lajeado, no Rio Grande do Sul. Fábio Tito/g1 Ainda segundo o professor, a Volkswagen deve ser a montadora mais impactada pela tragédia climática no sul, podendo até perder participação no mercado nacional com a paralisação da produção, mesmo que temporariamente. “De uma forma geral, eu diria que o impacto é representativo mais para algumas empresas do que para outras, ou seja, não necessariamente o fato desse problema ter acontecido com a Volkswagen vai acontecer com outra montadora, que muitas vezes não tem nem fornecimento de autopeças provenientes de Porto Alegre ou de regiões fronteiriças, e, com isso, de uma forma geral, eu diria que a tragédia acaba sendo muito focalizada naquela que realmente possui uma representatividade muito grande de fornecimento naquela região", ponderou. "Eu não sei dizer para a Volkswagen qual é o peso do estado dentro do fornecimento total, mas, de qualquer forma, eu diria que deve ser um peso grande, porque para você paralisar a produção no atual momento de mercado, você acaba perdendo participação no mercado nacional”, avaliou. No entanto, Martins avalia que a pausa poderá ser útil se aproveitada pelos líderes da montadora que estão de fora da produção, podendo ser um momento estratégico para a empresa repensar seus produtos. “Essas paralisações muitas vezes são até úteis para você conseguir adequar a produção a um novo nível. A gente não sabe quanto tempo vai ficar paralisada, mas, de qualquer forma, você consegue, com essas paralisações, dependendo do momento, até adequar a produção a um novo ritmo produtivo de acordo com a demanda que está acontecendo”, finalizou. Volks pretende dar férias coletivas para trabalhadores de Taubaté Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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14/05 - EUA aumentam tarifas contra produtos da China; impostos para carros elétricos quadruplicam
Americanos afirmam que a China promove 'riscos inaceitáveis' para a segurança econômica por práticas injustas, que ajudam a inundar os mercados globais com produtos baratos. EUA anunciam aumento de tarifas sobre produtos chineses Os Estados Unidos e a China voltam a se envolver em mais uma guerra comercial. Nesta terça-feira (14), os EUA anunciaram um pacote de aumento de tarifas sobre os produtos chineses ligados à tecnologia, como veículos elétricos, semicondutores, baterias, células solares, aço e alumínio. Os americanos afirmam que a China promove “riscos inaceitáveis” à segurança econômica por conta do que consideram práticas injustas de concorrência, que deixam os produtos chineses mais baratos que a média e roubam fatias dos mercados globais. Veja abaixo as principais mudanças: Veículos elétricos passam de 25% para 100% (4 vezes mais); Semicondutores passam de 25% para 50% (2 vezes mais em 2025); Células solares passam de 25% para 50% (2 vezes mais); Aço e alumínio passam de 0%-7,5% para 25% (mais de 3 vezes mais). A China imediatamente prometeu retaliação. O Ministério do Comércio chinês disse que o país se opõe aos aumentos tarifários dos EUA, e que tomará medidas para defender os seus interesses. As relações de comércio entre EUA e China são deficitárias para os americanos há décadas. No ano passado, os EUA importaram US$ 427 bilhões em bens da China, enquanto exportaram apenas US$ 148 bilhões. Na tentativa de equilibrar a questão, a administração do ex-presidente Donald Trump introduziu tarifas sobre cerca de US$ 300 bilhões vindos da China. Agora, o presidente americano Joe Biden mantém as tarifas impostas por seu antecessor, e aumenta outras. Um conflito comercial poderia aumentar os custos dos produtos envolvidos, prejudicando os objetivos climáticos e de criar empregos na indústria de Biden, que tenta a reeleição. O presidente dos EUA, Joe Biden, faz sinal de positivo enquanto caminha com o presidente chinês, Xi Jinping, na propriedade de Filoli, à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Woodside, Califórnia, EUA, 15 de novembro de 2023. REUTERS/Kevin Lamarque O "tarifaço" de Trump, inclusive, foi alvo de críticas dos democratas no processo eleitoral de 2020. Diziam que a determinação não havia aumentado as exportações americanas, nem impulsionado os empregos industriais americanos. Trump impôs tarifas de 60% ou mais sobre todos os produtos chineses. Agora, a representante comercial dos EUA, Katherine Tai, disse que as tarifas se justificam porque a China continuava a roubar propriedade intelectual dos EUA, e que as tarifas anteriores foram eficazes na redução das importações de produtos chineses enquanto aumentaram as importações de outros países. Biden tem lutado para convencer os eleitores da eficácia das suas políticas económicas, apesar de um cenário de baixo desemprego e de crescimento económico acima da tendência. Uma pesquisa Reuters/Ipsos do mês passado mostrou que Trump tinha uma vantagem de 7 pontos percentuais sobre Biden na economia.
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13/05 - Volkswagen anuncia que pretende adotar férias coletivas para trabalhadores de três fábricas no Brasil por impacto da tragédia no RS
Segundo a montadora, a produção pode ficar afetada, pois a empresa tem fornecedores de peças vindas do Sul. Unidades de Taubaté (SP), São Bernardo do Campo (SP) e São Carlos (SP) devem ter férias coletivas em maio. Fábrica da Volkswagen em Taubaté Volkswagen/Divulgação A montadora alemã Volkswagen confirmou, na tarde desta segunda-feira (13), que pode adotar um período de férias coletivas ainda neste mês por possível impacto da produção pela tragédia que atinge o Rio Grande do Sul. Temporais causaram grandes enchentes no estado e mais de 140 pessoas morreram até o momento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Em nota enviada para a imprensa nesta segunda, a Volks afirmou que "protocolou férias coletivas de forma preventiva para as fábricas Anchieta de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP) e São Carlos (SP), as três unidades no estado de São Paulo, que poderão entrar em férias coletivas a partir de 20 de maio, com o atual cenário". A empresa afirma que "em função das fortes chuvas que acometem o estado do Rio Grande do Sul e o povo gaúcho, alguns fornecedores de peças da Volkswagen do Brasil, com fábricas instaladas no estado, estão impossibilitados de produzir nesse momento". Ainda segundo a Volks, as fábricas Anchieta e Taubaté devem ter 10 dias de férias coletivas a partir de 20 de maio. Já a fábrica de motores de São Carlos deverá ter férias de 11 dias para parte do time de produção. A fábrica de São José dos Pinhais, no entanto, seguirá produzindo normalmente. Ainda na nota, a Volkswagen do Brasil disse que "se solidariza com o povo sul-rio-grandense e reforça sua convicção de que a reconstrução desse estado será realizada com a mesma grandeza dos gaúchos”. Volks pretende colocar trabalhadores de Taubaté em férias coletivas Impacto em Taubaté Na semana passada, em comunicado enviado aos trabalhadores, o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) informou que 1,8 mil funcionários de Taubaté podem ser afetados com a medida. O aviso informa que a medida foi protocolada de forma preventiva. Ainda segundo o sindicato, a medida pode ser necessária “devido à situação de calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul e com possibilidade de afetar a produção em Taubaté”. O g1 apurou que algumas peças usadas pela fábrica da Volkswagen em Taubaté são enviadas do Sul do país. Com a tragédia no RS, existe a possibilidade de que a produção dessas peças seja impactada. O Sindmetau explicou ainda que, caso não haja impacto, o aviso de férias coletivas pode ser cancelado antes do início da medida. Fábrica da Volkswagen. Celso Tavares/g1 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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10/05 - Petrobras anuncia redução do preço do gás natural para as distribuidoras
Empresa afirma que o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 25%. Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (10) que reduziu em 1,5% o preço médio do metro cúbico de gás natural vendido às distribuidoras. O último ajuste havia sido realizado em fevereiro. De acordo com a empresa, a redução reflete as atualizações previstas em contrato, e o efeito dos novos produtos e contratos de venda de gás natural que tiveram início em janeiro de 2024. A Petrobras afirma que o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 25% desde o início de 2023. Os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$. Segundo a empresa, os preços do gás natural foram ajustados no dia 1º de maio. Nesta sexta-feira, a Petrobras anunciou também que aprovou novas modalidades comerciais nas vendas de gás natural para distribuidoras estaduais e para os consumidores livres. "A depender dos contratos e volumes movimentados, as distribuidoras terão uma redução adicional de até 10% nos preços da molécula de gás, ampliando a queda já acumulada da ordem de 25% no preço médio da molécula desde o início 2023, com potencial de atingir uma redução de até 35%", diz a empresa. "Já para os consumidores livres, a Petrobras ofertará uma nova carteira de produtos de venda em condições mais customizadas e competitivas. Desta forma, a Petrobras intensifica sua atuação no processo de abertura de mercado, contribuindo para expansão e fortalecimento de um mercado livre mais líquido, competitivo e diversificado." A petroleira anunciou em maio do ano passado mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis automaticamente com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. Entenda a nova política de preços da Petrobras Veja a nota da Petrobras A Petrobras aprovou nesta sexta-feira, 10/05, novas modalidades comerciais nas vendas de gás natural para distribuidoras estaduais e para os consumidores livres. Para as distribuidoras, a Petrobras ofertará mecanismo de redução de preço nos contratos de venda de gás natural atualmente vigentes, de acordo com sua performance. Com este novo mecanismo, a depender dos contratos e volumes movimentados, as distribuidoras terão uma redução adicional de até 10% nos preços da molécula de gás, ampliando a queda já acumulada da ordem de 25% no preço médio da molécula desde o início 2023, com potencial de atingir uma redução de até 35%. Já para os consumidores livres, a Petrobras ofertará uma nova carteira de produtos de venda em condições mais customizadas e competitivas. Desta forma, a Petrobras intensifica sua atuação no processo de abertura de mercado, contribuindo para expansão e fortalecimento de um mercado livre mais líquido, competitivo e diversificado. Redução contratual Em 01/05/24, os preços do gás natural já haviam sido ajustados, com redução de, em média, 1,5% em reais por metro cúbico (R$/m³) da molécula vendida às distribuidoras, em relação ao início do trimestre fevereiro-março-abril de 2024. A queda de preços também refletiu a redução no preço do petróleo Brent e a apreciação do dólar, conforme indicadores de referência previstos nos contratos. Assim, desde o início de 2023, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 25%, refletindo não apenas as atualizações previstas em contrato, mas também o efeito dos novos produtos/contratos de venda de gás natural mais competitivos que tiveram início em janeiro de 2024. Composição do preço do gás natural O preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela Petrobras, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens e pelos tributos federais e estaduais. No caso do GNV (gás natural veicular), a margem dos postos de revenda também compõe o preço final. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. A Petrobras ressalta que essa atualização de preço não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel.
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10/05 - Protótipo do 'carro voador' da Embraer deve fazer primeiros voos até o fim do ano
Após as fases de testes e certificação, a expectativa da Eve, empresa ligada à Embraer, é iniciar a operação com os eVTOLs em 2026. Embraer revela primeiras imagens do carro voador em escala real A Eve Air Mobility, empresa de mobilidade aérea urbana da Embraer, prevê realizar os primeiros voos de teste com o protótipo do 'carro voador' ainda neste ano. O protótipo do eVTOL (sigla em inglês para 'veículo elétrico de pouso de decolagem vertical') está em produção e teve as primeiras imagens oficiais divulgadas nesta semana pela empresa. “Nosso primeiro protótipo é de escala um, não tem cabine, vai ser remotamente voado. A gente vai acabar o protótipo nesse segundo, primeiro semestre e começar os testes. E, se der tudo certo, voar até o fim do ano”, declarou Johann Bordais, CEO da Eve, em entrevista à TV Vanguarda. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Embraer divulga protótipo em escala real do 'carro voador' Ainda segundo o CEO, após as fases de testes e certificação, a expectativa da empresa é iniciar a operação com os eVTOLs em todo o mundo em 2026. “Até o fim do ano vamos começar a produção dos protótipos que a gente chama de conformidade. Vão ser cinco veículos produzidos em São José dos Campos, na fábrica da Embraer e isso vai servir para certificação do veículo. Em 2026, a gente vai entregar os primeiros veículos para os nossos clientes”, afirmou Bordais. Leia aqui um guia completo sobre os carros voadores da Embraer Ilustração do carro voador da Embraer. Divulgação/Eve Johann defende que o carro voador é uma tecnologia que vai permitir que os passageiros economizem tempo nas viagens e façam voos mais baratos. Ele afirma também que as viagens terão menos ruídos do que o transporte que é realizado por helicópteros, por exemplo. “Acho que a grande revolução aqui é que a tecnologia permite que a gente tenha um voo 100% elétrico. Significa que a gente decola, voa e aterrissa de uma maneira totalmente elétrica. Isso é uma revolução e vai permitir voar e dar uma alternativa de democratizar o céu, ter mais aeronaves voando, que não vão substituir os carros nem os helicópteros, mas serão uma alternativa”, avalia. Ilustração do carro voador da Embraer. Divulgação/Embraer “Nós queremos devolver o tempo aos passageiros. O elemento revolucionário desse veículo, além de ser 100% elétrico, é o ruído. Nosso veículo vai ter menos ruído (do que um helicóptero) e o custo de operação é mais barato”, finalizou. Até o momento, já foram feitas quase 3 mil encomendas de carros voadores para operadores de helicópteros, companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados em todo o mundo - saiba como as empresas planejam usar os eVTOLs no Brasil. Embraer revela primeiras imagens do carro voador em escala real Divulgação/Eve Air Mobility Primeiras imagens do protótipo As imagens divulgadas pela Eve na última quarta-feira (8) são do primeiro protótipo do carro voador no país. Elas não revelam muitos detalhes, mas mostram um modelo preto com alguns detalhes em verde (veja foto acima). A Eve informou que os carros voadores farão voos verticais e contam com propulsores elétricos que vão garantir alto desempenho e segurança nas viagens. Ainda segundo a empresa, o modelo tem vantagens como eficiência, baixo custo operacional, baixo ruído e menos peças, estruturas e sistemas otimizados. O primeiro protótipo relevado nas imagens dará sequência à campanha de testes da empresa, que continua com a produção das aeronaves na fábrica que fica em Taubaté, no interior de São Paulo. Modelo de carro voador da Embraer tem quase três mil encomendas Divulgação/Anac Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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08/05 - Embraer revela primeiras imagens de protótipo do 'carro voador' produzido em escala real
Expectativa da Eve, empresa ligada à Embraer, é iniciar a operação com os eVTOLs em 2026. Embraer revela primeiras imagens do carro voador em escala real A Eve Air Mobility, empresa de mobilidade aérea urbana da Embraer, divulgou na manhã desta quarta-feira (8) as primeiras imagens oficiais em escala real do protótipo do 'carro voador' que está sendo fabricado pela empresa no Brasil - assista acima. De acordo com a Eve Air Mobility, a expectativa é que os eVTOLs (sigla em inglês para 'veículo elétrico de pouso de decolagem vertical') entrem em operação até o fim de 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp As imagens divulgadas pela empresa são do primeiro protótipo do carro voador no país. Elas não revelam muitos detalhes, mas mostram um modelo preto com alguns detalhes em verde. O modelo está em produção na fábrica da empresa em Taubaté, no interior de São Paulo. Embraer revela primeiras imagens do carro voador em escala real Divulgação/Eve Air Mobility A Eve informou que os carros voadores farão voos verticais e conta com propulsores elétricos que vão garantir alto desempenho e segurança nas viagens. Ainda segundo a empresa, o modelo tem vantagens como eficiência, baixo custo operacional, baixo ruído e menos peças, estruturas e sistemas otimizados. "Estamos avançando significativamente na montagem do nosso primeiro protótipo do eVTOL, com previsão para finalizar a produção e iniciar os voos", explicou em comunicado o CEO da Eve Air Mobility, Johann Bordais. Leia aqui um guia completo sobre os carros voadores da Embraer O primeiro protótipo relevado nas imagens dará sequência à campanha de testes da empresa, que continua com a produção das aeronaves na fábrica que fica em Taubaté. São quase 3 mil encomendas de carros voadores para operadores de helicópteros, companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados em todo o mundo - saiba como as empresas planejam usar os eVTOLs no Brasil. Modelo de carro voador da Embraer tem quase três mil encomendas Divulgação/Anac Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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07/05 - A difícil transição para carros elétricos em uma Europa em ciclo eleitoral
Discussões ocorrem na esteira da decisão da União Europeia, em 2022, de proibir carros com motor a combustão em 2035. Carro elétrico é carregado em rua de Londres. Kirsty Wigglesworth/AP Uma mudança repentina de direção política nas próximas eleições europeias poderia colocar em xeque a difícil e custosa transição para o carro elétrico. A União Europeia tomou a histórica decisão em 2022 de proibir os carros com motor a combustão em 2035. Isso significa deixar todo o mercado para os automóveis com baterias elétricas ou que funcionam com hidrogênio, com o objetivo de eliminar a fonte de geração de CO2 em 15% do total na UE. Para seus críticos, esse regulamento põe em risco a indústria europeia, líder em motores a combustão, diante das importações da China, que se tornou líder em veículos elétricos. Também limita o acesso dos motoristas a veículos novos, já que os modelos elétricos continuam sendo muito mais caros. LEIA TAMBÉM Carros elétricos mais acessíveis no Brasil? Entenda as perspectivas do setor Recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Brasil Mercado de luxo em alta: Brasil tem mais de 90 carros a partir de R$ 500 mil; veja a lista O cancelamento do prazo limite de 2035 se tornou um tema essencial da agenda política dos partidos de extrema direita. O grupo CRE, que inclui Fratelli d'Italia e Vox da Espanha, insiste em seu programa no qual "o motor de combustão é um testemunho da criatividade europeia" e deveria continuar sendo "viável durante muitos anos mais", com novos investimentos em pesquisa, especialmente em combustíveis "de baixas emissões". Outro grupo de extrema direita, Identidade e Democracia — Reagrupamento Nacional (RN) na França, Alternativa para a Alemanha (AfD), Liga na Itália —, também combate o que descreve como uma "medida discriminatória e de exclusão social". As críticas também provêm do partido majoritário em fim de mandato, o Partido Popular Europeu (PPE). Os partidos alemães da coalizão, CDU e CSU, gostariam de cancelar o ano de 2035 para que os consumidores possam continuar se beneficiando da "tecnologia de vanguarda alemã dos motores de combustão". Mas, a nível europeu, onde aparece como favorito nas pesquisas, o PPE não incluiu esse cancelamento em seu programa. Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Brasil A líder da lista do partido, Ursula von der Leyen, foi quem conseguiu impor essa proibição no âmbito do "Pacto Verde" europeu, um ambicioso pacote legislativo que deve permitir à UE alcançar seus objetivos climáticos. "Seria surpreendente se a comissão que implementou o Pacto Verde desse marcha à ré, mas existem riscos sobre sua implementação", comenta Diane Strauss, da ONG Transport & Environment. A indústria automotiva, que representa mais de 12 milhões de empregos na Europa, já iniciou a mudança para os veículos elétricos. Após anos de combate, o lobby dos fabricantes em Bruxelas, a ACEA, garante que respeitará o Pacto Verde europeu. Os lançamentos de carros 100% elétricos estão se multiplicando e sua cota de mercado aumentou consideravelmente, embora tenha diminuído um pouco desde o fim de 2023. Os fabricantes já são obrigados a reduzir as emissões de seus veículos na atualidade, sob pena de fortes multas. Mas um prazo adicional seria bem-vindo, indicou, em fevereiro, o presidente da ACEA e diretor-executivo da Renault, Luca de Meo. "Espero que a proibição entre em vigor um pouco mais tarde, porque acho que não seremos capazes de fazê-lo sem prejudicar toda a indústria e toda a cadeia de produção do automóvel europeu", disse ele à AFP. A Stellantis, número dois do setor na Europa, está "muito atenta ao resultado das eleições nos Estados Unidos e na Europa", destacou seu diretor-geral, Carlos Tavares, no final de janeiro. Tavares esboçou dois cenários: uma "aceleração dos carros elétricos" caso os "progressistas dogmáticos" ganhem ou um "retrocesso dos carros elétricos" se os "populistas" vencerem. Segundo Diane Strauss, o sucesso da proibição em 2035 depende de vários fatores, como a implementação da rede de estações de carga elétrica ou a redução do preço dos carros, por exemplo, através de um "leasing europeu". "Um Parlamento muito contrário à eletromobilidade poderia atrasar a implementação de todos os fatores necessários para o sucesso desse projeto", disse. Uma "cláusula de revisão" já está prevista em 2026, para fazer uma primeira avaliação da eletrificação. Ela não implica uma nova votação sobre a data limite, mas poderia reforçar ajustes, alguns dos quais já foram esboçados. Em 2023, o ministro dos Transportes da Alemanha, o liberal Volker Wissing, ameaçou fazer fracassar o prazo de 2035, exigindo uma exceção para "combustíveis neutros em emissões". Esses combustíveis sintéticos, ainda muito energéticos e custosos, deveriam ser reservados prioritariamente para a aviação, mas fabricantes como Porsche, Stellantis e Renault também os estão explorando para os automóveis.
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06/05 - Mais de 50 trabalhadores demitidos e queda nas vendas: entenda como mudanças no mercado de veículos impactam a GM
Empresa do setor automobilístico oficializou a demissão de mais de 50 funcionários nesta segunda-feira (6). Linha de montagem da S10 e da Trailblazer em São José dos Campos GM/Divulgação Mais de 50 funcionários demitidos pela General Motors (GM) por telegrama na última sexta-feira (3), em São José dos Campos (SP), tiveram a rescisão de contrato oficializada na manhã desta segunda-feira (6). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A empresa do setor automobilístico confirma as demissões, alegando necessidade de readequação do quadro, mas não informou o número de trabalhadores demitidos. De acordo o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, porém, 55 pessoas foram atingidas pelo corte. Elas fazem parte de um grupo que não aderiu ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) no ano passado. GM demite por telegrama trabalhadores da fábrica no interior de São Paulo. Arquivo pessoal Na ocasião, em dezembro de 2023, o programa foi aberto após a Justiça do Trabalho determinar o cancelamento de 1,2 mil demissões nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano e Mogi das Cruzes. “Eram cerca de 140 (funcionários) em licença remunerada. A estabilidade encerrou no dia 3 de maio. Alguns trabalhadores foram chamados de volta ao trabalho e algumas dezenas estão afastados pelo INSS”, explica o presidente do sindicato, Weller Gonçalves. Leia mais notícias do Vale do Paraíba e região Mudanças no mercado e queda nas vendas Um dos principais motivos das crises recentes na General Motors em São José dos Campos é a queda das vendas de carros. A unidade localizada na cidade do Vale do Paraíba conta com cerca 4 mil trabalhadores e produz dois modelos: S10 e Trailblazer. De acordo com números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a venda desses dois carros teve uma queda significativa nos dois últimos anos. Foram pouco mais de 27.123 unidades de S10 vendidas em 2022, contra 25.965 no ano passado - diminuição de 4%. General Motors, em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda Em relação ao modelo Trailblazer, a queda é muito maior. Foram vendidas 3.207 unidades em 2022, contra 1.659 em 2023 - diminuição de 48%. Também houve registro de queda nos quatro primeiros meses desse ano em comparação com o mesmo período do ano passado - diminuição de 12% na venda de S10 e 27% na venda da Trailblazer: S10 Janeiro - abril de 2023: 9.004 Janeiro - abril de 2024: 7.852 Trailblazer Janeiro - abril de 2023: 592 Janeiro - abril de 2024: 428 GM demite, por telegrama, funcionários que estavam de licença remunerada Para especialistas do mercado financeiro do país, a queda das vendas é uma consequência das mudanças no mercado de automóveis, principalmente por causa da tendência de consumo de veículos elétricos. “Cada vez mais os governos vão incentivar a produção de carros mais limpos. Os carros mais caros, como a S10 e a Trailblazer, que são para classe média alta, acabam sendo disputados com o setor dos elétricos”, explica o economista Alexandre Jorge Chaia. Ainda de acordo com o economista, apesar das consequências da reestruturação dos meios de produção, o setor automobilístico deve ter, de um modo geral, bons resultados pelo menos pelos próximos dois anos. “O que acontece com o Brasil é que a renda média tem crescido, mas a taxa de juros, que é o mecanismo de financiamento, tem caído de alguma forma. Então isso vai acabar incentivando a indústria automobilística e a indústria de bens mais caros, de maior valor agregado. Essas indústrias vão crescer nos próximos anos”, diz Chaia. No começo do ano, a GM anunciou um investimento de R$ 7 bilhões no Brasil até 2028, com desenvolvimento de tecnologias inovadoras e a evolução das fábricas, mas a empresa não detalhou quais unidades vão receber esses investimentos. GM em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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05/05 - Com mercado de luxo em alta, Brasil tem mais de 90 carros a partir de R$ 500 mil; veja a lista
Dados da Bright Consulting mostram que mais de 16 mil veículos premium ou de luxo foram vendidos em 2023, alta de 70% em relação ao ano anterior. Neste ano, foram 4,7 mil — mais do que em todo o ano de 2020. Com mercado de luxo em alta, Brasil tem mais de 90 carros a partir de R$ 500 mil O mercado de luxo custa a passar por crises. Nos últimos anos, em que o setor automotivo passou por uma lenta recuperação dos efeitos da pandemia de Covid, os modelos de ponta só avançaram no país. Dados da Bright Consulting apontam que o setor automotivo como um todo registrou aproximadamente 2,2 milhões de vendas em 2023, um aumento de aproximadamente 12% em relação ao ano anterior. No alto luxo, contudo, a alta passa dos 70%. Foram cerca de 16,6 mil veículos vendidos no ano passado com valores acima de R$ 500 mil. Um ano antes, foram 9,7 mil. A consultoria também aponta que só nesse ano foram vendidos mais de 4,7 mil carros nessa categoria — mais do que em todo o ano de 2020. Em um mercado que só cresce, é preciso ter mais opções. Um levantamento do g1 mostra que há mais de 90 modelos de carros com preços a partir de R$ 500 mil vendidos no país. (veja a lista abaixo) “Quando você fala de setor automotivo, o Brasil é bastante relevante para o mundo todo. O segmento premium é importante para o país e aqui continua sendo um mercado importante para as montadoras. E ainda há uma tendência de crescimento”, diz o gerente de negócios da Jato Dynamics, Milad Kalume Neto. Quem compra? Especialistas e fontes do mercado ouvidos pelo g1 dizem que grandes executivos e empresários — que o mercado chama de “Classe AA” — continuam a ser o perfil clássico de comprador de carros de luxo. Cada vez mais, no entanto, aparecem na lista jogadores de futebol, artistas, cantores, blogueiros e influenciadores. “O público é predominantemente masculino, entre 45 a 50 anos. Na maioria das vezes, são empresários ou profissionais liberais de alta renda. Mas há um público emergente surgindo no mercado, que tem o carro de luxo ou esportivo como símbolo de status”, diz o diretor-financeiro da Attra Veículos, Gabriel Attra. Lamborghini, Ferrari e BMW continuam sendo destaques, bem como a Porsche — que tem ganhado cada vez mais espaço no mercado brasileiro. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os três esportivos mais vendidos do Brasil são da marca: o 911, o Boxster e o Cayman. Como mostram os números da Bright Consulting, as vendas de carros de luxo vêm em uma crescente e continuaram fortes até mesmo durante a pandemia — diferente do restante do mercado automotivo, que sofreu durantes os anos de Covid-19. A demanda intensa pelos veículos de luxo, inclusive, formou até filas de espera. “Quem tinha emprego ou empresa, que estava se sentindo mais ou menos seguro, e tinha recursos discricionários para investir em alguma coisa, acabou investindo em reforma de imóveis ou até na compra de uma casa nova ou de um carro”, afirmou o diretor de estratégia da Bright Consulting, Cassio Pagliarini. Agora, momento em que a economia do país já passou por um período de normalização, e que as cadeias logísticas deixaram de ser uma questão, os números aceleraram ainda mais. No mercado, a expectativa é que esse aumento na demanda ainda deve continuar, não apenas por conta do cenário de queda das taxas básicas de juros — o que ajuda a baratear o crédito e torna esse mercado mais acessível —, mas também pelos sinais de maior estabilidade da economia. “Quando você tem uma economia dentro de uma estabilidade, com uma visibilidade melhor, melhora o humor do consumidor e ele acaba com mais vontade de comprar ou de trocar de carro”, explica o diretor-presidente de marcas de luxo na Automob, Maurício Portella. O que diferencia os carros de luxo? O segmento de carros premium e de luxo normalmente costuma ter um apelo maior por desempenho, design, segurança e tecnologia. “[O que impulsiona a demanda dos mais jovens é] desempenho, sempre desempenho. Design também faz diferença para esse público, assim como tecnologia e conectividade”, diz Portella, da Automob. Veja abaixo alguns dos principais diferenciais oferecidos na maior parte dos veículos do setor: Sistemas digitais que permitem gerenciar as funções do carro e modos de direção, além de parâmetros como a pressão dos pneus, qualidade do ar, configuração de conforto dos assentos e temperatura dos freios. Diferentes modos de direção que adaptam as configurações do carro à pista em que estão – se estão andando nas cidades, em ruas de terra ou em pisos molhados, por exemplo. Os modos de condução costumam modificar parâmetros de motor, câmbio e controle de estabilidade. Personalização do exterior e do interior dos veículos, com opções de pintura e acabamentos em couro. Quanto mais caro, maior costuma ser o número de peças em fibra de carbono – material que deixa o carro mais leve e ajuda a melhorar seu desempenho. Alguns dos veículos também apostam em capota retrátil – a maioria ainda pode ser manuseada enquanto o carro está em movimento. Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero?
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03/05 - Vendas de veículos têm melhor abril desde 2019, diz Fenabrave
No acumulado de 2024, as vendas de veículos novos subiram 16,31%, a 735.312 unidades. Os emplacamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus acumularam 220.813 unidades em abril de 2024. Foi o melhor resultado para o mês em cinco anos (231.952 veículos em 2019). O aumento foi de 17,63% ante março e de 37,44% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No acumulado de 2024, as vendas de veículos novos subiram 16,31%, a 735.312 unidades. Veja abaixo a divisão: Automóveis: 164.365 emplacamentos (alta de 19,21% no mês e 39,16% no ano) Comerciais leves: 43.713 (alta de 14,75% no mês e 30,14% no ano) Caminhões: 10.553 (alta de 8,86% no mês e 44,78% no ano) Ônibus: 2.182 (alta de 6,65% no mês e 30,74% no ano) Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Br De acordo com a associação de concessionários, o crescimento no mês se explica em parte pelo maior número de dias úteis — 22 em abril, contra 20 em março, mas também pelo aumento em vendas diárias. Segundo os dados, a média de emplacamentos diários de automóveis e comerciais leves subiu 7,5% de março para abril. "Começamos 2024 confiantes em um crescimento sustentado e este primeiro quadrimestre confirma nossa expectativa", afirmou o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Jr, em comunicado à imprensa, citando momento mais favorável ao crédito e os juros mais contidos. O segmento de automóveis e comerciais leves híbridos e híbridos plug-in apurou aumentos de vendas de 13,71% na base mensal e de 101,02% ano a ano, com 8.501 unidades. Os carros e comerciais leves elétricos puros registraram crescimentos respectivos de 9,29% e 1.090,94%, a 6.705 unidades Em caminhões, os emplacamentos aumentaram 8,86% em abril ante março e 44,78% na comparação anual, para 10.553 unidades. "Apesar de o crédito, de forma geral, seguir restrito por parte de alguns agentes financeiros, as vendas financiadas por bancos de montadoras vêm registrando bons resultados, explicou Andreta Jr. * Com informações da agência Reuters.
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29/04 - Elon Musk: por que bilionário da Tesla precisa da China
A China já desempenhou no passado um papel fundamental no sucesso da Tesla — e pode ser a chave para os problemas atuais da montadora. Elon Musk REUTERS/Tingshu Wang/File Photo O bilionário Elon Musk está visitando a China esta semana para negociar com as autoridades do país a liberação do modo de autopiloto dos carros da Tesla nas ruas e estradas do país — segundo relatos da imprensa americana. Musk quer que autoridades chinesas permitam o uso do Full Self Driving (FSD) — como é conhecido o modo piloto automático dos carros Tesla. Com o FSD, robôs conseguem manobrar os carros na hora de estacionar os veículos, além de mudar os carros de pista durante as viagens. O FSD está disponível apenas em alguns países — como os EUA — mas apenas parcialmente na China. Além disso, a imprensa também tem noticiado que Musk quer usar os dados coletados pela Tesla no país para treinar seus algoritmos no exterior. A China é o segundo maior mercado da Tesla, mas a empresa americana vem sofrendo cada vez mais competição internacional justamente de empresas chinesas. Outros fabricantes de automóveis, como a Xpeng – com sede em Guangzhou – têm tentado competir com a Tesla, implementando funções de direção autônoma semelhantes nos seus carros. O mercado consumidor doméstico da China também está em forte expansão. Comprar um carro elétrico pode ser mais barato do que comprar um carro a gasolina no país — graças em parte a incentivos dados pelo governo da China. Nos últimos anos, a China se tornou um mercado fundamental para as operações da Tesla — e as relações de Musk com as autoridades chinesas foram cruciais para ajudar a empresa a enfrentar momentos financeiros difíceis. Ao mesmo tempo, o país também está gerando desafios para a multinacional americana. Os desafios da Tesla Há alguns anos, Elon Musk desdenhava dos carros elétricos produzidos na China. Em 2011, uma jornalista citou a BYD — empresa chinesa que estava produzindo carros elétricos mais baratos do que a Tesla — em uma entrevista com o bilionário, e ele a interrompeu com risos. "Você já viu os carros deles?", perguntou Musk. "Eu não acho que eles tenham um ótimo produto. Eu acho que o foco deles é — e como deve ser mesmo — garantir que eles não morram na China." Mas ao longo dos anos, sua opinião mudou. Nos últimos três meses de 2023, a empresa chinesa BYD ultrapassou a Tesla em número de veículos elétricos vendidos. No domingo (28/4), já em viagem à China, Musk disse os fabricantes de automóveis chineses como "as empresas automóveis mais competitivas do mundo". Hoje a tecnologia FSD é a grande aposta da Tesla — e a China tornou-se um dos principais mercados onde a empresa tenta derrotar seus competidores. O FSD foi lançado em 2020 — no entanto as autoridades reguladoras estão analisando de perto a nova tecnologia da Tesla. Na semana passada, as autoridades americanas iniciaram uma investigação sobre um recall feito pela Tesla em dezembro de 2 milhões de veículos. A agência reguladora Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário dos EUA (NHTSA, na sigla em inglês) disse que houve pelo menos 13 acidentes com carros Tesla e com uma morte e alguns ferimentos graves, em que o autopiloto pode estar envolvido. A NHTSA quer saber se o recall de dezembro abordou com sucesso as questões de segurança relacionadas ao sistema de assistência ao motorista da Tesla. A NHTSA disse que, apesar dos requisitos para que os motoristas mantenham o foco na estrada e estejam preparados para assumir o controle a qualquer momento quando a direção autônoma for habilitada, os motoristas envolvidos nos acidentes "não estavam suficientemente engajados". A análise da NHTSA foi conduzida antes do recall da Tesla, em que a empresa prometeu que resolveria o problema. O software da Tesla deve garantir que os motoristas estejam prestando atenção e que o recurso seja usado apenas em condições apropriadas, como em rodovias, e não em ruas. Há anos, Musk vem prometendo que os Teslas serão capazes de atuar como "robotáxis autônomos". Em 2015, ele disse que os Teslas alcançariam "autonomia total" até 2018. E em 2019, ele disse que a empresa teria robotáxis operando no ano seguinte. Este mês, Musk disse que lançaria o robotáxi da empresa em agosto. Os críticos acusam Musk de exaltar consistentemente as perspectivas de condução totalmente autônoma apenas como forma de sustentar o preço das ações da empresa, que vem caindo por causa de diversos desafios: desde a queda na demanda por veículos elétricos em todo o mundo à concorrência de fabricantes chineses mais baratos. Musk nega as acusações. Como resposta, a Tesla tem cortado os preços dos seus carros na China e em outros mercados para aumentar a procura. O preço da tecnologia FSD caiu de US$ 15 mil (mais de R$ 75 mil) no ano passado para US$ 8 mil (mais de R$ 40 mil) este mês. A Tesla relatou recentemente uma queda de 13% nas vendas automotivas, para US$ 17,3 bilhões nos primeiros três meses deste ano. As vendas globais da Tesla caíram 9%, enquanto os seus lucros caíram drasticamente para US$ 1,13 bilhões, em comparação com US$ 2,51 bilhões no mesmo período do ano passado. Até agora, em 2024, o preço das suas ações despencou 32%. Veja quem são os bilionários que mais enriqueceram em 2023 Como a China pode ajudar Musk? A Tesla oferece o FSD por assinatura na China há quatro anos, mas apenas parte dos recursos estão disponíveis no país, o que limita o sistema a operações simples, como mudança automatizada de faixa. Entre os obstáculos está a falta de autorização na China para que a Tesla utilize os dados que são coletados pelo seu sistema para treinar algoritmos de direção autônoma. Musk tenta obter aprovação oficial para transferir dados coletados no país para o exterior. Durante uma reunião no fim de semana com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, Musk foi citado pela mídia estatal dizendo que a Tesla estava disposta a cooperar profundamente com a China para "alcançar resultados vantajosos para todos". Em resposta, Li disse a Musk que o mercado chinês "estaria sempre aberto a empresas com financiamento estrangeiro", de acordo com os relatórios. A Tesla já tomou medidas para tranquilizar as autoridades chinesas sobre a implementação do FSD no país, incluindo o estabelecimento de um centro de dados em Xangai para processar dados sobre os consumidores chineses de acordo com as leis locais. A implementação do FSD na China permitiria à Tesla competir com as empresas locais no maior mercado automobilístico do mundo. A Tesla vendeu mais de 1,7 milhão de carros na China desde que entrou no mercado, há uma década, e sua fábrica em Xangai é a maior do mundo. Segundo a agência de notícias Reuters, a implementação de FSD ilimitado poderia transformar o mercado chinês em um campo de batalha para recursos de assistência ao condutor mais baratos, intensificando uma guerra de preços que a Tesla desencadeou no início do ano passado, que atraiu mais de 40 marcas no país. A China é fundamental na estratégia da Tesla para enfrentar seus problemas financeiros. As entregas de veículos da Tesla no primeiro trimestre caíram pela primeira vez em quase quatro anos. A empresa anunciou demissões de mais de 10% de sua força de trabalho global e reduziu os preços dos veículos nos principais mercados, incluindo EUA, China e Europa. A China já desempenhou papel semelhante no destino da Tesla no passado. Na década passada, o governo chinês adotou um padrão inspirado na lei do Estado da Califórnia para incentivar a venda de veículos sem emissões de gases nocivos ao ambiente. Essa mudança foi feita diante das preocupações ambientais com o alto nível de poluição de cidades chinesas. O sistema californiano e chinês encarece a produção de carros a gasolina e diesel e barateia o custo de produção de carros elétricos, através da criação de créditos negociados em um mercado. A mudança incentivou a Tesla a construir sua fábrica em Xangai, que é hoje a principal exportadora da empresa no mundo. A China também teve papel importante para as vendas da China durante a pandemia de covid, já que a fábrica de Xangai ficou fechada menos tempo do que as operações americanas durante os lockdowns. No entanto, analistas apontam que a China também representa um perigo para as operações futuras da Tesla. A chegada da Tesla na China ajudou a desenvolver uma rede de fabricantes locais de veículos elétricos que hoje em dia ameaçam a hegemonia da multinacional americana — com processos de produção mais baratos e investimento vultuosos em novas tecnologias.
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25/04 - Stellantis explica como serão aplicados os R$ 30 bilhões em investimentos no Brasil
De acordo com a companhia, R$ 13 bilhões do total previsto até 2030 serão destinados ao polo automotivo da montadora na cidade de Goiana, em Pernambuco. Além disso, 10 novos modelos devem chegar em 2024. Logotipo da Stellantis na entrada da fábrica da montadora em Hordain, na França. Foto de julho de 2021. Reuters/Pascal Rossignol/Foto de arquivo Após anunciar investimentos de R$ 30 bilhões no Brasil de 2025 a 2030, a montadora Stellantis, dona de marcas como Fiat e Jeep, detalhou nesta quinta-feira (25) seu plano estratégico de atuação no país. De acordo com a companhia, R$ 13 bilhões do total previsto para os próximos seis anos serão aplicados no polo automotivo da empresa na cidade de Goiana, em Pernambuco, para "ampliar significativamente o parque local de fornecedores nos próximos anos". "A cadeia de valor deverá contar com mais de 100 fornecedores instalados em Pernambuco, desenvolvendo e produzindo componentes e soluções para a propulsão híbrida e elétrica, descarbonizando a mobilidade e gerando novos empregos na região", informou a montadora. LEIA TAMBÉM Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o ânimo das montadoras no Brasil Juros mais baixos e alta de vendas: como será comprar carro zero em 2024 Da isenção à reoneração: o vaivém dos impostos sobre combustíveis desde 2021 Inaugurado em 2015, o polo automotivo da companhia é responsável pela produção de quatro de seus principais modelos: Jeep Renegade, Jeep Compass, Jeep Commander e Fiat Toro. O local também concentra o desenvolvimento de novas tecnologias — que se somam agora "aos esforços de inovação em hibridização e eletrificação". Conforme já mostrou o g1, esse é um caminho que tem sido perseguido pelo mercado automotivo brasileiro como um todo. Recentemente, montadoras anunciaram, juntas, o valor recorde de R$ 125 bilhões em investimentos no país, com foco justamente na eletrificação dos veículos. LEIA MAIS. Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Br O principal destino dos R$ 30 bilhões divulgados pela Stellantis — o maior valor já anunciado por uma única montadora no país — será o desenvolvimento de tecnologia bio-hybrid, modelo que combina a eletrificação com motores flex movidos a etanol. Entre 2025 e 2030, a previsão é que sejam criadas: 4 novas plataformas (bio-hybrid); 40 novos modelos de veículos; 8 powertrains (grupo motopropulsor do veículo). Segundo Carlos Tavares, diretor-executivo da Stellantis, a empresa mira sobretudo clientes brasileiros de classe média, seu principal público consumidor. A montadora também projeta, ao todo, 10 novos veículos em 2024. Além dos já lançados Fiat Titano e Jeep Compass e Commander com motor Hurricane, a companhia terá: o Citröen Basalt, cujo lançamento já foi anunciado; o Novo Peugeot 2008, divulgado nesta semana; e outros cinco modelos que serão anunciados ao longo do ano. Novo Peugeot 2008 Divulgação/Stellantis Investimentos na América do Sul — e modelo inédito na Argentina Além dos R$ 30 bilhões em investimentos no Brasil, a Stellantis informou que irá destinar R$ 2 bilhões à Argentina até 2030. Entre as novidades, a montadora também anunciou o início da produção do Novo Peugeot 2008 em El Palomar, na Argentina. Esse será o primeiro veículo SUV fabricado pela Stellantis no país. Segundo a companhia, serão investidos mais de US$ 270 milhões (R$ 1,3 bilhão) para produzir o novo modelo, que se somarão aos US$ 320 milhões (R$ 1,6 bilhão) já investidos na transformação industrial de El Palomar e na implementação da plataforma modular CMP — base para a produção de modelos compactos.
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23/04 - Venda de motos novas cresce 21% no 1º trimestre; veja as mais vendidas
De janeiro a março, o país registrou 432.288 novos emplacamentos, contra 357.047 no mesmo período de 2023. É o primeiro trimestre mais forte em vendas desde 2012. Honda CG 160 Start 2020 Honda/Divulgação Os brasileiros já compraram mais de 430 mil motos novas até março de 2024, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Foram, no total, 432.288 novos emplacamentos no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 21,07% em relação a igual período de 2023. Só em março de 2024, a federação registrou 152.670 novos emplacamentos. Em relação a fevereiro, a alta foi de 12,02% (136.292 unidades); Em relação a março de 2023, o avanço foi de 4,61% (145.936 unidades). Os números são fortes mesmo em relação ao ano passado, que registrou o maior patamar de emplacamentos de motos desde 2012. Ao todo, foram 1.581.526 motos emplacadas em 2023, contra 1.637.506 naquele ano. O primeiro trimestre de 2012, inclusive, registrou 442 mil emplacamentos de novas motos, apenas 2% a mais que a mesma janela de 2024. "O segmento vem sendo influenciado positivamente por uma série de fatores nos últimos anos, como o aumento dos serviços de entrega e a busca por um transporte individual econômico", afirma Andreta Junior, presidente da Fenabrave. Ainda de acordo com Andreta Junior, o início de 2024 registra alta expressiva na venda de motos também por conta da melhora do crédito. O g1 mostrou como juros mais baixos tem favorecido a alta de emplacamentos também entre os carros e comerciais leves. De acordo com Andreta Junior, houve um aumento de 15% na aprovação de crédito e a expectativa é que a queda da taxa básica de juros e consequentemente dos spreads bancários (diferença entre os juros de captação dos bancos e as taxas cobradas na ponta consumidora) também beneficiem o setor. "Quando tem uma queda na taxa de juros, o mercado consegue alongar o prazo [de financiamento]. E a inadimplência também está estabilizada, então tudo tem contribuído também para a venda de veículos", disse. LEIA MAIS Quase R$ 8 milhões: veja o ranking e os preços dos carros mais caros à venda no país Volkswagen Polo assume a ponta e é o carro novo mais vendido no 1º trimestre; veja o top 10 Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Brasil Com alta de mais de 6% em dois meses, etanol só compensa em 8 estados e no DF As mais vendidas A Honda CG 160 foi a moto nova mais vendida no Brasil no primeiro trimestre de 2024, segundo dados da Fenabrave. Ao todo, foram emplacadas 102.931 unidades do modelo no acumulado de janeiro a março. A segunda colocação do ranking ficou com a Honda Biz, com 72.084 unidades vendidas, seguida pela Honda Pop 110i, que fechou o pódio com 37.186 emplacamentos no período. Entre as marcas, os dados da Fenabrave mostram uma predominância da Honda no mercado brasileiro de motos, com 70,78% do total de unidades comercializadas de janeiro a março deste ano. Na sequência, estão a Yamaha (17,14%), a Mottu (3,47%), a Shineray (2,84%) e a Haojue (1,04%). Veja a lista de mais motos vendidas no 1º trimestre: Honda CG 160: 102.931 unidades Honda Biz: 72.084 unidades Honda Pop 110i: 37.186 unidades Honda NXR 160: 36.232 unidades Mottu Sport 110i: 15.011 unidades Honda PCX 160: 13.927 unidades Honda CB 300F: 11.955 unidades Yamaha YBR 150: 11.376 unidades Honda XRE 300: 11.201 unidades Yamaha Fazer 250: 11.168 unidades Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Brasil Aumento de veículos financiados Entre os veículos de quatro rodas, foram 514.517 novos emplacamentos no país no primeiro trimestre, uma alta de 9,1% em relação ao mesmo período de 2023. O cenário de crédito também foi apontado como primordial. De acordo com Andreta Junior, os automóveis adquiridos por meio de empréstimos correspondiam a cerca de 52,6% do total de veículos vendidos em fevereiro de 2023 — proporção que passou para 56,7% do total em fevereiro deste ano. "Esse número foi reduzido nos últimos tempos, já que estava-se comprando muito mais carros à vista do que financiados. Agora com a queda da taxa de juros, a tendência é que [esse número] volte para o volume de 60%, 70% do total", completou o presidente da Fenabrave. Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Br
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20/04 - Com alta de mais de 6% em dois meses, etanol só compensa em 8 estados e no DF
Calculadora do g1 mostra que, em geral, a relação entre preços está melhor para quem opta por abastecer com gasolina; faça a simulação para os preços do seu posto. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço médio do etanol aumentou 6,42% nos postos de combustíveis do país nos últimos dois meses. Com isso, a gasolina está mais vantajosa em 18 estados para abastecer veículos flex, enquanto o álcool está valendo mais a pena em 8 estados e no Distrito Federal. É o que mostra a calculadora de combustíveis do g1, com base nos preços médios nos postos encontrados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última semana. A calculadora do g1 considera o preço e o rendimento de cada combustível. Segundo especialistas, o etanol é mais vantajoso quando está custando até 70% do preço da gasolina. (entenda mais abaixo) Os preços atuais também mostram uma mudança significativa de cenário em relação a dois meses atrás, quando o etanol era mais vantajoso em 14 estados e no Distrito Federal. De acordo com o diretor-executivo da AbriLivre, Rodrigo Zingales, o ambiente mais favorável para a gasolina em alguns estados pode ser justificado, entre outros pontos, pelo seguinte movimento: alta no preço do etanol vendido pelo produtor à distribuidora, o que eleva o custo do combustível nos postos; política de preços da Petrobras, que ajuda a segurar o repasse dos aumentos da cotação do petróleo no mercado internacional; e custos de importação ainda comportados, o que ajuda a manter os preços da gasolina. Veja abaixo qual combustível compensa mais em cada estado: Preços médios do etanol e da gasolina nos estados e no DF Vale reforçar que a lista considera o preço médio por estado, com base no levantamento feito pela ANP ao longo da semana de 14 a 20 de abril. Na calculadora do g1, você pode conferir qual combustível mais vale a pena de acordo com os preços exatos que você encontrar no posto. Faça o cálculo abaixo: Como funciona a calculadora? O cálculo da ferramenta do g1 é o seguinte: quando você seleciona e insere o preço do álcool, esse valor é dividido por 0,70 — ou seja, 70%. Já no caso da gasolina, o preço é multiplicado por 0,70. Por que a regra dos 70%? O professor Marcelo Alves, do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli/USP explica que esse cálculo é baseado no poder calorífico dos combustíveis, que significa a quantidade de energia existente na molécula de cada um deles. Moléculas são propriedades de uma substância composta por um ou mais átomos. Os átomos são, por sua vez, formadores de matéria. Ou seja, tudo aquilo que ocupa espaço e possui massa. "O poder calorífico significa, portanto, o quanto você consegue extrair de energia por massa de combustível. Ou seja, por unidade de massa de combustível", diz. Entenda a lógica da calculadora do g1 para o valor do combustível O professor elenca ainda outras especificações, considerando a densidade (relação entre a massa de um material e o que ele ocupa) de cada combustível. "Em um dia frio, por exemplo, tanto a gasolina quanto o álcool ficam mais densos, e essa variação de densidade não é igual para os dois." "A regra dos 70%, portanto, é válida como um número indicativo, baseado em um dado empírico [confirmado a partir de experiências]", reforça. Ele esclarece ainda que pode haver uma diferença conforme cada veículo, incluindo se o sistema de injeção de combustível no motor for otimizado para queimar etanol ou gasolina. "Portanto, o motorista precisa analisar uma média para o seu próprio carro", sugere.
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18/04 - Prates diz que Petrobras não vê razão para mexer em preços de combustíveis
A cotação do petróleo Brent, referência global, registrou maior volatilidade ao longo de abril, em meio a preocupações com o conflito entre Israel e Irã. Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, durante primeira coletiva de imprensa à frente da estatal, em 2 de março de 2023. Tomaz Silva/Agência Brasil A Petrobras monitora as condições de mercado e por enquanto não vê razão para mexer nos preços de combustíveis, disse o presidente-executivo da empresa, Jean Paul Prates, em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (18). "Estamos avaliando todas as condições de mercado. Não há razão para pânico nenhum agora", afirmou ele, após participar de evento no Rio de Janeiro. "Nós estamos avaliando o cenário internacional e, por enquanto, não há nada que faça a gente mover [preços], e o próprio preço do petróleo indica isso", acrescentou. LEIA MAIS: Guerra no Oriente Médio: governo quer que Petrobras aguarde antes de alterar preços Alexandre Silveira: governo ainda não tem posição sobre dividendos, mas fiscal é importante Distribuição de dividendos não gera problemas para investimentos da Petrobras, diz Haddad A cotação do petróleo Brent, referência global, chegou a fechar acima de US$ 90 o barril em alguns dias da última semana. Na véspera, o Brent recuou, fechando um pouco acima de US$ 87, patamar de negociação desta quinta-feira. Mas o Brent registrou maior volatilidade ao longo de abril, marcando no dia 5 uma máxima de fechamento desde outubro do ano passado, a US$ 91,17, em meio a preocupações com um conflito entre Israel e Irã. No acumulado do ano, a alta é de cerca de US$ 10 o barril, ou aproximadamente 13%. A Petrobras não aumentou os preços da gasolina e do diesel este ano, com integrantes do mercado apontando um aumento da defasagem. Não bastasse a volatilidade dos preços do petróleo, o dólar tem se valorizado frente ao real, outro fator que impacta nas contas da defasagem dos combustíveis em relação aos valores externos. Na tarde desta quinta-feira, o dólar tinha leve alta frente ao real. No acumulado do ano, a moeda registra alta de cerca de 8%. Alexandre Silveira: Petrobras não pode ter único objetivo de "ter lucros exorbitantes"
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18/04 - 'Quero limpar meu nome antes de morrer': A engenheira demitida pela Tesla após denunciar a empresa e que enfrenta Elon Musk nos tribunais
Cristina Balan, ex-funcionária da Tesla, trava uma batalha de uma década com a empresa automotiva de Elon Musk. Cristina Balan finalizou o tratamento de quimioterapia para câncer de mama CRISTINA BALAN via BBC Uma ex-funcionária da Tesla, a empresa automotiva de Elon Musk, enfrenta há uma década o bilionário e a companhia na Justiça — e segue buscando um pedido público de desculpas. A engenheira Cristina Balan era uma estrela em ascensão dentro da Tesla nos Estados Unidos, tanto é que suas iniciais foram gravadas nas baterias de cada carro elétrico Model S. Mas depois de denunciar uma preocupação de segurança relacionada a um erro de design que poderia afetar o sistema de freio dos automóveis em 2014, ela afirma que a direção da companhia se tornou hostil — e ela perdeu o emprego. Ela ganhou um processo de demissão sem justa causa, mas mais tarde foi acusada publicamente pela Tesla de usar seus recursos para um “projeto secreto” dela —– acusação que equivale a peculato, considerado crime pela legislação americana. Balan negou sistematicamente a acusação e tomou medidas legais — mas, anos depois, ela ainda está aguardando que o seu caso seja julgado em uma audiência pública na Califórnia. A Tesla não respondeu aos pedidos de posicionamento da BBC. A empresa nunca forneceu maiores detalhes sobre a acusação. Balan afirma que está determinada a provar sua inocência pelo bem do filho. Ela é mãe solo. “Sou a heroína dele”, diz ela. “Sou a mamãe que faz aviões e carros.” E ela não quer que ele cresça acreditando que sua mãe era uma ladra. Perto do final da nossa chamada por Zoom, Cristina Balan tirou a peruca e, com lágrimas nos olhos, me contou que havia acabado de terminar o tratamento contra câncer de mama. "Quero limpar meu nome. Gostaria que Elon Musk tivesse a decência de pedir desculpas", afirma. As iniciais CB em uma bateria do Model S, da Tesla, em reconhecimento às contribuições de Cristina Balan para o design CRISTINA BALAN via BBC Ela diz que, embora esteja atualmente em remissão de um câncer de mama em estágio 3B, sua maior preocupação é não poder viver para ver o desfecho do processo no tribunal. Balan compartilhou com a BBC News várias comunicações entre ela e a Tesla durante o tempo em que trabalhou lá. Ela começou bem: lembra-se de ter conversado com Musk na fila do almoço na cantina dos funcionários, e diz que era feliz e bem-sucedida. Apaixonada por automóveis desde a infância na Romênia, ela havia realizado um sonho. “Tudo foi para o brejo quando percebi que eles estavam escondendo alguns problemas críticos de segurança”, afirma. Balan estava preocupada com o fato de os tapetes estarem enrolando sob alguns pedais — uma falha de design simples, mas potencialmente fatal —, e disse que os clientes haviam reclamado. “Se você não consegue pisar no freio, outra pessoa, fora do Tesla, pode se machucar”, diz ela. "Eles só tinham que falar: 'Percebemos que os tapetes são ruins — simplesmente tirem eles dos carros.'" Mas os gestores rejeitaram as preocupações dela e tornaram-se hostis, afirma Balan. Ela enviou então um e-mail a Musk, que havia incentivado os funcionários a procurá-lo pessoalmente para esclarecer quaisquer preocupações que pudessem afetar a reputação da Tesla. “Mandei dois e-mails para ele”, diz Balan. “Enviei um antes de sair [da Tesla], dizendo a ele que estávamos todos ameaçados." "Na minha cabeça, eu pensava: 'Ele ainda quer fazer o que é certo para a Tesla.'" Mas não funcionou — e Balan perdeu o emprego. A BBC News apresentou as alegações da ex-funcionária à Tesla, mas não recebeu resposta. O site da empresa diz: “A segurança é a parte mais importante de cada Tesla". “Projetamos nossos veículos para exceder os padrões de segurança." Balan relata que, quando era funcionária, levou suas preocupações sobre segurança ao CEO da Tesla, Elon Musk REUTERS via BBC Outro ex-funcionário da Tesla, Lukasz Krupski , afirmou ter tido uma experiência semelhante, não relacionada ao caso, depois de enviar um e-mail a Musk sobre preocupações com as condições de trabalho na sede da Tesla na Noruega. E Balan diz que outros funcionários da Tesla podem ter “medo de falar”. O processo dela será julgado mais cedo ou mais tarde pelo Tribunal de Apelações do Nono Circuito da Califórnia. É a sua única oportunidade de recuperar sua reputação profissional, acredita Balan. “Não quero desistir da minha carreira”, diz ela. "E eu sei que se não ganhar [o processo], não importa o quão boa eu seja." “Todo mundo vai ver o que a Tesla diz sobre [mim], então minha carreira acabou." "Não quero que isso aconteça." O estilo de liderança de Musk é notoriamente pouco convencional — mas algumas pessoas que trabalharam para ele dizem que ele obtém resultados. Dolly Singh, que trabalhou para Musk na SpaceX entre 2008 e 2013, afirmou anteriormente à BBC News que ele era um “líder incrível”. “Se não fosse esse o caso, ele não estaria realizando as coisas que está realizando”, disse ela em 2022. “Sim, é cansativo trabalhar para Elon. Mas acho que é um treinamento como nenhum outro." O advogado americano Gordon Schnell, do escritório Constantine Cannon, afirma que um número cada vez maior de profissionais da área de tecnologia está denunciando práticas das empresas. Os riscos são muito altos porque os produtos tecnológicos têm “um impacto bastante amplo no mundo”, diz ele. “Realmente, afetam todas as nossas vidas.” Mas o conselho de Schnell, especializado em representar informantes, é explorar todas as opções possíveis antes de tornar pública qualquer denúncia. “Existem muitos canais protegidos em vários setores diferentes que um denunciante pode utilizar, em que pode levar preocupações confidenciais às agências governamentais que sejam mais adequadas para resolver essas preocupações”, destaca. * Reportagem adicional de Philippa Wain. Veja quem são os bilionários que mais enriqueceram em 2023
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17/04 - Embraer recebe encomenda de até 50 carros voadores de empresa do Japão
Segundo a Embraer, a carta de intenção foi assinada pela empresa AirX, a maior empresa pública de serviço de fretamento de helicópteros do Japão. Embraer recebe encomenda de até 50 carros voadores de empresa do Japão. Divulgação/Embraer A Eve Air Mobility, empresa de mobilidade urbana responsável pelos eVTOLs da Embraer, informou nesta quarta-feira (17) que recebeu uma encomenda para entregar até 50 carros voadores para uma empresa do Japão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a Embraer, a carta de intenção foi assinada pela empresa AirX, a maior empresa pública de serviço de fretamento de helicópteros do Japão. A encomenda prevê 10 pedidos firmes de carros voadores, com direito de compra de outras 40 aeronaves eVTOLs (sigla para "veículo elétrico de pouso de decolagem vertical"). O valor do negócio não foi revelado. Com quase 3 mil encomendas, ‘carro voador’ da Embraer passa por regulamentação na Anac Divulgação/Anac Além dos carros voadores, a empresa adquiriu serviços de tecnologia prestados pela Embraer na área de gerenciamento de tráfego aéreo. Ainda segundo a Embraer, a AirX é pioneira em mobilidade aérea avançada no Japão e anunciou o lançamento do primeiro campo de testes de eVTOL em Tóquio. Para a Embraer, a região Ásia-Pacífico é um mercado importante para negociações. Além do Japão, a empresa disse que tem trabalhado com operadores na Austrália, Índia e Coreia do Sul, entre outros locais. MODELOS: Veja projetos de eVTOLs que podem ganhar os céus nos próximos anos FÁBRICA EM SP: Primeira fábrica do 'carro voador' da Embraer será em Taubaté Os carros voadores se assemelham, na estrutura, aos helicópteros, mas são feitos para viagens de curta distância, dentro de uma mesma cidade ou para cidades próximas. Outra característica comum dos eVTOLs é o motor elétrico. Os helicópteros são abastecidos com querosene ou gasolina. Também há diferenças nas asas, que podem ser fixas no carro voador, e no tipo de hélice - veja mais abaixo. Conhecido como "carro voador", o EVE-100, da Eve Air Mobility, será produzido em Taubaté (SP) e tem como objetivo tornar os voos urbanos mais acessíveis à população. Conceito de eVTOL da Eve, empresa da Embraer Divulgação/Eve 'Carro voador' da Embraer Como o tema dos eVTOLs ainda é considerado como 'futurista' para muitas pessoas, o g1 preparou um material com as principais respostas da inovação até o momento. Confira abaixo: Como serão as viagens? De acordo com a Eve, os 'carros voadores' terão alcance máximo de 100 quilômetros e vão reduzir as viagens intraurbanas de uma hora para 15 minutos (atendem 99% dos trajetos interurbanos). Esse é o principal objetivo da inovação, além de tornar os voos urbanos mais acessíveis à população. Em relação a um helicóptero, o carro voador terá menor custo operacional, de manutenção e menor emissão de ruído. Por se tratar de um veículo elétrico, terá também zero emissão de CO2. Confira a entrevista do presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto Onde serão operados? Segundo a empresa, os operadores (clientes que adquirirem o produto) vão oferecer voos em trajetos específicos, como transporte para aeroportos e para vertipotos (um tipo de heliponto). Além disso, há previsão de voos turísticos. Até o momento, a expectativa é que São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Francisco - nos Estados Unidos - sejam os primeiros locais e receber os 'carros voadores'. Além disso, há também clientes na Noruega, Austrália, Kenya, Dubai e Reino Unido. Embraer anuncia parceria com aérea para carro voador operar transporte urbano nos EUA Divulgação/Embraer Quanto vai custar? A estimativa da empresa é que o preço de uma viagem fique mais próximo ao de uma viagem de carro por aplicativo do que um voo feito por helicóptero, que tem custo considerado alto. De acordo com a Eve, a proposta é justamente democratizar os voos urbanos, proporcionando acesso maior às pessoas. Um estudo de operação realizado pela empresa praticou um preço a partir de R$ 99 para uma viagem entre a Barra da Tijuca e o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Conceito da área interna do eVTOL mostra cidade do Rio de Janeiro, mas primeiros testes na cidade usarão helicópteros Divulgação/Embraer Quem são os clientes? Ao g1, a Eve explicou que os clientes são diversificados e, no momento, tem cartas de intenções para até 2.850 eVTOLs (mais de US$ 8 bi) para operadores de helicópteros, companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados. Ao todo, são 28 clientes espalhados por todos os continentes. No Brasil, dos 2.850 eVTOLs, são 335 veículos encomendados, sendo que 100 são para a Avantto, 50 para a Helisul, 50 para a OHI (Revo), 40 para a FlyBIS, 25 para a Flapper e 70 para a Voar. Por enquanto, o objetivo é que o produto seja oferecido apenas para empresas voltados a serviços de transporte, e não para uso privado. Qual a capacidade de ocupação? Os "carros voadores" da empresa terão lugar para quatro passageiros e um piloto. Por que é chamado de carro voador? Os eVTOLs são popularmente chamados como "carros voadores" por conta da proposta de integrá-los a mobilidade urbana e, como o transporte terrestre, conectar as comunidades do ponto A ao ponto B. A empresa explica que o serviço poderá ser oferecido por meio de aplicativos de compartilhamento, como os de corrida de carro. As pessoas poderão, por exemplo, comprar um assento em um determinado trajeto que será oferecido por um operador. Embraer anuncia fabricação de carro voador em Taubaté Embraer anuncia parceria com aérea para carro voador operar transporte urbano nos EUA Divulgação/Embraer Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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16/04 - Comissão do Senado aprova inclusão de dados de município e estado em placas do Mercosul
Placas atuais apresentam a bandeira do país de origem do veículo, mas omitem a cidade de origem do automóvel. Segundo relator, medida traz 'maior identificação da população com suas origens'. Novas placas padrão Mercosul Procon/MS A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (16) um projeto que obriga a inclusão de informações sobre o município e o estado de origem nas placas de veículos registrados no Brasil. O texto, que seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, torna obrigatória a adoção da regra pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Atualmente, os emplacamentos feitos no Brasil seguem o padrão Mercosul, instituído por uma resolução do Contran a partir de 2020. As placas nesse padrão apresentam a bandeira do país de origem do veículo, mas omitem a cidade de origem do carro ou da moto. A informação somente é disponibilizada por meio de uma consulta via aplicativo. A proposta aprovada pela CAE estabelece que a regra somente passaria a valer para carros e motos emplacados um ano depois da eventual publicação da lei — após a aprovação em definitivo do projeto pelos senadores e pelos deputados. O texto não indica a maneira com a qual os campos seriam dispostos na placa. Relator da proposta, o senador Lucas Barreto (PSD-AP) argumentou que a medida traz "maior identificação da população com suas origens" e auxilia na adoção de "medidas de segurança, tanto em operações de trânsito, quanto no combate ao crime".
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16/04 - Saiba como as empresas que já encomendaram carros voadores da Embraer pretendem usá-los no Brasil
Segundo a Eve Air Mobility, empresa de mobilidade urbana responsável pelos eVTOLs da Embraer, o objetivo é iniciar a operação até o fim de 2026. Conceito do eVTOL da Eve, subsidiária da Embraer Divulgação/Eve Mesmo que isso ainda pareça distante, é possível que, em pouco mais de dois anos, carros voadores estejam se deslocando no céu do Brasil. Isso porque a previsão da Embraer é que os eVTOLs (sigla em inglês para 'veículo elétrico de pouso de decolagem vertical') entrem em operação até o fim de 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Com isso, as empresas brasileiras que já encomendaram carros voadores da companhia de aviação sediada em São José dos Campos (SP) têm se planejado para poder oferecer viagens no país. Leia aqui um guia completo sobre os carros voadores da Embraer De acordo com Eve Air Mobility, corporação de mobilidade urbana responsável pelos eVTOLs da Embraer, já há cartas de intenções para até 2.850 carros voadores para operadores de helicópteros, companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados em todo o mundo. Ao todo, são 29 clientes espalhados por todos os continentes. No Brasil, dos 2.850 eVTOLs, são 335 veículos encomendados, sendo que 100 são para a Avantto, 50 para a Helisul, 50 para a OHI (Revo), 40 para a FlyBIS, 25 para a Flapper e 70 para a Voar. O g1 entrou em contato com as seis empresas brasileiras que já encomendaram carros voadores para entender como elas pretendem usá-los no país. Confira abaixo: Embraer anuncia parceria com aérea para carro voador operar transporte urbano nos EUA Divulgação/Embraer Flapper A empresa confirmou que, até o momento, encomendou 25 carros voadores, que estão previstos para serem entregues entre 2025 e 2027. Além do Brasil, há previsão de que eles possam ser usados também em outros países da América. Atualmente, a Flapper tem como foco voos de táxi aéreo, como por exemplo para operações de ‘transfer’ (transporte de um passageiro de/ou para aeroportos), e viagens de curta distância, como de Guarulhos para São Paulo, de São Paulo para Angra dos Reis, Porto Seguro para Trancoso e Rio de Janeiro para Angra dos Reis. Os carros voadores, portanto, vão reforçar esse tipo de operação, que já é feita pela empresa com outros veículos aéreos. “A ideia é substituir as atuais operações da frota tradicional de táxi aéreo por aeronaves de nova geração, mais econômicas, seguras e silenciosas. A maior oportunidade é abrir o mercado para um público totalmente novo, que hoje utiliza carros de alto padrão para se deslocar até seu destino, seja a negócios ou a lazer”, explica a Flapper. Conceito da área interna do eVTOL mostra cidade do Rio de Janeiro, mas primeiros testes na cidade usarão helicópteros Divulgação/Embraer Em relação aos preços, a empresa informou que pretende oferecer voos mais baratos do que os que são feitos de helicóptero. “Os clientes poderão reembolsar entre R$ 500 e R$ 1.000 por voo. Com o tempo, à medida que a capacidade das aeronaves e de suas baterias melhorarem - e as operações se tornarem totalmente autônomas - esperamos que o preço caia para R$ 300 por passageiro”. Atualmente, um ‘transfer’ de helicóptero entre o aeroporto de Guarulhos e a avenida Brigadeiro Faria Lima custa de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil. Como funciona "Carro Voador" da Embraer ? OHI (Revo) A OHI (Revo) informou que tem trabalhado para desenvolver requisitos operacionais e infraestruturas necessários para receber 50 carros voadores da Eve Air Mobility. De acordo com a empresa, ao menos numa fase inicial a ideia é incluir os eVTOLs em rotas com distâncias de voo menores, como por exemplo a rota de Guarulhos. “O principal objetivo é tornar os voos mais verdes, acessíveis e sustentáveis”, explica. Também conforme a companhia, ainda não é possível estimar um custo exato para esse serviço, mas a expectativa é que os carros voadores diminuam o valor de investimento dos passageiros. “Estamos comprometidos em criar um futuro em que os voos urbanos serão mais democráticos e neutros em carbono”, garante a OHI (Revo) Embraer anuncia fabricação de carro voador em Taubaté FlyBIS Com carta de intenções para aquisição de até 40 aeronaves, a FlyBis terá como foco inicial desenvolver a mobilidade aérea urbana no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Posteriormente, o objetivo será expandir o serviço para outros países da América do Sul, como Argentina e Uruguai. “Planejamos oferecer o serviço de mobilidade aérea urbana e “transfer” para aeroportos em Porto Alegre e Florianópolis. A FlyBIS também tem foco no turismo na região da Serra gaúcha (Gramado e Bento Gonçalves) e no litoral norte de Santa Catarina (Balneário Camboriú)”, diz a empresa. Em relação ao preço, a empresa comentou que também não consegue prever um valor para viagens com os carros voadores neste momento. eVTOL vai começar operação com espaço para quatro passageiros mais um piloto Divulgação/Eve Voar Dos 70 carros voadores encomendados pela Voar, 15 já foram selecionados para serem usados na capital paulista, para “melhorar a eficiência dos serviços de transporte aéreo na região, considerando a importância econômica e logística de São Paulo no cenário nacional”, conforme afirma a empresa. Além disso, a empresa prevê também usar os veículos em diversas outras cidades do país, como por exemplo Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Recife, Goiânia, Ribeirão Preto, Florianópolis e Balneário Camboriú. “As principais áreas metropolitanas e destinos turísticos serão estruturados pela Voar levando em consideração as necessidades específicas dos eVTOLs incluindo espaço para pousos e decolagens, além da infraestrutura de recarga elétrica das aeronaves”, afirma. A empresa informou ainda que o custo do serviço será influenciado por diversos fatores, mas que o objetivo é oferecer preços acessíveis. Conceito de eVTOL da Eve, empresa da Embraer Divulgação/Eve Helisul A Helisul conformou que já encomendou 50 carros voadores da Embraer e que eles serão usados para viagens de turismo e voos panorâmicos. A empresa também afirmou que “é muito cedo para ter uma noção de preço”. O g1 entrou também em contato com a Avantto, mas não obteve retorno da empresa. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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15/04 - Governo vai notificar 3,4 milhões de motoristas que ainda não fizeram exame toxicológico
Falha em regularizar situação pode gerar multa de R$ 1.467,35 por infração gravíssima. Norma vale para condutores profissionais, que devem conferir necessidade na Carteira Digital. Exame toxicológico é obrigatório para motoristas com CNH nas categorias C, D e E Reprodução/RPC A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) vai enviar esta semana notificações para 3,4 milhões de motoristas com carteiras das categorias C, D e E que ainda não realizaram exame toxicológico. O prazo para regularização da situação termina no fim deste mês. O alerta será disparado por meio da Carteira Digital de Trânsito (CDT) e mira motoristas com carteira de habilitação com vencimentos entre julho e dezembro. Quem não fizer o exame poderá ser multado diretamente pelos sistemas eletrônicos do Detran já no dia 1º de maio. A infração neste caso é considerada gravíssima, o que significa uma multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na carteira de motorista. A aplicação da multa, no entanto, não é automática. Quem precisa fazer O exame é obrigatório para motoristas das categorias C, D e E — que dirigem veículos como caminhões, vans e ônibus — com habilitações novas ou renovadas a partir de 3 de setembro de 2017. O prazo original para regularização já foi alterado diversas vezes, mas a última prorrogação, realizada em janeiro deste ano, estendeu a data limite para: 31 de março – no caso dos motoristas com carteiras de validade entre janeiro e junho; e 30 de abril, no caso dos motoristas com carteiras de validade entre julho e dezembro Para verificar se o exame toxicológico está em dia o motorista deve: Acessar a área do condutor da CDT; Clicar no botão “Exame toxicológico”; Verificar se o prazo para realização está vencido; Em caso positivo, buscar um dos laboratórios credenciados e fazer a coleta para a realização do exame toxicológico. 2,4 milhões de motoristas ainda não fizeram o exame toxicológico
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15/04 - Tesla pretende cortar mais de 10% de seus funcionários
Último relatório anual da empresa de Elon Musk mostra que companhia tem cerca de 140 mil empregados, o que significaria ao menos 14 mil demissões. Elon Musk, dono do X (ex-Twitter), da SpaceX e da Tesla Reuters/Tingshu Wang A Tesla planeja cortar "mais de 10%" de sua força de trabalho em todo o mundo, de acordo com o site de notícias Electrek, que publicou nesta segunda-feira (15) um e-mail do fundador do grupo, Elon Musk, anunciando a medida. Os cortes de empregos foram necessários após o "rápido crescimento" que levou à duplicação de funções, destacou Musk no e-mail aos funcionários, de acordo com o Electrek, um site focado em veículos elétricos. "Não há nada que eu odeie mais, mas tenho que fazer isso", declarou. "Realizamos uma análise profunda e tomamos a decisão de reduzir nossos efetivos em mais de 10% a nível mundial", acrescentou. LEIA MAIS: Elétricos com preços mais acessíveis? Entenda os desafios e perspectivas do setor Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reanimou as montadoras no Brasil CEO da Volkswagen fala ao g1 sobre nova onda de investimentos Em seu último relatório anual, a Tesla indicou que no final de dezembro tinha cerca de 140 mil empregados, o que significaria ao menos 14 mil demissões. A Tesla não respondeu aos pedidos de comentários da AFP. O anúncio acontece quase 10 dias depois de a empresa informar uma diminuição nas entregas de automóveis no primeiro trimestre, em um relatório que decepcionou investidores. Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Brasil A companhia de Musk também determinou uma série de reduções nos preços dos veículos elétricos em resposta à crescente concorrência e ao baixo crescimento da demanda em alguns mercados. No final do ano passado, a Tesla iniciou as entregas do Cybertruck, um veículo inspirado na era espacial que Musk promoveu, ao mesmo tempo que alertou que sua produção levaria tempo para atingir rentabilidade. A Tesla perdeu o primeiro lugar mundial no mercado de veículos elétricos para a chinesa BYD no último trimestre de 2023. Além disso, a fabricante, que desde o seu início visava veículos de alto padrão, sofre com a concorrência dos carros chineses a preços muito baixos. No primeiro trimestre de 2024, entregou muito menos veículos do que o esperado e sua produção caiu 1,6% na comparação anual. "As entregas do primeiro trimestre foram um pesadelo, com a demanda chinesa e global por veículos elétricos caindo" drasticamente, estimaram analistas da Wedbush Securities. Nesta segunda-feira (15), o vice-presidente sênior da Tesla, Drew Baglino, anunciou sua saída do grupo na rede X, propriedade de Musk. Era um dos rostos mais conhecidos do grupo, onde trabalhou por 18 anos. Segundo a Bloomberg, outro vice-presidente, Rohan Patel, também deixará a empresa. Até 11h35 (horário de Brasília), a Tesla perdia 2,88% na bolsa de Nova York.
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15/04 - Educação Financeira #290: a disputa na Petrobras e o impacto na bolsa
Especialista fala sobe polêmica dos dividendos da petroleira e explica os impactos que isso gera para acionistas e a bolsa brasileira. Depois de anunciar R$ 14,2 bilhões em dividendos no começo de março, as ações da Petrobras viveram dias difíceis. No dia do anúncio, os papéis caíram 10%. Apesar de bilionário, o valor veio abaixo das expectativas e representa o mínimo que a companhia deveria pagar — equivalente a 45% do fluxo de caixa livre da empresa. Não foram pagos os dividendos extraordinários, e houve frustração do mercado com a decisão da empresa de reter o restante. A partir daí, rumores dos bastidores de Brasília diziam que o atual presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, poderia ser demitido, depois que ele se posicionou contra a decisão de não distribuir os dividendos, como queriam os acionistas. Depois de mais essa turbulência na empresa, este episódio do podcast Educação Financeira vai explorar como essa crise impacta os acionistas e o mercado financeiro brasileiro como um todo. OUÇA O PODCAST ABAIXO: Ouça também nos tocadores Spotify Amazon Apple Podcasts Google Podcasts Castbox Deezer Logo podcast Educação Financeira Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel.
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14/04 - Pós-pandemia, crédito e euforia da indústria: CEO da Volkswagen fala ao g1 sobre nova onda de investimentos
Ciro Possobom analisou o cenário econômico que motivou a montadora a anunciar R$ 16 bilhões em suas fábricas no Brasil até 2028. CEO da Volkswagen fala ao g1 sobre nova onda de investimentos O mercado automotivo brasileiro passa por um ciclo histórico de investimentos. Montadoras que atuam no país anunciaram recentemente aportes que, juntos, chegam a R$ 125 bilhões, conforme dados compilados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O montante representa um recorde para o setor. Entre os novos anúncios, está o plano da Volkswagen de aplicar R$ 16 bilhões nas suas quatro fábricas no Brasil até 2028. São R$ 9 bilhões novos que se somam aos R$ 7 bilhões divulgados em 2021 pela montadora. O valor total prevê a fabricação de 16 novos veículos, incluindo modelos híbridos, 100% elétricos e total flex, além de "projetos inovadores" e "foco em descarbonização". A montadora informou ainda que irá produzir quatro veículos inéditos — entre eles, uma picape. Conforme mostrou o g1, o cenário positivo para a indústria ocorre em um contexto de melhora na perspectiva de crédito, diante do ciclo de quedas da Selic, a taxa básica de juros brasileira. Esse é um fator crucial para o setor, que é bastante dependente de financiamentos. Para analisar o cenário e comentar os novos investimentos da Volkswagen, o g1 foi recebido pelo CEO da empresa, Ciro Possobom. Na análise do executivo, a nova onda de aportes é consequência, principalmente, de um cenário mais positivo após a pandemia de Covid-19 e depois do pico de escassez de semicondutores — equipamento fundamental para a indústria automotiva. "Quando a cadeia de fornecimento começa a restabelecer o que era antes de 2019, a gente pode realmente ter mais força para anunciar esses planos de investimentos. É por isso que muitas montadoras estão anunciando nesse período", diz. Possobom destaca que esse é um momento em que o setor automotivo está se transformando de uma indústria a combustão para uma mais eletrificada, com carros híbridos e os 100% elétricos. "É o momento também da Volks anunciar esse trabalho", diz o CEO da montadora, que vê na produção de modelos híbridos a grande novidade do ciclo de investimentos da empresa até 2028. O montante anunciado pela empresa (R$ 16 bilhões) é o segundo mais alto do novo ciclo de investimentos, atrás apenas da Stellantis (R$ 30 bilhões). Veja os principais pontos da entrevista com o CEO da Volkswagen: g1 – O que reanimou a Volkswagen aqui no Brasil? As montadoras têm ciclos. Tivemos o primeiro ciclo de R$ 7 bilhões em investimentos, com o lançamento de vários carros. E também falamos: 'Nós precisamos fazer mais'. Agora, nesse momento em que a indústria automotiva está se transformando de uma indústria 100% a combustão para uma indústria um pouco mais eletrificada — com os híbridos e elétricos —, é o momento de a Volks também anunciar esse trabalho. g1 – Então, era um movimento já previsto? Estamos em um período logo após a pandemia, que segurou muito os investimentos — não só no nosso setor, mas em vários outros. Em seguida, teve toda a situação dos semicondutores. Isso também segurou as decisões de investimento. A partir do momento em que isso se equilibra, que toda essa cadeia de fornecimento já começa a restabelecer o que era antes de 2019, a gente pode realmente agora estar mais forte e anunciar esses planos de investimentos. g1 – E como as perspectivas para a economia do país e para o setor influenciaram os aportes? O mercado [automotivo] brasileiro ainda é um pouco baixo, mas tem crescido todo ano. E existe uma capacidade ociosa bastante forte no setor como um todo. (...) No ano passado, por exemplo, a Volks avançou quase 30% em volume de vendas. Isso faz com que a gente acredite mais nesse investimento. Além disso, o cenário de queda na taxa de juros deve ajudar, com impacto no crédito para a pessoa física. E contribui não só para a venda carros, mas também de outros bens de consumo. CEO da Volkswagen no Brasil, Ciro Possobom posa para foto na fábrica da montadora em São Bernardo do Campo (SP). Celso Tavares/g1 g1 – O programa Mover também foi decisivo? O importante do Mover é que ele dá uma direção para as montadoras. O programa atua reduzindo alguns impostos para elétricos e híbridos e penaliza o modelo que funciona só a gasolina — pagando mais imposto do que um carro 100% flex. Então, o governo está dizendo que o flex e o eletrificado têm vantagens fiscais. Isso nos ajuda. Agora, estamos trabalhando junto ao governo no processo de regulamentação, já que é preciso muito cuidado para o Mover não criar uma superestrutura que encareça mais os carros. g1 – E o aumento do imposto para importação de elétricos? As condições têm que ser iguais para todas as montadoras. Seria muito mais fácil trazer um carro importado da China ou da Alemanha do que desenvolver a região. (...) Se você deixa entrar facilmente todos os carros importados, você não desenvolve toda uma cadeia de fornecedores para desenvolver a indústria. Então, a chegada de novos competidores [no país] e a nossa iniciativa de investir R$ 16 bilhões fazem com que a gente realmente desenvolva toda essa cadeia aqui dentro — o que também ajuda a deixar o carro mais acessível. g1 – Qual é o principal foco dos novos investimentos da Volkswagen? Hoje, no Brasil, 85% dos carros são flex e 95,5% são a combustão. Então, apenas 4,5% do mercado são carros eletrificados — modelos que estão em crescimento. Nesse cenário, dos 16 veículos que vamos produzir, teremos carros flex, híbridos — com foco na tecnologia desenvolvida pela Volkswagen — e, também, elétricos. g1 – Como ficam os veículos a combustão? Como nova tecnologia, estamos produzindo os híbridos. Mas também não podemos deixar os carros a combustão para trás, já que essa é grande parte do mercado. Nós não somos uma montadora de nicho. Somos uma montadora para todo mundo. E se você adiciona uma tecnologia, esse carro fica com preço maior. Então, tem que ter muito cuidado para não deixar o carro muito fora de preço. g1 – Ainda sobre os elétricos: como a Volkswagen vê a chegada das chinesas BYD e GWM no mercado brasileiro? Competição. Algumas montadoras saíram, outras estão chegando. Faz parte do negócio. A gente fica contente que eles estão vindo para cá, instalando fábricas, ajudando a desenvolver o país e a cadeia de fornecimento. Isso colabora com o setor como um todo. Eu falo: 'Quer vender aqui? Então vem para cá, vem produzir no Brasil'. Isso ajuda no processo. Nesse sentido, a chegada dos elétricos e dos híbridos também força uma reação nossa para, realmente, acompanharmos esse movimento. g1 – Por fim, quais desafios econômicos e de negócios a Volks enxerga pela frente? Primeiro, as guerras e os conflitos que estão acontecendo pelo mundo não ajudam a parte do abastecimento das linhas de produção. Tem muita peça que não consegue chegar ao Brasil, formando um desafio de abastecimento que ainda existe aqui. O segundo desafio é o econômico. As taxas de juros ainda estão elevadas para o cliente comprar — e o nosso negócio é muito dependente de crédito. O terceiro ponto é a Argentina. O país é um dos grandes parceiros comerciais do Brasil. Nós temos duas plantas lá e somos muito fortes em market share. Se a Argentina não subir, eu não consigo exportar carros do Brasil para lá. Praticamente todas as montadoras têm fábricas no país. Uma Argentina forte, portanto, também ajuda o nosso negócio. O último ponto é a eletrificação. Qual a velocidade com que ela vai ocorrer no Brasil? Estamos acompanhando também esse movimento.
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13/04 - Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Brasil
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que o sentimento positivo do setor vem na esteira da melhora no cenário de crédito e da cadeia de fornecimento, além de incentivos mais claros à indústria e perspectivas mais positivas para a economia. Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Br Há pouco mais de três anos, a Ford chocou a indústria nacional ao decidir deixar o Brasil. O anúncio, divulgado em janeiro de 2021, veio na esteira da pandemia de Covid-19 — que moldou, até então, um cenário de inflação bastante elevada e juros em tendência de alta. Não bastassem os aspectos macroeconômicos, a situação foi agravada também por uma escassez global de semicondutores, equipamento fundamental para a indústria automotiva. (entenda mais abaixo) E a conjuntura negativa resultou não só na saída da Ford: nos últimos três anos, também se tornaram comuns os anúncios de cortes e paralisações entre as montadoras no país. Só no início de 2023, por exemplo, ao menos quatro delas anunciaram férias coletivas em suas fábricas. As interrupções nas linhas de produção foram resultado ainda da falta de matéria-prima e também da redução da demanda, em um cenário de empréstimos mais caros e condições financeiras mais apertadas para os clientes. (entenda mais abaixo) Mas, entre o fim de 2023 e o início de 2024, uma onda otimista tomou conta da indústria automotiva brasileira. Grandes montadoras voltaram a aquecer o mercado anunciando investimentos que, juntos, chegam a R$ 125 bilhões até 2033. Esse é o maior ciclo de aportes do setor na história, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Só em 2024, foram anunciados mais de R$ 60 bilhões pelas empresas, em recursos destinados à ampliação de produção e desenvolvimento de tecnologia no país. Mas o que reanimou as montadoras no Brasil? Além dessa resposta, nesta reportagem você vai entender: Qual era o cenário que desembocou na saída da Ford? Por que chegamos a ter paralisação nas montadoras? O que fez a maré mudar Quais as perspectivas para o setor O que dizem as montadoras Qual era o cenário que desembocou na saída da Ford? O Brasil ainda enfrentava fortes picos de contaminação pela Covid-19, ao mesmo tempo em que ensaiava a retomada das atividades na economia. Nesse vaivém imposto pela crise sanitária, as perspectivas eram de uma atividade pouco animadora para o ano de 2021. Se, por um lado, a taxa básica de juros do país iniciou o ano na casa dos 2% — muito abaixo do nível atual —, por outro, a tendência já era de alta. Tanto que, na tentativa de combater a inflação, o Banco Central do Brasil (BC) elevou a taxa Selic em 7,25 pontos percentuais só naquele ano, chegando a 9,25% na reunião de dezembro. Veja no gráfico mais abaixo. Juros mais altos, vale lembrar, representam crédito mais caro, dificultando principalmente a compra de bens de maior valor agregado — como os carros. Além disso, taxas em patamares elevados inibem investimentos pelas empresas devido ao aumento dos custos. A inflação oficial do país, por sua vez, também sofria em 2021 com os reflexos persistentes da pandemia. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano em 10,06%, a maior taxa desde 2015, sob forte influência dos preços dos combustíveis. Enquanto isso, o Produto Interno Bruto (PIB) ainda começava a se recuperar em meio às tentativas de retomada das atividades econômicas, chegando a um crescimento de 4,8% no ano — após uma retração de 3,3% em 2020, ano em que foi declarada a pandemia. Veja abaixo. Evolução do PIB ano a ano Arte g1 Os impactos eram percebidos também no setor automotivo. Em 2020, primeiro ano de pandemia, as montadoras viram uma redução de 26,16% na venda de veículos novos em comparação com 2019. Os números consideram automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em 2021, o cenário até melhorou: houve avanço de 2,98% nos emplacamentos na comparação com 2020. Ainda assim, o resultado foi 23,96% abaixo do registrado em 2019. Já em relação à máxima histórica de vendas registrada em 2012, os números do pós-pandemia ficam ainda mais distantes, mostram dados da Anfavea. Naquele ano, as vendas foram de 3.802.071 unidades, enquanto, em 2023, o total foi de 2.308.689 — o que representa uma redução de 39,27%. Veja abaixo a série histórica. O desempenho mais fraco da indústria, aliado à instabilidade econômica e aos problemas financeiros já enfrentados pela Ford, são fatores que também colaboraram com o fechamento da montadora no Brasil — e com o desânimo geral do setor. Na época, a companhia justificou que a decisão foi tomada "à medida em que a pandemia de Covid-19" ampliou "a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas". E continuou: "desde a crise econômica em 2013, a Ford América do Sul acumulou perdas significativas". A empresa informou ainda que a matriz, nos Estados Unidos, vinha auxiliando nas necessidades de caixa — situação que, então, deixou de ser sustentável. Com a saída do país, o abandono da produção de compactos e o foco em picapes e SUVs, a empresa passou de 5ª maior montadora em emplacamentos no Brasil para um modesto 12º lugar entre veículos e comerciais leves. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Procurada pelo g1, a Ford não concedeu entrevista. Por que chegamos a ter paralisação nas montadoras? Conforme mostrou o g1 em março de 2023, a indústria automotiva passava por um novo momento de dificuldade naquele ano. Prova disso eram os anúncios de paralisações de gigantes como a Volkswagen, GM/Chevrolet, Stellantis, Mercedes-Benz e Hyundai, que interromperam suas produções e colocaram funcionários em férias coletivas. O mesmo aconteceu em 2022, quando montadoras pararam suas atividades 36 vezes ao longo do ano e deixaram de produzir 250 mil veículos. A pandemia de Covid-19, entretanto, não estava mais no centro das atenções: o foco, naquele momento, era a alta dos juros — que começava a trazer consequências mais fortes para a economia. Uma delas era a redução do consumo devido à dificuldade de concessão de crédito. A falta de semicondutores no mercado global era outro fator por trás das paralisações. A crise, que vinha se arrastando havia quase três anos, causou fortes impactos na indústria graças à importância dessas peças: elas são usadas no painel, no sistema multimídia, no retrovisor, no sistema de freio e até no motor. Para se ter uma ideia, tem carro que precisa de mais de 3 mil semicondutores para funcionar. Em 2024, a situação mudou. Além de a cadeia de fornecimento estar voltando à normalidade, entidades do setor acreditam em um bom impulso no mercado graças à melhora na perspectiva de crédito, com a queda de juros desde agosto passado. Atualmente, os financiamentos representam cerca de 40% dos novos veículos emplacados no país. Em tempos de juros mais baixos, o percentual cresce. Por outro lado, especialistas ouvidos pelo g1 ponderam que o acesso a empréstimos mais baratos ainda chega a passos lentos ao consumidor, mesmo com a recente sequência de quedas da taxa básica de juros do país. Isso porque o repasse da queda da Selic aos juros na ponta tem um período de defasagem, que leva de três a seis meses para ser sentido pela população. A mudança pode ser um pouco mais rápida nas linhas de crédito com garantia, ou por fatores como o tempo de relacionamento com os bancos. ENTENDA SE VAI FICAR MAIS FÁCIL COMPRAR UM CARRO ZERO EM 2024 Carro é produzido em fábrica da Volkswagen. Divulgação/Volkswagen O que fez a maré mudar Os recordes de investimentos anunciados recentemente pelas montadoras escancaram a expectativa de um setor mais próspero para os próximos anos. Mas, afinal, o que causou essa onda otimista? Essa é a resposta que o g1 foi buscar com especialistas. Em linhas gerais, a melhora no cenário foi alavancada pelos seguintes motivos: ciclo de queda da taxa juros, estabilidade econômica e câmbio estável; programas do governo federal voltados à indústria e ao setor automotivo; caminho global rumo à eletrificação dos veículos; e a reforma tributária. A análise do diretor de desenvolvimento de negócios da JATO do Brasil, Milad Kalume Neto, é de que o país está em um processo de estabilidade econômica, com um "panorama muito melhor para o segundo semestre", o que tem gerado mais confiança para as montadoras. Além das melhoras nos índices econômicos — com uma inflação mais controlada, ciclo de barateamento do crédito e PIB no campo positivo — o cenário mais propício para investimentos também passa por uma estabilização política, explica o especialista. "Na gestão passada, tínhamos um presidente [Jair Bolsonaro] que fazia declarações negativas para todo o mercado, inclusive o setor automotivo. Por outro lado, o atual presidente [Lula] 'nasceu' na indústria automotiva e sempre defendeu os interesses da indústria nacional", diz Milad. O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, também aponta a melhora na relação política como fator crucial para a renovação do ânimo das montadoras. "Esse governo é bem mais conciliador. Isso traz confiança para o empresário. Tanto é que a estabilidade política foi citada em revisões de notas de crédito do Brasil por agências internacionais classificadoras de risco", relembra. O ciclo de queda da taxa básica de juros do país também tem sido fator comemorado pelo segmento. Após a inflação disparar ao redor do mundo por conta da Covid-19 — e por causa da guerra na Ucrânia, posteriormente —, os bancos centrais passaram a aumentar as taxas de juros para restringir o consumo e conter a alta de preços. No Brasil, não foi diferente. Como mostra o gráfico no início desta reportagem, o juro básico do país disparou entre 2021 e 2022. Agora, com os preços arrefecendo, o Banco Central passou a promover cortes na taxa Selic. Na prática, juros mais baixos significam um ambiente mais propício para investimentos pelas empresas, graças ao consequente barateamento do crédito. "A redução da taxa de juros está ocorrendo. A questão do crédito era extremamente importante para a retomada do setor", afirmou o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, em coletiva de imprensa de divulgação dos números do setor. Sobre o cenário econômico, Leite destacou ainda a estabilidade do câmbio — que também tem dado "previsibilidade e segurança" para as montadoras. O país passou recentemente por um momento de valorização gradativa da moeda brasileira, justamente após superar os impactos mais intensos da pandemia, explica André Galhardo, da Análise Econômica. "A previsão é que o real continue se valorizando em 2024. Em algum momento, o banco central dos EUA irá cortar a taxa de juros do país — medida que tem sido adiada diante dos dados fortes da economia norte-americana. Com isso, a moeda brasileira segue 'esperando' um sinal", diz. Cortes nos juros dos EUA tendem a fortalecer a moeda brasileira, uma vez que aumentam o apetite ao risco dos investidores — que buscam melhores rendimentos em mercados de maior risco, como o brasileiro. Em outras palavras: com mais dólar entrando aqui no país, o real se fortalece. O papel do programa Nova Indústria Brasil, com previsão de R$ 300 bilhões em financiamentos para a indústria até 2026, também é destacado pelos especialistas. Eles apontam que os atuais investimentos na indústria representam uma mudança de postura em relação ao governo anterior. "O mercado entende que esse governo é um pouco mais intervencionista", exemplifica Galhardo. Há ainda o Mobilidade Verde e Inovação (Mover). O programa prevê frotas mais limpas e produção de novas tecnologias, tornando a iniciativa outro grande impulsionador do novo ciclo de investimentos. Na prática, a indústria nacional passa a ter, então, clareza sobre as prioridades do país — questão considerada uma das demandas do setor. Para o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, o Mover "traz mecanismos inteligentes para o futuro da indústria automotiva e, principalmente, garante previsibilidade, que é o que as empresas querem". "O programa traz uma política inteligente de incentivos à produção e Pesquisa e Desenvolvimento, com foco na descarbonização. A tudo isso se soma uma forte demanda reprimida no mercado brasileiro, que ainda tem um baixo índice de motorização per capta em relação a outros países”, disse. Por meio do Mover, serão concedidos até R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros entre 2024 e 2028 para investimentos em pesquisas, desenvolvimento e produção tecnológica. Os valores poderão ser usados pelas empresas por meio de abatimento de impostos federais. De acordo com o governo federal, após o Mover, ao menos 11 montadoras anunciaram investimentos: Stellantis – R$ 30 bilhões (2025/2030) Volkswagen – R$ 16 bilhões (2022/2028) Toyota – R$ 11 bilhões (2024/2030) GWM – R$ 10 bilhões (2023/2032) General Motors – R$ 17 bilhões (2021/2028) Hyundai – R$ 5,45 bilhões (até 2032) Renault – R$ 5,1 bilhões (2021/2027) CAOA – R$ 4,5 bilhões (2021/2028) BYD – R$ 5,5 bilhões (2024/2030) Nissan – R$ 2,8 bilhões (2023/2025) BMW – R$ 500 milhões Governo define regras de adesão ao programa Mover Especialistas também destacam a cadeia de fornecimento — que está voltando à normalidade após a pandemia — como mais um fator a colaborar com o novo ciclo otimista. A pandemia e a consequente interrupção de atividades levaram não só à paralisação das montadoras, mas também de fornecedores, que suspenderam a distribuição de peças e equipamentos. Agora, com o restabelecimento dessa cadeia a patamares anteriores a 2020, as companhias passam a ter mais fôlego para produzir e, consequentemente, voltar a investir. A reforma tributária, promulgada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2023, e a definição sobre o imposto de importação de carros elétricos são outros destaques do ponto de vista da previsibilidade para as empresas, aponta a Anfavea. No caso da reforma tributária, o entendimento de especialistas é que a mudança na forma como os impostos são cobrados no país garantirá mais eficiência, reduzindo burocracias. Em relação ao aumento do imposto para os importados, a compreensão é que os produtos nacionais tendam a ficar mais atraentes, uma vez que o custo deverá ser menor ao consumidor final. Também tem colaborado para o cenário o fato de o setor estar, em nível global, direcionado para o desenvolvimento de veículos híbridos, flex e elétricos, explica Milad, da JATO do Brasil. Com a indústria brasileira atrasada nesse tipo de investimento, as montadoras chinesas — já desenvolvidas nesse sentido — passaram, portanto, a pressionar fortemente o mercado interno, colaborando com essa nova corrida dentro do setor. "De repente, a indústria teve a necessidade de montar produtos para competir não só no mercado interno — que, agora, conta com a tecnologia trazida pelos chineses a um preço competitivo —, mas também em outros mercados", observa o especialista. Quais as perspectivas para o setor Na esteira dos novos investimentos, Milad acredita que "agora, portanto, teremos dinheiro para o desenvolvimento de novas tecnologias", com fatores "convergindo para que o país tenha um grande potencial de crescimento do setor". "Então, esse é o momento em que o Brasil se encaixa: necessidade da nossa indústria, visão global voltada para motores híbridos ou elétricos e a questão da economia interna", conclui. A expectativa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) é de um crescimento de 12% nas vendas de automóveis e comerciais leves em 2024, totalizando 2,44 milhões de emplacamentos. “Estamos prevendo uma possível melhora na oferta do crédito, assim como um ambiente positivo na indústria, que terá mais incentivos para o desenvolvimento de novos produtos a partir do programa Mover", analisou Andreta Jr., presidente da Fenabrave, em relatório publicado no início deste ano. Enquanto isso, a Anfavea estima um aumento de 6,2% na produção de veículos leves e pesados em 2024, além de um avanço de 6,1% nos emplacamentos. O que dizem as montadoras Volkswagen O g1 foi recebido pelo CEO da Volkswagen, Ciro Possobom, para analisar o cenário e comentar os novos investimentos da montadora. Para o executivo, a nova onda de aportes é consequência de um cenário mais positivo após a pandemia de Covid-19 e o pico de escassez de semicondutores — equipamento fundamental para a indústria automotiva. "Quando a cadeia de fornecimento começa a restabelecer o que era antes de 2019, a gente pode realmente ter mais força para anunciar esses planos de investimentos. É por isso que muitas montadoras estão anunciando nesse período", diz. Possobom destaca que esse é um momento em que o setor automotivo está se transformando de uma indústria a combustão para uma mais eletrificada, com carros híbridos e os 100% elétricos. "É o momento também da Volks anunciar esse trabalho", diz o CEO da montadora, que vê na produção de modelos híbridos a grande novidade do ciclo de investimentos da empresa até 2028. O montante anunciado pela empresa (R$ 16 bilhões) é o segundo mais alto do novo ciclo de investimentos, atrás apenas da Stellantis (R$ 30 bilhões). BYD Para a BYD, o Brasil é um dos maiores mercados de automóveis do mundo e, por isso, possui uma importância estratégica. É o que afirma Alexandre Baldy, conselheiro especial da montadora, que também atribui ao país um "enorme potencial de transformação rumo a uma economia verde e sustentável". "Por esse motivo, [a BYD] vem investindo fortemente no Brasil, além de estar otimista com as políticas públicas do governo federal em relação à sustentabilidade", sustenta o executivo. A previsão é que, até o fim de 2024, os primeiros veículos da BYD comecem a ser produzidos no complexo de Camaçari, na Bahia, onde a fábrica da montadora está sendo instalada. O polo industrial é o mesmo onde funcionou a Ford até a empresa deixar o país. A companhia também pretende ampliar sua rede de concessionárias de automóveis. A expectativa é chegar até o final de 2024 com um total de 200 estabelecimentos no Brasil, diz Baldy, reforçando que "o país é o principal foco da BYD fora da Ásia". "A grande aposta da BYD no Brasil e no mundo é na criação de soluções sustentáveis amparadas por pesquisas. A empresa acredita na prosperidade no mercado de energia e que o país possa ter autonomia completa neste segmento", conclui. Toyota A Toyota "tem planos ambiciosos para acelerar ainda mais suas operações no país", afirma o diretor de comunicação da empresa e presidente da Fundação Toyota, Roberto Braun. Segundo ele, os novos investimentos vão viabilizar a expansão do parque fabril da montadora em Sorocaba, no interior de São Paulo, que ganhará novas instalações. O foco principal dos aportes, diz, é "impulsionar a descarbonização por meio de novas tecnologias de eletrificação". "Além disso, a empresa busca se desafiar a conquistar novos mercados, indo além dos 22 países para os quais já exporta." O porta-voz da empresa também destaca que, em termos globais, a Toyota acredita em diferentes rotas tecnológicas para a descarbonização, "mas aposta que o caminho para a eletrificação no Brasil começa pelos híbridos flex". "Isso devido ao contexto brasileiro de infraestrutura e ao uso do etanol, uma fonte limpa e renovável que gera empregos e renda no país", conclui Roberto Braun. Procurada, a Stellantis não respondeu às perguntas do g1 sobre os temas abordados nesta reportagem. A GM/Chevrolet, por sua vez, informou que não iria se pronunciar.
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11/04 - Dashcams: o que dizem as seguradoras sobre o uso das gravações como prova
Utilizar as câmeras veiculares ainda é incomum, mas isso não quer dizer que o seu vídeo vai ser ignorado. As imagens apenas precisam seguir alguns requisitos de qualidade. Dashcams: o que dizem as seguradoras sobre o uso das gravações como prova jcomp/Freepik As dashcams – ou câmeras veiculares – são dispositivos instalados dentro dos carros e usados para gravar o que acontece no trânsito ou dentro do próprio veículo. Mas uma dúvida que fica é: a câmera vai te ajudar com o seguro em caso de acidente? ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp Não existe, atualmente, legislação ou regra de trânsito vigente sobre as dashcams. Mas, segundo especialistas, o uso das gravações segue o mesmo princípio de casos envolvendo câmeras de segurança, como de prédios ou comércios – e isso vale tanto para as seguradoras quanto para tribunais. Leia mais na reportagem abaixo. Outros guias AIRFRYER: como limpar da forma correta? SUTIÃ: com que frequência você deve lavar? AR-CONDICIONADO: dá para instalar sem furar a parede? TODOS OS GUIAS Como fica com o seguro? As seguradoras não costumam utilizar as gravações na análise dos casos, mas, segundo Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Automóvel da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), isso só acontece por uma questão cultural. “Quem costuma colocar câmera em veículos de passeio são pessoas que trabalham com transporte de aplicativo. Eles colocam para monitorar o que acontece dentro do carro, por segurança”, informa Farias. “Quem usa mais para monitorar o trânsito são motoqueiros, então ainda não temos esses processos”, completa. Ainda assim, a câmera pode ajudar em acidentes causados por terceiros, já que, para que o prejuízo seja pago, é preciso que eles assumam a culpa – o que nem sempre acontece na boa vontade. “Se a pessoa não assumir, você não consegue fazer com que ela pague. Se tem filmagem, geralmente o terceiro acaba confirmando a culpa”, conta a especialista. “Mas é muito raro um sinistro em que tenhamos imagens”. Farias explica que o pedido de uso da gravação costuma partir do próprio cliente. E ressalta: “Ninguém é obrigado a entregar as imagens”. Nem todo vídeo é aceito: a especialista da FenSeg avisa que, assim como no caso das câmeras de segurança, as gravações precisam respeitar alguns requisitos para que o seguro considere a utilização. São eles: A qualidade da imagem deve ser clara o suficiente para poder ser considerada como prova. A filmagem deve ter começo, meio e fim. Se só um pequeno trecho do acontecimento foi registrado e não se sabe o que houve antes e depois, pode ser desconsiderado. Alternativa ao seguro de carro esbarra em imposição das seguradoras E no tribunal? Se o caso não for resolvido no seguro e acabar indo parar na Justiça, a dashcam também pode ajudar. Apesar de não existir regra vigente sobre essas câmeras, as imagens são analisadas e aceitas conforme a legislação de cada jurisdição e da interpretação dos tribunais. É o que diz Sônia Valério, advogada especializada em trânsito e atuante na área há 12 anos. “Geralmente, se as gravações não violam a privacidade ou outras leis aplicáveis, podem ser utilizadas para demonstrar as circunstâncias de um acidente, contribuindo para a apuração dos fatos”, afirma Valério. Assim como com as seguradoras, o vídeo pode não ser aceito em algumas situações. “Por exemplo, se a forma como a gravação foi obtida violar a privacidade de terceiros, infringir leis específicas sobre gravação de áudio sem consentimento ou se a qualidade não for suficiente”, explica a advogada. A evidência também pode ser invalidada se houver indícios de que a gravação foi editada ou manipulada de alguma forma. O juiz pode exigir a gravação? No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) protege os direitos à privacidade do cidadão, mas, em um contexto jurídico, está sujeita a exceções. “Em um cenário judicial, se um juiz determinar que as imagens capturadas pela dashcam são essenciais para a instrução de um processo, seja ele civil ou criminal, e podem contribuir para a elucidação de um fato ou para garantir a aplicação da Justiça, ele pode sim requerer que elas sejam disponibilizadas”, diz Sônia Valério. Nesse caso, o procedimento deve ser feito respeitando ao máximo a intimidade dos envolvidos. “Medidas de proteção e de minimização de impacto à privacidade dos envolvidos devem ser consideradas, como a anonimização de dados pessoais que não sejam essenciais para o caso”, conclui Valério. Abaixo, veja alguns modelos de dashcams e suportes para câmeras. Os produtos custavam entre R$ 70 e R$ 900, quando consultados, no começo de abril. Câmera veicular Intelbras Duo DC 3201 Câmera veicular Xiaomi Mi Dash Cam Câmera veicular DVR Multilaser AU021 Câmera filmadora automotiva Pioneer Dashcam Vrec-100Ch Cartão de memória micro SD Samsung 512GB Cartão de memória Micro SD Protec 256GB Cartão de memória Micro SDXC Sandisk 128GB Cartão de memória Micro SD WD 128GB Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.
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08/04 - Educação Financeira #289: o que levar em conta antes de comprar um carro
Especialista fala sobre o passo a passo para fazer um bom negócio: do planejamento do orçamento ao modelo do veículo. O ciclo de cortes na Selic, taxa básica de juros, fez com que as taxas pagas em financiamentos automotivos caíssem nos últimos anos. Neste contexto, 2024 marcou o início de ano mais movimentado para a venda de carros financiados desde 2012. Uma reportagem exibida pelo Jornal Nacional, na semana passada, mostrou que um veículo no valor R$ 60 mil financiado em 36 meses, em 2023, custaria no final R$ 86.797,78. Em 2024, esse mesmo financiamento ficaria em R$ 84.063,99 – R$ 2.750 a menos. Ainda assim, o preço de um carro popular no Brasil continua alto. Por isso, especialistas orientam que é necessário estar com a organização financeira em dia antes de adquirir um veículo. Neste episódio do podcast Educação Financeira, o especialista em educação financeira Guilherme Dias, da Suno Research, fala tudo o que levar em conta antes de comprar um carro: do planejamento do orçamento ao modelo do veículo. OUÇA O PODCAST ABAIXO: Ouça também nos tocadores Spotify Amazon Apple Podcasts Google Podcasts Castbox Deezer Logo podcast Educação Financeira Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel.
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04/04 - Mitsubishi anuncia investimento de R$ 4 bilhões em fábrica de Goiás
Anúncio foi feito pelas redes sociais. Valor será direcionado para o desenvolvimento de novas tecnologias híbridas e flex. Fábrica da Mitsubishi, em Catalão Divulgação/HPE Automotores A HPE Automotores, representante oficial da Mitsubishi Motors no Brasil, anunciou o investimento de R$ 4 bilhões até 2032 na fábrica da empresa localizada em Catalão, no sudeste goiano. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (4), pelas redes sociais. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram O valor será direcionado para diversas adequações na unidade industrial para a produção de novos produtos da linha Mitsubishi Motors e para o desenvolvimento de novas tecnologias híbridas e flex. O dinheiro ainda será usado para o financiamento de pesquisas e estudos para a criação de sistemas de produção sustentáveis, com treinamentos para a adequação e capacitação do efetivo de fábrica. LEIA TAMBÉM: Mitsubishi demite cerca de 80 funcionários após queda nas vendas, em Catalão John Deere demite 85 trabalhadores da fábrica em Catalão Fábrica de fertilizantes pega fogo e causa prejuízo de R$ 1,5 milhão em Catalão “Um dos mais importantes anúncios dos últimos anos. Estamos começando a construir um futuro muito promissor para a marca dos três diamantes no Brasil”, celebrou o CEO da empresa, Mauro Luis Correia. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. 📱 Participe dos canais do g1 Goiás no WhatsApp e no Telegram. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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03/04 - Volkswagen Polo assume a ponta e é o carro novo mais vendido no 1º trimestre; veja o top 10
De janeiro a março, o país registrou 514.517 novos emplacamentos, um aumento de 9,1% em relação ao mesmo período de 2023. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela Fenabrave. Volkswagen Polo 2024 Divulgação/VW O Volkswagen Polo foi o veículo novo mais vendido no primeiro trimestre de 2024, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta quarta-feira (3). No acumulado de janeiro a março, foram emplacadas 27.263 unidades do Polo. A Fiat Strada, que liderou a lista de mais vendidos de 2021 a 2023, vendeu 26.580 unidades nos três primeiros meses do ano. Veja a lista de mais vendidos no 1º trimestre. Volkswagen Polo: 27.263 unidades Fiat Strada: 26.580 unidades Fiat Argo: 18.053 unidades Hyundai HB20: 18.053 unidades Chevrolet Onix: 17.766 unidades Fiat Mobi: 14.665 unidades Hyundai Creta: 13.600 unidades Renault Kwid: 13.134 unidades Nissan Kicks: 13.015 unidades Volkswagen T-Cross: 12.858 unidades LEIA MAIS Quase R$ 8 milhões: veja o ranking e os preços dos carros mais caros à venda no país Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero em 2024? Emplacamentos em março Os brasileiros já compraram mais de 500 mil carros novos em 2024. O país registrou 514.517 novos emplacamentos no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 9,1% em relação a igual período de 2023. O número considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O g1 não contabiliza motos e implementos rodoviários. Em março de 2024, a federação registrou 187.729 novos emplacamentos. Em relação a fevereiro, houve alta de 13,6% (165.206 unidades); Em relação a março de 2023, registrou queda de 5,6% (198.909 unidades). O mercado automotivo está em momento de aquecimento neste ano, em meio a um ciclo histórico de investimentos, que chegou a um montante de R$ 117 bilhões anunciados por montadoras que atuam por aqui, para ampliação de produção e desenvolvimento de tecnologia no país. Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero em 2024? Aumento de veículos financiados Segundo a Federação, o ciclo de cortes de juros promovidos pelo Banco Central do Brasil (BC) desde o ano passado tende a ajudar o crescimento do setor automotivo. Segundo o presidente da Fenabrave, Andreta Junior, já houve um aumento de 15% na aprovação de crédito e a expectativa é que a queda da taxa básica de juros e consequentemente dos spreads bancários (diferença entre os juros de captação dos bancos e as taxas cobradas na ponta consumidora) também beneficiem o setor. "Quando tem uma queda na taxa de juros, o mercado consegue alongar o prazo [de financiamento]. E a inadimplência também está estabilizada, então tudo tem contribuído também para a venda de veículos", disse. Outro ponto levantando pelo executivo é que esse cenário também deve mudar a proporção de carros financiados no total de veículos vendidos no país. De acordo com Andreta Junior, esses automóveis adquiridos por meio de empréstimos correspondiam a cerca de 52,6% do total de veículos vendidos em fevereiro de 2023 — proporção que passou para 56,7% do total em fevereiro deste ano. "Esse número foi reduzido nos últimos tempos, já que estava-se comprando muito mais carros à vista do que financiados. Agora com a queda da taxa de juros, a tendência é que [esse número] volte para o volume de 60%, 70% do total", completou o presidente da Fenabrave. Projeções para 2024 A Federação também divulgou a projeção para o crescimento do setor automotivo ao longo deste ano. Segundo a Fenabrave, a estimativa é de: um crescimento de 12% em novos emplacamentos de automóveis e comerciais leves, para 2.440.887 veículos; uma alta de 10% em emplacamentos e caminhões, para 114.571 unidades; um avanço de 20% em novos emplacamentos para ônibus, para 29.546 veículos. "Nós continuamos otimistas. Aquele crescimento que a gente planejou já está acontecendo e eu espero que do meio do ano para frente a gente consiga ver [...] um maior aquecimento da economia", disse o presidente da Fenabrave. Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero?
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02/04 - Com a queda da taxa de juros, venda de carros financiados tem o melhor resultado para um começo de ano desde 2012
Em janeiro e fevereiro de 2024 foram financiados pouco mais de 1 milhão de veículos em todo o Brasil. O número de financiamentos de carros seminovos foi bem maior que o de novos. Com a queda da taxa de juros, venda de carros financiados tem o melhor resultado para um começo de ano desde 2012 A venda de carros financiados teve o começo de ano mais movimentado desde 2012. O autônomo João Marcelino da Silva testou o carro e conseguiu enxergar a oportunidade. Desde 2023, ele queria comprar outro veículo para a família, mas só agora encontrou o financiamento que cabe no orçamento. “Devido aí as taxas de juros. Então, a gente acaba sendo motivado a poder investir em um carro. Principalmente em um carro seminovo. Dá uma condição melhor para a gente poder adquirir no momento”, diz. A taxa de juros que o João está de olho teve queda. Quer dizer que o financiamento está saindo mais barato. Um veículo no valor R$ 60 mil financiado em 36 meses, em 2023, custaria no final R$ 86.797,78. Em 2024, esse mesmo financiamento ficaria em R$ 84.063,99 – R$ 2.750 a menos. Simulação de financiamento Jornal Nacional/ Reprodução Em janeiro e fevereiro foram financiados pouco mais de 1 milhão de veículos em todo o Brasil. É o maior volume desde 2012, e a queda progressiva da taxa de juros foi o principal fator para esse começo de ano otimista. O gerente de planejamento da B3, a Bolsa de Valores brasileira, diz que a estabilidade dos índices de inadimplência ajudou. “Quando a gente comparar os primeiros meses de 2023, de fato a gente vê um momento mais positivo agora em 2024. Muito por causa desses indicadores macro econômicos”, afirma Gustavo de Oliveira Ferro. O número de financiamentos de carros seminovos foi bem maior que o de carros novos: mais que o dobro. Em uma loja de veículos usados, os financiamentos cresceram 20% nos dois primeiros meses de 2024. “Movimento tem estado muito aquecido. As vendas têm aumentado e a gente tem conseguido ter um resultado bem melhor”, conta o empresário Tailon Ribeiro. Em um shopping de seminovos na Zona Norte do Rio, muitos clientes vão em busca de carros econômicos para trabalhar e de facilidades para pagar. “Com certeza são carros para aplicativo. Isso subiu bastante, consideravelmente, é o que a maioria dos clientes busca, principalmente na aprovação sem entrada, que é aquela aprovação que você não precisa dar nenhum valor de entrada na hora da compra do carro”, afirma o empresário Gabriel Peixoto. “Se continuar assim, muitas outras pessoas vão poder também adquirir da mesma forma, também realizar o seu sonho também. Essa é a nossa expectativa, que todos consigam realizar o seu sonho”, diz o autônomo João Marcelino da Silva. LEIA TAMBÉM Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero em 2024? Quase R$ 8 milhões: veja o ranking e os preços dos carros mais caros à venda no país
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02/04 - Quase R$ 8 milhões: veja o ranking e os preços dos carros mais caros à venda no país
Modelos são mais leves, possuem sistemas de controle digitais e entregam torque e potência semelhantes aos de veículos de corrida. Nesta semana, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulga quais foram os veículos novos mais vendidos do país. Se há uma certeza, é que nenhum dos modelos abaixo vai figurar na lista. Ferrari, Lamborghini e McLaren estão no topo de outro ranking, o dos carros mais caros à venda no país. Com veículos que chegam a R$ 7,9 milhões, as marcas mais desejadas do mercado apresentam modelos superleves, com carroceria e interiores feitos com fibra de carbono, além de sistemas de controle interno com interface digital de última tecnologia. Aos mais puristas, não deixam de apresentar torque e potência equivalentes aos de veículos de corrida. Em pacotes mais luxuosos, permitem até a completa personalização veículo. Em suma, oferecem tudo o que há nos sonhos dos amantes de superesportivos. O g1 compilou uma lista com alguns dos carros mais caros à venda no país. Os preços são referentes a março, e são iniciais. Podem ficar mais caros a depender do modelo do carro e de eventuais alterações e personalizações. Veja a lista abaixo e conheça mais detalhes sobre os top 10. 1º lugar - Ferrari SF90 Spider Ferrari SF90 Spider, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/Ferrari A versão "spider" do SD90 Stradale da Ferrari foi lançada em 2020 e foi o primeiro híbrido plug-in do modelo feito pela marca. O carro possui um motor de combustão interna integrado a dois motores elétricos na parte da frente e um na parte traseira. O veículo vai de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e de 0 a 200 km/h em 7 segundos. Os freios, quando acionados, conseguem fazer o carro frear de 100km/h a 0 em 29,5 metros. Sua velocidade máxima é de 340 km/h. O carro ainda conta com uma capota retrátil que garante isolamento acústico e proteção contra o mau tempo quando é acionada, e que não se deforma em altas velocidades. A capota abre e fecha em 14 segundos, mesmo com o carro em movimento. O painel de controle interno do veículo também é completamente digital, com tela HD que pode ser configurada por meio de comandos no volante. Há, ainda, um interruptor rotativo de controle de cruzeiro (piloto automático, que permite que o veículo mantenha uma velocidade constante), que é derivado da Fórmula 1. ▶️ PREÇO: a partir de R$ 7,9 milhões. 2º lugar - Ferrari Purosangue Ferrari Purosangue, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/ Ferrari O segundo mais caro à venda no país também é uma Ferrari — ainda que não pareça. O Ferrari Purosangue, lançado em 2022, foi o primeiro carro SUV, com quatro portas e quatro bancos, feito pela marca. O veículo possui um motor central de 12 cilindros montado na parte da frente, indo de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos e de 0 a 300 km/h em 10,6 segundos. Sua velocidade máxima é de 310 km/h. As portas traseiras possuem, inclusive, dobradiças traseiras para facilitar o embarque e o desembarque. A cabine possui quatro assentos elétricos aquecidos que acomodam confortavelmente quatro adultos. Quando em seu lançamento, o porta-malas era o maior já feito em uma Ferrari. Os bancos traseiros ainda podem ser abaixados, dando mais espaço. O painel de controle do motorista, que também é digital e pode ser configurado pelos comandos do volante, é quase exatamente espelhado no lado do passageiro. Assim, o acompanhante pode acessar uma série de parâmetros do veículo, normalmente reservados apenas ao motorista, tais como a pressão dos pneus, a qualidade do ar e as configurações de conforto dos assentos. Há dois botões retráteis — um na parte da frente e outro entre os dois bancos traseiros — que permitem que cada ocupante ajuste a temperatura e o conforto dos bancos à sua preferência. ▶️ PREÇO: a partir de R$ 7,6 milhões. 3º lugar - Lamborghini Huracán STO Lamborghini Huracán STO, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/ Lamborghini Ainda no pódio, em terceiro lugar, está a Lamborghini Huracán STO (Super Trofeo Omologata), lançado em 2020. Com um motor de 10 cilindros e tração traseira, o carro vai de 0 a 100 km/h em 3 segundos e de 0 a 200 km/h em 9 segundos. Sua velocidade máxima é de 310 km/h e seu sistema de frenagem é parecido aos do carro de Fórmula 1. O veículo possui um painel sensível ao toque em seu interior que gerencia as funções do carro, incluindo o indicador de modos de direção, o sistema LDVI (Lamborghini Veicolo Dinamica Integrata), a pressão dos pneus e a temperatura dos freios. Os proprietários do carro também podem personalizar totalmente o exterior e o interior de seus veículos, com pintura e acabamentos ilimitados. Além disso, o carro ainda possui três modos de direção: STO (para as ruas), Tropheo (para as pistas) e Pioggia (para pisos molhados). ▶️ PREÇO: a partir de R$ 5,903 milhões. 4º lugar - Ferrari 296 GTS Ferrari 296 GTS, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/ Ferrari Lançado em 2022, o quarto lugar da lista dos mais caros do país também pertence à Ferrari. O 296 GTS também é um híbrido plug-in, com um motor de seis cilindros acoplado a um elétrico. Com isso, o carro consegue ir de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e de 0 a 200 km/h em 7,6 segundos. Sua velocidade máxima é de 330 km/h. O 296 GTS também possui uma capota híbrida retrátil que leva 14 segundos para retrair ou desdobrar em velocidades de até 45 km/h. Os bancos possuem um acabamento exclusivo em couro italiano. O painel de controle do motorista é digital e pode ser configurado pelos comandos do volante. Há, também, um painel de controle do lado do passageiro, mais minimalista. ▶️ PREÇO: a partir de R$ 4,599 milhões. 5º lugar - Lamborghini Huracán Tecnica Lamborghini Huracán Tecnica, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/ Lamborghini No quinto lugar, vem o Huracán Tecnica, carro com tração traseira, assento ajustável e motor de 10 cilindros da Lamborghini. Com boa performance, o veículo vai de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos e de 0 a 200 km/h em 9,1 segundos. Sua velocidade máxima alcança os 325 km/h. À semelhança de seu antecessor (Huracán STO), o Huracán Tecnica também possui sistema LDVI, agora com três modos distintos de condução em suas configurações: Strada, Sport e Corsa, que alteram parâmetros de motor, câmbio e do controle de estabilidade. O sistema também traz configurações específicas de suspensão, direção direta nas rodas traseiras e melhorias na refrigeração do freio, além de controlar todos os aspectos de dinâmica do carro, permitindo um controle em tempo real para uma melhor dinâmica de direção. Os proprietários ainda podem personalizar totalmente o exterior e o interior de seus veículos, com pintura e acabamentos ilimitados. As opções de alteração incluem um design mais leve para a porta, arco traseiro e parafusos de roda em titânio leve e cintos de segurança diferenciados. ▶️ PREÇO: a partir de R$ 4,4 milhões. 6º lugar (empate) - Lamborghini Urus Performante Lamborghini Urus Performante, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/ Lamborghini Com mais um carro no páreo, a Lamborghini também ocupa o 6º lugar entre os mais caros à venda no país com o seu SUV, o Urus Performante. Com um motor de oito cilindros, o carro vai de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos e de 0 a 200 km/h em 11,5 segundos. Sua velocidade máxima é de 306 km/h. Com um grande número de peças em fibra de carbono — material que deixa o carro mais leve e ajuda a melhorar sua performance —, o veículo também investe na estética, com bancos em formato hexagonal e interior forrado de couro. Nas portas, as maçanetas são vermelhas. Ao todo, são cinco modos de condução: Strada, Sport, Corsa e os dois novos Rally, projetados para dirigir em pistas de terra. ▶️ PREÇO: a partir de R$ 4,3 milhões 6º lugar (empate) - McLaren 750S Spider McLaren 750S Spider, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/ McLaren Empatado no sexto lugar vem a McLaren 750S Spider. Com um motor de oito cilindros a gasolina e construção em fibra de carbono, o carro vai de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos e de 0 a 200 km/h em 7,3 segundos. O veículo ainda possui uma capota rígida retrátil e um sistema de proteção contra capotamento, além de ter, também, a maior parte das configurações do McLaren 750S. (veja mais abaixo) O modelo "spider" também possui a opção de uma capota rígida retrátil feita em vidro eletrocrômico (material capaz de mudar de cor quando são ativados por meio de uma corrente elétrica). ▶️ PREÇO: a partir de R$ 4,3 milhões. 8º lugar - Ferrari 296 GTB Ferrari 296 GTB, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/ Ferrari Com mais um modelo na lista, a Ferrari trouxe no 296 GTB o primeiro motor de seis cilindros acoplado em um motor elétrico e instalado em um carro de estrada. Com tração traseira, o carro vai de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e de 0 a 200 km/h em 7,3 segundos. Sua velocidade máxima atinge 330 km/h. Uma de suas principais características está na aerodinâmica do veículo, que tem um spoiler (ferramenta que ajuda a melhorar a estabilidade e a aderência do carro ao asfalto) integrado ao para-choque. Esse dispositivo é ativado quando o carro atinge uma velocidade limite e, quando não está sendo usado, fica escondido no para-choque traseiro. O painel de controle do carro também foi desenvolvido com uma interface completamente digital. A maior parte dos controles está localizada do lado do motorista, mas também há um painel de controle do lado do passageiro, mais minimalista. ▶️ PREÇO: a partir de R$ 4,2 milhões. 9º lugar - McLaren 750S McLaren 750S, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/McLaren Com características semelhantes à sua versão "spider", o 750S também possui um motor de oito cilindros a gasolina e construção em fibra de carbono. Nesse caso, o carro vai de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos e de 0 a 200 km/h em 7,2 segundos. O veículo ainda apresenta um novo sistema de elevação operado por um único botão e que eleva a frente do carro em apenas quatro segundos. Entre as funcionalidades do sistema, o carro possui uma série de controles colocados na coluna de direção e centrados no motorista, ladeado por interruptores que controlam as configurações de suspensão e trem de força. Há, ainda, três modos de condução diferentes. O sistema também possui o recurs MCL (McLaren Control Launcher), que permite que o motorista armazene uma combinação favorita de configurações e volte a elas com o clicar de um botão. Esse sistema permite personalizações aerodinâmicas, de dirigibilidade, trem de força e transmissão. O carro ainda tem uma tela central de informações, que apresenta gráficos mais ricos em detalhes para aprimorar a experiência do motorista. Os sistemas de câmera traseira e "surround" também foram atualizados para ter maior definição e clareza de imagem. O veículo pode ter o interior completamente forrado a couro, e opções de alto perfil também incluem um novo sistema de áudio premium da marca Bowers & Wilkins. ▶️ PREÇO: a partir de R$ 4 milhões. 10º lugar - Lamborghini Urus S Lamborghini Urus S, um dos carros mais caros à venda no país. Divulgação/ Lamborghini Por fim, no 10º lugar, vem o Urus S da Lamborghini, sucessor do Performante. Com um motor bi-turbo de oito cilindros, o carro vai de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos e de 0 a 200 km/h em 12,5 segundos. Sua velocidade máxima alcança os 305 km/h. O veículo possui quadro modos diferentes de condução, todos com resposta imediata de torque e balanceamento, conforme os requisitos específicos de seus seletores de tração. O sistema do carro também permite uma navegação conectada, configurações de segurança e vários serviços de controle dentro do carro. Serviços como o de Estacionamento Remoto, acionado pelo aplicativo Lamborghini Unica, também pode ser gerenciado pela integração com o smartphone, com aprimoramento dos controles também pelo smartwatch — incluindo a função virtual de chave do carro. A marca também trouxe um aumento significativo de opções para personalização do carro, com novas cores, rodas e acabamentos. ▶️ PREÇO: a partir de R$ 3,950 milhões. Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero?
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20/03 - Quer um compacto confortável e cheio de tecnologia? Conheça o BYD Dolphin Mini
Novo modelo da BYD chega ao Brasil para conquistar quem busca um carro puramente elétrico para rodar na cidade. BYD Divulgação Quem quer um carro elétrico compacto para transitar no dia a dia busca mais que economia e sustentabilidade. A rotina na cidade também pede um veículo com conforto, tecnologia, praticidade e segurança. Tudo que vem no pacote do novo BYD Dolphin Mini, novo membro da Família Dolphin. Após o sucesso do Dolphin, o elétrico mais vendido do Brasil em 2023, o novo modelo da greentech Build Your Dreams (BYD) desembarcou com preço sugerido de R$ 115.800 e pronto para ocupar a preferência do público da categoria. Tecnológico e acessível, tem 75 cavalos de potência e chama atenção logo de cara pelos pneus aro 16, o que vai além da estética. A medida, inédita no Brasil entre os modelos da categoria, proporciona conforto, agilidade e responsividade na condução. Por falar em medidas, é um puramente elétrico fácil de estacionar e manobrar - tem 3,78 metros de comprimento e 1,71 de largura. O mais interessante é que a BYD conseguiu oferecer essa praticidade toda sem comprometer o espaço interno: a distância entre eixos é de 2,5 metros. BYD Divulgação O conforto interno vai além. Também está no design, nos bancos de couro ecológico com ótimo acabamento e nas funcionalidades multimídia que atendem muito bem ao motorista e aos passageiros. A tela giratória de 10.1 polegadas é um diferencial. A funcionalidade de tela dividida permite acesso a várias informações simultaneamente e tudo fica ainda mais prático com o controle de voz. Na hora de carregar o celular, mais praticidade: além de uma entrada USB tipo A e outra tipo C, o Dolphin Mini possui um espaço para carregamento por indução. Mais segurança e agilidade Dá pra se encantar com o compacto elétrico da BYD antes mesmo de rodar, mas é na prática que ele se mostra ideal para o uso urbano. Com carregamento fácil e equipado com baterias de 38kWh, o que garante uma autonomia de 280km no padrão PBEV*, também é sinônimo de economia. No quesito segurança, mais vantagens, priorizando a proteção de todos os ocupantes. Equipado com seis airbags (dois frontais, dois laterais, dois de cortina) e freio a disco nas quatro rodas, é o único da categoria com freio traseiro a disco. Além de todos os recursos voltados a uma condução mais segura, tem uma resistência sólida em casos de colisões por ter 61% da estrutura composta de aço. Câmera de ré, faróis de led, assistente de rampa, além do sistema de transmissão direta, são outros atributos. E tem muito mais! Acesse o site da BYD e confira tudo que faz do BYD Dolphin Mini o compacto elétrico ideal. * Valor de autonomia obtido em testes realizados segundo as regras do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do INMETRO.
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15/03 - Anac encerra nesta sexta consulta de sugestões para regulamentação do 'carro voador' da Embraer
Agência abriu consulta para receber sugestões que podem integrar a certificação dos 'eVTOLs’ (sigla para 'veículo elétrico de pouso de decolagem vertical') da Embraer. Com quase 3 mil encomendas, 'carro voador' da Embraer passa por regulamentação na Anac Divulgação Termina nesta sexta-feira (15) o prazo das consultas para sugestões no processo de regulamentação dos eVTOLs (popularmente conhecidos como "carros voadores") da Embraer na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com início de operação previsto para 2026, o EVE-100, da Eve Air Mobility, empresa de mobilidade urbana da Embraer, já soma quase três mil encomendas. O modelo tem como objetivo tornar os voos urbanos mais acessíveis à população - leia mais detalhes abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Os carros voadores se assemelham, na estrutura, aos helicópteros, mas são feitos para viagens de curta distância, dentro de uma mesma cidade ou para cidades próximas. Outra característica comum dos eVTOLs é o motor elétrico. Os helicópteros são abastecidos com querosene ou gasolina. Também há diferenças nas asas, que podem ser fixas no carro voador, e no tipo de hélice - veja mais abaixo. VEJA TAMBÉM: REGRAS: 'Carro voador' da Embraer passa por regulamentação na Anac MODELOS: Veja projetos de eVTOLs que podem ganhar os céus nos próximos anos FÁBRICA EM SP: Primeira fábrica do 'carro voador' da Embraer será em Taubaté Como funciona "Carro Voador" da Embraer ? Recentemente, a Anac abriu uma consulta setorial para apresentação de sugestões e ideias que podem integrar a certificação dos "eVTOLs" (sigla para "veículo elétrico de pouso de decolagem vertical") que serão fabricados pela empresa brasileira. De acordo com a Anac, essa consulta setorial ficará aberta até esta sexta-feira (15) e pode ser acessada no site oficial da agência. O objetivo é reunir comentários sobre os critérios de aeronavegabilidade que serão estabelecidos para o modelo da Eve. Questionada pelo g1, a agência explicou que são aceitos comentários em relação aos requisitos que devem ser aplicados ao modelo das aeronaves, como por exemplo: peso e centro de gravidade; estruturas utilizadas; características de navegação; contenção contra propagação de incêndios; teste de durabilidade de equipamentos; itens que devem ser incluídos no manual de instalação e operação do motor. A partir dessa consulta, a Anac vai analisar as informações recebidas e avaliar quais delas podem ser incorporadas ao final do regulamento usado nas certificações. As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 Por enquanto, não há um regulamento específico para os "eVTOLs", já que o modelo é novo na aviação. Portanto, de acordo com a Anac, os critérios de aeronavegabilidade usados para o "carro voador" da Embraer terão como base os requisitos contidos no Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil (RBAC). Segundo o especialista em aviação Fernando Capuano, esse tipo de consulta é muito importante justamente por se tratar de algo novo e que ainda não tem uma regulamentação específica para certificações. “Cada modelo de aeronave precisa seguir critérios internacionais e específicos do país onde são fabricados. Mas com os carros voadores tudo é uma grande novidade. É uma nova categoria, que não existia até hoje. Ainda não existe um conjunto de regras para os 'eVTOLs’ e para o EVE-100”, explica. “Então, é preciso criar um conjunto de regras e normas quando surge uma nova categoria. E essa consulta serve para provocar discussões e deixar as pessoas que têm interesse na área falar e sugerir ideias. O momento delas é esse. Isso é muito importante, pois há de se ter muito cuidado na formação desse tipo de regulamento”, completa. Conceito de eVTOL da Eve, empresa da Embraer Divulgação/Eve 'Carro voador' da Embraer Como o tema dos eVTOLs ainda é considerado como 'futurista' para muitas pessoas, o g1 preparou um material com as principais respostas da inovação até o momento. Confira abaixo: Como serão as viagens? De acordo com a Eve, os 'carros voadores' terão alcance máximo de 100 quilômetros e vão reduzir as viagens intraurbanas de uma hora para 15 minutos (atendem 99% dos trajetos interurbanos). Esse é o principal objetivo da inovação, além de tornar os voos urbanos mais acessíveis à população. Em relação a um helicóptero, o carro voador terá menor custo operacional, de manutenção e menor emissão de ruído. Por se tratar de um veículo elétrico, terá também zero emissão de CO2. Confira a entrevista do presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto Onde serão operados? Segundo a empresa, os operadores (clientes que adquirirem o produto) vão oferecer voos em trajetos específicos, como transporte para aeroportos e para vertipotos (um tipo de heliponto). Além disso, há previsão de voos turísticos. Até o momento, a expectativa é que São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Francisco - nos Estados Unidos - sejam os primeiros locais e receber os 'carros voadores'. Além disso, há também clientes na Noruega, Austrália, Kenya, Dubai e Reino Unido. Embraer anuncia parceria com aérea para carro voador operar transporte urbano nos EUA Divulgação/Embraer Quanto vai custar? A estimativa da empresa é que o preço de uma viagem fique mais próximo ao de uma viagem de carro por aplicativo do que um voo feito por helicóptero, que tem custo considerado alto. De acordo com a Eve, a proposta é justamente democratizar os voos urbanos, proporcionando acesso maior às pessoas. Um estudo de operação realizado pela empresa praticou um preço a partir de R$ 99 para uma viagem entre a Barra da Tijuca e o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Conceito da área interna do eVTOL mostra cidade do Rio de Janeiro, mas primeiros testes na cidade usarão helicópteros Divulgação/Embraer Quem são os clientes? Ao g1, a Eve explicou que os clientes são diversificados e, no momento, tem cartas de intenções para até 2.850 eVTOLs (mais de US$ 8 bi) para operadores de helicópteros, companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados. Ao todo, são 29 clientes espalhados por todos os continentes. No Brasil, dos 2.850 eVTOLs, são 335 veículos dos quais 100 são para a Avantto, 50 para a Helisul, 50 para a OHI (Revo), 40 para a FlyBIS, 25 para a Flapper e 70 para a Voar. Por enquanto, o objetivo é que o produto seja oferecido apenas para empresas voltados a serviços de transporte, e não para uso privado. Qual a capacidade de ocupação? Os "carros voadores" da empresa terão lugar para quatro passageiros e um piloto. Por que é chamado de carro voador? Os eVTOLs são popularmente chamados como "carros voadores" por conta da proposta de integrá-los a mobilidade urbana e, como o transporte terrestre, conectar as comunidades do ponto A ao ponto B. A empresa explica que o serviço poderá ser oferecido por meio de aplicativos de compartilhamento, como os de corrida de carro. As pessoas poderão, por exemplo, comprar um assento em um determinado trajeto que será oferecido por um operador. Embraer anuncia fabricação de carro voador em Taubaté Embraer anuncia parceria com aérea para carro voador operar transporte urbano nos EUA Divulgação/Embraer Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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13/03 - Com quase 3 mil encomendas, 'carro voador' da Embraer passa por regulamentação na Anac
Agência abriu consulta para receber sugestões que podem integrar a certificação dos 'eVTOLs’ (sigla para 'veículo elétrico de pouso de decolagem vertical') da Embraer. Com quase 3 mil encomendas, ‘carro voador’ da Embraer passa por regulamentação na Anac Divulgação/Anac Com quase três mil encomendas e início de operação previsto para 2026, os eVTOLs (popularmente conhecidos como "carros voadores") da Embraer passam por um processo de regulamentação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por supervisionar as atividades da aviação civil no Brasil. Os carros voadores se assemelham, na estrutura, aos helicópteros, mas são feitos para viagens de curta distância, dentro de uma mesma cidade ou para cidades próximas. Outra característica comum dos eVTOLs é o motor elétrico. Os helicópteros são abastecidos com querosene ou gasolina. Também há diferenças nas asas, que podem ser fixas no carro voador, e no tipo de hélice - veja mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Recentemente, a Anac abriu uma consulta setorial para apresentação de sugestões e ideias que podem integrar a certificação dos "eVTOLs" (sigla para "veículo elétrico de pouso de decolagem vertical") que serão fabricados pela empresa brasileira. Conhecido como "carro voador", o EVE-100, da Eve Air Mobility, empresa de mobilidade urbana da Embraer, será produzido em Taubaté (SP) e tem como objetivo tornar os voos urbanos mais acessíveis à população - leia mais detalhes abaixo. Como funciona "Carro Voador" da Embraer ? De acordo com a Anac, essa consulta setorial ficará aberta até a próxima sexta-feira (15) e pode ser acessada no site oficial da agência. O objetivo é reunir comentários sobre os critérios de aeronavegabilidade que serão estabelecidos para o modelo da Eve. Questionada pelo g1, a agência explicou que são aceitos comentários em relação aos requisitos que devem ser aplicados ao modelo das aeronaves, como por exemplo: peso e centro de gravidade; estruturas utilizadas; características de navegação; contenção contra propagação de incêndios; teste de durabilidade de equipamentos; itens que devem ser incluídos no manual de instalação e operação do motor. A partir dessa consulta, a Anac vai analisar as informações recebidas e avaliar quais delas podem ser incorporadas ao final do regulamento usado nas certificações. LEIA TAMBÉM ECONOMIA: Governo antecipa pagamento do 13º para aposentados e pensionistas do INSS; veja as datas BARRADOS: 'Fui escoltada, como se fosse criminosa'; os relatos de brasileiros impedidos de estudar na Argentina AMÉRICA DO SUL: Venezuela fecha espaço aéreo para voos da Argentina, a quem acusa de 'roubar' Boeing As diferenças entre helicóptero, eVTOL e avião elétrico Daniel Ivanaskas/Arte g1 Por enquanto, não há um regulamento específico para os "eVTOLs", já que o modelo é novo na aviação. Portanto, de acordo com a Anac, os critérios de aeronavegabilidade usados para o "carro voador" da Embraer terão como base os requisitos contidos no Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil (RBAC). Segundo o especialista em aviação Fernando Capuano, esse tipo de consulta é muito importante justamente por se tratar de algo novo e que ainda não tem uma regulamentação específica para certificações. “Cada modelo de aeronave precisa seguir critérios internacionais e específicos do país onde são fabricados. Mas com os carros voadores tudo é uma grande novidade. É uma nova categoria, que não existia até hoje. Ainda não existe um conjunto de regras para os 'eVTOLs’ e para o EVE-100”, explica. “Então, é preciso criar um conjunto de regras e normas quando surge uma nova categoria. E essa consulta serve para provocar discussões e deixar as pessoas que têm interesse na área falar e sugerir ideias. O momento delas é esse. Isso é muito importante, pois há de se ter muito cuidado na formação desse tipo de regulamento”, completa. MODELOS: Veja projetos de eVTOLs que podem ganhar os céus nos próximos anos FÁBRICA EM SP: Primeira fábrica do 'carro voador' da Embraer será em Taubaté Conceito de eVTOL da Eve, empresa da Embraer Divulgação/Eve 'Carro voador' da Embraer Como o tema dos eVTOLs ainda é considerado como 'futurista' para muitas pessoas, o g1 preparou um material com as principais respostas da inovação até o momento. Confira abaixo: Como serão as viagens? De acordo com a Eve, os 'carros voadores' terão alcance máximo de 100 quilômetros e vão reduzir as viagens intraurbanas de uma hora para 15 minutos (atendem 99% dos trajetos interurbanos). Esse é o principal objetivo da inovação, além de tornar os voos urbanos mais acessíveis à população. Em relação a um helicóptero, o carro voador terá menor custo operacional, de manutenção e menor emissão de ruído. Por se tratar de um veículo elétrico, terá também zero emissão de CO2. Confira a entrevista do presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto Onde serão operados? Segundo a empresa, os operadores (clientes que adquirirem o produto) vão oferecer voos em trajetos específicos, como transporte para aeroportos e para vertipotos (um tipo de heliponto). Além disso, há previsão de voos turísticos. Até o momento, a expectativa é que São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Francisco - nos Estados Unidos - sejam os primeiros locais e receber os 'carros voadores'. Além disso, há também clientes na Noruega, Austrália, Kenya, Dubai e Reino Unido. Embraer anuncia parceria com aérea para carro voador operar transporte urbano nos EUA Divulgação/Embraer Quanto vai custar? A estimativa da empresa é que o preço de uma viagem fique mais próximo ao de uma viagem de carro por aplicativo do que um voo feito por helicóptero, que tem custo considerado alto. De acordo com a Eve, a proposta é justamente democratizar os voos urbanos, proporcionando acesso maior às pessoas. Um estudo de operação realizado pela empresa praticou um preço a partir de R$ 99 para uma viagem entre a Barra da Tijuca e o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Conceito da área interna do eVTOL mostra cidade do Rio de Janeiro, mas primeiros testes na cidade usarão helicópteros Divulgação/Embraer Quem são os clientes? Ao g1, a Eve explicou que os clientes são diversificados e, no momento, tem cartas de intenções para até 2.850 eVTOLs (mais de US$ 8 bi) para operadores de helicópteros, companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados. Ao todo, são 28 clientes espalhados por todos os continentes. No Brasil, dos 2.850 eVTOLs, são 285 veículos dos quais 100 são para a Avantto, 50 para a Helisul, 40 para a FlyBIS, 25 para a Flapper e 70 para a Voar. Por enquanto, o objetivo é que o produto seja oferecido apenas para empresas voltados a serviços de transporte, e não para uso privado. Qual a capacidade de ocupação? Os "carros voadores" da empresa terão lugar para quatro passageiros e um piloto. Por que é chamado de carro voador? Os eVTOLs são popularmente chamados como "carros voadores" por conta da proposta de integrá-los a mobilidade urbana e, como o transporte terrestre, conectar as comunidades do ponto A ao ponto B. A empresa explica que o serviço poderá ser oferecido por meio de aplicativos de compartilhamento, como os de corrida de carro. As pessoas poderão, por exemplo, comprar um assento em um determinado trajeto que será oferecido por um operador. Embraer anuncia fabricação de carro voador em Taubaté Embraer anuncia parceria com aérea para carro voador operar transporte urbano nos EUA Divulgação/Embraer Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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13/03 - Nova tecnologia pode triplicar autonomia de baterias de carros elétricos
Fabricantes estão investindo bilhões de dólares em pesquisas. Veja a explicação com Renata Lo Prete no novo cenário do JG, que estreou nesta terça-feira (12). Empresas investem em nova tecnologia para bateria de carros elétricos Grandes fabricantes de automóveis estão investindo bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de baterias sólidas, que podem triplicar a autonomia de carros elétricos. Essa nova tecnologia tem o potencial de transformar o mercado. Veja no vídeo acima. Atualmente, um carro elétrico que utiliza uma bateria de íon-lítio da geração atual pode ter uma autonomia de cerca de 500 quilômetros, a depender do modelo. Com a nova tecnologia da bateria sólida, esse alcance pode triplicar a autonomia, chegando a 1.500 quilômetros. Além disso, a durabilidade da bateria pode dobrar, passando de 5 mil para 10 mil ciclos. Cada ciclo representa uma carga e descarga. Por fim, o tempo de recarga pode ser reduzido drasticamente, de uma hora para apenas oito minutos. Por enquanto, os dados são uma estimativa de como a nova tecnologia pode funcionar, uma vez que o projeto ainda está em fase de desenvolvimento. A expectativa é de que as baterias sólidas demorem para chegar no mercado. As previsões mais otimistas são para a partir de 2027. Conheça o novo cenário de Jornal da Globo, Jornal Hoje e Hora 1 Obstáculos e vantagens Um dos obstáculos para a implantação da nova tecnologia em baterias elétricas é o custo de produção. Por outro lado, a bateria sólida pode ter uma vida útil maior do que a de íon-lítio. Modelos atuais costumam durar cerca de 10 anos, e o preço de troca pode chegar a até metade do preço do veículo. Especialistas afirmam a bateria sólida pode ter uma vida útil de até 18 anos, além de ser mais segura. Postos de abastecimento de carros elétricos em Florianópolis Reprodução/RBS TV Mercado Atualmente, a Noruega é o país que mais vende elétricos e híbridos, proporcionalmente. Em 2022, esses modelos representaram 88% das vendas de veículos. Já na China, que é o país que mais produz carros no planeta, as vendas de elétricos ou híbridos representaram 29% das vendas, em 2022. Na Europa, no mesmo ano, o índice foi de 21%. Enquanto isso, nos Estados Unidos, a fatia foi de 8%. No caso do Brasil, elétricos ou híbridos somaram apenas 1% das vendas de veículos em 2022. Especialistas afirmam que o país tem um desafio maior, por causa da falta de infraestrutura e pela extensão territorial. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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11/03 - Conheça o Tiggo 7 Sport, um carro fantástico por um preço irresistível
SUV luxuoso e esportivo chega ao mercado por R$ 134.990 Design, performance, tecnologia, segurança e conforto. Tudo em um carro com preço que é um dos menores da categoria. Assim é o novo Tiggo 7 Sport. O lançamento chega com o consagrado design da família Tiggo, com linhas marcantes, modernas e requintadas. Tudo isso sem prejuízo da performance que o torna um SUV esportivo: o motor turbo e câmbio de última geração garantem potência e torque na medida certa, com a suavidade da transmissão CVT. No interior, o acabamento premium com materiais nobres, costuras perfeitas e texturas sofisticadas. E ainda a inovação, com tecnologias que dão mais segurança ao seu caminho, além de proporcionarem mais entretenimento. Confira, abaixo, os detalhes do Tiggo 7 Sport. Caoa Divulgação Assista mais sobre novo TIGGO 7 SPORT Quer saber mais? Confira tudo que o Tiggo 7 Sport oferece!
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09/03 - Híbridos flex: por que a tecnologia está no centro dos R$ 117 bilhões de investimentos das montadoras
Anfavea compilou os valores da nova rodada de investimentos do mercado automotivo brasileiro. Chegada de montadoras chinesas fez a concorrência se mexer para fazer crescer uma tecnologia que combina eletrificação e motores flex. Carro é produzido em fábrica da Volkswagen. Divulgação/Volkswagen O mercado automotivo do país passa por um ciclo histórico de investimentos, que chegou a um montante de R$ 117 bilhões anunciados por montadoras que atuam por aqui. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) compilou os números, depois dos anúncios desta semana de Toyota e Stellantis. São investimentos ativos a partir de 2021, e que representam um recorde para o setor automotivo nacional. Só em 2024, foram anunciados R$ 66 bilhões pelas montadoras, para ampliação de produção e desenvolvimento de tecnologia no país. Quase metade do valor deste ano corresponde à Stellantis, dona de marcas como Fiat e Jeep, que irá investir R$ 30 bilhões em suas fábricas no Brasil entre 2025 e 2030. Esse é também o maior valor já aplicado por uma única empresa na indústria automotiva brasileira. Entre as prioridades, estão ao menos 40 novos produtos e o desenvolvimento tecnologias de descarbonização de veículos, em especial a chamada tecnologia bio-hybrid — modelo que combina a eletrificação com motores flex movidos a etanol. O nome "diferentão" nada mais é que o híbrido flex, uma inovação de origem brasileira — encampada primeiro pela concorrente Toyota — e figurinha carimbada entre os anúncios recentes das montadoras. Além do híbrido flex da Stellantis, há os seguintes planos no radar: A BYD, especializada em elétricos, anunciou um centro de pesquisa para desenvolver um motor híbrido flex na Bahia. A Toyota também faz parte da rodada de investimentos com R$ 11 bilhões, e pretende consolidar a tecnologia de híbridos flex como forma de "manter seu protagonismo e liderança no país em eletrificação e exportações". A Volkswagen fala em usar parte dos R$ 16 bilhões em um novo motor para veículos híbridos (sem especificar se será flex), 100% elétricos e total flex — além de uma plataforma "inovadora, tecnológica, flexível e sustentável". A GM diz que parte de seus R$ 7 bilhões servirão para uma reformulação completa do portfólio, deixando no ar que os modelos estarão "em sintonia com a matriz energética predominantemente limpa do país". O g1 já mostrou que, além dos preços mais elevados e da complexidade tecnológica, a migração para carros 100% elétricos ainda não é tratada como prioridade no país. Os carros híbridos acabam sendo mais vantajosos no Brasil porque têm preços mais competitivos, e aqueles que usam etanol desfrutam de combustível que emite menos gás carbônico e é abundante no país. "O importante é mencionar que — considerando todo o CO2 produzido por um carro durante sua produção, utilização e descarte — um veículo híbrido, quando operando com etanol no Brasil, é provavelmente o veículo mais limpo do planeta produzido em massa", afirmou o professor Renato Romio, gerente da Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Veja, no fim desta reportagem, mais detalhes sobre os aportes das empresas. Veja lista dos veículos novos mais vendidos do Brasil em 2023 Mas o que justifica os investimentos — e o foco nos híbridos? Para o diretor de desenvolvimento de negócios da JATO do Brasil, Milad Kalume Neto, essa onda otimista — aliada à corrida pelo desenvolvimento dos híbridos flex — tem alguns motivos principais: o país está em processo de estabilidade econômica; as montadoras chinesas pressionaram o mercado brasileiro; e os novos programas do governo federal têm impulsionado o setor. O especialista explica que as empresas estão enxergando o país com mais confiança diante de um ambiente de fortalecimento da economia e de um "panorama muito melhor para o segundo semestre". Também tem colaborado para o cenário o fato de o setor estar, em nível global, direcionado para o desenvolvimento de veículos híbridos, flex e elétricos, explica Milad. Com a indústria brasileira atrasada nesse tipo de investimento, as montadoras chinesas — já desenvolvidas nesse sentido — passaram, portanto, a pressionar fortemente o mercado interno, colaborando com essa nova corrida dentro do setor. "De repente, a indústria teve a necessidade de montar produtos para competir não só no mercado interno — que, agora, conta com a tecnologia trazida pelos chineses a um preço competitivo —, mas também em outros mercados", observa Milad. Ele ressalta ainda o papel do programa Nova Indústria Brasil, que irá disponibilizar R$ 300 bilhões em financiamentos para a indústria até 2026, e do programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), voltado a veículos sustentáveis e à produção de novas tecnologias, ambos do governo federal. Nesse sentido, a Anfavea também afirmou que "medidas anunciadas pelo poder público" tem proporcionado "previsibilidade às empresas", o que colabora para os "valores recordes" de investimentos no setor automotivo. "[Há ainda] a queda na taxa de juros, que nós esperamos que seja consistente ao longo do ano. Esse quadro de otimismo no setor certamente levará, até o final do ano, a mais investimentos", afirmou o diretor-executivo da Anfavea, Igor Calvet, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira. Na esteira dos novos investimentos, Milad, da JATO do Brasil, acredita que "agora, portanto, teremos dinheiro para o desenvolvimento de novas tecnologias", com fatores "convergindo para que o país tenha um grande potencial de crescimento do setor". "Então, esse é o momento em que o Brasil se encaixa: necessidade da nossa indústria, visão global voltada para motores híbridos ou elétricos e a questão da economia interna", conclui. Como funcionam os carros elétricos O que dizem as empresas BYD A chinesa BYD destacou que, entre os valores investidos pela empresa no Brasil, estão R$ 6 milhões destinados a um novo laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) localizado em Campinas (SP), que foi inaugurado em dezembro de 2023. A empresa também informou que irá investir na criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico na Bahia, para desenvolver, entre outros projetos, tecnologia de um motor híbrido-flex, para combinar o etanol com o motor elétrico. GM A General Motors (GM) anunciou um investimento de R$ 7 bilhões no Brasil até 2028. Segundo a montadora, os investimentos começam a partir deste ano. A montadora destacou que o investimento tem foco em mobilidade sustentável, abrange a renovação completa do portfólio de veículos e o desenvolvimento de tecnologias para o mercado local, além de criação de novos negócios. “A companhia segue com sua visão de futuro, de um mundo com zero acidente, zero emissão e zero congestionamento. Esta estratégia engloba recursos avançados de segurança veicular e de produtos cada vez mais eficientes do ponto de vista energético e ambiental”, diz a companhia em nota. Stellantis A montadora informou que suas três fábricas no Brasil (MG, PE e RJ) serão beneficiadas pelos investimentos anunciados. Serão 40 novos produtos, quatro plataformas globais associadas às tecnologias bio-hybrid, 8 powertrains e novas tecnologias ligadas à segurança e eletrificação. Em resposta ao g1, a Stellantis disse ter estabelecido o objetivo de descarbonizar totalmente suas operações até 2038, com redução das emissões pela metade já em 2030, sendo "45% da redução relacionada a ações e tecnologias no produto". Nesse sentido, a empresa destaca a combinação do etanol com a eletrificação (carro híbrido) como "alternativa competitiva de transição para a difusão da eletrificação a preços acessíveis". Sobre os investimentos bilionários anunciados, a Stellantis afirmou ser "uma resposta ao ambiente de negócios favorável que encontramos no país" e que o Brasil "assumirá um papel de liderança na aceleração da descarbonização da mobilidade". Toyota Ao g1, a Toyota diz acreditar que a melhor tecnologia em eletrificação seja aquela que se encaixa perfeitamente na infraestrutura existente em seus diversos mercados de atuação, sem deixar de considerar a matriz energética do país como ponto crucial para a virada de chave da indústria em busca da efetiva descarbonização. "Após a consolidação do híbrido flex, a companhia defende que a inclusão de outras tecnologias também contribui com o processo de eletrificação de seu portfólio no Brasil e na região. E, no mercado brasileiro, o etanol é parte fundamental para que a eletrificação avance, de fato, com ganhos reais em baixas emissões de CO2, considerando que a infraestrutura existe e sem impactar os hábitos de uso dos consumidores", diz a empresa. Sobre o estágio de seus veículos híbridos flex, a empresa informa que, em setembro do ano passado, iniciou testes internos utilizando etanol em conjunto com a tecnologia híbrida plug-in e que, neste primeiro estágio, os estudos se mostraram "promissores". Ainda em 2023, a Toyota também anunciou a participação no projeto de pesquisa e desenvolvimento para avaliar a utilização de hidrogênio a partir do etanol em carros de passageiros junto com Shell, Raízen, Hytron, Senai e USP. Volkswagen A Volkswagen informou que, na primeira fase de seus investimentos, pretende desenvolver e produzir quatro veículos inéditos, sendo que um deles será uma pick-up. Além dos veículos, a montadora anunciou que desenvolverá, através do investimento, um novo motor para veículos híbridos e uma plataforma “inovadora, tecnológica, flexível e sustentável”. Na mesma linha das outras empresas, a Volks destacou que os novos modelos, inéditos em seu portfólio, serão "fundamentais para impulsionar ainda mais a estratégia de descarbonização da marca na região da América do Sul". Em entrevista ao g1, o CEO da montadora, Ciro Possobom, chegou a destacar o início da produção de híbridos pela Volks como uma das principais novidades de seu novo ciclo de investimentos no Brasil. "A Volkswagen é hoje a terceira maior fabricante de carros elétricos do mundo. Então, temos uma gama enorme de carros e vamos escolher os modelos mais adequados para produção no país", afirmou o executivo.
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08/03 - Pedágios em rodovias federais terão que aceitar pagamento em PIX, crédito e débito
Portaria do Ministério dos Transportes dá 90 dias para concessionária se adaptarem. Empresas terão de disponibilizar cabines que aceitem essas modalidades de pagamento. Trecho com pedágio da RS-122, em Antônio Prado RBS TV/Reprodução Concessionárias que cobram pedágio em rodovias federais terão que aceitar pagamentos em PIX ou por cartão de débito e crédito. A regra consta em uma portaria publicada pelo Ministério dos Transportes nesta sexta-feira (8). As empresas têm prazo de 90 dias para se adaptar à medida. Ao fim desse prazo, os pedágios terão que contar com cabines que recebam, além do dinheiro em espécie, os pagamentos por PIX, cartão físico ou aplicativos de celular. O texto também determina que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deverá definir a quantidade de cabines com essas "tecnologias" por praça de pedágio. A regulamentação ainda será publicada, mas a portaria abre espaço para que nem todas as cabines em cada ponto de pedágio precisem receber o pagamento por esses meios eletrônicos. Levantamento da CNT aponta as rodovias mais perigosas do país O objetivo, segundo o Ministério dos Transportes, é garantir mais eficiência e praticidade na cobrança das tarifas nos pedágios. “Essa é mais uma medida pela modernização da operação na malha viária federal concedida, uma alternativa que confere mais fluidez no tráfego nas estradas e mais segurança e comodidade aos usuários”, informou a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse. De acordo com a pasta, atualmente há 24 concessões de estradas em operação no país. Há expectativa de que ocorram 13 novos leilões de rodovias ainda em 2024.
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07/03 - Carros da Volkswagen são flagrados camuflados em testes na região central de Taubaté, SP
Imagens da noite de terça-feira (5) mostram dois carros da montadora próximo ao prédio da CTI. Reportagem apurou que possivelmente se trata de testes do T-Cross 2025. Carros da Volkswagen são flagrados camuflados na região central de Taubaté, SP Rauston Naves/TV Vanguarda Dois carros da Volkswagen foram flagrados camuflados em fase de testes na região central de Taubaté, no interior de São Paulo, na noite da última terça-feira (5). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Imagens mostram dois veículos com camuflagem na parte da frente e de trás, mas com a lateral livre. As fotos foram feitas por volta das 23h30, próximo ao prédio da CTI, um dos pontos mais conhecidos da cidade. O g1 acionou a montadora alemã para saber mais detalhes dos carros e dos testes. A Volkswagen, porém, respondeu que a empresa não comenta projetos futuros. Carros da Volkswagen são flagrados camuflados na região central de Taubaté, SP Rauston Naves/TV Vanguarda Apesar disso, a reportagem apurou que possivelmente se trata do T-Cross 2025. A mídia especializada, como por exemplo o “Autoesporte’, tem acompanhado a expectativa pelo lançamento do modelo, que deve acontecer ainda no primeiro semestre deste ano. O T-Cross é um dos SUVs mais vendidos do país. Fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná, o carro passa por uma 'reestilização' para o próximo lançamento em um design triangular, seguindo sua versão europeia. Leia mais notícias do Vale do Paraíba e região A expectativa é que os valores do T-Cross 2025 devem ultrapassar os R$ 180 mil na versão topo de linha. Os detalhes ainda serão anunciados pela Volkswagen. Carros da Volkswagen são flagrados camuflados na região central de Taubaté, SP Rauston Naves/TV Vanguarda Carros da Volkswagen são flagrados camuflados na região central de Taubaté, SP Rauston Naves/TV Vanguarda Investimento de R$ 16 bilhões no Brasil A Volkswagen do Brasil anunciou, no início de fevereiro, um investimento de R$ 16 bilhões nas suas quatro fábricas no Brasil até 2028. Segundo a montadora, o investimento inicial era de R$ 7 bilhões entre 2022 e 2026. Agora, haverá um novo aporte de R$ 9 bilhões entre 2026 e 2028 nas fábricas de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR). Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen O montante prevê investimento para a fabricação de 16 novos veículos, incluindo modelos híbridos, 100% elétricos e ‘total flex’. Além disso, segundo a Volkswagen, o investimento também será para ‘projetos inovadores’ e ‘com foco em descarbonização’. Na primeira fase de investimentos, a Volks informou que pretende desenvolver e produzir quatro veículos inéditos, sendo que um deles será uma pick-up. Em Taubaté (SP), onde a montadora produz atualmente o Polo Track, está prevista a fabricação de um novo modelo de carro. "A unidade da marca em Taubaté fabricará um automóvel inédito, 100% desenvolvido no Brasil". Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen No comunicado enviado à imprensa, a Volkswagen não deu muitos detalhes sobre o novo modelo a ser fabricado na unidade do interior de São Paulo. Apesar disso, a expectativa é de que seja um carro SUV, o que está previsto em um acordo coletivo firmado em novembro de 2023 entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a montadora. Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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06/03 - Stellantis, dona de Fiat e Jeep, anuncia investimento de R$ 30 bilhões no Brasil até 2030
O investimento prevê o lançamento de, pelo menos, 40 novos produtos e o desenvolvimento de tecnologias bio-hybrid, com foco na descarbonização. Detalhes serão divulgados nos próximos meses. Carlos Tavares, CEO da Stellantis, e Emanuele Cappellano, diretor de operações para América do Sul da Stellantis, em evento de lançamento do plano de investimentos da montadora no Brasil Felipe Bastos/Colmeia Fotografia A montadora Stellantis, dona de marcas como Fiat e Jeep, anunciou nesta quarta-feira (6) um investimento de R$ 30 bilhões em suas fábricas no Brasil entre 2025 e 2030, o maior valor já investido na indústria automobilística brasileira. Para comparação, a Volkswagen anunciou, há um mês, um investimento de R$ 16 bilhões nas suas quatro fábricas no Brasil até 2028. Com o investimento, serão lançados, pelo menos, 40 novos produtos, além do desenvolvimento de tecnologias de descarbonização dos veículos produzidos pela companhia. Já está definido, porém, qual será o principal destino dos valores: o desenvolvimento de tecnologia bio-hybrid — modelo que combina a eletrificação com motores flex movidos a etanol —, apresentadas pela montadora em agosto do ano passado. LEIA TAMBÉM Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero em 2024? Da isenção à reoneração integral: veja como foi o vaivém dos impostos sobre combustíveis desde 2021 Segundo Carlos Tavares, diretor-executivo da Stellantis, a empresa mira sobretudo clientes brasileiros de classe média, seu principal público consumidor, buscando oferecer uma "mobilidade segura, limpa e acessível". Ele explica que os carros 100% elétricos ainda não são o coração dos investimentos da empresa no país, uma vez que a tecnologia ainda é muito custosa para a maior parte do público. "Qual é a tecnologia mais limpa que podemos colocar no mercado por um valor que a classe média possa pagar?", comenta Tavares, explicando a escolha pelos carros híbridos movidos a etanol como o foco da atuação. Segundo a Stellantis, maiores informações sobre quais plantas e quais modelos serão beneficiados devem ser anunciadas nos próximos meses. Alinhamento com o Programa Mover Para Carlos Tavares, o investimento bilionário no Brasil está alinhado ao Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) do governo federal, instituído por meio de medida provisória (MP) em dezembro de 2023. O programa prevê, entre outras coisas, incentivos para a produção de veículos sustentáveis e para a realização de pesquisas voltadas para as indústrias de mobilidades, visando a descarbonização. Entre os instrumentos que o programa deve utilizar para promover seus objetivos, está o chamado "IPI Verde", um sistema de impostos em que pagará menos quem poluir menos. A regulamentação do Mover deve ser publicada até o fim de março, de acordo com Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Sobre a possibilidade de receber subsídios ou benefícios a partir do Programa Mover, o diretor-executivo da Stellantis disse que pediu ao governo Lula que a empresa receba apenas o mesmo que seus concorrentes, para não ficar para trás em termos de competitividade. Veja lista dos veículos novos mais vendidos do Brasil em 2023 Regionalização da indústria automotiva "O mundo está passando por uma fragmentação, com uma regionalização cada vez maior. Isso está fazendo com que cada região esteja abordando a questão de uma mobilidade limpa sob seus próprios prismas", comenta Tavares. Assim, enquanto a Europa investe e incentiva o uso de carros 100% elétricos, a solução encontrada na América Latina, principalmente no Brasil, são os motores menos poluentes, movidos a etanol. Tavares considera que essa regionalização não é positiva no longo prazo, apesar de ser a única alternativa no curto prazo para um avanço da descarbonização na América Latina. O executivo pontua que, para que a classe média consiga comprar veículos elétricos, que são, em média, 30% a 40% mais caros, é necessário subsídio do governo para a população. Mas com os países emergentes, como o Brasil, altamente endividados, esses incentivos ficam mais escassos e a alternativa é o investimento — das próprias empresas e dos governos — em pesquisas para o desenvolvimento de bateria elétricas que não precisem de matérias-primas raras, o que baratearia os preços dos veículos elétricos no mundo todo.
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05/03 - Toyota vai investir R$ 11 bi e gerar 2 mil empregos no Brasil até 2030, diz vice-presidente Geraldo Alckmin
Além de Alckmin, evento nesta terça-feira (5) contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas em Sorocaba (SP), cidade onde está instalada uma das fábricas da montadora japonesa. Anúncio foi feito nesta terça-feira (5), em Sorocaba (SP) aldenio Vieira/SEAUD O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), participou nesta terça-feira (5) de um anúncio da montadora japonesa Toyota, que vai investir R$ 11 bilhões no Brasil até 2030. Segundo o Governo Federal, este é o maior o investimento da empresa em solo brasileiro. 📱 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O anúncio oficial ocorreu durante um evento em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde a montadora tem uma fábrica. O evento também contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo informações da empresa, dos R$ 11 bilhões, R$ 5 bilhões serão investidos até o fim de 2026. Toyota anuncia investimentos de R$ 11 bilhões e 2 mil empregos De acordo com Alckmin, o investimento deve gerar 2 mil empregos diretos também até 2023, sendo 500 deles até 2026. O governo também estima a geração de mais de 10 mil empregos, levando em conta os indiretos. Além de Sorocaba, a Toyota tem fábrica em Porto Feliz e Indaiatuba (SP). "A Toyota está no Brasil há 66 anos e vem contribuindo enormemente para o adensamento das nossas cadeias produtivas. Seu anúncio é uma demonstração clara da confiança dessa grande empresa japonesa em nossa economia", escreveu Alckmin em sua rede social. Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou o anúncio. “É mais um passo importante na economia brasileira. As empresas privadas voltaram a investir no futuro do Brasil." Fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) Divulgação; Revista AutoEsporte Os investimentos da empresa japonesa envolvem a promoção da descarbonização e novas tecnologias de eletrificação, com expansão da capacidade produtiva, novos veículos com tecnologia Híbrida Flex e um novo compacto produzido no Brasil. Segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o investimento será feito por etapas, com linhas de produção de veículos híbridos - automóveis que utilizam dois tipos de energia, geralmente elétrica e por combustão. "A Toyota precisava aprovar o investimento na matriz, mas tinha um volume de crédito acumulado muito grande. Liberamos R$ 1 bilhão em créditos do ICMS para facilitar esse investimento", explicou Tarcísio. Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) participa de evento em Sorocaba (SP) Reprodução/TV TEM Conforme o vice-presidente, o investimento segue o objetivo dos programas Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e "Combustível do Futuro", que visam o incentivo ao setor de biocombustíveis e veículos sustentáveis. O programa "Mover" amplia exigências de sustentabilidade da frota e, por meio de incentivos fiscais, estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística. Já o programa "Combustível do Futuro" tem um conjunto de iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e estimular o uso e produção de biocombustíveis no Brasil. "Na indústria automotiva, lançamos a 'Nova Indústria Brasil', [com] foco na inovação, então você tem TR [Taxa Referencial], juros de 4% ao ano, R$ 60 bilhões em BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para Embrapii [Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial] e Finep para estimular a inovação, uma indústria inovadora (...) Queremos uma indústria exportadora e descarbonização", completa Alckmin. Vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, participa de evento em Sorocaba (SP) Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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01/03 - Mistura de biodiesel no diesel dos postos sobe nesta sexta-feira para maior patamar já praticado no Brasil
Proporção do biodiesel no combustível será de 14% e faz parte de política do governo de aumentar gradualmente a mistura. Preço nas distribuidoras deve aumentar cerca de R$ 0,02, segundo especialistas. A partir desta sexta-feira (1º) o óleo diesel comprado nos postos de combustíveis terá o maior percentual de biocombustível já praticado no país, com uma mistura de 14% de biodiesel. A adição de biodiesel é uma política nacional. As distribuidoras de combustível são obrigadas a comprar o biodiesel para misturá-lo ao diesel de origem fóssil, comprado nas refinarias ou importado. O combustível vendido nos postos, chamado de diesel B, é o produto dessa mistura. Como o biodiesel é mais caro, o preço do óleo diesel nas distribuidoras (etapa anterior aos postos de combustível) deve aumentar cerca de R$ 0,02, segundo especialistas ouvidos pelo g1. O preço final para o consumidor, segundo os analistas, é mais difícil de estimar, porque envolve outros fatores, como a margem de lucro dos revendedores. O governo busca aumentar a proporção de biodiesel por se tratar de um combustível menos poluente e por essa ser uma pauta importante para o agronegócio (biodiesel pode ser feito de óleo de soja, por exemplo). O óleo diesel vendido a partir desta sexta, portanto, passa a emitir um pouco menos de gases poluentes. Por outro lado, fica mais caro nas distribuidoras. Há um projeto em discussão no Congresso que prevê aumentar gradativamente a proporção de biodiesel na mistura (veja mais abaixo). Mais nesta reportagem: Impactos no preço Expectativas do setor Idas e vindas da mistura Projeto Combustível do Futuro Semente de seringueira é usada para produzir biodiesel Impactos no preço O aumento de 12%, praticado até então, para 14% de biodiesel deve ter pouco impacto no preço do diesel B, afirmam especialistas consultados pelo g1. Segundo projeção da Leggio Consultoria, o aumento no preço do diesel B será de 0,6%, sem considerar impostos e custo de distribuição. “Hoje, o biodiesel está cotado a um preço cerca de 30% maior que o diesel, mas o volume representa apenas 14% do total do produto. Portanto, o efeito sobre o preço da mistura não é tão forte. Outro efeito da medida é a contribuição para a redução da emissão de gases do efeito estufa”, explica Marcus D’Elia, sócio da Leggio. Para o especialista em combustíveis da consultoria Argus, Amance Boutin, o preço pode aumentar entre R$ 0,01e R$ 0,02 por litro.Essa projeção considera o preço na distribuidora de combustíveis --etapa anterior à venda nos postos. Boutin explica que o custo logístico de levar o diesel B da base de distribuição até os postos e a margem de lucro do revendedor são fatores mais difíceis de precificar. "O comportamento do preço na bomba vai depender de outros fatores também. Se amanhã tem aumento do diesel pela Petrobras, é claro que vai embaralhar um pouco, vai ficar mais difícil, ou também o revendedor pode optar por aproveitar para aumentar. Isso a gente não tem visibilidade", explica. De acordo com a Argus, o preço do biodiesel caiu 22,4% desde fevereiro de 2023, por causa da redução no valor da principal matéria-prima para o biodiesel, o óleo de soja. "Estamos com um cenário bom para o governo, que é propício para se fazer essa mistura. Como se pode ver, estamos falando de entre um a dois centavos por litro [de aumento], é pouca coisa. Se tivesse sido feito em algum outro momento, talvez a pressão inflacionária tivesse sido maior", conta Boutin. Expectativas do setor No final de dezembro, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) antecipou o aumento da mistura para 14% a partir de 1º de março –a maior proporção já praticada no país. Em 2023, vigorou o percentual de 10% de biodiesel misturado ao diesel entre os meses de janeiro e março, e de 12% no restante do ano. Nesse período, as distribuidoras de combustíveis venderam mais de 60 bilhões de litros de diesel B, contendo 7,4 bilhões de litros de biodiesel –o suficiente para encher 2.880 piscinas olímpicas. Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a pedido do g1. A expectativa do setor é que a demanda por biodiesel aumente entre 21% e 22% para suprir o aumento da mistura a partir desta sexta-feira (1º), afirma o diretor de Biodiesel do grupo Delta Energia, Silvio Roman. “Infelizmente, com esse atraso que teve para a chegada do B14 [14% de biodiesel], o mercado ficou muito ocioso. Hoje com o B12 [12% de biodiesel, em vigor até quinta-feira], temos quase que o dobro de oferta perante a demanda”, afirmou. Idas e vindas da mistura O cronograma original previa que a mistura de biodiesel chegasse a 14% em 2022. Mas o plano foi adiado por decisões do CNPE que visavam reduzir o preço do diesel B na bomba, em meio à alta no valor dos combustíveis em 2021 e 2022. O percentual estava em 13% em abril de 2021 e foi reduzido a 10% durante a maior parte do ano. Depois, em 2022, o CNPE decidiu manter a mistura ao longo do ano e no início de 2023. Nos primeiros meses de mandato, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu um novo cronograma, que previa o aumento gradual da mistura, que chegaria a 15% em 2026. Em dezembro, com apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o governo antecipou o cronograma. Dessa forma, o chamado “mandato de biodiesel” será de 14% em 2024 e 15% em 2025. Projeto Combustível do Futuro Em setembro do ano passado, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso com medidas de incentivo ao setor de biocombustíveis. Intitulado “Combustível do Futuro”, o texto estabelecia que o teor de biodiesel no diesel chegaria a 20% em 2030. Na Câmara dos Deputados, o projeto recebeu nesta semana uma nova redação, que estabelece um cronograma para essa elevação e traz a possibilidade de aumento para 25%. O texto foi bem recebido pelo setor, apesar de gerar resistência no governo por uma eventual perda de autonomia do CNPE para definir o calendário. “Nós recebemos o relatório muito bem porque nos traz a assertiva em lei que nós vamos chegar no B20. Então, você pode se planejar melhor. Nós nos planejamos com uma sinalização do CNPE, que foi frustrada porque no final do governo passado houve uma redução, e agora o relatório do [deputado Arnaldo] Jardim é bastante confortável para planejarmos nossos investimentos”, afirmou o vice-presidente Institucional e Regulatório da Delta Energia, Luiz Fernando Leone Vianna. Ao g1, o presidente da Frente Parlamentar Mista do Biocombustível (FPBio), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), disse não ser contra o CNPE decidir o cronograma. "A questão que nós temos que garantir para o investidor [é que] daqui a dois ou três anos não tenha outra decisão que queira mudar isso [o cronograma]", declarou. A FPBio também quer estabelecer um piso para a mistura, ou seja, um valor mínimo para a adição de biodiesel ao diesel fóssil. Para Moreira, esse piso deve ser de 15%, "porque com 15% as indústrias instaladas funcionam". Quando enviou o texto, o governo chegou a estimar um aumento de 0,7% no preço do diesel final a cada um ponto percentual de elevação da mistura. Ou seja, o preço aumentaria em 0,7% no caso de alta do percentual de 15% para 16%, mais 0,7% na elevação de 16% para 17% e assim por diante. “Não tem como falar em questão de preço sendo commodity. Hoje existe esse preço, amanhã, ou ano que vem, ou outro ano, pode estar abaixo ou em um valor acima. Então, não é questão da mistura e sim como vai estar a economia do mundo”, disse o diretor da Delta, Silvio Roman. Marcus D’Elia, da Leggio Consultoria, também ressalta a necessidade de aumento de produção e de esmagamento da soja –a matéria-prima mais usada para se fazer biodiesel. “Neste cenário, para garantir o suprimento de B20, será necessário que se atinja entre 46% e 48% de esmagamento, um valor demasiado alto em relação aos níveis atuais”, explica. Em nota, as entidades do setor afirmam que as usinas existentes já têm capacidade para suprir a demanda por B20 –ou seja, 20% de biodiesel no diesel. O levantamento aponta uma demanda de 13,2 bilhões de litros de biodiesel ou aproximadamente 90% da capacidade atual disponível.
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28/02 - Apple cancela projeto de carro elétrico e manda funcionários para área de inteligência artificial
Projeto Titan, que visava criar o veículo, começou dez anos atrás, quando existia mais otimismo sobre a venda de carros com motores elétricos. Projeto de carro da Apple durou dez anos REUTERS/David Gray A Apple cancelou o projeto de seu carro elétrico, disse à Reuters uma fonte familiarizada com o assunto nesta terça-feira (27), uma década após a fabricante do iPhone iniciar os estudos. Vários funcionários que trabalhavam no projeto serão transferidos para a divisão de inteligência artificial (IA) da empresa, de acordo com a Bloomberg News, que noticiou primeiro o assunto. A empresa não quis comentar. A Apple deu início ao Projeto Titan, como era conhecido internamente seu esforço automotivo, dez anos atrás, quando uma onda de interesse em veículos autônomos se espalhava no Vale do Silício. Atualmente, as altas taxas de juros para conter a inflação têm afetado o sentimento do consumidor nos Estados Unidos e levado a uma desaceleração na procura por veículos elétricos, geralmente mais caros, fazendo com que o setor corte empregos e reduza a produção. Várias montadoras importantes, incluindo a líder de mercado de veículos elétricos Tesla, decidiram recuar nos investimentos, com algumas alterando os planos para se concentrar em híbridos em vez de carros totalmente elétricos. Leia também: Chips em alta: por que a Nvidia está crescendo mais do que 'big techs' Sony demite 900 funcionários da equipe do PlayStation Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15; g1 testou Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual
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22/02 - Após regulamentação favorável, empresas de ônibus preveem investimento recorde em 2024
Associação de empresas regulares de transporte rodoviário se reuniu com o ministro dos Transportes para selar garantia de cumprimento do novo Marco Regulatório. Segundo o setor, investimento de R$ 3,6 bilhões será recorde para o ano, e servirá para renovação de frota e geração de empregos. Empresas de tecnologia para mobilidade são contra as novas regras. Após regulamentação favorável, empresas de ônibus preveem investimento recorde em 2024 As empresas de transporte rodoviário interurbano e interestadual regular de passageiros pretendem investir 35% a mais em 2024 do que no ano passado. O valor total será de R$ 3,6 bilhões, um recorde histórico. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), que representa 112 empresas de transporte de ônibus, os investimentos serão em renovação da frota, tecnologia, estrutura física e novas contratações. A expectativa é de que os empregos formais possam subir até 30%, passando de 50 mil para 65 mil postos de trabalho. Quanto à frota, 3 mil novos veículos devem ser adquiridos durante o ano. Os ônibus de rotas regulares que circulam nas estradas do país hoje têm, em média, 7,5 anos de idade. A idade passará para 6 anos até o fim deste ano, com os investimentos. O compromisso de investir foi firmado pelas empresas do setor rodoviário, em reunião presencial com o ministro dos Transportes, Renan Filho, nesta quarta-feira (21), em Brasília. A reunião também contou com a presença do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Rafael Vitale, do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, e do presidente da Abrati, Paulo Porto, entre outras autoridades. Os empresários entendem que o novo marco regulatório do Transporte Rodoviário de Passageiros (Resolução nº 6.033/2023) vai permitir uma vigilância mais eficiente nas rodovias, e que a ANTT terá regulação necessária pra apertar a fiscalização. Os empresários do setor rodoviário entendem que a reunião com o ministro selou a garantia de cumprimento do novo marco regulatório, e que isso torna o ambiente favorável para investir neste ano. Além disso, houve mais de 1 milhão de viagens de ônibus interurbanas regulares no país entre janeiro e setembro do ano passado, segundo a Abrati, uma movimentação de passageiros via terrestre que torna o momento favorável ao setor. O aumento foi de 20,6% em relação ao mesmo período de 2022, já em patamares pré-pandemia de Covid-19. Reunião de associação de empresas de transporte com o ministro Renan Filho Abrati Exigências Após a reunião, as empresas regulares veem como avanços as exigências de fiscalização quanto à previsibilidade, universalização do serviço, tamanho de frota e estrutura de apoio. Pelo novo marco legal, as viagens regulares precisam ser mantidas, mesmo quando uma rota em determinado horário oferecido tiver baixa ocupação. O objetivo é dar mais segurança aos passageiros quanto aos seus compromissos. Mas os donos das maiores empresas no país criticam as operações de fretamento, com quem eles concorrem hoje, por poderem cancelar horários e frequências de acordo com a ocupação previamente estimada. As rotas oferecidas são outro ponto de crítica: as empresas mais antigas oferecem rotas entre os grandes centros, com mais demanda, e também as rotas para cidades menores, que costumam ser menos lucrativas. O mesmo não é exigido das empresas de fretamento, que priorizam as rotas mais rentáveis. Segundo a Abrati, o cenário cria uma concorrência em condição de desigualdade. Com as novas exigências, a entidade acredita haverá simetria entre os termos de operação. Dizem ainda que aumentar a estrutura mínima exigida das empresas regulares vai melhorar o serviço. Haverá, assim, disponibilidade de frota proporcional à malha oferecida e pontos de apoio nas rodovias — próprios ou de parceiros — que estejam em um raio aproximado de até 400 quilômetros de qualquer ônibus em rota, para facilitarem uma substituição de veículo e prestarem apoio aos funcionários. Empresas regulares que não possuem essa estrutura hoje precisarão se adaptar para alcançar o novo padrão, que será fiscalizado. O marco regulatório prevê ainda obrigação de gratuidades sociais. Outra exigência do novo marco regulatório às empresas que oferecem rotas regulares é não terceirizar frota. Estas companhias precisarão operar com ônibus próprios e terem contratações diretas dos seus motoristas. Isso pode exigir ajustes a partir da data em que o marco entra em vigor: 180 dias a partir de 01 de fevereiro de 2024. No caso das plataformas e aplicativos que apenas vendem passagens de ônibus fretados, mas não são responsáveis pelo serviço, a obrigação será a de oferecer passagens apenas de empresas legalizadas que atendam às exigências do novo marco. O que dizem as empresas A GloboNews consultou representantes do setor e apurou que as exigências desta modalidade não são um problema para as empresas. Mas que os prazos de retorno da ANTT serão ainda mais longos, quando solicitarem permissão para operar, de 6 meses a 1 ano. Já as plataformas e novas empresas do setor afirmam que o novo marco regulatório gera entrave e favorece apenas as grandes empresas tradicionais, que já dominam as principais rotas no país e que, segundo eles, atuam com influência política para evitar nova concorrência. A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as empresas de tecnologia para mobilidade, em nota, afirma que os valores de investimentos anunciados pelas grandes viações são insuficientes diante das necessidades do mercado. A entidade critica o novo marco regulatório aprovado pela ANTT e defende o que chama de “real abertura do mercado”. Diz, por fim, que a regulação deveria acelerar a entrada das novas empresas, que estão trazendo mais investimentos para o setor. O que diz a ANTT Sobre os fretamentos de ônibus, atividade que cresceu no país nos últimos anos, a Agência Nacional de Transportes Terrestres afirma que algumas empresas possuem autorizações para realizar fretamentos turísticos e ocasionais, conhecidos como "circuito fechado", destinados a grupos específicos de passageiros que viajam juntos na ida e na volta, em uma modalidade chamada de "fretamento". No entanto, a irregularidade surge quando essas empresas vendem passagens apenas de ida, o que não se enquadra como fretamento. Essas viagens não possuem legalização adequada, uma vez que envolvem diferentes tipos de autorizações. Para se tornar uma empresa que opera na modalidade chamada de "regular" e comercializar passagens desse tipo, a transportadora deve cumprir todas as obrigações legais desse serviço, incluindo concessão de gratuidades legais e manutenção de frequência mínima, entre várias outras. Em caso de não cumprimento, o veículo é apreendido, e a empresa fica responsável por dar prosseguimento à viagem dos passageiros, devendo comprovar perante a ANTT que cumpriu essa obrigação, como uma das exigências para retirada do veículo do pátio. Com o novo Marco Regulatório do Transporte de Passageiros, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) visa garantir mais investimentos para um setor fundamental para a população brasileira, além de maior estabilidade e previsibilidade, garantindo competição, isonomia concorrencial e fazendo com que o setor se desenvolva de forma sustentável ao longo dos anos.
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21/02 - Com gasolina mais cara, etanol é mais vantajoso em 14 estados e no DF; veja lista
Calculadora do g1 mostra que a relação entre preços está melhor para quem opta por abastecer com álcool; faça a simulação para os preços do seu posto. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O etanol está mais vantajoso do que a gasolina em 14 estados e no Distrito Federal para abastecer veículos flex. É o que mostra a calculadora de combustíveis do g1, com base nos preços médios nos postos encontrados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana passada — a segunda após a reoneração integral dos combustíveis no Brasil. A calculadora do g1 considera o preço e o rendimento de cada combustível. Segundo especialistas, o etanol é mais vantajoso quando está custando até 70% do preço da gasolina. (entenda mais abaixo) Veja qual combustível compensa mais em cada estado: Preços médios do etanol e da gasolina nos estados e no DF Vale reforçar que a lista considera o preço médio por estado, com base no levantamento feito pela ANP ao longo da semana de 11 a 17 de fevereiro. Na calculadora do g1, você pode conferir qual combustível mais vale a pena de acordo com os preços exatos que você encontrar no posto. Faça o cálculo abaixo: Como funciona a calculadora? O cálculo da ferramenta do g1 é o seguinte: quando você seleciona e insere o preço do álcool, esse valor é dividido por 0,70 — ou seja, 70%. Já no caso da gasolina, o preço é multiplicado por 0,70. Por que a regra dos 70%? O professor Marcelo Alves, do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli/USP explica que esse cálculo é baseado no poder calorífico dos combustíveis, que significa a quantidade de energia existente na molécula de cada um deles. Moléculas são propriedades de uma substância composta por um ou mais átomos. Os átomos são, por sua vez, formadores de matéria. Ou seja, tudo aquilo que ocupa espaço e possui massa. "O poder calorífico significa, portanto, o quanto você consegue extrair de energia por massa de combustível. Ou seja, por unidade de massa de combustível", diz. Entenda a lógica da calculadora do g1 para o valor do combustível O professor elenca ainda outras especificações, considerando a densidade (relação entre a massa de um material e o que ele ocupa) de cada combustível. "Em um dia frio, por exemplo, tanto a gasolina quanto o álcool ficam mais densos, e essa variação de densidade não é igual para os dois." "A regra dos 70%, portanto, é válida como um número indicativo, baseado em um dado empírico [confirmado a partir de experiências]", reforça. Ele esclarece ainda que pode haver uma diferença conforme cada veículo, incluindo se o sistema de injeção de combustível no motor for otimizado para queimar etanol ou gasolina. "Portanto, o motorista precisa analisar uma média para o seu próprio carro", sugere.
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20/02 - Preços médios da gasolina e do etanol voltam a subir nos postos após reoneração do ICMS, mostra ANP
Levantamento é referente à semana de 11 a 17 de fevereiro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço médio do litro da gasolina subiu pela 2ª semana seguida nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta terça-feira (20). A pesquisa é referente à semana de 11 a 17 de fevereiro. Veja a variação de preços no período: ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,76. O valor representa uma alta de 0,17% em relação aos R$ 5,75 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,97, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, subiu para R$ 3,58. O valor representa um aumento de 0,85% de frente aos R$ 3,55 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 5,99. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel recuou, encontrado, em média, a R$ 5,90. O valor representa uma queda de 0,17% frente aos R$ 5,91 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Aumento do ICMS Os preços dos combustíveis nas bombas ainda sentiram os reflexos da elevação de 12,5% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, a gasolina e o gás de cozinha. A medida, que vale para todos os estados, entrou em vigor no dia 1º de fevereiro. O aumento já havia sido anunciado em outubro de 2023, após deliberação do Comitê Nacional de Secretários de Estado da Fazenda (Comsefaz). Segundo o Comitê, o ajuste se justifica pela inflação no período. A medida marcou o fim de um processo de isenções e reonerações de impostos sobre combustíveis que vem desde 2021. De março daquele ano até fevereiro de 2024, foram pelo menos 13 anúncios importantes de mudanças nos impostos sobre gasolina, diesel, etanol e gás natural veicular (GNV) — sendo sete só em 2023. (veja a linha do tempo no fim desta reportagem) Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 26 de dezembro a redução do preço médio do diesel vendido às distribuidoras, passando de R$ 3,78 para R$ 3,48 o litro — uma queda de R$ 0,30. A mudança passou a valer no dia seguinte. No caso da gasolina, o último ajuste de preço feito pela petroleira ocorreu em 19 de outubro de 2023. A redução, de R$ 0,12 por litro, diminuiu o valor cobrado nas refinarias para R$ 2,81. A medida entrou em vigor no dia 21 do mesmo mês. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio de 2023 mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. Economia brasileira tem alta de 2,45% em 2023, aponta BC Trajetória dos impostos sobre combustíveis. Kayan Albertin/Editoria de Arte g1 VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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18/02 - Como e por que Paris está lutando contra o uso de SUVs na cidade
Medida triplica a taxa de estacionamento para carros SUV, veículos considerados mais poluidores e mais perigosos quando envolvidos em acidentes. Imagem de ciclista perto da Torre Eiffel, em Paris Gonzalo Fuentes/Reuters Os parisienses aprovaram, no início de fevereiro, um aumento expressivo no valor cobrado para o estacionamento de SUVs na capital francesa. A proposta de aumento na taxa foi aprovada, em referendo, por 54,55% dos parisienses. A medida leva a taxa para carros com peso igual ou superior a 1,6 tonelada, para 18 euros (cerca de R$ 100) por hora na região central de Paris. Para estacionar por um dia inteiro, por exemplo, a taxa fica em exorbitantes R$ 2.400. 🚙SUV é a sigla em inglês para Sport Utility Vehicle, ou Veículo Utilitário Esportivo na tradução literal. Muito populares no Brasil, SUVs são grandes, mais altos que os hatches e, normalmente, mais poluentes. A votação foi convocada pela prefeita socialista Anne Hidalgo, que está há quase 10 anos no poder e argumentou que os SUVs são muito mais prejudiciais ao meio ambiente. A medida é parte de um plano maior de combate a carros poluentes na cidade. Em 2019, a então ministra dos Transportes da França, Elizabeth Borne, afirmou que a cidade irá banir completamente carros a combustíveis fósseis até 2040. 🤔Os parisienses não serão afetados pela medida, pois o estacionamento residentes locais permanecerá inalterado (cerca de três vezes mais barato que os quase R$100/hora). A mudança destina-se principalmente a turistas com carros alugados, visitantes de outras cidades francesas e pessoas dos subúrbios parisienses, que comumente passam o dia de carro no centro da capital. De acordo com reportagem da BBC, durante o mandato de Anne Hidalgo como prefeita, muitas ruas de Paris, incluindo as margens do rio Sena, foram destinadas exclusivamente aos tráfego de pedestres. Também foi construída uma extensa rede de ciclovias, num esforço para desencorajar o uso de automóveis. Tanto grupos de motoristas como figuras da oposição atacaram a medida, dizendo que a classificação dos SUVs é enganosa, uma vez que muitos carros de tamanho familiar seriam afetados. Veja lista dos veículos novos mais vendidos do Brasil em 2023
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16/02 - Moderno e eficiente: por que o BYD Dolphin conquistou o título de Carro do Ano
O modelo elétrico fez história ao levar o conceituado prêmio da Autoesporte. BYD Divulgação Quem quiser rodar com o Carro do Ano em 2024 já sabe: BYD Dolphin é o nome dele. O carro elétrico mais eficiente do mercado brasileiro arrematou a categoria principal da mais importante premiação da indústria automobilística nacional, promovida pela revista Auto Esporte, se tornando o primeiro modelo elétrico em 57 anos da premiação a levar a premiação máxima. Um feito histórico que coloca o Dolphin no topo entre os carros de até R$ 250 mil, como prevê a categoria, a partir da avaliação de fatores como tecnologia, design, segurança, atualidade do projeto, eficiência energética e preço. O carro da BYD surpreende por tudo isso e muito mais, o que justifica o resultado, anunciado em novembro a partir da votação de um timaço de jornalistas especializados, e o sucesso imediato do modelo no mercado brasileiro após o lançamento - chegou em julho ao mercado e não demorou a figurar nos rankings de carros elétricos (BEV) mais vendidos do país. O preço atrativo também ajuda a explicar o sucesso. Espaçoso e com design moderno, é vendido a R$ 149.800, uma das opções mais em conta do país (bem abaixo dos principais concorrentes) e com a praticidade de carregar em qualquer tomada. A recente e revolucionária Bateria Blade, uma das mais seguras do mundo, garante durabilidade e desempenho. Em pontos de recarga com alta potência, disponíveis em postos e shoppings, pode ir de 30% a 80% em apenas 30 minutos*. Carregadores domésticos ou tomadas residenciais também são fontes de recarga. Com a utilização de um Wallbox de 7 kW, a bateria chega aos 80% em três horas e meia. Em tomadas residenciais de 220v, a bateria vai de 30 a 80% em cerca de sete horas. Espaçoso e moderno Quem busca um carro elétrico maior, confortável e tecnológico encontra o pacote completo no Dolphin. Com 4,12 metros de comprimento, tem entre eixos de 2,70m, garantindo um bom espaço para todos os ocupantes. A central multimídia, com karaokê e videogame, é outro atrativo. Com tela giratória de 12,8” internet nativa e conexão Apple CarPlay, pode ser posicionada na horizontal ou vertical. Tem ainda um eficiente sistema de câmeras 360º e visão panorâmica que funciona mesmo com o carro em alta velocidade. BYD Divulgação Primeiro veículo da BYD Brasil a adotar o design da linha “Ocean” inspirada nos animais marinhos e oceano, o Dolphin (golfinho, em inglês) faz referências ao mar em detalhes internos e externos. O design das luzes traseiras e dianteiras, por exemplo, são inspiradas no movimento dinâmico dos golfinhos saindo do oceano. Divertido, pop e 100% elétrico, ele conquistou o Carro do Ano com toda essa combinação de design, segurança e eficiência - o veículo pode acelerar de 0 a 100km/h em 10,9 segundos. Para auxiliar os motoristas, controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, controle de subida e retenção automática. Para deixar tudo ainda melhor, o aplicativo BYD possibilita abrir e trancar o carro pelo celular, programar o ar-condicionado e até verificar o nível da bateria. Já a tecnologia NFC permite que o carro seja aberto com um cartão, aproximando-o do retrovisor do motorista. Acesse o site da BYD do Brasil para conhecer a ficha técnica completa do Carro do Ano 2023. * O tempo de recarga varia dependendo da potência do carregador.
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09/02 - Gasolina, etanol e diesel ficam mais caros nos postos após aumento do ICMS, mostra ANP
Levantamento é referente à semana de 4 a 10 de fevereiro. Imposto estadual sobre os combustíveis aumentou 12,5% no último dia 1º. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil Os preços médios do litro da gasolina e do diesel subiram nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (9). A pesquisa é referente à semana de 4 a 10 de fevereiro. Veja a variação de preços no período: ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,75. O valor representa uma alta de 3,4% em relação aos R$ 5,56 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,97, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, subiu para R$ 3,55. O valor representa um aumento de 4,1% de frente aos R$ 3,41 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel subiu, encontrado, em média, a R$ 5,91. O valor representa uma alta de 1,2% frente aos R$ 5,84 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Aumento do ICMS A alta dos preços nas bombas é reflexo da elevação de 12,5% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, a gasolina e o gás de cozinha. A medida, que vale para todos os estados, entrou em vigor no dia 1º de fevereiro. O aumento já havia sido anunciado em outubro de 2023, após deliberação do Comitê Nacional de Secretários de Estado da Fazenda (Comsefaz). Segundo o Comitê, o ajuste se justifica pela inflação no período. A medida marcou o fim de um processo de isenções e reonerações de impostos sobre combustíveis que vem desde 2021. De março daquele ano até fevereiro de 2024, foram pelo menos 13 anúncios importantes de mudanças nos impostos sobre gasolina, diesel, etanol e gás natural veicular (GNV) — sendo sete só em 2023. (veja a linha do tempo no fim desta reportagem) Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 26 de dezembro a redução do preço médio do diesel vendido às distribuidoras, passando de R$ 3,78 para R$ 3,48 o litro — uma queda de R$ 0,30. A mudança passou a valer no dia seguinte. No caso da gasolina, o último ajuste de preço feito pela petroleira ocorreu em 19 de outubro de 2023. A redução, de R$ 0,12 por litro, diminuiu o valor cobrado nas refinarias para R$ 2,81. A medida entrou em vigor no dia 21 do mesmo mês. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio de 2023 mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. Trajetória dos impostos sobre combustíveis. Kayan Albertin/Editoria de Arte g1 Veja lista dos veículos novos mais vendidos do Brasil em 2023
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09/02 - Mercado em alta: venda de carros elétricos bate recordes no Brasil em 2023
BYD Dolphin, modelo mais eficiente do mercado brasileiro, fez sucesso imediato ao chegar ao país e puxou aumento das vendas BYD Divulgação Se um dia os carros elétricos remetiam ao futuro, hoje são realidade. A presença dos modelos nas ruas e estradas brasileiras não para de crescer e a tendência é que o número só aumente, ainda mais com a chegada de modelos mais acessíveis como o BYD Dolphin, o mais vendido no país em 2023. O modelo da marca chinesa Build Your Dreams (BYD), líder mundial na fabricação de veículos elétricos, foi lançado em junho e já foi sucesso, contribuindo para que as vendas no país batessem todos os recordes. Entre todas as marcas, foram 93.927 emplacamentos de veículos leves eletrificados, entre elétricos, híbridos e híbridos plug-in, um crescimento de 91% sobre as vendas de 2022 (49.245), segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O auge foi em dezembro, quando as vendas chegaram a 16.279, número mensal jamais registrado anteriormente e 191% superior a dezembro do ano anterior. Para o mercado brasileiro, significou uma grande virada que também indica uma crescente para 2024. O BYD Dolphin, que fechou o ano com 6.806 unidades, surpreendeu tanto que foi eleito Carro do Ano na principal categoria do prêmio mais importante da indústria automotiva nacional. Com o brasileiro descobrindo os benefícios dos carros elétricos e a chegada de modelos mais acessíveis (o BYD Dolphin chegou por R$ 149.800), a expectativa é seguir batendo todas as previsões - a ABVE prevê superar as 150 mil unidades este ano, com os veículos plug in (com recarga externa das baterias) liderando a preferência. Eficiência, tecnologia e diversão A maior eficiência energética ajuda a explicar o interesse e, nesse quesito, ninguém supera o Dolphin no mercado brasileiro. Com a carga a 100%, ele roda 291km e, segundo dados do Inmetro, é o veículo que melhor aproveita a capacidade da bateria com 0,42MJ/km*. A inovadora bateria Blade, desenvolvida pela BYD, consegue ir de 30% a 80% da carga em apenas 30 minutos** em carregadores de alta potência (fontes rápidas de 60kW). Há ainda a possibilidade de carregar em um Wallbox de 7 kW, chegando a 80% em três horas e meia, ou em tomadas comuns, o que exige um tempo maior (cerca de sete horas). Um carro 100% elétrico com eficiência e altamente tecnológico, com design moderno e funções que garantem conectividade e diversão. O modelo vem equipado com ICS (Inteligent Cockpit System) que possui uma tela de 12,8", rotação elétrica para posição vertical e horizontal, além de seis alto-falantes. Dá até para jogar um videogame ou cantar no Karaokê. BYD Divulgação À oportunidade de usar o Apple Carplay e o Android Auto soma-se outra facilidade: o aplicativo BYD. É uma chave digital que permite o acesso ao carro usando apenas o celular, possibilitando abrir e trancar o veículo, programar o ar-condicionado e até verificar o nível de bateria. Para quem não abre mão de conforto, a distância entre eixos de 2,7m deixa o veículo mais espaçoso internamente. Com capacidade para cinco ocupantes, foi projetado com diversos espaços de armazenamento e organização para ajudar no dia a dia. São muitos recursos para auxiliar e dar mais segurança aos motoristas, como câmeras com visão 360 graus, controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, controle de subida e retenção automática do veículo. Dá pra curtir uma viagem com segurança e diversão em um carro com design confiante e elegante. E acompanhando o nome Dolphin (na tradução, golfinho), não faltam referências ao mar e ao animal marinho por todas as suas linhas, externas e internas. Quer conferir cada detalhe? Acesse o site da BYD do Brasil. *O valor de autonomia e eficiência energética foram obtidos em testes realizados segundo as regras do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do INMETRO. **O tempo de recarga varia dependendo da potência do carregador.
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08/02 - Governo estuda programa permanente de renovação de frota de caminhões e ônibus, diz Alckmin
Objetivo é reduzir custo do frete e melhorar segurança de cargas e passageiros, diz vice-presidente e ministro. Alckmin participou de evento online da Anfavea nesta quinta. O governo federal estuda um programa permanente de renovação de frota de caminhões e ônibus, afirmou nesta quinta-feira (8) o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ele participou de evento transmitido pela internet da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo Alckmin, o objetivo desse programa em estudo seria reduzir custo do frete, no caso dos caminhões, e, também, estimular a segurança ao ter uma frota "mais nova". O vice-presidente lembrou que um programa de renovação de frota, teve validade durante 2023. O objetivo foi retirar de circulação veículos pesados com mais de 20 anos de circulação. Com benefícios limitados, o programa disponibilizou R$ 1 bilhão em créditos tributários em 2023 para as montadoras. Foram R$ 700 milhões para caminhões e R$ 300 milhões para ônibus. Não foi divulgado um balanço final sobre o uso dos recursos. Para os compradores, pessoas físicas ou jurídicas, o desconto variou de R$ 33,6 mil a R$ 99,4 mil por veículo – o abatimento foi maior em modelos mais caros. O programa incluiu caminhões leves, semileves, médios, semipesados e pesados, além de ônibus urbanos e rodoviários. "Deu um incentivo importante. Baseado em critério social, carros até R$ 120 mil, de eficiência energética, ambiental, e na densidade industrial. Queremos que fabrique aqui no Brasil, tirando de circulação caminhões e ônibus com mais de 20 anos de circulação", acrescentou Alckmin. Levantamento da CNT aponta as rodovias mais perigosas do país
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06/02 - Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero em 2024?
Segmento acredita em crescimento de dois dígitos neste ano, com juros mais baixos para o financiamento automotivo; novo programa 'Mover', do governo federal, é visto com bons olhos. Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero? Depois de um ano marcado pelo início do ciclo de corte de juros pelo Banco Central do Brasil (BC) e por medidas de incentivo do governo para reduzir o preço do carro zero em 2023, o setor automotivo projeta um mais um ano de crescimento em 2024. Mas será que vai ficar mais fácil comprar um carro zero neste ano? Esta reportagem responderá a essa pergunta a partir dos seguintes pontos: Projeção de mais vendas O crédito automóvel vai continuar caro? O que explica esse nível de juros? O que esperar para 2024? O governo deve trazer alguma medida para o setor neste ano? Projeção de mais vendas A última projeção da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) é de um crescimento de 12% em 2024. O g1 não contabiliza motos e implementos rodoviários. Esse aumento, caso concretizado, significaria aproximadamente 2,6 milhões de unidades emplacadas apenas no mercado interno. Para automóveis e comerciais leves, a previsão é de um aumento de 12% nesse ano, totalizando 2,44 milhões de emplacamentos. Participe do canal do g1 no WhatsApp Já a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima um aumento de 6,1% nos emplacamentos em 2024 contra 2023, para 2,450 milhões de unidades. A produção deve crescer 6,2% neste ano, para 2,470 milhões, com as exportações na casa das 407 mil unidades, alta de 0,7% na mesma base de comparação. Como os financiamentos representam 41% dos novos veículos emplacados no país, as entidades do setor acreditam que um bom impulso no mercado está ligado a uma melhora no cenário de crédito. Mas especialistas ouvidos pelo g1 ponderam que o acesso a empréstimos mais baratos ainda chega a passos lentos ao consumidor, mesmo com a recente sequência de quedas da taxa básica de juros do país, a Selic. O crédito automóvel vai continuar caro? Apesar de o BC já ter dado início ao ciclo de corte da Selic, especialistas apontam que o movimento de redução das taxas de financiamento de automóveis ainda leva tampo para se refletir nas condições oferecidas aos consumidores. O repasse da queda da Selic aos juros na ponta tem um período de defasagem, que leva de três a seis meses para ser sentido pela população. A mudança pode ser um pouco mais rápida nas linhas de crédito com garantia, ou por fatores como o tempo de relacionamento com os bancos. "É difícil dizer quando a queda de juros passa para a ponta consumidora porque há mais de um componente que explica tudo isso: temos a influência da taxa básica [Selic], o risco de crédito e o componente da inadimplência no mercado, por exemplo, além de impostos e outros fatores. Então além de [o repasse] não ser automático, ele também não é feito na íntegra", explica a consultora Tereza Fernandez, da TF Consultores Associados, especializada na avaliação do setor automotivo. Juros em queda: quando efeito chega no crédito para o consumidor? Ainda assim, a redução gradual da Selic cria uma tendência positiva de queda para as demais taxas de juros e isso deve, uma hora ou outra, se refletir no segmento automotivo. “Os juros já começaram a cair. Isso se reflete na cadeia mais lentamente, mas já é um alento”, disse o diretor-executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli. Dados do BC, por exemplo, indicam que houve uma queda de 3,2 ponto percentual na taxa média de juros cobrados nos financiamentos de automóveis de pessoas físicas em dezembro de 2023 contra o mesmo período de 2022, para 25,5% ao ano. Setor automotivo espera crescimento para 2024. REUTERS/Stringer Mesmo com a retração, o nível de juros continua bem maior do que o observado antes da pandemia. Em dezembro de 2019, a taxa média para os financiamentos era de 19,2% ao ano. Nos grandes bancos, a média pode ser um pouco mais baixa, a depender do perfil do tomador e do relacionamento do cliente com a instituição. Veja exemplos abaixo. Itaú Unibanco: em janeiro de 2024, as taxas partem de 1,13% ao mês (ou 14,4% ao ano). No mesmo mês do ano passado, a taxa oferecida era de 1,37% ao mês (17,7% ao ano). Além disso, o prazo para pagamento pode variar entre 6 e 60 meses e o percentual do valor do veículo que pode ser financiado é de até 90%. Banco do Brasil: as taxas partem de 1,19% ao mês (cerca de 15,25% ao ano). A instituição não informou quanto cobrava de juros em janeiro de 2023. Com prazo médio de 48 meses, o financiamento pode ser de até 100% do valor do veículo. Procurados, Bradesco e Santander não informaram as taxas de juros nem o prazo médio de pagamento para os financiamentos de veículos em sua carteira de crédito. Para Fernandez, da TF Consultores Associados, mesmo que a perspectiva seja de que Selic continue caindo pelo menos no primeiro semestre deste ano, esse já é um bom momento para aqueles que pretendem tomar crédito para adquirir um veículo. "É uma boa aproveitar o atual momento. O cenário está otimista, não temos nenhum impacto lá de fora e é uma boa hora para fazer um financiamento. Até junho, muita coisa pode ou não acontecer. Vai que os Estados Unidos ainda não tenham baixado os juros, por exemplo. Melhor aproveitar o agora", afirmou. FAMÍLIA REAL: Quem assume trono britânico caso rei Charles III se afaste para tratar câncer AGRONEGÓCIOS: Cortar pedaço mofado da fruta e comer o resto faz mal? PARANÁ: Avó diz que netos enviaram fotos antes de morrerem eletrocutados em piscina O que explica esse nível de juros? Parte desse cenário pode ser explicado pelo nível de calotes observado no setor, que, apesar de ter apresentado uma leve melhora, continua em patamares elevados. Segundo o BC, a inadimplência ficou em 5,2% no crédito para aquisição de veículos em dezembro do ano passado. O número representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2022, quando era de 5,4%, mas ainda é bem maior do que o observado em dezembro de 2019, quando marcou 3,4%. "A inadimplência está mais alta do que era, mas está estabilizada. E há um viés positivo porque, além da Selic, que está caindo, outro fator importante é a lei que determina que a retomada do bem quando o consumidor está inadimplente passa a ser extrajudicial. É um processo mais rápido e célere, que melhora a garantia e ajuda o mercado de crédito", avaliou Franciulli, da Fenabrave. O executivo se refere ao novo Marco Legal das Garantias, sancionado em outubro de 2023. A lei muda as regras para o uso de bens, como imóveis ou veículos, como garantia para empréstimos e facilita a retomada de carros por bancos no caso de inadimplência, entre outros pontos. A medida fez parte da agenda do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ano passado, e veio como uma tentativa de reduzir as taxas de financiamento por meio da queda do spread (diferença entre o juro cobrado na captação dos recursos pelo banco e as taxas cobradas para o consumidor). No caso de uso de veículos como garantia, o texto permite a retomada sem recorrer à Justiça, em caso de inadimplência. O procedimento extrajudicial pode ser tanto em cartórios quanto nos departamentos de trânsito locais. “O mercado de novos atrai um público com crédito um pouco melhor, então a inadimplência [nesse segmento] é um pouco mais baixa do que a média mostrada pelo BC. Mas, para ambos os casos, a tendência é de um 2024 mais positivo”, diz Paulo Noman, presidente da Associação das Empresas Financeiras e Montadoras (Anef). Segundo Noman, a estimativa é que o mercado geral de veículos é formado por algo em torno de 2,5 milhões de carros novos e de 14 milhões a 15 milhões de carros usados. Marco legal das garantias: novas regras permitem que um único imóvel seja usado como garantia para mais de um empréstimo O que esperar para 2024? Para os especialistas ouvidos pelo g1, o cenário positivo é uma junção de juros mais baixos, inflação mais controlada, um maior apetite por parte dos bancos e um olhar mais voltado para o setor automotivo por parte do governo (entenda mais abaixo). Mas o número ainda é baixo perto dos picos atingidos pelo setor, entre 2012 e 2014. Na época, o país chegou a emplacar entre 3,5 milhões e 3,8 milhões de veículos anuais, enquanto hoje as projeções estão na casa dos 2,5 milhões de veículos neste ano. Na época, além das medidas de redução de impostos sobre produtos industrializados (IPI) e do pacote de estímulos trazidos pelo governo, o país também viveu um bom período de exportações na categoria. O momento durou pouco, pois a indústria brasileira enfrentou novas crises econômicas — como a de 2015 e de 2016 — e períodos complexos no comércio exterior. Houve queda no volume de produção, de exportações e de licenciamentos. Desde então, o setor não recuperou os bons números vistos 10 anos atrás. Veja os gráficos abaixo: Para especialistas, algumas incertezas ainda podem pesar para o segmento automotivo. “É preciso entender o quanto o componente doméstico e o importado, de juros norte-americanos e no exterior, refletem por aqui”, disse Noman, da Anef. Além da política monetária ainda restritiva do BC, há influência da crise nas contas públicas brasileiras e de fatores internacionais como as dúvidas a respeito das eleições norte-americanas e de um eventual agravamento da guerra no Oriente Médio. “Ainda existem algumas interrogações. Quais os efeitos de uma eventual eleição de Donald Trump no Brasil e no mundo, por exemplo? Será que pode afetar o câmbio?”, afirmou a consultora Tereza Fernandez, da TF Consultores Associados, especializada na avaliação do setor automotivo. “Outro risco é uma eventual piora na guerra no Oriente Médio, que poderia afetar caminho marítimos e fretes, além de trazer possíveis impactos na inflação. É algo para se esperar e ver. Mas, mantidas as condições de temperatura e pressão, o cenário brasileiro é positivo”, completou Fernandez. O governo deve trazer alguma medida para o setor neste ano? Se no ano passado um dos fatores que ajudaram o segmento foi o corte de impostos anunciado pelo governo para tentar reduzir o preço de carros de até R$ 120 mil — programa que durou apenas um mês no caso dos automóveis populares, com mais de 125 mil veículos vendidos no período —, neste ano (e nos próximos) o destaque fica com o programa “Mover”. Uma medida provisória (MP) publicada no final de dezembro do ano passado traz, entre outras coisas, as diretrizes do plano de incentivos para veículos sustentáveis e para a realização de pesquisas voltadas às indústrias de mobilidade. O programa deve ser custeado pelos recursos arrecadados pelo governo por meio do aumento do imposto de importação incidente sobre veículos elétricos e placas solares. A elevação do tributo será gradual até 2026, e foi pensada como uma forma de incentivar o investimento na produção nacional de veículos elétricos. Com o aumento do imposto para os veículos importados, a ideia é tornar a mercadoria nacional mais atraente, uma vez que o custo deverá ser menor ao consumidor final. Para Franciulli, da Fenabrave, o “Mover” é um plano mais abrangente e deve promover uma renovação da frota no Brasil, começando inicialmente por caminhões e ônibus para, depois, abranger toda a cadeia. “No Brasil, o veículo tem certidão de nascimento, mas não tem de óbito. Temos uma frota enorme registrada no país sendo que, do total, 30% ou 35% não circula”, disse, acrescentando que o setor também precisa trabalhar com o governo para reativar a venda de veículos mais acessíveis. “É esse pessoal que acaba tendo os veículos mais antigos e não tem condição de renovar”, acrescentou. Franciulli ponderou, no entanto, que “não são medidas isoladas e específicas” que vão trazer novas perspectivas de crescimento para o setor. “É um conjunto de medidas. Nós precisamos ter um cenário econômico estável e o governo precisa fazer o papel dele no sentido de controlar gasto e promover um equilíbrio fiscal, o que se reflete em uma inflação menor. A ideia é que o consumidor não perca poder aquisitivo”, completou o diretor da Fenabrave.
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05/02 - As ruas e estradas que carregam carros elétricos durante o movimento
A primeira via para veículos elétricos foi construída em Detroit (EUA), mas o custo atual da tecnologia pode prejudicar seu desenvolvimento. ELECTREON via BBC Parece um trecho de asfalto como outro qualquer nas cidades americanas. Mas, se você dirigir com o veículo certo pela rua 14 em Detroit, no Estado de Michigan, algo estranho irá acontecer. Este é o primeiro lugar público dos Estados Unidos onde você pode dirigir um veículo elétrico ao mesmo tempo em que carrega a bateria do carro. O trecho de 400 metros de rua atravessa a região de Corktown, em Detroit. É um projeto piloto de uma tecnologia sem fio, capaz de carregar os veículos que trafegam sobre ela. Bobinas eletromagnéticas foram instaladas embaixo da superfície e conectadas à rede de energia da cidade. Elas criam um campo eletromagnético um pouco acima da estrada, que transfere energia para um receptor conectado à bateria do veículo. O processo é conhecido como "carregamento indutivo", similar à tecnologia usada no carregamento sem fio de telefones celulares. A esperança é que ruas como esta possam ajudar a combater uma das maiores barreiras que impedem as pessoas de adotar o uso de veículos elétricos: a chamada "ansiedade de autonomia". Como a infraestrutura de carregamento dos carros elétricos ainda não está disponível em quantidade necessária para atender grandes números e o carregamento do veículo em grandes viagens é demorado, a maioria dos motoristas ainda hesita em substituir seus carros movidos a combustíveis fósseis pelos elétricos. Mas dirigir em uma rua onde os carros ganham carga adicional enquanto trafegam pode ajudar a aumentar a autonomia dos veículos elétricos ou até eliminar a necessidade de carregamento em casa ou nos postos. Até pouco tempo atrás, todos os telefones celulares precisavam de cabos de carregamento. Mas, agora, alguns aparelhos não dependem mais deles. E o mesmo pode ocorrer em breve com os veículos elétricos, segundo Stefan Tongur, vice-presidente de desenvolvimento comercial da fabricante de carros elétricos Electreon. "A evolução do carregamento irá eliminar os cabos e passar a ser sem fio", declarou ele à BBC durante a Feira de Eletrônicos de Consumo em Las Vegas, nos Estados Unidos, no início de janeiro. "E teremos ruas que podem carregar os veículos enquanto eles passam e estacionam." Bobinas de indução conectadas à rede elétrica são instaladas embaixo da superfície da rua STEPHEN MCGEE/MICHIGAN CENTRAL via BBC A Electreon está fazendo pilotos da tecnologia de carregamento sem fio em locais selecionados na Europa, Ásia e América. A empresa foi a responsável por instalar as bobinas magnéticas indutivas na rua de Detroit, em novembro passado. Agora, os veículos que têm os receptores corretos fixados à sua base podem carregar suas baterias dinamicamente enquanto passam pela rua. Alto custo O projeto de Detroit foi parcialmente financiado pelo Departamento de Trânsito de Michigan, que entrou com US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 9,3 milhões). A Electreon pagou pelo restante. O objetivo é estender o comprimento da "rua inteligente" para 1,6 km nos próximos anos. Será uma forma de testar a tecnologia em um ambiente urbano real. Este projeto piloto faz parte do programa da governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, que pretende transformar a infraestrutura de transporte do Estado, passando a ser neutra em carbono até 2050. O plano inclui o desenvolvimento dos veículos elétricos, fornecendo uma rede confiável de carregamento até 2030. Essa rede irá incluir ruas de carregamento sem fio e 100 mil carregadores para atender 2 milhões de veículos elétricos, segundo a chefe do departamento de mobilidade de Michigan, Justine Johnson. O estado conta com o rico legado automotivo de Detroit, a "Motor City" (Cidade do Motor). Por isso, ela acredita que a cidade deve liderar as inovações para o futuro dos veículos e da mobilidade. Mas o projeto de ruas elétricas custa cerca de US$ 1,25 milhões (R$ 6,1 milhões) por quilômetro. Como funcionam os carros elétricos O alto valor faz os especialistas questionarem se a tecnologia pode ser reproduzida em escala. Afinal, aos níveis atuais, o custo de ampliação de ruas inteligentes como essa por toda uma cidade ou em longos trechos de estradas intermunicipais seria astronômico. Tongur, da Electreon, acredita que o custo de instalação do carregamento sem fio logo começará a cair com o amadurecimento da tecnologia. Ele prevê que irá custar cerca de US$ 750 mil (R$ 3,7 milhões) por quilômetro e US$ 1 mil (cerca de R$ 4,9 mil) por receptor. "O carregamento sem fio parece bom no papel. Mas a logística e o custo envolvido fazem com que ele seja impraticável", afirma o pesquisador de Economia Comportamental Ashley Nunes, da Faculdade de Direito de Harvard, nos Estados Unidos. Mas Tongur defende que a tecnologia não precisa ser instalada em todas as ruas. "Ela não foi projetada para ser instalada em toda parte", explica ele. "É preciso ser muito estratégico sobre onde faz mais sentido, onde estão os bons modelos comerciais." A empresa se concentrou inicialmente nos corredores de trânsito frequentados por frotas comerciais com trajetos programados. Isso inclui ônibus e caminhões, que têm seus custos operacionais reduzidos quando permanecem em movimento, sem precisar parar para recarregar. Nunes concorda que as ruas de carregamento sem fio podem ser uma solução plausível para o setor de transporte de cargas médias e pesadas por caminhões. Este setor, segundo ele, contribui desproporcionalmente com as emissões de carbono por quilômetro rodado. "Se os veículos estiverem trafegando por um caminho fixo sem grandes desvios, equipar esses trechos de rodovia com carregamento sem fio pode fazer sentido", explica ele. Estudos e projetos em andamento O objetivo do carregamento sem fio não é reproduzir o carregador rápido de tomada. A Electreon consegue atingir 35 kW de carregamento dinâmico por receptor, segundo Tongur. Isso significa que ônibus ou caminhões com três receptores podem conseguir até 100 kW durante o tráfego em ruas com carregamento inteligente. Ao longo de vários quilômetros, este pode ser um tremendo reforço para a autonomia dos veículos, explica ele. É particularmente útil para quem transitar em trechos de estrada com poucas estações de carregamento, distantes entre si. Análises do governo da Suécia indicam, por exemplo, que uma estrada elétrica com 250 a 300 km de comprimento em rotas movimentadas pode reduzir as emissões de dióxido de carbono dos caminhões em mais de 200 mil toneladas. Para reduzir os custos do serviço, a Electreon também oferece um modelo de assinatura. Os operadores podem pagar uma tarifa mensal de cerca de US$ 800 a US$ 1 mil (R$ 3,9 mil a R$ 4,9 mil) pela operação contínua de veículos públicos, comerciais e autônomos, segundo Tongur. A empresa chama a plataforma de Carregamento como Serviço (CaaS, na sigla em inglês). Ela está sendo empregada em uma parceria de US$ 9,4 milhões (cerca de R$ 46,2 milhões) com o operador de transporte público de Tel Aviv, em Israel – a Dan Bus Company, que dispõe de uma frota de 200 ônibus. Já o modelo de pagamento conforme o uso pode ser mais vantajoso para usuários mais casuais que carregarem seus veículos durante uma viagem, segundo a Electreon. Com tudo isso, as estradas elétricas agora são consideradas uma solução atraente para ajudar a superar os problemas de infraestrutura de carregamento dos veículos elétricos. As bobinas de indução criam um campo eletromagnético acima da superfície da rua, que atinge receptores instalados nos veículos elétricos enquanto eles trafegam STEPHEN MCGEE/MICHIGAN CENTRAL via BBC Na Europa, a França tem planos de construir 8.850 km de estradas eletrificadas até 2035, usando cabos aéreos, trilhos ou carregamento por indução. Estudos na Alemanha recomendaram a instalação de 4 mil quilômetros de cabos aéreos ou infraestrutura de carregamento indutivo na rede rodoviária do país, a Autobahn. E a Suécia estimou que irá custar cerca de 30 a 40 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 2,9-3,8 bilhões, ou R$ 14,2 a 18,7 bilhões) para construir cerca de 2 mil quilômetros de rodovias elétricas. A Electreon está trabalhando em uma série de pilotos de carregamento sem fio em toda a Europa, incluindo um projeto de eletrificação de parte da Autobahn, o sistema rodoviário federal na Alemanha. A empresa também está construindo uma pista de carregamento sem fio nos Estados Unidos, em conjunto com a Universidade Estadual de Utah, para o seu centro de pesquisa Aspire, financiado pela Fundação Nacional de Ciência. E também fez uma oferta para eletrificar a autoestrada americana Pennsylvania Turnpike, segundo Tongur. Ele explica que, para ajudar a cumprir seus prazos em relação às medidas contra a mudança climática, os municípios podem facilmente acrescentar a instalação de bobinas elétricas aos programas já existentes de manutenção das ruas e transformá-las rapidamente em locais de carregamento. E, com a instalação de receptores nos veículos, os fabricantes de automóveis podem reduzir o tamanho das baterias e o preço final de venda dos veículos elétricos. Estas medidas podem acelerar sua adoção pelo público. Parcerias privadas e programas do governo A concorrência está aumentando no setor de carros de passageiros. A Toyota formou parceria com a Electreon para explorar opções de carregamento de veículos. A BMW e a Ford vêm trabalhando com a empresa Witricity, enquanto a Stellantis trabalha com a Hevo Power. Em relação à Tesla, acredita-se que ela esteja desenvolvendo sua própria solução, depois de ter comprado e vendido a companhia de carregamento sem fio Wiferion no ano passado. Mas outras transformações também estão a caminho. Nos Estados Unidos, o governo federal destinou bilhões de dólares aos seus programas de Infraestrutura Nacional de Veículos Elétricos (Nevi, na sigla em inglês) e Infraestrutura de Carregamento e Abastecimento (CFI, na sigla em inglês). A intenção é financiar instalações de carregamento de alta velocidade nas autoestradas do país e nos lugares onde as pessoas moram, trabalham e fazem compras. O objetivo do governo Biden é criar 500 mil carregadores públicos até 2030. E as estradas com carregamento elétrico podem fazer parte desses planos. "Enquanto estudamos a transição do motor a combustão interna para os veículos com emissão zero, precisamos pensar em sistemas que permitam que as pessoas façam essa transição", afirma Johnson. "É menos questão de ansiedade de autonomia e mais de confiabilidade de carregamento – isso ajudará os consumidores a tomar decisões bem informadas." Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.
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03/02 - Com mais carros do que motos, Itapetininga tem 8 veículos para cada 10 adultos: 'Espaços públicos mais hostis', alerta pesquisador
Conforme levantamento feito pelo g1, com base nos dados do Detran-SP, 101.365 veículos estavam registrados na cidade em 2023. A quantidade de carros no trânsito de Itapetininga é 60,3% maior que o número de motocicletas. 101.365 veículos estavam registrados em Itapetininga Reprodução/TV TEM Mais de 101 mil carros, motos e utilitários fazem parte da frota de veículos de Itapetininga (SP). Dados do Departamento Estadual de Trânsito de SP (Detran) mostram que esse número aumenta exponencialmente, ano a ano, e acende um alerta em pesquisadores para problemas de trânsito e meio ambiente. Conforme levantamento feito pelo g1, 101.365 veículos estavam registrados na cidade, cuja população é de 157.790 habitantes. Na proporção, são 6 veículos para cada 10 moradores. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Aumento da frota do trânsito traz problemas, destaca pesquisador José Furlan Quando comparado proporcionalmente ao número de adultos, o cenário muda: 8 veículos para cada 10 pessoas. Essa “superlotação” de automóveis, no entanto, provoca diversos problemas, como poluição, trânsito caótico e violento, além da degradação dos espaços urbanos, destaca o pesquisador sobre direito à mobilidade Daniel Santini. “[Quando] Você tem um aumento da concentração e da circulação de veículos nas ruas, torna os espaços públicos mais hostis para crianças, cachorros, pedestres e ciclistas”. A base de dados do Detran também mostra que a frota de veículos em Itapetininga aumentou, em média, 2,4% a cada ano desde 2020. Neste período, foram 6.973 novos carros e motos que passaram a circular pela cidade. Em Itapetininga, existem 8 veículos para cada 10 adultos Pexels/Divulgação Mais carro do que motos A quantidade de carros no trânsito de Itapetininga é 60,3% maior que o número de motocicletas. Segundo o Detran, estão registrados 57.683 carros e 30.958 motos no município (veja número total por tipo de veículo no gráfico abaixo). Com mais carros e motos “rodando”, surgem novas demandas de melhorias no trânsito, que para Santini é um paradoxo. “Quanto melhor você aumenta a estrutura para carros e motos, mais carros e motos você vai ter. Você pode até ter uma melhora em médio prazo, mas o efeito final sempre é uma piora no trânsito”, destaca. Trânsito mortal Em 2023, 28 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito em Itapetininga, indicam dados do Infosiga, disponibilizados pelo governo de SP. Aumento de 7,69% nas fatalidades registradas no ano anterior, 2022, quando 26 vidas foram perdidas em acidentes. Para Daniel Santini, o aumento nos registros de acidentes de trânsito é um reflexo imediato da alta concentração de veículos nos centros urbanos. “A gente passou a aceitar e ter como natural um número absurdo de mortes no trânsito, que não deveria nunca ser naturalizado”, destaca. Para “driblar” os efeitos do aumento da motorização, continua Santini, a população tende a se locomover para regiões mais distantes dos grandes centros. Porém essa migração apenas agrava os problemas de mobilidade urbana. “Porque implica num número maior de deslocamentos”. Em 2023, 28 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito em Itapetininga Reprodução/TV TEM Transporte coletivo como solução Para o pesquisador Daniel Santini, pensar em reduzir os efeitos de um trânsito saturado de veículos implica no uso e investimento de transporte público, além de alternativas individuais, como bicicletas. “O uso do transporte público coletivo provoca um impacto positivo, melhora o trânsito, ele representa um uso mais eficiente de energia e, nesse sentido, tem uma dimensão ecológica a se considerar". “Itapetininga deu um passo importante, que foi a adoção da tarifa zero, uma política de estímulo ao uso do transporte público coletivo, que pode ajudar a equilibrar um pouco essa questão da proporção. Então, se você tiver uma proporção maior de gente se deslocando com o transporte público, isso minimiza um pouco, e aí faz sentido, sim, pensar no financiamento coletivo, financiado pela sociedade política de transporte público, justamente para equilibrar esse desequilíbrio” Itapetininga conta com frota municipal de 22 ônibus Prefeitura de Itapetininga/Divulgação Metodologia Os dados foram obtidos a partir de uma solicitação ao Detran-SP. Para produzir a reportagem, o g1 desconsiderou dados relacionados à veículos de logística, como caminhões e reboques. Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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02/02 - Novo Gol? O que se sabe sobre novo carro que será fabricado pela Volkswagen em Taubaté
Montadora anunciou um investimento total de R$ 16 bilhões nas fábricas do Brasil. Segundo a empresa, está prevista a fabricação de 'um automóvel inédito' em Taubaté. Volks anuncia pacote bilionário de investimentos no Brasil A Volkswagen anunciou um pacote bilionário de investimentos com objetivo de lançar 16 novos veículos no Brasil até 2028. O aporte com foco em suas quatro fábricas no país prevê a fabricação de modelos híbridos, 100% elétricos e 'total flex'. Em Taubaté (SP), onde a montadora produz atualmente o Polo Track, está prevista a fabricação de um novo modelo de carro. "A unidade da marca em Taubaté fabricará um automóvel inédito, 100% desenvolvido no Brasil". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Fábrica da Volkswagen em Taubaté Volkswagen/Divulgação No comunicado enviado à imprensa, a Volkswagen não deu muitos detalhes sobre o novo modelo a ser fabricado na unidade do interior de São Paulo. Apesar disso, a expectativa é de que seja um carro SUV, o que está previsto em um acordo coletivo firmado em novembro de 2023 entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a montadora. 🚗 O que é um SUV? Na tradução livre, a sigla de origem inglesa (Sport Utility Vehicle) significa Veículo Utilitário Esportivo, um modelo considerado versátil que nasceu com o objetivo de oferecer um espaço confortável aos passageiros e capacidade de passar por terrenos mais acidentados. O novo carro, que deve ser fabricado a partir de 2025, deve ter tamanho e valor menores do que o Nivus e o T-Cross, dois dos principais SUVs da montadora alemã. Fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) Divulgação Novo gol? O anúncio de produção de um novo modelo de carro em Taubaté (SP) também criou a expectativa de que a Volkswagen pudesse estar preparando a volta do Gol, modelo que chegou a ser o carro mais vendido no país por 27 anos e saiu de linha em 2022. Produzido em Taubaté, no interior de São Paulo, o Gol foi substituído pelo Polo Track. O modelo foi lançado em 1980 e marcou gerações inteiras com mais de 8 milhões de unidades produzidas, sendo o carro mais vendido e exportado da história do mercado nacional. Apesar do anúncio da fabricação de um novo carro para Taubaté, a Volkswagen ainda não confirma o nome do modelo. Investimento de R$ 16 bilhões A Volkswagen do Brasil anunciou, na noite desta quinta-feira (1º), em um evento em São Paulo, um investimento de R$ 16 bilhões nas suas quatro fábricas no Brasil até 2028. Segundo a montadora, o investimento inicial era de R$ 7 bilhões entre 2022 e 2026. Agora, a Volks informou que haverá um novo aporte de investimentos de R$ 9 bilhões entre 2026 e 2028 nas fábricas de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR). Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen O montante prevê investimento para a fabricação de 16 novos veículos, incluindo modelos híbridos, 100% elétricos e ‘total flex’. Além disso, segundo a Volkswagen, o investimento também será para ‘projetos inovadores’ e ‘com foco em descarbonização’. Na primeira fase de investimentos, a Volks informou que pretende desenvolver e produzir quatro veículos inéditos, sendo que um deles será uma pick-up. Além dos veículos, a montadora anunciou que desenvolverá, através do investimento, um novo motor para veículos híbridos e uma plataforma “inovadora, tecnológica, flexível e sustentável”. “Inéditos no portfólio da Volkswagen do Brasil, os novos modelos serão fundamentais para impulsionar ainda mais a estratégia de descarbonização da marca na região da América do Sul”, disse a montadora. Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen Veja como ficará o investimento por fábrica: São Bernardo do Campo (SP) Produção de 2 veículos inéditos. Taubaté (SP) Fabricação de um automóvel inédito, 100% desenvolvido no Brasil. São José dos Pinhais (PR) Produção de uma pick-up inédita. São Carlos (SP) Produção de um novo motor para veículos híbridos. Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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02/02 - Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028
Montadora informou que novo aporte de R$ 9 bilhões se junta aos R$ 7 bi anunciados em 2020; todas as fábricas terão investimento Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen A Volkswagen do Brasil anunciou, na noite desta quinta-feira (1º), em um evento em São Paulo, um investimento de R$ 16 bilhões nas suas quatro fábricas no Brasil até 2028. Segundo a montadora, o investimento inicial era de R$ 7 bilhões entre 2022 e 2026. Agora, a Volks informou que haverá um novo aporte de investimentos de R$ 9 bilhões entre 2026 e 2028 nas fábricas de São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O montante prevê investimento para a fabricação de 16 novos veículos, incluindo modelos híbridos, 100% elétricos e ‘total flex’. Além disso, segundo a Volkswagen, o investimento também será para ‘projetos inovadores’ e ‘com foco em descarbonização’. Na primeira fase de investimentos, a Volks informou que pretende desenvolver e produzir quatro veículos inéditos, sendo que um deles será uma pick-up. Além dos veículos, a montadora anunciou que desenvolverá, através do investimento, um novo motor para veículos híbridos e uma plataforma “inovadora, tecnológica, flexível e sustentável”. “Inéditos no portfólio da Volkswagen do Brasil, os novos modelos serão fundamentais para impulsionar ainda mais a estratégia de descarbonização da marca na região da América do Sul”, disse a montadora. Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen Veja como ficará o investimento por fábrica: São Bernardo do Campo (SP) Produção de 2 veículos inéditos. Taubaté (SP) Fabricação de um automóvel inédito, 100% desenvolvido no Brasil. São José dos Pinhais (PR) Produção de uma pick-up inédita. São Carlos (SP) Produção de um novo motor para veículos híbridos. Acordo firmado prevê SUV A Volkswagen ainda não deu muitos detalhes sobre os novos veículos a serem fabricados no país. No entanto, em novembro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté informou que o acordo coletivo firmado com a montadora previa a fabricação de um carro no modelo SUV na unidade. Além disso, o Sindicato informou, à época, que o acordo previa ainda a abertura de mais de 130 vagas de emprego e estabilidade nos contratos de trabalho dos funcionários até 2028 -- último ano do investimento anunciado nesta quinta. Volkswagen anuncia investimento de R$ 16 bilhões em suas quatro fábricas no Brasil até 2028 Divulgação/Volkswagen Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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01/02 - Petrobras anuncia redução de 2% do preço do gás natural para as distribuidoras
Empresa afirma que contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (1º) que irá reduzir em 2% o preço médio do metro cúbico de gás natural vendido às distribuidoras. O último ajuste de combustíveis havia sido realizado em dezembro, com redução apenas do diesel. "Lembramos que os clientes com contratos vigentes em 2023 perceberam redução acumulada de 22,2% no preço da molécula do Gás Natural ao longo do ano", diz a empresa em nota. A Petrobras informa que os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$. "Para o trimestre que inicia em fevereiro de 2024 a referência do petróleo caiu 3,6% e o câmbio teve depreciação de 1,5% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar aumentou 1,5%)." A petroleira anunciou em maio do ano passado mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis automaticamente com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. Entenda a nova política de preços da Petrobras Veja a nota da Petrobras A Petrobras informa que, a partir desta quinta-feira, 01/02/24, conforme os contratos acordados pela Companhia com as distribuidoras, os preços de venda da molécula de gás natural terão redução média de 2% em R$/m³, com relação ao mês de janeiro de 2024. Os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$. Para o trimestre que inicia em fevereiro de 2024 a referência do petróleo caiu 3,6% e o câmbio teve depreciação de 1,5% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar aumentou 1,5%). Além disso, em janeiro de 2024 entraram em vigor diversos novos contratos oriundos do novo portfólio de produtos Petrobras, e dos processos competitivos das Distribuidoras. O portfólio trouxe a possibilidade de celebração de contratos em diversos prazos (5 anos, 7 anos, 9 anos e 11 anos) e escolha pelas Distribuidoras quanto à inclusão ou não do transporte de saída nos contratos. Assim, o mercado escolheu a melhor combinação de produtos para atendimento às suas necessidades. Lembramos que os clientes com contratos vigentes em 2023 perceberam redução acumulada de 22,2% no preço da molécula do Gás Natural ao longo do ano. A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. A Companhia ressalta que a atualização anunciada para 01/11/23 não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel.
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01/02 - Da isenção à reoneração integral: veja como foi o vaivém dos impostos sobre combustíveis desde 2021
Nesta quinta-feira (1º), combustíveis voltam a ser totalmente reonerados desde as reduções para combater a alta da inflação, em 2021. De março daquele ano até agora, foram pelo menos 13 anúncios importantes de mudanças na tributação sobre gasolina, diesel, etanol e gás natural veicular (GNV). Bocal de bomba para abastecimento de combustível em posto de Brasília. Reuters/Adriano Machado O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) terá um aumento de 12,5% sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha a partir desta quinta-feira (1º). A medida, anunciada em outubro pelos secretários de Fazenda dos estados e do DF, marca o fim de um processo de isenções e reonerações de impostos sobre combustíveis que vem desde 2021. De março daquele ano até fevereiro de 2024, foram pelo menos 13 anúncios importantes de mudanças nos impostos sobre gasolina, diesel, etanol e gás natural veicular (GNV) — sendo sete só em 2023. ENTENDA COMO A GUERRA NA UCRÂNIA IMPACTOU PREÇOS NO BRASIL VEJA OS EFEITOS DA PANDEMIA SOBRE A GASOLINA Os combustíveis no Brasil experimentaram um intenso vaivém na tributação como uma forma de conter a alta nos preços ao consumidor e reduzir os impactos na inflação. Os movimentos se intensificaram durante a pandemia de Covid-19 e após a eclosão da guerra na Ucrânia, que elevaram os custos tanto do petróleo, como do produto final nos postos do país. Com o apoio da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e de Amance Boutin, especialista em combustíveis da Argus, o g1 elaborou uma linha do tempo com as principais mudanças de impostos sobre combustíveis nos últimos três anos. O levantamento mostra de forma cronológica o movimento de desoneração a partir de março de 2021, seguido pela intensificação das medidas em 2022 — ano de eleições presidenciais — e pelo retorno da incidência dos impostos, aos poucos, ao longo de 2023. A linha do tempo também mostra que é comum que a Petrobras ajuste os preços dos combustíveis nas refinarias no mesmo dia (ou em datas próximas) de alterações na tributação. Essas mudanças costumam compensar a alta ou a queda dos impostos, com reflexos nos preços finais. Segundo especialistas, trata-se de um movimento já previsto pelo mercado. (entenda mais abaixo) Veja abaixo as principais mudanças dos últimos três anos: Trajetória dos impostos sobre combustíveis. Kayan Albertin/Editoria de Arte g1 O que explica esse vaivém na tributação? De acordo com Amance Boutin, especialista em combustíveis da Argus, o volume de mudanças de impostos nos últimos três anos é um movimento atípico, tanto em relação à frequência de alterações quanto ao tempo de duração de cada uma. (veja mais abaixo o detalhamento das mudanças) Os primeiros movimentos de redução de impostos federais vieram como uma tentativa da gestão de Jair Bolsonaro de diminuir a inflação, que atingiu 10,06% em 2021 e 5,79% em 2022. O cenário era de escalada de preços nas bombas e de proximidade das eleições presidenciais, o que pressionou ainda mais o governo. À época, as medidas de desoneração tomadas por Bolsonaro chegaram a ser apontadas como eleitoreiras por economistas e analistas políticos. Já a gestão Lula, que tomou posse em 2023, iniciou um processo de reoneração, em uma tentativa de repor as perdas causadas pelas isenções nos anos interiores e de aumentar a arrecadação federal. A retomada ocorreu aos poucos, ao longo do ano, já que aumento de impostos sobre combustíveis — e a consequente alta nas bombas — são medidas consideradas impopulares. No pano de fundo das decisões do atual governo, está um cenário de novas regras fiscais e de busca pelo déficit zero nas contas públicas. Enquanto isso, na outra prateleira da gestão pública, os estados brasileiros também apontam perdas com a limitação do ICMS sobre combustíveis. Todo esse contexto resultou em um volume de flutuações de preço muito mais intenso do que o comum. Para Boutin, da Argus, as movimentações, principalmente em 2023, são resultado de dois principais fatores: ➡️ 1. A necessidade do governo federal de reestabelecer uma carga tributária fortemente reduzida no governo anterior. "Este movimento foi escalonado ao longo de um ano [2023] para não gerar aumento súbito de preço na bomba e para respeitar regras de constitucionalidade", explica. "Certas tributações não podem ser mudadas no mesmo ano civil e precisam ser decididas no ano anterior." ➡️ 2. Mudar a tributação dos combustíveis para um modelo monofásico (cobrança do imposto em uma única etapa da cadeia de produção), antecedendo os princípios da reforma tributária — que prevê a simplificação de impostos. "Essa mudança sempre foi um pleito das grandes distribuidoras: acabar com as fraudes possibilitadas pela complexidade do modelo tributário e com as diferenças de alíquotas entre os estados", diz. Veja lista dos veículos novos mais vendidos do Brasil em 2023 Reajustes pela Petrobras A linha do tempo também mostra que quase todas as mudanças na tributação vêm acompanhadas de reajustes nos preços dos combustíveis pela Petrobras nas refinarias. Esse movimento é bastante comum, aponta Amance Boutin. "Existe uma correlação entre os ajustes efetuados pela Petrobras e mudanças de tributação. Essa análise é consensual entre participantes de mercado [importadores, distribuidores e revendedores]", diz. Segundo o especialista, esses participantes costumam antecipar e se planejar em função dos riscos e oportunidades abertos pelas mudanças. "Em termos práticos, muitos elevaram seus estoques de diesel A [sem adição de biodiesel] e de biodiesel antes da virada do ano para ter um ganho contábil com a reoneração completa dos PIS e Cofins sobre esses dois produtos a partir de 1º de janeiro", afirma. "Na visão do mercado, essa coordenação é, sim, uma maneira de garantir certa estabilidade nos preços na ponta da revenda." Há previsão de novas mudanças em 2024? De acordo com a Fecombustíveis, não há mais impostos federais a retornar sobre combustíveis após o ajuste do ICMS nesta quinta-feira (1º) — exceto o GLP (gás liquefeito de petróleo), que continua zerado em PIS/Cofins. Amance Boutin, da Argus, reforça que, apesar de não existir nenhuma grande alteração prevista para o curto prazo, ainda podem ser aplicadas mudanças nos valores de impostos no modelo ad rem (aqueles de valor fixo por litro ou kg de combustível). "Isso deve ocorrer em cada tributo, principalmente no caso do ICMS", conclui. Preço da gasolina sobe 12,5% nos postos em 2023 Veja o vaivém dos impostos de combustíveis desde 2021 ➡️ 1º de março de 2021 - Redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins para óleo diesel A (sem adição de biodiesel). O impacto foi uma redução de R$ 0,3058 no óleo diesel B (com mistura de biodiesel). No dia seguinte, a Petrobras elevou os preços da gasolina e do diesel nas refinarias. ➡️ 1º de maio de 2021 - Retornam as alíquotas de PIS/Cofins para óleo diesel A (sem adição de biodiesel). O impacto, segundo a Fecombustíveis, foi um acréscimo de R$ 0,3163 no óleo diesel B (com mistura de biodiesel). No mesmo dia, a Petrobras reduziu os preços do diesel e da gasolina nas refinarias. ➡️ 11 de março de 2022 - Redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins para óleo diesel A (sem adição de biodiesel) e biodiesel. O impacto foi uma redução de R$ 0,3312 no óleo diesel B (com mistura de biodiesel). Na data, também foi sancionado o projeto que determinou alíquota única no ICMS de combustíveis para todos os estados e estabeleceu a tributação monofásica — cobrança do imposto em uma única etapa da cadeia de produção. No mesmo dia, a Petrobras aumentou os preços da gasolina e do diesel nas refinarias. ➡️ 23 de junho de 2022 - Redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins e Cide para gasolina A (produzida nas refinarias, sem adição de álcool). O impacto foi uma redução de R$ 0,6869 na gasolina C (já misturada com etanol, vendida nos postos). Na data, também houve a sanção do projeto que limitou o ICMS sobre combustíveis, impedindo cobrança superior à alíquota geral de ICMS, que varia de 17% a 18%. Além disso, foram zerados PIS/Cofins do gás natural veicular (GNV). Cinco dias antes, em 18 de junho, a Petrobras elevou os preços da gasolina e do diesel às distribuidoras. ➡️ 1º de março de 2023 - Retorno parcial da incidência de PIS/Cofins sobre gasolina A (produzida nas refinarias, sem adição de álcool) e etanol, de R$ 0,47 e R$ 0,02 por litro, respectivamente. Os impactos foram aumentos de R$ 0,3485 por litro na gasolina C (já misturada com etanol, vendida nos postos) e de R$ 0,02 no etanol. No mesmo dia, a Petrobras reduziu os preços da gasolina e do diesel às distribuidoras. ➡️ 1º de maio de 2023 – O ICMS sobre o diesel passou para a modalidade ad rem (cobrança com valor único sobre a quantidade de litros), de R$ 0,9456 por litro, em todo o Brasil. O resultado foi aumento da carga tributária na maioria dos estados. A média no país era de R$ 0,91/litro. Três dias antes, a Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias. ➡️ 1º de junho de 2023 – O ICMS sobre a gasolina passou para a modalidade ad rem, de R$ 1,22 por litro, em todo o Brasil. A medida também resultou no aumento da carga tributária na maior parte dos estados. A média anterior no país era de R$ 1,06/litro. No mesmo mês, em 16 de junho, a Petrobras reduziu o preço da gasolina às distribuidoras. ➡️ 1º de julho de 2023 - Retorno da incidência da Cide sobre a gasolina A (produzida nas refinarias, sem adição de álcool), de R$ 0,10 por litro, e aumento dos valores de PIS/Cofins para R$ 0,7925 e R$ 0,1309, respectivamente. O total desses impostos sobre a gasolina C (já misturada com etanol, vendida nos postos) foi de R$ 0,6869. Houve também o aumento dos valores de PIS/Cofins para o etanol hidratado, no total de R$ 0,2418/litro. Os impactos foram: aumento de R$ 0,3384 na gasolina C e de R$ 0,2218 no etanol hidratado. Na data, voltou ainda a incidência de PIS/Cofins sobre o GNV, de 9,25%. No mesmo dia, a Petrobras reduziu o preço da gasolina às distribuidoras. ➡️ 5 de setembro de 2023 - Reoneração de PIS/Cofins para óleo diesel A (sem adição de biodiesel) e biodiesel, de R$ 0,1100 e R$ 0,0463 por litro, respectivamente. O impacto foi uma alta R$ 0,1024 no óleo diesel B (com mistura de biodiesel). Não houve reajustes pela Petrobras no mês. ➡️ 1º de outubro de 2023 - Aumento de PIS/Cofins para o óleo diesel A (sem adição de biodiesel) e biodiesel, passando para R$ 0,1300 e R$ 0,0555 por litro, respectivamente. O impacto foi um aumento de R$ 0,0187 no óleo diesel B (com mistura de biodiesel). ➡️ 4 de outubro de 2023 - Fim da vigência da Medida Provisória que criou o programa de descontos para carros novos e determinou o aumento parcial dos impostos federais sobre o diesel. Com isso, óleo diesel A (sem adição de biodiesel) e biodiesel ficaram com PIS/Cofins zerados até 31 de dezembro de 2023. A redução foi de R$ 0,1211 no custo do óleo diesel B (com mistura de biodiesel). Mais de quinze dias depois, em 21 de outubro, a Petrobras reduziu o preço da gasolina e aumentou o do diesel às distribuidoras. ➡️ 1º de janeiro de 2024 - Reoneração de PIS/Cofins para óleo diesel A (sem adição de biodiesel) e biodiesel, de R$ 0,3515 e R$ 0,1480 por litro, respectivamente. O impacto foi de R$ 0,3271 no óleo diesel B (com mistura de biodiesel). Poucos dias antes, em 27 de dezembro, a Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias. No mesmo mês, em 7 de dezembro, a petroleira já havia baixado o preço do combustível. ➡️ 1º de fevereiro de 2024 – Aumento do ICMS para gasolina e diesel. As altas serão de R$ 1,3721 por litro para a gasolina e de R$ 1,0635 para o diesel e biodiesel. O impacto deve ser um aumento de R$ 0,1521 na gasolina C (já misturada com etanol, vendida nos postos) e de R$ 0,1179 no óleo diesel B (com mistura de biodiesel).
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24/01 - General Motors anuncia investimento de R$ 7 bilhões até 2028 nas fábricas no Brasil
Anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (24), durante reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da GM Internacional, Shilpan Amin. Investimentos começam a partir deste ano. GM anuncia investimento de R$ 7 bilhões no Brasil A General Motors (GM) anunciou nesta quarta-feira (24) um investimento de R$ 7 bilhões no Brasil até 2028. Segundo a montadora, os investimentos começam a partir deste ano. O anúncio acontece pouco mais de um mês após o desligamento de mais de mil funcionários da empresa no estado de São Paulo - leia mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A montadora destacou que o investimento tem foco em mobilidade sustentável, abrange a renovação completa do portfólio de veículos e o desenvolvimento de tecnologias para o mercado local, além de criação de novos negócios. Fábrica da General Motors em São Caetano do Sul (SP) Divulgação/General Motors O anúncio foi feito na manhã desta quarta, em Brasília (DF), em encontro do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do vice Geraldo Alckmin (PSB), com Shilpan Amin e Santiago Chamorro, presidentes internacional e da América do Sul da GM, respectivamente. Após o encontro, o presidente Lula comentou sobre a reunião no X (antigo Twitter). "Hoje conversei com o presidente da General Motors International, Shilpan Amin, e o presidente da empresa para a América do Sul, Santiago Chamorro sobre a primeira fase do novo plano de investimentos da empresa no Brasil, no valor de R$ 7 bilhões até 2028. Esses investimentos vêm em boa hora, com a retomada do crescimento econômico brasileiro com programas como Novo PAC e a Nova Política Industrial. Reindustrialização e compromisso com o desenvolvimento sustentável", escreveu. Além dos investimentos com foco na mobilidade sustentável, a GM afirmou que as fábricas da empresa no país receberão ‘evoluções que as tornarão mais modernas, ágeis e sustentáveis’. “A companhia segue com sua visão de futuro, de um mundo com zero acidente, zero emissão e zero congestionamento. Esta estratégia engloba recursos avançados de segurança veicular e de produtos cada vez mais eficientes do ponto de vista energético e ambiental”, diz a companhia em nota. O novo ciclo de investimento é 30% menor que os R$ 10 bilhões do anterior, anunciado em 2019. O aporte foi interrompido em 2020, quando a pandemia de Covid-19 começou, e retomado no ano seguinte, segundo a própria empresa. No Brasil, a GM possui cinco fábricas, sendo três delas no Estado de SP -- nas cidades de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes --, uma no Rio Grande do Sul, em Gravataí, e outra em Santa Catarina, na cidade de Joinville. Funcionários da GM suspendem greve após acordo para reintegrar 1,2 mil demitidos Sindicato dos Metalúrgicos/Divulgação Investimento um mês após demissões O investimento anunciado pela GM acontece pouco mais de um mês após cerca de 1,1 mil funcionários aderirem a um Plano de Demissão Voluntário aberto pela empresa. Aprovado pelos trabalhadores, o PDV foi aberto depois da Justiça do Trabalho determinar o cancelamento de 1,2 mil demissões que a GM havia feito nas três unidades. "É uma grande contradição porque a gente viu, há alguns dias, a GM demitindo 1.200 [funcionários] no Estado de São Paulo e toda a luta que teve do Sindicato para o cancelamento das demissões. A gente já colocava, naquela época, a nossa posição de que a montadora, mesmo anunciando que teve queda na venda de veículos, que teria total condição de manter todos os postos de trabalho, ao contrário do que ela falava, de toda a queda que ela tinha", afirmou Weller Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos 630 funcionários da GM aderem ao Plano de Demissão Voluntária em São José O sindicalista afirmou que pretende convocar uma reunião com a empresa para que sejam detalhados os investimentos. "A gente já tem um acordo de investimentos que foi feito em 2019, que a empresa tem que cumprir, e se for ter algum novo investimento, é claro que o Sindicato vai brigar e batalhar para que os investimentos venham para São José dos Campos", completou. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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24/01 - Alagamento, inundação e queda de árvore: saiba se o seu seguro auto cobre danos causados pela chuva
Preço médio da modalidade cresceu em dois anos; segurados precisam estar atentos ao que diz a apólice para evitar perda de cobertura ou surpresas em caso de sinistro. Detran-AL As fortes chuvas vistas nos últimos dias deixaram um rastro de destruição pelo país. Diferentes estados brasileiros registraram mortes e desaparecimentos, além de relatos de moradores que perderam móveis, eletrodomésticos e veículos por conta dos temporais. Para o mercado segurador, o período é marcado por um aumento no volume de sinistros (casos em que ocorre um prejuízo ao bem segurado que esteja especificado na apólice) e de indenizações — principalmente no que diz respeito aos seguros de automóveis. Mas alguns acidentes ou ocorrências podem não estar cobertos pelo seguro. Tudo depende do que o cliente contratou e de como o dano aconteceu. Nesta reportagem, você vai entender: Quais os tipos de cobertura existentes em um seguro automóvel? Quais os danos normalmente cobertos pela apólice? Quanto custa um seguro automóvel? Como acionar o seguro em caso de acidentes ou ocorrências? Quais os tipos de cobertura existentes em um seguro automóvel? Veja lista dos veículos novos mais vendidos do Brasil em 2023 Quais os tipos de cobertura existentes em um seguro automóvel? O seguro automóvel é um tipo de proteção patrimonial, que pode ser contratada diretamente com uma seguradora, com uma corretora de seguros ou com um corretor registrado na Superintendência de Seguros Privados (Susep). Esse produto serve para proteger o carro segurado de eventuais prejuízos que possam acontecer no dia a dia, como uma colisão entre veículos ou casos de roubo, furto ou enchentes. Existem vários tipos de cobertura que podem ser contratadas em um seguro automóvel. O seguro total (também conhecido pelo setor como seguro compreensivo) é a opção mais completa — e mais cara — oferecida pelo mercado. Normalmente, essa opção costuma oferecer cobertura contra: Colisão (perda total ou parcial); Colisão com seguro contra terceiros; Roubo e furto; Desastres naturais; entre outros. E é a cobertura contra desastres naturais que costuma indenizar os segurados nos períodos de chuva. Ela pode incluir proteção contra danos causados por enchentes, chuvas de granizo, quedas de árvores ou muros e ventos fortes, por exemplo. É preciso, no entanto, que o cliente esteja atento na hora da contratação do seguro para ter certeza de quais riscos e danos estão previstos na apólice. “O mercado segurador cada vez mais tem os chamados produtos de entrada, que eventualmente têm algum tipo de restrição de cobertura, mas ajudam a resolver os problemas mais procurados pelos clientes”, disse o diretor de automóvel da Porto Seguro, Jaime Soares. “Mas o preço do seguro às vezes fica muito barato exatamente porque vem com restrição de cobertura. Então é fundamental que o consumidor entenda qual oferta está recebendo”, acrescentou. Os chamados seguros de entrada são produtos mais baratos, que possibilitam a personalização pelo cliente. Nesse caso, o segurado opta quais coberturas gostaria de ter em seu veículo e paga o preço proporcional. Quais os danos normalmente cobertos pela apólice? Os danos que podem ser indenizados pela apólice dependem das coberturas compradas pelo cliente na hora da contratação do seguro. São chamados de sinistros todos os acidentes ou ocorrências que estejam especificados na apólice. É nesse documento que estão registrados os direitos e obrigações do segurado e da seguradora, bem como as informações do seguro contratado, as coberturas e franquias. Caso o seu carro fique preso em uma enchente devido às chuvas e sofra algum dano, por exemplo, é preciso que você tenha contratado a cobertura contra desastres naturais para que seu caso seja considerado um sinistro e você possa pedir indenização à seguradora. Mas, se o seu seguro só cobre casos de colisão entre veículos ou de roubo e furto, você pode ter que arcar com o prejuízo. O cliente pode avisar a seguradora que houve um sinistro em até um ano da ocorrência. Depois desse prazo, o segurado perde o direito de indenização. Além disso, há responsabilidade dos clientes em não gerar o chamado agravante de risco. Segundo a vice-presidente da comissão de seguro automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Keila Farias, agravar o risco é aumentar a probabilidade de ocorrência de dano no bem segurado. “No caso de uma enchente, por exemplo, agravar o risco seria tentar passar com o carro em uma rua que está alagada e impedida para o trânsito”, exemplificou. Nesses casos, ao tentar passar em uma rua alagada, que esteja com água na metade da altura do pneu para cima, o veículo tende a perder a aderência no asfalto, aumentando o risco de dano. Caso isso aconteça, o segurado corre o risco de ter que arcar com o prejuízo mesmo tendo contratado a cobertura contra enchentes e inundações. “Se você tenta passar o carro por uma rua que esteja alagada, primeiro você está colocando em risco sua própria vida. E, se for comprovado [que o cliente tentou passar pela via alagada], a pessoa acaba perdendo a cobertura, já que forçou uma situação [de dano]”, afirmou Soares, da Porto. Veja técnica para 'ressuscitar' carro com sujeira incrustada Quanto custa um seguro automóvel? O preço desse produto varia conforme a quantidade de coberturas contratadas na apólice – assim, quanto mais coberturas, mais caro tende a ficar o seguro. Além disso, esse custo também pode variar a depender: da idade e do gênero do condutor; da região em que ele mora e trabalha; do tipo de carro; entre outros condicionantes. Na média de 2023, os preços do seguro de automóveis recuaram 12,5% em comparação ao ano anterior. Em relação a 2021, no entanto, o aumento foi de aproximadamente 5,7%. Os números são do Índice de Preços do Seguro de Automóvel (IPSA), elaborado pela TEx, plataforma de inteligência de dados. De acordo com um levantamento feito pela Minuto Seguros para o g1, considerando dois dos veículos mais vendidos mensalmente entre 2021 e 2023 – o HB20 Sense e o Ônix Hatch – em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Salvador (BA), os aumentos nos preços de seguro automóvel chegam aos três dígitos em algumas situações. Veja abaixo: Como acionar o seguro auto em caso de sinistro? A principal maneira de acionar o seguro do carro em caso de sinistro é contatando a seguradora por um de seus canais de comunicação. A forma mais comum é pelo telefone, disponibilizado no site oficial da seguradora ou na apólice. Nos casos em que o carro fica preso em uma enchente, os especialistas orientam a redobrar a atenção e tentar encontrar um lugar seguro para abrigo. “A principal orientação é evitar regiões de risco e picos de alagamento”, disse Farias, da Fenseg. “Mas se foi inevitável e a situação acabou acontecendo, a pessoa precisa tentar sair do carro em segurança, e esperar baixar a água em um lugar seguro. Ele pode até tentar avisar a seguradora na hora, mas dificilmente será possível tirar o carro antes de a água baixar”, completou. “Depois é só esperar o guincho chegar.”
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09/01 - CES 2024: Volkswagen vai oferecer ChatGPT como item de série em seus carros
Robô da OpenAI nos veículos da montadora alemã poderá responder a perguntas de conhecimento e controlar a central de entretenimento do carro. Implementação começa no segundo trimestre de 2024. Volkswagen vai oferecer ChatGPT como item de série em seus carros Divulgação/Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (8) seus primeiros veículos com assistente de voz que integra com o chatbot (robô) ChatGPT, permitindo que os motoristas recebam conteúdo por voz durante a viagem. O sistema adotado pela montadora alemã foi apresentado na CES 2024, a maior feira de tecnologia do mundo, que acontece em Las Vegas (EUA). O chatbot, que está sendo integrado nos veículos VW por meio de uma parceria com a empresa norte-americana de software Cerence, pode controlar o entretenimento no carro e responder a perguntas de conhecimento geral. No futuro, ele poderá conversar com os motoristas e interagir de outras formas, disse a montadora em comunicado. A tecnologia não terá acesso aos dados do veículo: "perguntas e respostas são deletadas imediatamente para garantir o máximo nível de proteção de dados", completou. "O ChatGPT é oferecido com a última geração de informação e entretenimento nos seguintes modelos: ID.7, ID.4, ID.5, ID.3, além dos recém-lançados Tiguan e Passat, e o novo Golf", disse a VW em comunicado. A empresa não revelou os primeiros países a ter a tecnologia em seus automóveis, mas adiantou que "será a primeira fabricante de alto volume a oferecer o ChatGPT como item de série a partir do segundo trimestre de 2024". Segundo o site de tecnologia "TechCrunch", a implementação começa na Europa. Os Estados Unidos estão "sendo considerados", revelou o portal. A GM, dona da Chevrolet, também anunciou em março do ano passado que estava trabalhando em um assistente pessoal digital usando modelos de IA que equipam o ChatGPT. A Mercedes-Benz realizou um programa de testes em junho passado, permitindo que cerca de 900 mil veículos que tinham o sistema "MBUX" da montadora baixassem o ChatGPT, com o objetivo de que os usuários pudessem realizar tarefas como fazer reservas de filmes ou restaurantes enquanto dirigem. Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas Empresa quer escanear a íris de toda a população mundial para coletar dados Empresa quer escanear a íris de toda a população mundial para coletar dados Veja como foi o lançamento do foguete Vulcan em missão à Lua Veja como foi o lançamento do foguete Vulcan em missão à Lua
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08/01 - Inteligência artificial em tudo, carros autônomos e mais: o que esperar para a CES 2024
Desde cidades inteligentes até saúde com tecnologia de IA: feira de tecnologia acontece em Las Vegas (EUA) entre os dias 9 e 12 de janeiro. CES 2024 Frederic J. BROWN / AFP Considerada a maior feira de tecnologia do mundo, a CES 2024 começa nesta terça-feira (9) em Las Vegas (EUA). O evento vai reunir mais de 4 mil expositores, incluindo marcas e startups globais, profissionais da indústria, líderes da mídia e do governo. Segundo a agência Reuters, a feira abre com o selo da inevitável Inteligência Artificial (IA), que espera converter os dispositivos on-line em produtos ainda mais sofisticados, "inteligentes" e até mesmo "humanos". Para esta edição da CES, graças à IA, os robôs terão a capacidade de interagir, os veículos autônomos serão mais intuitivos e os espelhos serão cada vez mais perspicazes, de acordo com a agência Associated Press. Veja, abaixo, os tópicos que vão dominar a feira: 🧠 Inteligência artificial: a IA estará na frente e no centro com aplicativos que podem melhorar os cuidados de saúde, a sustentabilidade, a produtividade, a acessibilidade e muito mais. 🌍 Segurança humana para todos: a CES fará parceria novamente com o Fundo Fiduciário das Nações Unidas para a Segurança Humana e com a Academia Mundial de Arte e Ciência na campanha global Segurança Humana para Todos, com destaque para como a tecnologia está solucionando alguns dos maiores desafios do mundo. 🚗 Mobilidade: como nos últimos anos, a feira seguirá focada na mobilidade urbana, reunindo mais de 250 expositores que vão desde tecnologia automotiva até veículos autônomos e elétricos e de mobilidade pessoal. ♻️ Sustentabilidade: as empresas mostrarão como estão tendo um impacto positivo através de inovações em acessibilidade, energia, tecnologia de alimentos, resiliência, cidades inteligentes, água limpa e muito mais. 🧠 Foco na inteligência artificial Espera-se que uma série de empresas mostrem como o uso de IA em veículos está tornando-os mais suaves e seguros para os motoristas por meio de melhores assistentes virtuais e monitores de cabine no veículo. Muitas montadoras também estão adotando IA em vários estágios de produção para reduzir custos, disse Wendy Bauer, vice-presidente automotiva e de manufatura da Amazon Web Services, que tem BMW e Toyota como clientes. A IA pode ajudar as montadoras a economizar dinheiro, acelerando o desenvolvimento de veículos e garantindo verificações de melhor qualidade durante a fabricação, disse Wendy. A Cerence, que fabrica assistentes virtuais com tecnologia de IA, deve anunciar uma parceria com a Volkswagen e a Cipia, com sede em Israel, para apresentar um sistema que monitora sinais de distração e sonolência nos motoristas. Mas o foco não será apenas nos veículos. A japonesa NEC revelará um software que permite que dispositivos móveis analisem padrões faciais e condições das pupilas para estimar os sinais vitais e o estado mental humanos. Segundo a agência Reuters, os fabricantes de PCs e smartphones devem mostrar como seus produtos usam IA, algo que fabricantes de chips como Intel e AMD apostam que oferecerá um novo fluxo de receita. A Microsoft disse na última quinta-feira (4) que computadores Windows vão ganhar um novo botão de IA - exemplos serão mostrados na feira. LEIA TAMBÉM: Google Chrome começa a desativar cookies de terceiros nesta quinta; veja o que muda Os desafios da brasileira que vai comandar aplicativo rival do Tinder a partir desta terça Google fecha acordo para evitar processo bilionário em que era acusado de rastrear usuários secretamente 'Treta do ChatGPT': entenda a troca relâmpago que Sam Altman fez da OpenAI pela Microsoft 'Treta do ChatGPT': entenda a troca relâmpago que Sam Altman fez da OpenAI pela Microsoft Como funciona o Gemini, a inteligência artificial mais poderosa do Google Como funciona o Gemini, a inteligência artificial mais poderosa do Google Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas Jovens estão trocando o Google pelo TikTok na hora fazer pesquisas
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06/01 - 1 em cada 3 cidades tem mais motos que carros; INFOGRÁFICO mostra a situação na sua
Aumento da renda, encarecimento dos carros e crescimento dos aplicativos de entrega são apontados por especialistas como motivos o avanço das duas rodas. Uma em cada três cidades brasileiras tem mais motos registradas do que qualquer outro tipo de veículo motorizado. Veja, no mapa acima, qual é o cenário no seu município. Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) de setembro de 2023: Em 1.903 cidades, a moto é o veículo mais registrado. Em 3.665, o carro fica no topo da lista. Em apenas uma, Carmésia (MG), o ônibus lidera. A distorção é decorrente da existência de uma empresa de viagem de ônibus no local, o que aumenta o número de registros de emplacamento desse tipo de veículo por lá. Além de carros e motos, os dados da Senatran consideram também caminhonetes, caminhões e outros tipos de veículos. As motos são ainda mais populares no Norte do país. Na região, 8 em cada 10 cidades têm mais motos registradas do que carros ou qualquer outro veículo. No Nordeste, 7 em cada 10 motos. Veja, abaixo, mais detalhes sobre o crescimento da frota de motos e as razões para isso. Veja a evolução da frota de veículos no Brasil Kayan Albertin e Vitoria Coelho/g1 Explosão de motos desde 2003 O número de motos registradas no Brasil cresceu mais de 5 vezes nos últimos 20 anos: de 5,7 milhões de veículos em 2003, saltou para 21,9 milhões em 2013 e para 32,3 milhões em 2023 (até setembro). A quantidade de carros também subiu, mas em um ritmo menor. De 26,6 milhões para 76,3 milhões – quase triplicou, portanto Essa diferença fez com que as motos passassem de 16% da frota de veículos automotores (em 2003) para quase 28% (em 2023). Em números absolutos, porém, o Brasil continua a ter mais carros do que motos: 64% da frota brasileira ainda é de quatro rodas. Com a orientação de especialistas, o g1 considerou como "carros" os veículos que estavam registrados no banco de dados como "Automóvel", "Caminhonete", "Caminhoneta" e "Utilitário". Os registros "Motocicleta", "Motoneta", "Ciclomotor" e "Triciclo" foram considerados como "motos". Por que o carro colorido sumiu? 67% dos veículos no Brasil são brancos, pretos ou cinzas Cidades com maior proporção de motos Por que o número de motos cresceu tanto Para especialistas ouvidos pelo g1, três fatores estão por trás do aumento da proporção de motos na frota brasileira COMPRAR MOTO SAI MAIS BARATO - o pesquisador do Instituto de Pesquisa Avançada (Ipea) Rafael Pereira afirma que aumento da renda nas últimas décadas criou o contexto ideal para a compra de motos. "A população de classe baixa quer sair do transporte público e tem duas opções: ou compra carro ou compra moto. Como a moto é mais barata, acaba sendo mais atraente para uma parcela dessa população", disse. CARRO POPULAR SUMIU - analista do setor e ex-diretor de montadoras como Ford e Volkswagen, Flavio Padovan ressalta que o preço dos carros subiu e o carro popular "sumiu" do mercado. "Nós já chegamos a ter 3,5 milhões de veículos vendidos [carros comerciais leves] por ano, e hoje estamos rodando em 2 milhões. Ou seja, 1,5 milhão de consumidores sumiram", afirmou ele. De acordo com a Bright Consulting, de 2016 até agora o preço médio dos veículos vendidos no brasil subiu de R$ 19 mil em 2016 para R$ 138,6 mil em 2023. PLATAFORMAS DIGITAIS - aplicativos de entrega também são citados como um dos responsáveis pelo atual cenário. "Principalmente durante e após a pandemia [de Covid-19], notamos um aumento significativo do licenciamento de motos, principalmente devido aos serviços de logística de last mile [etapa final, em que produto é entregue ao cliente] e entregas de comida e pequenos objetos", avalia Paulo Miguel Júnior, conselheiro gestor da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA). Congestionamento de motos na cidade de Tabatinga (AM); região Norte tem mais motos do que carros Marcelo Camargo/Agência Brasil Uma em cada três cidades do Brasil tem mais motocicletas que carros
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04/01 - Fiat Strada é o veículo novo mais vendido do Brasil em 2023; veja a lista
Picape permanece na liderança dos emplacamentos da Fenabrave desde 2021. País teve alta de 9,7% nos emplacamentos, chegando a 2,3 milhões de unidades no ano. Veja lista dos veículos novos mais vendidos do Brasil em 2023 A Fiat Strada foi o veículo novo mais vendido do Brasil em 2023, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Foram comercializadas 120.600 unidades da picape no país. A Strada encabeça a lista desde 2021, quando foi o veículo mais vendido do ano pela primeira vez e derrubou do topo da lista o Chevrolet Onix, que havia sido o líder por seis anos seguidos. Em 2022, a picape também fechou o ano na liderança, com 112.456 unidades emplacadas. A novidade é a vice-liderança do Volkswagen Polo. O novo modelo de entrada da marca, desde a aposentadoria do Gol, teve 111.242 unidades emplacadas em 2023. O Chevrolet Onix ficou em terceiro lugar, com 102.043 unidades. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (4) pela Fenabrave. Os emplacamentos totais no país tiveram alta de 9,7% em 2023, apoiados no programa de desconto no carro zero do governo federal em meados do ano. (veja mais abaixo) 10 veículos mais vendidos de 2023 Fiat Strada: 120.600 unidades Volkswagen Polo: 111.242 unidades Chevrolet Onix: 102.043 unidades Hyundai HB 20: 88.905 unidades Chevrolet Onix Plus: 74.887 unidades Fiat Mobi: 73.428 unidades Volkswagen T-Cross: 72.441 unidades Fiat Argo: 66.717 unidades Chevrolet Tracker: 66.643 unidades Hyundai Creta: 65.817 unidades Fiat Strada 2021 Divulgação Fiat é a líder de mercado Entre as montadoras, a líder de emplacamentos foi a Fiat, com uma fatia de 21,82% do mercado de automóveis e comerciais leves. A Volkswagen vem logo na sequência, com 15,83%. Veja o top 10 abaixo. Fiat: 21,82% ou 475.519 unidades; Volkswagen: 15,83% ou 344.996 unidades; Chevrolet: 15,05% ou 328.020 unidades; Toyota: 8,82% ou 192.277 unidades; Hyundai: 8,55% ou 186.235 unidades; Jeep: 5,83% ou 126.957 unidades; Renault: 5,79% ou 126.270 unidades; Nissan: 3,33% ou 72.548 unidades; Honda: 3,31% ou 72.041 unidades; Peugeot: 1,6% ou 34.910 unidades. Emplacamentos em 2023 O país registrou 2.308.140 de emplacamentos de veículos novos em 2023, segundo dados da Fenabrave. Em 2022, foram 2.104.050 unidades emplacadas. O g1 não contabiliza motos e implementos rodoviários. Em dezembro, a entidade registrou aumento de 16,9% nos emplacamentos em relação ao mês anterior, totalizando 248.544 unidades. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 14,6% (216.889). O mercado automotivo teve um grande incentivo no ano, com o programa de descontos para carros populares. A estimativa do governo é que 125 mil veículos tenham sido vendidos entre junho e julho. No total, o programa liberou R$ 1,8 bilhão para baratear o preço dos veículos novos. Na modalidade de carros populares foram destinados R$ 800 milhões. O desconto serviu para abater os preços de veículos com valor total de até R$ 120 mil. Os descontos foram de R$ 2 mil a R$ 8 mil para carros de pequeno porte. De acordo com o governo, a última semana de junho havia sido o período com maior venda de veículos leves dos últimos 10 anos. Dados por montadora Segundo o governo, a maior parte dos descontos foi concedido pela montadora Fiat, seguida pela Volkswagen e Renault. Veja a lista abaixo: FCA Fiat Chrysler: R$ 230 milhões Volkswagen: R$ 100 milhões Renault: R$ 90 milhões Hyundai: R$ 80 milhões GM: R$ 50 milhões Peugeot Citroen: R$ 50 milhões Nissan: R$ 20 milhões Toyota: R$ 20 milhões Honda: R$ 20 milhões
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03/01 - Preço da gasolina sobe 12,5% nos postos em 2023; veja a variação dos combustíveis no 1º ano de Lula 3
Diesel e etanol, por outro lado, recuaram. Fatores como cotação internacional do petróleo, retomada de impostos federais e reajustes de preços pela Petrobras ajudam a explicar reflexos na bomba. Posto de gasolina Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço médio da gasolina aumentou nos postos do país em 2023, enquanto diesel e etanol tiveram quedas. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados na última terça-feira (2). Veja abaixo como ficou o acumulado no primeiro ano do governo Lula 3. GASOLINA: o preço médio passou de R$ 4,96 na última semana de 2022 para R$ 5,58 na semana de 24 a 30 de dezembro de 2023. O avanço é de 12,5%. ETANOL: encerrou 2022 custando R$ 3,87. Na última semana de 2023, o valor médio encontrado foi de R$ 3,42 — recuo de 11,6%. DIESEL: fechou o ano passado a R$ 6,25. Na última semana, custava R$ 5,86 — queda de 6,24% no ano. Diversos fatores ajudam a explicar a variação nas bombas. Entre eles, a reoneração dos combustíveis, a cotação internacional do petróleo, o câmbio e os reajustes de preços pela Petrobras às refinarias. No caso do etanol, há relação direta com a safra de cana-de-açúcar. (veja mais abaixo) Apesar do registro de fortes variações nos preços em meados de 2023, é possível perceber uma estabilização na curva de valores a partir de agosto, tanto para a gasolina quanto para o diesel e o etanol. Veja no gráfico abaixo. O que explica as variações O ano foi marcado pela retomada de impostos federais sobre os combustíveis. Além disso, exerceram influência nos preços a cotação internacional do petróleo, o câmbio e os reajustes dos valores praticados pela Petrobras — que, em 2023, também alterou sua política de preços. No caso do etanol, a queda nos preços foi influenciada principalmente pela boa safra da cana-de-açúcar e pela decisão das usinas de eliminar estoques, com o intuito de diminuir custos e baratear o combustível. Veja o ponto a ponto: Reoneração A cobrança de PIS/Cofins foi retomada integralmente para a gasolina e o etanol em junho de 2023, ajudando a pressionar os preços dos combustíveis — especialmente da gasolina — nas bombas. O retorno da cobrança já era previsto. Em março, inclusive, o governo Lula (PT) já havia aplicado um aumento parcial dos tributos. A reoneração dos combustíveis reverteu a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de zerar em 2022 a cobrança dos impostos federais, em um contexto de escalada de preços nas bombas e de proximidade das eleições presidenciais. À época, a medida de Bolsonaro foi vista como eleitoreira por economistas e analistas políticos. Já o diesel permaneceu com impostos federais zerados em 2023 — com exceção de quando teve cobranças antecipadas para financiar o programa de carros populares do governo federal. A retomada integral de PIS/Cofins para o combustível ocorrerá em 2024. Para especialistas, apesar da retomada de tributos, os reflexos nos preços foram moderados. "Os efeitos da reoneração foram amortecidos justamente pelo comportamento dos preços do petróleo no mercado internacional, que caíram", explica André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica. Cotação internacional do petróleo O barril de petróleo tipo Brent, referência para o mercado, encerrou 2022 cotado a US$ 85,91. Um ano depois, na cotação de 29 de dezembro de 2023, fechou avaliado em US$ 77,04, o que representa uma queda de 10,3%. Galhardo lembra que, apesar de aumentos pontuais, o petróleo seguiu em tendência de desvalorização ao longo do ano. "Os aumentos que nós vimos foram uma resposta ao aquecimento da economia norte-americana e a sinais de uma retomada mais forte da economia chinesa, o que acabou não se sustentando", explica, reforçando que a China desacelerou e os EUA apresentaram "sinais incipientes" de queda na atividade econômica. O economista também destaca a influência da Opep, grupo de países produtores e exportadores de petróleo, na variação dos preços. "Em reunião no fim de novembro, a Opep anunciou novos cortes na produção, mas não da forma que alguns membros gostariam. Não houve consenso, e o tiro saiu pela culatra: a produção continua elevada, e o preço da commodity caiu", diz. Vale lembrar que diminuir a oferta é um artifício usado pelo grupo para encarecer a commodity: menos petróleo no mercado significa, na prática, maior valorização do produto. Preço da gasolina sobe 12,5% nos postos em 2023 Mudança na política de preços da Petrobras A cotação do petróleo no mercado internacional influencia diretamente os preços praticados pela Petrobras e, consequentemente, os valores encontrados nas bombas. Ou seja, quanto mais valorizada a commodity, maior tende a ser o custo dos combustíveis nos postos. Essa influência era ainda mais evidente quando a Petrobras seguia a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A petroleira, em maio de 2023, anunciou a alteração dessa política. A mudança definiu que seus preços às distribuidoras passaram a estar no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. À época, analistas ouvidos pelo g1 consideraram o novo modelo confuso e pouco transparente. Na prática, porém, o entendimento era de que o consumidor final seria beneficiado, justamente porque a estatal passaria a segurar os repasses das oscilações do dólar e do petróleo. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. Reajustes pela Petrobras Apesar do aumento dos preços nos postos em 2023, a Petrobras informou que, ao longo do ano, a gasolina teve ajustes para baixo nas refinarias, com o litro ficando R$ 0,27 mais barato — queda de 8,7% no período. Já o diesel recuou R$ 1,01 o litro, uma retração de 22,5%, segundo a petroleira. Mas o que, então, explica o aumento nos postos? Ricardo Balistiero, professor de economia do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), afirma que os movimentos mais fortes de alta ocorreram no meio do ano, com a retomada de impostos sobre os combustíveis — apesar da suavização de preços com o mercado externo mais positivo. "Foram dois momentos cruciais de alta. Mas, depois disso, verificamos até uma redução. Então, não vejo nenhum tipo de pressão que preocupe quanto ao comportamento da gasolina", diz. Câmbio O câmbio também favoreceu os preços dos combustíveis em 2023. "A moeda brasileira se valorizou em 2023. Isso é bom inclusive para a Petrobras, porque abre margem para cortes de preços", diz André Galhardo, da Análise Econômica. Em 2023, a moeda norte-americana registrou queda de 8,06% frente ao real, cotada a R$ 4,8525. "O ano de 2023 foi muito positivo para os preços dos combustíveis no Brasil, especialmente se compararmos com 2022, quando tivemos o conflito entre Rússia e Ucrânia e a forte taxa de câmbio", compara Ricardo Balistiero, do IMT, reforçando que não houve eventos de grande impacto para os combustíveis no ano. E o etanol? Em 2023, o preço do etanol foi influenciado principalmente pela boa safra da cana-de-açúcar e pela prática de preços mais baixos pelas usinas, que buscaram diminuir estoque, aumentar a oferta e tornar o etanol mais vantajoso, explica Ricardo Balistiero, do IMT. "A queda do etanol, especialmente nos últimos meses, ocorre exatamente pelo movimento de desovar estoque, tornando o etanol mais atrativo do que a gasolina, pensando na regra dos 70% — que considera o etanol mais vantajoso quando está custando até 70% do preço da gasolina", diz. "Ou seja, existe o custo do estoque [que incentiva a venda do produto a preços menores], além de uma safra muito boa. Isso possibilita a redução nos postos de combustíveis." Sabe qual combustível está valendo mais a pena? Confira na calculadora do g1: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. O que esperar para 2024 A equipe econômica do governo não prevê impostos federais reduzidos sobre combustíveis em 2024. A informação consta na proposta de Orçamento do ano que vem e foi confirmada pela Secretaria da Receita Federal ao g1. Apesar do fim de benefícios fiscais para gasolina, etanol e querosene de aviação já em 2023, as alíquotas seguirão reduzidas até o último dia deste ano para o diesel, biodiesel e para o gás de cozinha (GLP). Com o fim da desoneração, portanto, esses produtos terão impostos elevados no começo de 2024. Caso os valores sejam repassados, haverá aumento de preços aos consumidores — com impacto na inflação. No caso do diesel, o reajuste tende a impactar de uma forma geral os preços da economia, pois o combustível é utilizado no transporte de cargas pelo país, assim como no transporte público. O aumento da tributação do gás de cozinha, por sua vez, tende a afetar não somente a população de baixa renda, mas também a classe média e os preços cobrados pelos restaurantes. Para 2024, também está projetado o aumento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo estadual. A alta será de 12,5% nas alíquotas do imposto sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha. A decisão foi publicada em 20 de outubro, e passará a valer em 1º de fevereiro de 2024.
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31/12 - Imposto maior para importação de carros elétricos entra em vigor nesta segunda-feira
Tributação sobre placas solares também será elevada em 2024. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin aumentos vão custear parte de programas lançados pelo governo. O vice-presidente Geraldo Alckmin, em imagem de 2023 Cadu Gomes/VPR O governo federal vai aumentar, a partir desta segunda-feira (1⁰), o imposto de importação incidente sobre veículos elétricos e placas solares. Em entrevista neste domingo (31), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, explicou que os recursos derivados do aumento na tributação dos itens serão utilizados para custear parte de dois programas lançados pelo governo: o Mobilidade Verde e Inovação - Mover, criado por medida provisória e o programa de depreciação acelerada, enviado ao Congresso por projeto de lei em regime de urgência A medida que criou o Mover vai conceder, em 2024, R$ 3,5 bilhões em créditos financeiros para que as empresas invistam em descarbonização e se enquadrem nos requisitos obrigatórios do programa. Segundo Alckmin, parte desse valor já está prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA), no total de R$ 2,9 bilhões. Os R$ 600 milhões restantes serão compensados pelo aumento do imposto de importação para os carros elétricos. A elevação do tributo será gradual até 2026, e foi pensada como uma forma de incentivar o investimento na produção nacional de veículos elétricos. Com o aumento do imposto para os veículos importados, a ideia é tornar a mercadoria nacional mais atraente, uma vez que o custo deverá ser menor ao consumidor final. A resolução que elevou as alíquotas já havia sido publicada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), em novembro. Veja as novas taxas: Veículos híbridos 15% em janeiro de 2024; 25% em julho de 2024; 30% em julho de 2025; 35% em julho de 2026. Híbridos plug-in 12% em janeiro de 2024; 20% em julho de 2024; 28% em julho de 2025; 35% em julho de 2026. Elétricos 10% em janeiro de 2024; 18% em julho de 2024; 25% em julho de 2025; 35% em julho de 2026. Placa solar é alternativa para economia sustentável Multisoluções & Cia/Divulgação Imposto sobre placas solares Já o programa de depreciação acelerada, que soma R$ 3,4 bilhões em renúncia fiscal da União em 2024 e 2025, será compensado pelo aumento do imposto de importação para placas solares. O fim da redução da tarifa de importação dos painéis montados foi decidida pela Camex no início de dezembro. A Câmara também revogou 324 concessões de redução temporária a zero do imposto de importação para painéis montados. Dessa forma, o imposto passa a ser de 10,8% a partir de 1º de janeiro de 2024. Para as concessões revogadas, a medida começa a valer em fevereiro. Contudo, caso as empresas optem por produzir no Brasil, poderão usar "cotas" para abater os investimentos do total devido em impostos. Essas cotas serão graduais em três anos. "Nós queremos produzir as placas solares aqui. Não estou nem falando da célula, mas a placa nós temos que fabricar no Brasil. Então, fizemos o mesmo mecanismo, você vai ter 10% de imposto de importação, mas você terá cota durante três anos com alíquota zero", declarou Alckmin. O mecanismo de depreciação acelerada permite que a indústria abata o valor de um bem adquirido nas declarações futuras de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido. É uma forma de renovar o parque industrial. Neste domingo, Alckmin afirmou que o governo pretende lançar mais uma fase do programa. "Nós pretendemos lançar uma segunda fase, daqui a uns meses, mais turbinada", disse.
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28/12 - Chinesa Xiaomi apresenta seu primeiro carro elétrico
Veículo é produzido pela montadora local Baic e deverá ser lançado apenas em 2025. Xiaomi apresenta na China seu primeiro carro elétrico A chinesa Xiaomi apresentou, nesta quinta-feira (28), seu primeiro carro elétrico, em Pequim. A empresa, quarta colocada no ranking mundial de smartphones, tem a ambição de se tornar campeã no setor dos automóveis elétricos, anunciou seu presidente, Lei Jun. "O objetivo é nos tornarmos um dos cinco maiores fabricantes do mundo após 15 a 20 anos de duro esforço", disse o executivo. O sedã SU7 começará a ser vendido em 2025 e tem autonomia (capacidade para rodar sem precisar recarregar a bateria) de até 800 km, de acordo com a marca. O modelo será produzido pela montadora chinesa Baic e as baterias são da fabricante local BYD. A Xiaomi entra com a parte eletrônica e de softwares. Xiaomi apresenta seu primeiro carro elétrico, o SU7 Florence Lo/Reuters Além de celulares, a companhia também produz tablets, smartwatches, fones de ouvido, patinetes elétricos e motocicletas. Mais vídeos de Inovação: Como é ter um microchip implantado na mão Modelo de carro voador está em fase de desenvolvimento no Ceará Nova York realiza primeiros testes com "carros voadores" Embraer anuncia primeira fábrica de 'carro voador' no Brasil
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26/12 - Petrobras anuncia redução de R$ 0,30 por litro no preço do diesel
O preço médio passará a ser de R$ 3,48 por litro para as distribuidoras a partir desta quarta-feira (27). Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A Petrobras anunciou, nesta terça-feira (26), uma redução de R$ 0,30 por litro no preço do diesel tipo A para as distribuidoras, que passará a ser de R$ 3,48 por litro, válido a partir desta quarta-feira (27). Segundo cálculos da companhia, considerando a mistura obrigatória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel que compõe o diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor terá uma redução de R$ 0,26 por litro. Com isso, cada litro vendido na bomba deve custar, em média, R$ 3,06 ao consumidor final, segundo comunicado da empresa. "Destaca-se, no entanto, que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda", pontua a companhia, explicando que os preços podem ser maiores na prática. No ano, até aqui, o preço do diesel para as distribuidoras acumula uma baixa de R$ 1,01 por litro, o que equivale a cerca de 22,5% de redução. Gasolina e gás de cozinha não terão variações A Petrobras informou, também, que manterá os preços da gasolina e do gás de cozinha inalterados por enquanto. A última vez que a estatal mexeu no valor da gasolina foi em 21 de outubro deste ano, quando reduziu o preço em R$ 0,12 por litro para as distribuidoras. Com esse último movimento, o combustível acumula uma queda de R$ 0,27 por litro em 2023, cerca de 8,7%. Já o gás de cozinha (GLP) não tem alterações desde 1° de julho, quando a Petrobras reduziu os preços em R$ 0,10 por kg, queda de 3,9%. Desde então, o botijão de 13 kg custa R$ 31,66, levando em conta apenas a parcela da estatal no preço ao consumidor. Em 2023, o gás GLP acumula queda de 24,7%, ou R$ 10,40 por botijão. Nova política de preços e reajustes Em maio deste ano, a Petrobras anunciou uma nova política de preços que determinava o fim da política de paridade de importação (PPI) — prática que ajustava o preço dos combustíveis com base na cotação do dólar e do petróleo no exterior. A nova estratégia comercial, que foi vista por muitos especialistas como pouco transparente, busca incorporar "parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação", segundo a companhia. Entenda a nova política de preços da Petrobras LEIA TAMBÉM Como a nova política de preços da Petrobras deve impactar o bolso do consumidor? Política de preços da Petrobras é confusa e pouco transparente, dizem analistas Veja a nota da Petrobras A partir de amanhã (27/12), a Petrobras reduzirá em R$ 0,30 por litro o seu preço médio de venda de diesel A para as distribuidoras, que passará a ser de R$ 3,48 por litro. O ajuste é resultado da análise dos fundamentos dos mercados externo e interno frente à estratégia comercial da Petrobras, implementada em maio de 2023 em substituição à política de preços anterior, e que passou a incorporar parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação. Considerando a mistura obrigatória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor terá uma redução de R$ 0,26 por litro e passará a ser, em média, R$ 3,06 a cada litro vendido na bomba. Dessa forma, o preço médio do diesel A S10 nas bombas poderá refletir valores entre R$ 4,63 e R$ 8,26 por litro, a depender do local de venda, considerando que o Levantamento de Preços de Combustíveis da ANP para a semana de 17 a 23/12/2023 indicou um valor médio de R$ 5,98 por litro, variando entre R$ 4,89 e R$ 8,52 por litro. Destaca-se, no entanto, que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda. Dessa forma, esta estimativa tem propósito meramente referencial, mantidas constantes as demais parcelas que compuseram os preços ao consumidor naquele período. Cabem às autoridades competentes a fiscalização, autuação e penalização de práticas abusivas ou lesivas ao consumidor. No ano, a variação acumulada do preço de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras é uma redução de R$ 1,01 por litro, equivalente a 22,5%.
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22/12 - Preço médio da gasolina cai pela 3ª semana seguida nos postos, mostra ANP
Levantamento é referente à semana de 17 a 23 de dezembro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço médio do litro da gasolina caiu pela 3ª semana seguida nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (22). A pesquisa é referente à semana de 17 a 23 de dezembro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,59 na última semana. O valor representa uma queda de 0,36% em relação aos R$ 5,61 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,69, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, caiu para R$ 3,46. O valor representa um recuo de 1,42% de frente aos R$ 3,51 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel recuou, encontrado, em média, a R$ 5,88. O valor representa uma queda de 1,18% frente aos R$ 5,95 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,93. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no dia 21 do mesmo mês. A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Esse foi o último ajuste de preço da gasolina vendida pela petroleira às distribuidoras. Já no dia 7 de dezembro, a Petrobras anunciou uma nova redução no preço do diesel nas refinarias, de R$ 0,27 por litro, passando a custar R$ 3,78 o litro. A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (8). Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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15/12 - Preço médio da gasolina cai pela 2ª semana seguida nos postos, mostra ANP
Levantamento é referente à semana de 10 a 16 de dezembro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço médio do litro da gasolina caiu pela 2ª semana seguida nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (15). A pesquisa é referente à semana de 10 a 16 de dezembro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,61 na última semana. O valor representa uma queda de 0,18% em relação aos R$ 5,62 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,70, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, caiu para R$ 3,51. O valor representa um recuo de 0,85% de frente aos R$ 3,54 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel recuou, encontrado, em média, a R$ 5,95. O valor representa uma queda de 0,99% frente aos R$ 6,01 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,93. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no dia 21 do mesmo mês. A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Esse foi o último ajuste de preço da gasolina vendida pela petroleira às distribuidoras. Já no dia 7 de dezembro, a Petrobras anunciou uma nova redução no preço do diesel nas refinarias, de R$ 0,27 por litro, passando a custar R$ 3,78 o litro. A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (8). Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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14/12 - Programa de Demissão Voluntária da GM tem adesão de 1,1 mil funcionários em três fábricas de SP, diz sindicato
Empresa ofereceu carro 0 Km e salários extras para demitir funcionários. Medida foi anunciada após cancelamento de corte em massa por ordem da Justiça do Trabalho. GM em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda O Programa de Demissão Voluntária (PDV) aberto pela General Motors teve a adesão de mais de 1,1 mil funcionários nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, um dia após o fim do PDV nas três plantas da montadora no estado de São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Termina prazo para adesão ao PDV da GM De acordo o sindicato, o número de adesões ficou abaixo da meta estipulada para a GM na unidade de São José dos Campos. Já em São Caetano e Mogi, as adesões supriram as expectativas da montadora. Ao todo, 1.175 trabalhadores fecharam o acordo do PDV. Confira abaixo o número de adesões em cada unidade: São José dos Campos: adesões: 630 meta: 830 São Caetano do Sul: adesões: 410 meta: 290 Mogi das Cruzes: adesões: 135 meta: 95 Aprovado pelos trabalhadores, o PDV foi aberto na última semana - leia os detalhes do plano abaixo - depois da Justiça do Trabalho determinar o cancelamento de 1,2 mil demissões nas três unidades. A meta da empresa era atingir o mesmo número de adesões. O g1 tentou contato com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que não comentou sobre as adesões. Segundo o sindicato, 149 trabalhadores que estão em licença remunerada vão retornar para a fábrica de São José nos próximos dias. A reportagem também acionou a GM, mas não obteve retorno até a última atualização da matéria. Imagem de arquivo - Funcionários da GM em São José Sindicato dos Metalúrgicos/Divulgação Plano de Demissão Voluntária A General Motors (GM) abriu o Plano de Demissão Voluntária (PDV) nas fábricas de São José, Mogi e São Caetano no dia 5 de dezembro. O PDV foi oferecido aos trabalhadores das três unidades da GM no estado de São Paulo até esta terça-feira (12) e previa o pagamento de salários extras e um carro 0 Km no valor de R$ 85 mil. Veja abaixo a proposta: Para quem tem de 1 a 6 anos de trabalho na GM: Pagamento de seis salários Pagamento de adicional de R$ 15 mil Plano médico pago por três meses ou pagamento de R$ 6 mil Para quem tem acima de 7 anos de trabalho na GM: Pagamento de cinco salários Pagamento de adicional de R$ 85 mil ou um carro Onix Hatch ls Plano médico pago por seis meses ou pagamento de R$ 12 mil Para todos os casos, a proposta da montadora previa também estabilidade de emprego até 3 de maio de 2024 para quem não aderir ao PDV e compensação de 50% pelos dias parados durante a greve contra as demissões, até 30 de junho de 2024. Além disso, o programa estabelece que, para cada adesão de trabalhador que esteja ativo na fábrica, haverá retorno de outro trabalhador que esteja em licença remunerada. A fábrica de São José tem cerca de quatro mil trabalhadores e produz os modelos S10 e Trailblazer. Em Mogi das Cruzes, são 480 funcionários, que fabricam peças. Já em São Caetano do Sul, onde são fabricados os modelos Spin, Tracker e Montana, são mais de 7 mil trabalhadores. Greve na GM termina após 17 dias de paralisação Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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13/12 - Tesla faz recall de 2 milhões de veículos nos EUA por sistema de piloto automático
Empresa disse que os controles do sistema do Autopilot "podem não ser suficientes para evitar o uso indevido pelo motorista". Veículos Model 3 fabricados na China da Tesla são vistos durante um evento de entrega na fábrica da montadora em Xangai, China, Reuters A Tesla vai atualizar o software de pouco mais de 2 milhões de veículos nos Estados Unidos para instalar novos recursos de segurança para evitar o uso indevido de seu sistema de assistência ao motorista Autopilot. A Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Estradas (NHTSA, na sigla em inglês) vem investigando a montadora liderada pelo bilionário Elon Musk há mais de dois anos para saber se os veículos da Tesla garantem adequadamente que os motoristas prestem atenção na condução ao usarem o Autopilot. A Tesla disse que os controles do sistema do Autopilot "podem não ser suficientes para evitar o uso indevido pelo motorista". A administradora interina da NHTSA, Ann Carlson, disse à Reuters no início deste ano que é "realmente importante que os sistemas de monitoramento do motorista levem em conta que os humanos confiam demais na tecnologia". A Tesla disse que implantará uma atualização no software do Autopilot que "incorporará controles e alertas adicionais àqueles já existentes nos veículos afetados para incentivar ainda mais o motorista a aderir à sua responsabilidade de direção contínua sempre que o Autosteer estiver ativado". A agência abriu uma investigação em agosto de 2021 sobre o Autopilot depois de identificar mais de uma dúzia de acidentes nos quais os veículos da Tesla bateram em veículos de emergência estacionados. A NHTSA disse que, como resultado da investigação, a Tesla emitiu o recall depois que a agência descobriu que "o design exclusivo da Tesla de seu sistema Autopilot pode fornecer engajamento inadequado do motorista e controles de uso que podem levar a previsível uso indevido do sistema". Como é a Cybertruck, picape 'inquebrável' da Tesla O Autopilot tem como objetivo permitir que os carros dirijam, acelerem e freiem automaticamente dentro de sua faixa, enquanto a versão aprimorada pode auxiliar na mudança de faixa em rodovias. Ambos os sistemas não tornam os carros autônomos. Separadamente, desde 2016, a NHTSA abriu mais de três dúzias de investigações especiais de colisões envolvendo carros da Tesla em casos em que há suspeita de uso de sistemas de direção como o Autopilot, com 23 mortes registradas até o momento. A NHTSA disse que pode haver um risco maior de acidente em situações em que o sistema é ativado e o motorista não mantém a responsabilidade pela operação do veículo, ficando despreparado para intervir ou incapaz de reconhecer quando ele é desativado. A agência investiga o Autopilot desde agosto de 2021. A investigação da agência permanecerá aberta enquanto ela monitora a eficácia das soluções da Tesla. A empresa lançará a atualização para 2,03 milhões de veículos Modelo S, X, 3 e Y, disse a agência. A NHTSA encerrou uma investigação anterior sobre o Autopilot em 2017 sem tomar nenhuma medida. O National Transportation Safety Board (NTSB) criticou a Tesla pela falta de salvaguardas no sistema do Autopilot, e a NHTSA por não garantir a segurança do Autopilot.
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08/12 - Sem novos reajustes pela Petrobras, preço médio da gasolina cai R$ 0,01 nos postos, mostra ANP
Combustível foi encontrado, em média, a R$ 5,62 na semana — e está desde o fim de outubro na casa de R$ 5,60, oscilando poucos centavos. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço médio do litro da gasolina caiu R$ 0,01 nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (8). A pesquisa é referente à semana de 3 a 9 de dezembro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,62 na última semana. O valor representa uma queda de 0,18% em relação aos R$ 5,63 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,70, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, caiu para R$ 3,54. O valor representa um recuo de 0,56% de frente aos R$ 3,56 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel recuou, encontrado, em média, a R$ 6,01. O valor representa uma queda de 0,50% frente aos R$ 6,04 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no dia 21 do mesmo mês. A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Esse foi o último ajuste de preço da gasolina vendida pela petroleira às distribuidoras. Já na última quinta-feira (7), a Petrobras anunciou uma nova redução no preço do diesel nas refinarias, de R$ 0,27 por litro, passando a custar R$ 3,78 o litro. A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (8). Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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08/12 - Maior fabricante de carrocerias de ônibus do país vai produzir veículos elétricos e exportar para a América Latina
Marcopolo vai investir R$ 50 milhões para a produção de veículos elétricos visando o mercado externo. Número de colaboradores também deve aumentar na unidade de São Mateus, no Espírito Santo. Ônibus elétrico produzido pela Marcopolo na fábrica de São Mateus (ES) Divulgação A Marcopolo, maior fabricante de carrocerias de ônibus do Brasil, vai ampliar a sua fábrica que fica em São Mateus, Norte do Espírito Santo. Com um investimento de R$ 50 milhões ao longo de 2024, a unidade começará a montar veículos elétricos, fato histórico para a indústria capixaba. Além disso, os veículos produzidos no local serão exportados para países da América Latina, como Chile, Colômbia e México. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Com a instalação da nova linha de produção, a empresa pretende saltar a produção de 16 para 26 veículos por dia na planta industrial capixaba. Além disso, a Marcopolo anunciou que aumentará o quadro de funcionários em 20%, saindo de 2 mil para 2,4 mil colaboradores. Em São Mateus, a empresa vai passar a produzir o Attivi Integral, primeiro ônibus da companhia com carroceria e chassi próprios e 100% elétrico. O veículo tem capacidade para 80 passageiros, autonomia de até 280 quilômetros e tempo de carga de até quatro horas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O CEO da empresa, André Armaganijan, observou que durante o processo de eletrificação, a companhia enfrentou uma diminuição de sua presença no mercado da América Latina, onde atualmente detém aproximadamente 40% da participação. LEIA TAMBÉM: Morre jovem de 19 anos baleado na cabeça após motorista se recusar a parar o carro em assalto no ES Professora suspeita de tráfico de drogas é presa dentro de banheiro no ES Apostador que ganhou R$ 50 milhões na Mega retira prêmio, mas deixa de embolsar mais de R$ 120 mil com dinheiro parado no ES Para a empresa, os investimentos planejados para a fábrica de São Mateus têm a perspectiva de posicionar a Marcopolo de forma mais competitiva, tanto nacional quanto internacionalmente. "O Attivi Integral faz frente ao desafio global em prol da descarbonização dos sistemas de transporte de passageiros. A fabricação do veículo no Espírito Santo nos permite atender à crescente demanda do mercado nacional por veículos elétricos. Decidimos expandir a nossa produção no estado por ser uma fábrica em uma localização estratégica", pontuou André Armaganijan. Fábrica da Marcopolo em São Mateus (ES) Divulgação/Marcopolo A operação da Marcopolo no Espírito Santo está em uma localização privilegiada, com fácil conexão aos demais estados do país e até mesmo de portos. Isso permite atender ao mercado brasileiro como um todo e, de acordo com a demanda, o mercado internacional também. Atualmente, já são cerca de 700 ônibus elétricos e híbridos, desenvolvidos com chassis de parceiros, que circulam em diversos países, como Colômbia, Chile, Argentina e Austrália, além do Brasil. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), destacou que a expansão da empresa é fundamental para a geração de emprego e renda no estado. "Durante a COP28, anunciamos a troca dos combustíveis fósseis da nossa frota de veículos leves para biocombustível. Este anúncio da Marcopolo vai ao encontro com o objetivo de atingir as metas de neutralidade de emissões até 2050", afirmou. O governo do Espírito Santo vai iniciar a compra de 50 novos veículos elétricos para começar a transição energética. A expectativa é de que esses ônibus sejam entregues em setembro de 2024. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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07/12 - Petrobras anuncia redução do preço do diesel para as distribuidoras
O diesel terá redução de R$ 0,27 por litro, passando a valer R$ 3,78 o litro. Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (7) que irá reduzir o preço médio do diesel vendidos às distribuidoras. A medida passa a valer nesta sexta-feira (8) e os demais combustíveis permanecem estáveis. O diesel terá redução de R$ 0,27 por litro, passando a valer R$ 3,78 o litro. Segundo a petroleira, os preços de venda do diesel às distribuidoras acumulam queda de R$ 0,71 neste ano, ou 15,8%. O último ajuste havia sido realizado em outubro, com alta do diesel e queda da gasolina. A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. "O ajuste é resultado da análise dos fundamentos dos mercados externo e interno frente à estratégia comercial da Petrobras, implementada em maio de 2023 em substituição à política de preços anterior, e que passou a incorporar parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação", diz o comunicado desta quinta-feira. Entenda a nova política de preços da Petrobras Veja a nota da Petrobras A partir de amanhã (08/12), a Petrobras reduzirá em R$ 0,27 por litro o seu preço médio de venda de diesel A para as distribuidoras, que passará a ser de R$ 3,78 por litro. O ajuste é resultado da análise dos fundamentos dos mercados externo e interno frente à estratégia comercial da Petrobras, implementada em maio de 2023 em substituição à política de preços anterior, e que passou a incorporar parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação. Considerando a mistura obrigatória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor terá uma redução de R$ 0,24 por litro e passará a ser, em média, R$ 3,33 a cada litro vendido na bomba. Dessa forma, o preço médio do diesel A S10 nas bombas poderá atingir o valor de R$ 5,92 por litro, considerando que o Levantamento de Preços de Combustíveis da ANP para a semana de 26/11 a 02/12/2023 indicou um valor médio de R$ 6,16 por litro. Destaca-se, no entanto, que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda. Dessa forma, esta estimativa tem propósito meramente referencial, mantidas constantes as demais parcelas que compuseram os preços ao consumidor naquele período. Cabem às autoridades competentes a fiscalização, autuação e penalização de práticas abusivas ou lesivas ao consumidor. No ano, a variação acumulada do preço de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras é uma redução de R$ 0,71 por litro, equivalente a 15,8%. Para a gasolina, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda às distribuidoras estáveis, tendo em vista o último movimento realizado em 21/10, uma redução de R$ 0,12 por litro. No ano, os preços de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras acumulam uma redução de R$ 0,27 por litro, equivalente a 8,7%. Para o GLP, nossos preços de venda às distribuidoras permanecem estáveis desde 01/07. No ano, os preços de GLP da Petrobras para as distribuidoras acumulam uma redução equivalente a R$ 10,40 por botijão de 13kg, ou 24,7%. Ciente da importância de seus produtos para a sociedade brasileira, a companhia reitera que na formação de seus preços busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preserva um ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente.
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05/12 - PDV da GM oferece carro 0 Km e salários extras para demitir 1,2 mil funcionários em três fábricas de SP
Prazo para adesão ao PDV começa nesta terça-feira (5) nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. Medida foi anunciada após cancelamento de corte em massa por ordem da Justiça do Trabalho. Imagem de arquivo - Funcionários da GM em São José Sindicato dos Metalúrgicos/Divulgação A General Motors (GM) abriu nesta terça-feira (5) um Plano de Demissão Voluntária (PDV) nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes - todas em São Paulo. Aprovado pela categoria na última semana, o PDV foi aberto após a Justiça do Trabalho determinar o cancelamento de 1,2 mil demissões nas três unidades. A meta do programa é atingir o mesmo número de adesões. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Trabalhadores da GM aprovam proposta de PDV da empresa O PDV será oferecido aos trabalhadores das três unidades da GM no estado de São Paulo até a próxima terça-feira (12) e prevê o pagamento de salários extras e um carro 0 Km no valor de R$ 85 mil. Veja abaixo: Para quem tem de 1 a 6 anos de trabalho na GM: Pagamento de seis salários Pagamento de adicional de R$ 15 mil Plano médico pago por três meses ou pagamento de R$ 6 mil Para quem tem acima de 7 anos de trabalho na GM: Pagamento de cinco salários Pagamento de adicional de R$ 85 mil ou um carro Onix Hatch ls Plano médico pago por seis meses ou pagamento de R$ 12 mil Para todos os casos, a proposta da montadora prevê também estabilidade de emprego até 3 de maio de 2024 para quem não aderir ao PDV e compensação de 50% pelos dias parados durante a greve contra as demissões, até 30 de junho de 2024. Além disso, o programa estabelece que, para cada adesão de trabalhador que esteja ativo na fábrica, haverá retorno de outro trabalhador que esteja em licença remunerada. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou que a meta da empresa é chegar a 830 adesões ao PDV na unidade do Vale do Paraíba. Acrescentou ainda que a proposta é resultado das negociações entre a empresa e o sindicato. A meta de adesão em São Caetano e Mogi das Cruzes é de 290 e 95, respectivamente, segundo os sindicatos. A fábrica de São José tem cerca de quatro mil trabalhadores e produz os modelos S10 e Trailblazer. Em Mogi das Cruzes, são 480 funcionários, que fabricam peças. Já em São Caetano, onde são fabricados os modelos Spin, Tracker e Montana, são mais de 7 mil trabalhadores. A GM não se manifestou sobre a abertura do PDV até a publicação da reportagem. Greve na GM termina após 17 dias de paralisação Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
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04/12 - Já ouviu falar na BYD? Greentech revolucionou a indústria de carros elétricos
Veículos de passeio da multinacional estão presentes em mais de 54 países. No Brasil, modelo BYD Song já é o híbrido plug-in mais vendido em 2023. Veja os diferenciais da marca! Bateria dos modelos BYD são mais seguras, duráveis e eficientes Divulgação BYD A sigla BYD, que significa Build Your Dreams ou Construa seus Sonhos, na tradução para o português, traduz o que é a greentech chinesa que revolucionou o mercado dos veículos elétricos em todo mundo e que é um caso de sucesso absoluto no Brasil, aclamada pela imprensa e pela opinião pública. Fundada em 1995 pelo químico Wang Chuanfu, a BYD é hoje a maior produtora de carros elétricos do mundo e, com motor elétrico que não emite poluentes, leva seus modelos tecnológicos para circularem em mais de 54 países, contribuindo para melhorar a qualidade do ar e de vida das pessoas. Mais silenciosos, econômicos e, principalmente, sustentáveis, os veículos elétricos são o futuro da mobilidade mundial e contribuem para a grande missão da greentech de ajudar a reduzir em 1°C a temperatura do planeta. Especialista em mobilidade elétrica, energia limpa e tecnologia, a BYD é muito mais que uma montadora de carros, a greentech é uma potência global de inovação tecnológica, protagonista na transição da eletrificação no transporte em escala global e responsável por transformar a visão da indústria da energia e da mobilidade no Brasil e no resto do planeta. Bateria Blade revolucionou o mercado Uma das invenções da marca se tornou seu grande diferencial. Graças ao desenvolvimento da bateria Blade, foi possível proporcionar o carregamento mais rápido dos carros (carga de 30% a 80% em apenas 30 minutos) e ter veículos com mais autonomia e potência. Com uma tecnologia própria e disruptiva, à base de lítio, a bateria Blade é campeã de durabilidade e integra modelos como o BYD Dolphin, veículo elétrico mais vendido em 2023 no Brasil. Cada célula é uma lâmina e a bateria “laminada” tem também função estrutural no carro, auxiliando na eficiência da construção do modelo, no peso e na estabilidade ao dirigir. Essas lâminas são alocadas de maneira transversal na bateria, dispensando o uso dos tradicionais módulos. Essa configuração permite que seja instalado até 50% mais células por um valor 35% menor. BYD Dolphin, eleito carro do ano pela AutoEsporte Divulgação BYD A bateria Blade é projetada para durar mais de 1 milhão de quilômetros e está presente em todos os modelos da greentech, independentemente do valor do veículo. Submetida a diversos testes de segurança, a criação da BYD se manteve intacta até mesmo no super-teste de resistência, quando um caminhão de 46 toneladas passou sobre um pacote de baterias alinhadas. Não houve vazamento, deformação ou fumaça. Além disso, no teste de perfuração, a Blade permaneceu segura mesmo após dano, enquanto modelos de outras marcas explodiram. O sucesso é tanto que outras montadoras utilizam a Blade em seus carros eletrificados. Além da Blade, a BYD contribuiu para outros avanços tecnológicos no setor, como o Sistema Super Híbrido DM-i, a e-Platform 3.0, a Tecnologia CTB e o Sistema de Controle de Carroceria Inteligente DiSus. Brasil terá três fábricas da BYD, as primeiras fora da Ásia A multinacional já alcançou a marca de 6 milhões de veículos de energia limpa produzidos e se tornou a primeira montadora do mundo a alcançar esse marco. No Brasil, além do BYD Dolphin e Dolphin Plus, também são comercializados os veículos elétricos BYD Tan, BYD Han, BYD Yuan Plus e BYD Seal. A linha de motores híbridos tem o SUV BYD Song Plus DM-i. E é na Bahia que um próximo passo da produção será dado para ampliar ainda mais o compromisso da empresa com o povo brasileiro, fincando pé no mercado nacional com soluções de mobilidade limpa. A cidade industrial de Camaçari, a 50 quilômetros de distância de Salvador, terá o maior polo industrial da BYD fora da China e se tornará um dos mais modernos complexos industriais da América Latina, que vai gerar 5 mil empregos. No município, serão instaladas três fábricas da BYD que irão produzir chassis de ônibus, caminhões elétricos, veículos de passeio elétricos e híbridos, e processar lítio e ferro fosfato. A expectativa é iniciar a produção entre o fim de 2024 e o início de 2025, com capacidade instalada próxima dos 150 mil veículos por ano durante a primeira fase de implantação. Focada em sempre inovar, a empresa que tem uma equipe de mais de 90 mil engenheiros traz também um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, que ficará sediado na capital baiana. Uma das maiores missões será desenvolver as tecnologias próprias de um motor híbrido-flex, para combinar o etanol brasileiro, ecológico, com o eficiente e limpo motor elétrico da BYD. A preocupação com as mudanças climáticas e o congestionamento nas cidades fizeram a greentech chinesa sonhar em gerar energia limpa a partir do sol com painéis e módulos solares, eletrificar a rede, criar soluções de transporte privado e público eletrificados, diminuindo a poluição sonora e do ar das cidades e, desta maneira, impactando de maneira positiva e diretamente a vida das pessoas no mundo.
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02/12 - Cybertruck: como é o carro quase 'inquebrável' de Elon Musk que começou a ser vendido nos EUA
Com dois anos de atraso e mais cara do que o previsto, picape elétrica da Tesla começou a ser entregue a clientes nos Estados Unidos. Versão mais barata custa o equivalente a R$ 300 mil. Como é a Cybertruck, picape 'inquebrável' da Tesla A Tesla, empresa de carros elétricos do bilionário Elon Musk, entregou na última quinta-feira (30) as primeiras unidades da Cybertruck, picape elétrica conhecida por ser quase "inquebrável". O modelo tinha sido anunciado em 2019, mas só agora ficou disponível para clientes nos Estados Unidos. O feito acontece com dois anos de atraso e com preços mais altos do que o previsto inicialmente: o modelo mais barato custa US$ 60.990 (cerca de R$ 300 mil), enquanto, em 2019, a empresa afirmava que as versões partiriam de US$ 39.900 (R$ 195 mil) – veja a comparação e fotos ao final. Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Segundo a Tesla, a Cybertruck é à prova de balas. A montadora diz que o que garante a resistência do carro é o seu acabamento em um aço inoxidável ultra-duro que ajuda a reduzir marcas de desgaste e corrosão. Segundo a agência France Presse, um artigo da revista The American Prospect aponta que o material usado no veículo pode oxidar e, devido à sua rigidez, pode ser fatal em acidentes automobilísticos. A empresa de Musk diz que o vidro do carro suporta o impacto de uma bola de beisebol arremessada a uma velocidade de 112 km/h. Ao entregar as primeiras unidades, a montadora fez um teste e lançou uma bola sem tanta rapidez. Initial plugin text A demonstração foi menos arriscada do que a de 2019, quando o modelo foi apresentado. Na ocasião, o designer-chefe da empresa, Franz von Holzhausen, jogou uma pequena bola de ferro contra o veículo, que acabou ficando com a janela trincada. "Jogamos chaves inglesas, jogamos todo tipo de coisa, jogamos uma máquina de lavar e não quebrou. Por algum motivo, um pouco estranho, quebrou esta noite, não sei por quê", disse Musk, na ocasião, de acordo com a agência France Presse. Na quinta, o bilionário disse acreditar que a Cybertruck é o melhor produto já feito pela Tesla. "É muito raro que apareça um produto que seja aparentemente impossível", afirmou. "Será algo único nas estradas. Finalmente, o futuro parecerá com o futuro". Elon Musk ataca anunciantes após boicote ao Twitter: 'Vão se f...' Cybertruck ficou com a janela trincada após impacto de bola de ferro em evento da Tesla em 2019 Divulgação/Tesla A Cybertruck chama atenção por suas linhas retas e por sua aparência que não lembra muito picapes convencionais, mas o aparelho se posiciona nesta categoria. "Mais utilidade que um caminhão, mais rapidez que um carro esportivo", promove a Tesla. O visual é inspirado em veículos do filme "Blade Runner: O Caçador de Androides" e no modelo anfíbio 'Wet Nellie' visto em "007 - O Espião que me Amava" da saga James Bond, mas também lembra carros de "Mad Max: Estrada da Fúria". VÍDEO: como foi o novo teste da nave mais poderosa do mundo, criada por empresa de Musk Wet Nellie, veículo submarino que o agente James Bond no filme '007: O espião que me amava' REUTERS/Tim Scott A Cybertruck tem uma carroceria de 1.900 litros e, em suas versões mais potentes, consegue puxar cargas de até 4,9 toneladas. A versão All-Wheel Drive (tração nas quatro rodas) roda até 545 quilômetros com apenas uma carga, segundo a fabricante. A empresa vende uma bateria extra para aumentar o alcance e afirma que é possível recuperar quase metade da carga em 15 minutos de carregamento rápido. Analistas classificaram o Cybertruck como um projeto de alto risco em relação aos outros veículos da Tesla. "Vai atrair uma clientela mais rica que pode pagar o preço e quer algo que seja único e peculiar", disse, à Reuters, Jessica Caldwell, chefe de insights da empresa de pesquisa automotiva Edmunds. "Não é um grande segmento da população que pode pagar por isso, especialmente com as atuais taxas de juros", afirmou. A Cybertruck deve competir com picapes elétricas como a Ford F-150 Lightning (a partir de US$ 50 mil), Rivian R1T (a partir de US$ 73 mil) e Hummer EV (a partir de US$ 96 mil). LEIA TAMBÉM: Como tirar o 'online' do Instagram e usar o app sem ninguém saber Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla A picape da Tesla tem ainda central multimídia com duas telas: uma de 18,5 polegadas para a região frontal, e outra de 9,4 polegadas para os bancos traseiros. O modelo tem 15 alto-falantes que, segundo a fabricante, oferecem qualidade de estúdio. Com espaço para cinco pessoas, o carro também conta com um amplo teto de vidro. As primeiras unidades foram entregues na quinta, mas outros clientes devem começar a receber os carros apenas em 2024. Os primeiros da fila são os que pagaram US$ 100 (cerca de R$ 500) para reservar seu lugar e aceitaram pagar o valor total do veículo. Musk, cofundador e diretor-executivo da Tesla, disse que a produção do veículo vai acelerar até 2025, quando a empresa pretende passar a fabricar 250 mil unidades por ano. A Tesla diz que 1 milhão de pessoas já reservaram unidades da Cybertruck, o que faria as entregas do carro demorarem até quatro anos. Veja abaixo as diferenças entre as versões da Cybertruck. Cybertruck LEIA TAMBÉM: WhatsApp lança código secreto para proteger conversas; veja como usar O supercomputador brasileiro entre os mais rápidos do mundo R$ 24 mil de salário: a carreira em TI que deve bombar em 2024 Veja fotos da Cybertruck Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 Reuters/Mike Blake Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 Reuters/Mike Blake Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla Tesla Cybertruck Divulgação/Tesla
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01/12 - Preços médios da gasolina e do etanol sobem nos postos, mostra ANP; veja qual é a opção mais vantajosa na hora de abastecer
Levantamento também aponta recuo do diesel — encontrado, em média, a R$ 6,04 nesta semana. Gasolina, combustível Reuters O preço médio do litro da gasolina voltou a subir nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (1º). A pesquisa é referente à semana de 26 de novembro a 2 de dezembro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,63 na última semana. O valor representa uma alta de 0,18% em relação aos R$ 5,62 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,70, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, subiu para R$ 3,56. O valor representa um avanço de 0,28% de frente aos R$ 3,55 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel recuou, encontrado, em média, a R$ 6,04. O valor representa uma queda de 0,33% frente aos R$ 6,06 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no dia 21. A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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27/11 - Preços médios da gasolina e do etanol voltam a cair nos postos, mostra ANP
Levantamento é referente à semana de 19 a 25 de novembro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Gasolina, combustível Reuters Os preços médios do litro da gasolina e do etanol voltaram a cair nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta segunda-feira (27). A pesquisa é referente à semana de 19 a 25 de novembro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,62 na última semana. O valor representa uma queda de 0,18% em relação aos R$ 5,63 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,70, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, caiu para R$ 3,55. O valor representa um recuo de 0,56% de frente aos R$ 3,57 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: O litro do diesel também recuou, encontrado, em média, a R$ 6,06. O valor representa uma queda de de 0,49% de frente aos R$ 6,09 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no dia 21. A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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23/11 - Carros elétricos terão preços mais acessíveis no Brasil? Entenda os desafios e perspectivas do setor
Anúncios de fabricação em território nacional pelas montadoras BYD, GWM e Stellantis têm movimentado o mercado. Por outro lado, infraestrutura, falta de legislação e tecnologia ainda são obstáculos. Carros elétricos Divulgação Mesmo com o avanço de mais de 1.600% em vendas nos últimos cinco anos, a popularização de carros eletrificados continua distante de se tornar realidade no Brasil. É o que afirmam especialistas ouvidos pelo g1, que apontam uma série de desafios para o setor. Estão no grupo de veículos eletrificados os elétricos híbridos (HEV), os elétricos híbridos plug-in (PHEV) e os elétricos 100% a bateria (BEV), conforme classificação da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Entenda as diferenças. Um levantamento elaborado pela JATO do Brasil, empresa de inteligência global de negócios automotivos, ajuda a mensurar esse mercado no país. O estudo aponta que, entre os carros de passeio, os eletrificados correspondem a apenas 5% do total de 1.373.188 veículos vendidos em território nacional em 2023 (veja arte mais abaixo). Quando considerados apenas os 100% elétricos, o percentual é ainda menor, de 0,7%. Cenário bem distinto em comparação com a Europa, os Estados Unidos e, principalmente, a China, que tem avançado a passos largos. O gigante asiático é líder do mercado mundial de elétricos, com 10,6 milhões de veículos vendidos entre 2020 e o terceiro trimestre de 2023 (veja mais abaixo). Carros a combustão, híbridos e elétricos: entenda as diferenças Evolução de veículos elétricos e híbridos no Brasil Arte g1 No Brasil, os anúncios de montadoras sobre o início de fabricação de carros eletrificados em território nacional já têm agitado o setor — um movimento que deve se intensificar a partir de 2024. As chinesas BYD (Build Your Dreams) e GWM (Great Wall Motors), além da Stellantis — dona das marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e RAM —, estão entre as empresas que devem começar a produzir no país entre o ano que vem e 2025. Atualmente, todos os modelos 100% elétricos no Brasil são importados. Apesar dos avanços, especialistas ouvidos pelo g1 reforçam que, nos próximos anos, os elétricos ainda não deverão ser uma realidade para grande parte da população brasileira. A expectativa é que o cenário comece a melhorar até o fim da década, ao passo que mercado enfrenta travas importantes, como: preços dos veículos; infraestrutura e investimentos; falta de legislação — e de prioridade no país; autonomia limitada. Preços dos elétricos O interesse pelos veículos eletrificados não é um problema. O mercado nacional já se mostra promissor, já que 40% dos brasileiros consideram comprar um carro híbrido ou elétrico, conforme pesquisa realizada pela OLX em outubro. Mas existem barreiras que pesam para que as vendas sejam muito baixas no Brasil. A principal é o alto custo em comparação com os veículos a combustão (aqueles que utilizam gasolina ou álcool). A soma de todos os carros de passageiros vendidos no país tem um valor médio de R$ 140 mil, enquanto os eletrificados partem desse valor. É um custo muito mais alto, o que gera essa restrição. Mesmo tão distantes, os preços dos eletrificados já vêm caindo nos últimos anos — outro movimento que deve se intensificar daqui para frente, assim que tiver início a produção em território nacional. A chegada das chinesas BYD e GWM já puxou o preço de alguns modelos elétricos para algo em torno R$ 150 mil, preço que antes não tinha. O mesmo carro que hoje sai por esse valor, antes custava R$ 200 mil. Com valores mais convidativos, o caminho natural é que as vendas melhorem. Romio pondera, no entanto, que os elétricos vendidos a R$ 150 mil, por exemplo, são similares aos veículos convencionais a combustão, pouco sofisticados, que custam cerca de R$ 80 mil. O Caoa Chery iCar, 100% elétrico, é o modelo o mais barato da categoria no país, e passou a custar R$ 119.990,00 depois de uma redução de valor em agosto. Ainda assim, o custo é 88% maior em comparação com o Renault Kwid, por exemplo, um dos mais baratos a combustão entre os zero km do mercado — encontrado pela reportagem do g1 a R$ 63.990,00. Ou seja, o consumidor desembolsaria quase o dobro do preço por um veículo elétrico que oferece condições semelhantes a um modelo mais popular. "Nem todo mundo está disposto a pagar o dobro do preço em um carro convencional só porque ele é elétrico", continua Romio. "Então, essa é a primeira barreira no mercado." Por que os preços são tão altos no Brasil? Por natureza, os elétricos reúnem muitos equipamentos com tecnologia mais recente e sofisticada, o que ajuda a elevar seus custos. Além disso, utilizam um número maior de semicondutores — peças utilizadas pela indústria automobilística e que têm enfrentado escassez global nos últimos tempos. "Ainda deve entrar na conta o preço da bateria que, apesar de ter caído nos últimos anos, ainda é muito alto", diz Milad Kalume Neto, da JATO do Brasil. Em muitos casos, diz Milad, pode custar até mais do que o próprio carro. Também exerce influência sobre os valores a cotação do dólar frente ao real, em especial porque, atualmente, o mercado brasileiro é formado por elétricos importados. A China, que é referência e tem investido pesado no setor, conseguiu reduzir pela metade os preços de veículos elétricos ao longo dos últimos 10 anos. O valor médio caiu de 41,8 mil euros em 2011 para 22,1 mil euros em 2021. Isso coloca o elétrico chinês mais barato do que nos EUA e na Europa, segundo levantamento da JATO. Mercado global de veículos elétricos Arte g1 Infraestrutura e falta de investimentos Com frota bastante reduzida, o número de pontos de recarga para elétricos ainda é bastante baixo no Brasil — especialmente fora dos grandes centros comerciais. De acordo com levantamento da JATO, são cerca de 3 mil postos de carregamento, concentrados nas capitais e em algumas cidades com mais de um milhão de habitantes. Isso representa, excluindo a área da Amazônia, 0,00058 carregador por km². Para efeito de comparação, a Holanda, líder em infraestrutura de carregamento na Europa, possui 2,17405 carregadores por km² — ou seja, mais do que dois carregadores a cada km². Ao todo, são mais de 90 mil pontos de recarga no país. Verdade seja dita que a área dos países é incomparável, assim como a urbanização do território. O Brasil tem mais de 8,5 milhões de km², segundo os dados mais recentes do IBGE. Já a Holanda tem apenas 42 mil km². Podemos olhar para isso como um dado negativo no momento. Mas também dá para observar como um potencial de investimento e de crescimento muito grande. De acordo com Milad, o Brasil ainda é muito dependente da iniciativa privada, e as próprias importadoras são responsáveis pelos investimentos em pontos de recarga. Como funcionam os carros elétricos Falta de legislação e de prioridade no país A falta de legislação para o setor é mais um entrave que impede que haja maior volume de investimentos pelas empresas, aponta Milad Kalume. Segundo o especialista, a iniciativa privada não investe todo o potencial no país por estar diante de um mercado não regulamentado. "Você vai investir em uma incerteza? Investidor não gosta disso", diz. Daqui uns dois anos, devemos ter uma mudança de legislação, o que significa melhor capacidade de entendimento. Um exemplo clássico: o imposto sobre importação de veículos é zerado para os elétricos. Recentemente, entretanto, o governo anunciou que irá retomar o imposto para "estimular indústria nacional". Entenda. Há ainda as discussões sobre incentivos nacionais a esses modelos. Mas, por enquanto, não há ações federais concretas, e estados adotam medidas diferentes relacionadas ao mercado. Alguns, como no Rio Grande do Norte, têm isenção completa de IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Em outros casos, como o Rio de Janeiro, têm alíquota reduzida do imposto. "É uma questão legislativa e de interesse de cada um dos estados sobre o tema. Tem assembleias legislativas olhando com maior atenção para o assunto, e outras, não", diz Milad. O professor Renato Romio, do IMT, também afirma que a migração para carros elétricos ainda não tem sido tratada como prioridade no Brasil. Ele destaca que o país tem um "excesso de soluções" por sua capacidade de produção de energia limpa, como o etanol. E que, por isso, empenha menos esforços do que a Europa, que possui uma matriz mais "suja", a partir de combustíveis fósseis. Por esse motivo, explica Romio, os carros híbridos acabam sendo mais vantajosos no Brasil do que os 100% elétricos. Na prática, os híbridos também são mais baratos — já que a bateria eleva os preços dos elétricos — e usam etanol, combustível que emite menos gás carbônico. "No Brasil, você tem essa solução. Na Europa, não. Lá, o veículo híbrido vai ser movido a combustível fóssil", continua. Nesse contexto, além dos esforços dos europeus, os chineses são destaque de investimentos no setor, com bilhões de dólares em isenções fiscais para os desenvolvimento de elétricos. "O que falta agora é o governo brasileiro falar: 'nós vamos adotar esse caminho e seguir dessa forma'. Quando deixa de fazer isso, entram muitos lobbies no meio. As coisas vão se misturando, e cada um puxa a corda para o seu lado", conclui Romio. Saiba como carregar um carro elétrico e quanto tempo demora Autonomia limitada A infraestrutura de pontos de abastecimento é determinante para a viabilidade dos veículos 100% elétricos. Em caso de viagens mais longas, por exemplo, a autonomia dos veículos movidos a eletricidade é diretamente comprometida pela falta de pontos de recarga. A questão também esbarra na qualidade e na duração da bateria, a depender do modelo, e no processo de carregamento do veículo. Além dos pontos instalados em estacionamentos de mercados e shoppings, entre outros, há a possibilidade de carregar em casa. O ideal, dizem especialistas, é que seja utilizada uma tomada semi-industrial, que precisa ser instalada especificamente para o uso. O abastecimento com esse tipo de equipamento leva, em média, nove horas. Leia mais aqui. Enquanto isso, as empresas seguem em processo de evolução tecnológica por baterias mais duráveis e resistentes. O que esperar pela frente A evolução do mercado de eletrificados ainda vai depender de aspectos como produção, importação, avanço regulatório e agenda política. Mas há estimativas. Milad Neto, da JATO do Brasil, projeta que até 2029 o número de vendas de elétricos e híbridos avance dos atuais 5% para até 10% do total de veículos de passeio em território nacional. "Devemos ter um mercado ascendente, chegando a 9% ou 10% pelos próximos cinco ou seis anos, e devemos ter uma estabilidade muito grande", diz. Ele prevê que o mercado alcance 320 mil veículos, aproximadamente. "Depois, teremos um novo salto positivo", diz. Romio, do IMT, acredita que a frota de eletrificados "vai demorar muito" para ter números significativos. Ele ressalta que até o meio deste século ainda teremos veículos a combustão sendo produzidos, "e eles vão conviver com os elétricos". Se eu tivesse que apostar, apostaria no híbrido. Ele é uma solução boa e acessível. "O elétrico, mesmo que se torne mais acessível — e esse momento vai chegar —, vai esbarrar em problemas de ponto de recarga e de desvalorização do automóvel. Então, durante muito tempo, vai continuar sendo um 'segundo carro' da família", conclui.
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21/11 - Preço médio da gasolina nos postos fica estável em R$ 5,63 e segue no menor nível desde agosto, mostra ANP
Levantamento é referente à semana de 12 a 18 de novembro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Gasolina, combustível Reuters O preço médio do litro da gasolina ficou estável nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta terça-feira (21). A pesquisa é referente à semana de 12 a 18 de novembro. Com a manutenção do valor médio, o custo do combustível segue no menor patamar desde agosto. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,63 na última semana. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,70, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, subiu para R$ 3,57. O valor representa uma alta de 0,85% de frente aos R$ 3,54 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel recuou, encontrado, em média, a R$ 6,09. O valor representa uma queda de de 0,49% de frente aos R$ 6,12 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no dia 21. A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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18/11 - Caixa diz que só vai pagar seguro DPVAT para acidentes ocorridos até 14 de novembro
Medida foi adotada pela Caixa para assegurar os pagamentos previstos até essa data, devido à falta de recursos. No governo Bolsonaro, valores pagos por motoristas para manter o DPVAT foram extintos. A Caixa Econômica Federal informou que só vai pagar o seguro DPVAT para acidentes ocorridos entre 1º de janeiro de 2021 até 14 de novembro de 2023. Segundo o banco, a medida é necessária para garantir os pagamentos previstos até então. Segundo a Caixa, não há recursos para acidentes depois do dia 14. O Seguro DPVAT foi criado por uma lei de 1974 para indenizar vítimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional. O DPVAT está sob responsabilidade da Caixa desde 2021. Antes, era administrado por uma seguradora, com dinheiro arrecadado por meio de valores pagos obrigatoriamente pelos motoristas. O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro lançou uma medida provisória que acabou com o pagamento obrigatório e extinguiu a seguradora. A Caixa passou a fazer os pagamentos a partir de um fundo criado com o excedente dos pagamentos do DPVAT. Uma proposta do governo Lula enviada ao Congresso, mas ainda não analisada pelos parlamentares, busca retomar verba para o seguro. "O banco ressalta que o poder executivo submeteu ao Congresso Nacional, em regime de urgência, o Projeto de Lei Complementar nº 233/2023, que trata do novo modelo do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito, com a finalidade de dar continuidade ao pagamento de indenizações às vítimas de trânsito ou seus beneficiários", escreveu a Caixa em nota. "Desde janeiro de 2021 até setembro de 2023, a CAIXA recepcionou e pagou mais de 1,2 milhão de solicitações de indenizações DPVAT no valor de R$ 2,77 bilhões a 636,7 mil vítimas e/ou herdeiros legais", completou o banco. Seguro DPVAT não terá cobrança em 2022
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18/11 - Carros elétricos: g1 testa modelos e mostra cinco cuidados para ter antes de comprar
Autonomia do veículo, estrutura para recarregamento da bateria, revisões e tipos no mercado são alguns pontos de atenção. Carros elétricos: g1 testa modelos e mostra cinco cuidados para ter antes de comprar Os carros eletrificados, categoria que inclui os elétricos e os híbridos, já são uma realidade no mercado brasileiro. De janeiro a outubro deste ano, já foram 67.047 emplacamentos, 36% a mais do que 2022 inteiro. Mas, antes de investir em um veículo movido a eletricidade, é preciso ficar atento em alguns pontos importantes. Para detalhar os principais itens de atenção, o g1 testou cinco modelos eletrificados numa pista de testes em Tuiuti (SP), na região de Campinas. Veja no vídeo acima. Principais pontos: Autonomia do veículo Estrutura de recarregamento Tipos de eletrificados Necessidade de revisão Importância de comparar modelos e fazer test-drive Autonomia do veículo Os principais carros 100% elétricos atualmente no mercado brasileiro tem uma autonomia média de 200 a 350 quilômetros. No dia a dia da vida urbana, uma capacidade mais do que suficiente para o uso particular e até mesmo comercial. Mas, caso você viaje com frequência, é importante entender a infraestrutura de recarregamento do carro no caminho. Caso contrário, você pode ficar na estrada. O número de eletropostos e pontos de carregamento vem crescendo, mas ainda há pontos cegos no Brasil. Veja a autonomia dos sete carros 100% elétricos mais vendidos do Brasil em outubro, segundo o Inmetro: BYD DOLPHIN GS 180EV: 291 km BYD YUAN PLUS GL 310EV: 294 km VOLVO XC40 2024: 348 km VOLVO C40 2024: 352 km BMW IX1 XDRIVE30: 303 km MINI COOPER S ELECTRIC: 161km RENAULT E-KWID INTENSE: 185 km Estrutura de carregamento Antes de levar para casa um elétrico, é importante entender a estrutura que você tem para fazer o recarregamento das baterias. Os carros, geralmente, saem das concessionárias com uma tomada para carregamento que você instala, caso more em casa. A dica aqui é, antes de comprar, consultar um eletricista para ver se o fornecimento que vem da concessionária de energia vai ser suficiente para carregar o carro durante a madrugada. Mas se você mora em apartamento e não tem estrutura de tomadas na vaga de garagem, é necessário pesquisar no entorno locais onde pode carregar seu veículo no dia a dia. Eletroposto em Campinas para carros elétricos Divulgação/CPFL Energia Tipos de eletrificados Além dos carros 100% elétricos, a categoria dos eletrificados ainda tem os híbridos e os híbridos plug-in. Por isso, é fundamental avaliar qual tipo vai atender a sua necessidade. Entenda as diferenças: Elétricos: Possuem apenas um motor elétrico movido a baterias que precisam ser recarregadas. Híbridos: Possuem dois motores: um à combustão e um elétrico. O elétrico é recarregado a partir da energia cinética gerada pela frenagem, mas a duração é curta. Geralmente, o motor elétrico atua na mais cidade (onde o motorista usa mais o freio) e, nas estradas e em subidas, o motor à combustão é acionado. Híbridos plug-in: Também possuem os dois motores. A diferença é que o motor elétrico é carregado na tomada. A autonomia é de cerca de 35 quilômetros, o suficiente para um dia, mas com a segurança do motor à combustão na retaguarda. Nesta reportagem do g1 você entende mais detalhes de cada um dos tipos de veículos. Acesse aqui. Necessidade de revisão Os carros elétricos também precisam passar por revisão periódica. Segundo a fabricante BYD, líder de mercado, as inspeções devem ocorrer a cada 12.000 km ou 12 meses, o que acontecer primeiro. A revisão dos elétricos costuma ser mais simples e rápida e é feita, principalmente, nas portas de carregamento, no motor e nas baterias. Importância de comparar modelos e fazer test-drive O mercado brasileiro já possui dezenas de carros eletrificados de quase 20 fabricantes, por isso, é importante pesquisar bem antes de investir num carro elétrico. Entender qual cabe no bolso e atende às expectativas. Uma dica adicional é sempre fazer o test drive. Carro é um bem durável, então dirigir antes de comprar é importante para entender se atende o seu gosto, sua forma de dirigir e suas necessidades. Como funcionam os carros elétricos Evento focado no mercado de eletrificados Tuiuti, na região de Campinas, recebe a partir deste sábado (18) o maior evento de test drives de veículos eletrificados do país, o Electric Experience. O g1 esteve na quinta-feira (16), a convite da organização, para testar os modelos em uma pista de provas. São mais de uma dezenas de carros eletrificados para teste de marcas como BYD, Citroën, Ford, GWM, Jeep, Peugeot e Volvo. O evento vai até segunda-feira (20). VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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14/11 - Multinacional chinesa chama de 'atropelo' volta do imposto sobre importação de elétricos; governo quer 'estimular indústria nacional'
Taxação de veículos eletrificados será restabelecida de forma gradual a partir de janeiro, mas líder de mercado defende escalonamento maior do imposto. Carro eletrificado da multinacional chinesa BYD Divulgação BYD O diretor institucional da filial brasileira da multinacional chinesa BYD, Marcello Von Schneider, afirmou nesta terça-feira (14) que "sentiu como um atropelo" a retomada do imposto de importação para carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in. Na semana passada, o governo federal decidiu voltar com o imposto a partir de janeiro de 2024 de forma escalonada para "estimular a indústria brasileira". Entenda as alíquotas nesta reportagem. Em entrevista ao g1, na sede da empresa em Campinas (SP), Schneider disse que a BYD é a favor da retomada do imposto, já a empresa está montando três fábricas em Camaçari (BA), mas defendeu uma mudança no início da tributação para que as empresas do setor tenham tempo de iniciar a produção no Brasil. "A gente sentiu como um atropelo. Então, infelizmente uma pressão de outros lados convenceu o governo e nós vamos trabalhar agora baseado nesses novos números, tanto de alíquotas quanto de cotas de importação, e ver o que a gente pode fazer. Infelizmente, quem pede é o consumidor final novamente", afirmou o executivo ao g1. Alíquotas mais escalonadas O diretor da gigante chinesa afirmou que, se o objetivo da medida era trazer mais investimentos, isso não vai acontecer a curto ou médio prazo. Para Schneider, é necessário um escalonamento maior das alíquotas. "Acho que uma transição em um período de cinco anos com cotas e uma alíquota subindo um pouco menos ao longo desses cinco anos seria algo bem interessante", defendeu. Marcello Von Schneider, diretor da BYD Brasil Divulgação BYD Indústria nacional deve ser estimulada, diz Alckmin Ao g1, o ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que a posição do governo foi "debatida e anunciada com todo o setor e todas as entidades representativas, inclusive dos importadores de veículos eletrificados". "As propostas e sugestões foram colecionadas e analisadas por mais de 60 dias, gerando certeza e previsibilidade para todo o setor. A decisão contribui para promover a produção, a geração de empregos e renda no Brasil", diz a nota. Na semana passada, ao anunciar a retomada do tributo, o vice-presidente e ministro da pasta, Geraldo Alckmin (PSB), justificou o retorno apontando para a necessidade de incentivar a indústria nacional. “O Brasil é um dos principais mercados automobilísticos do mundo. Temos de estimular a indústria nacional em direção a todas as rotas tecnológicas que promovam a descarbonização, com estímulo aos investimentos na produção, manutenção e criação de empregos de maior qualificação e melhores salários”. Vice-presidente Geraldo Alckmin Valdinei Malaguti/EPTV Antecipação da fábrica brasileira Segundo o governo da Bahia, as fábricas da multinacional chinesa no estado devem começar a produzir entre o fim de 2024 e o começo de 2025. Questionado pelo g1 se a tributação pode acelerar a operação em Camaçari, o executivo afirmou que "qualquer antecipação se for possível de ser feita, será feita". "O que a gente puder acelerar para poder começar a fabricar o quanto antes, melhor. Mas tem coisas que a gente não consegue acelerar, mas ainda estamos dentro do nosso cronograma, do nosso plano", afirmou Schneider. Impacto no preço dos veículos Segundo o executivo, a empresa está estudando os cenários com essas alíquotas e cotas e vai "tentar minimizar os impactos para o consumidor final". Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a BYD é, atualmente, líder no mercado de veículos eletrificados, que inclui elétricos e híbridos. Como ficam os impostos de importação O governo informou que as porcentagens de “retomada progressiva” de tributação para os automóveis vão variar com os “níveis de eletrificação” e com os processos de produção de cada modelo. Carros a combustão, híbridos e elétricos: entenda as diferenças Carros híbridos: 12% em janeiro de 2024 25% em julho de 2024 30% em julho de 2025 35% em julho de 2026 Híbridos plug-in (recarregados externamente): 12% em janeiro de 2024 20% em julho de 2024 28% em julho de 2025 35% em julho de 2026 Elétricos: 10% em janeiro de 2024 18% em julho de 2024 25% em julho de 2025 35% em julho de 2026 Elétricos para transporte de carga ou caminhões elétricos: 20% em janeiro de 2024 35% em julho de 2024 Como funcionam os carros elétricos Cotas O governo explicou, porém, que as empresas também têm até julho de 2026 para continuar importando com isenção até determinadas cotas de valor, também estabelecidas por modelo. Para híbridos: cotas de US$ 130 milhões até julho de 2024; de US$ 97 milhões até julho de 2025; e de US$ 43 milhões até julho de 2026. Para híbridos plug-in: US$ 226 milhões até julho de 2024, US$ 169 milhões até julho de 2025 e de US$ 75 milhões até julho de 2026. Para elétricos: nas mesmas datas, respectivamente US$ 283 milhões, US$ 226 milhões e US$ 141 milhões. Para os caminhões elétricos: US$ 20 milhões, US$ 13 milhões e US$ 6 milhões. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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14/11 - Ferrari de 1962: conheça o carro leiloado por R$ 255 milhões em Nova York
Modelo se tornou o segundo veículo clássico mais caro já leiloado, informou a casa de leilões Sotheby's. Ferrari 250 GTO, de 1962, leiloado em Nova York. Angela Weiss/AFP Uma Ferrari 250 GTO, de 1962, foi vendida na noite de segunda-feira (13), em Nova York, por US$ 51,7 milhões (R$ 255 milhões). Com isso, o modelo se tornou o segundo carro clássico mais caro já leiloado, informou a casa de leilões Sotheby's. Propriedade de um colecionador americano há 38 anos, o exemplar deste lendário veículo esportivo italiano superou a venda por US$ 48 milhões (R$ 236 milhões) de outro 250 GTO vendido em 2018, também pela Sotheby's. A Ferrari, no entanto, ficou aquém do recorde absoluto para um carro oferecido em leilão, que pertence a um Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupé, vendido por US$ 143 milhões (R$ 704 milhões) em 2022. Um dos dois únicos exemplares deste Mercedes esportivo, vendido em um leilão confidencial em maio de 2022 no museu do fabricante alemão em Stuttgart, "foi o veículo mais caro já vendido" no mundo em leilões públicos ou privados, informou um porta-voz da RM Sotheby's, a subsidiária de carros de luxo, à AFP. O Ferrari 250 GTO foi arrematado na segunda-feira à noite minutos após o início do leilão, mas a um preço inferior aos "mais de US$ 60 milhões" (R$ 295 milhões) que a RM Sotheby's estimava. Histórico Este lendário veículo da Scuderia, modelo de 1962, terminou em segundo lugar em uma corrida de resistência de 1.000 km no circuito alemão de Nürburgring. Também participou das 24 Horas de Le Mans, da qual a equipe se retirou devido a danos no motor, indicou a RM Sotheby's. Após vários anos competindo na Itália, este esportivo com número de chassi 3765 e um motor de quatro litros e 390 cavalos foi vendido e exportado para os Estados Unidos no final da década de 1960. Modificado e restaurado, o 250 GTO mudou de proprietário várias vezes antes de acabar nas mãos de um colecionador de Ohio em 1985, que o vendeu nesta segunda-feira. Leilões As casas de leilões Sotheby's e Christie's encerram esta semana a temporada de outono de vendas de obras de arte com centenas de milhões de dólares arrecadados. As vendas no mercado de arte de luxo são impulsionadas pela China e Ásia em um setor que não mostra nenhum sinal de desaceleração, segundo Sotheby's, apesar de um cenário mundial de inflação e das guerras na Ucrânia e em Gaza. A Sotheby's pertence ao bilionário franco-israelense Patrick Drahi, e a Christie's é uma propriedade da holding Artemis, do bilionário francês François Pinault. As duas casas arrecadaram centenas de milhões de dólares em vendas desde 7 de novembro. A Christie's, que vendeu na última quinta-feira (9) o quadro "Le bassin aux nymphéas" (1917-1919), do pintor Claude Monet, por US$ 74 milhões (R$ 362 milhões), e três quadros de Paul Cézanne, por US$ 53 milhões (R$ 260 milhões), informou na segunda-feira um balanço de US$ 864 milhões (R$ 4,2 bilhões). A concorrente Sotheby's, que concluirá as vendas em Nova York na quinta-feira (16), também registrou vendas de centenas de milhões de dólares na temporada, com obras como "A mulher com relógio" (1932), de Pablo Picasso, vendida na semana passada por US$ 139 milhões (R$ 680 milhões), a segunda maior quantia para uma obra do mestre espanhol.
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10/11 - Preço médio da gasolina nos postos cai a R$ 5,63 e atinge menor nível desde agosto, mostra ANP
Essa foi a 11ª queda seguida do combustível. Levantamento é referente à semana de 5 a 11 de novembro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço médio do litro da gasolina caiu pela 11ª semana seguida nos postos de combustíveis do país e atingiu o menor patamar desde agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A pesquisa é referente à semana de 5 a 11 de novembro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,63. O recuo foi de 0,35% frente aos R$ 5,65 da semana anterior, segundo os dados da ANP. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,70. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, caiu para R$ 3,54. O valor representa um recuo de 0,56% de frente aos R$ 3,56 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel registrou um leve recuo, sendo vendido, em média, a R$ 6,12. O valor representa uma queda de de 0,16% de frente aos R$ 6,13 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no dia 21. A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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10/11 - Governo vai retomar imposto de importação de veículos elétricos para 'estimular indústria nacional'
Taxação será restabelecida a partir de janeiro, com cotas de isenção até 2026. Governo também vai reonerar lista de 73 produtos químicos para reverter 'danos à indústria nacional'. A Câmara de Comércio Exterior (Camex), formada por representantes dos ministérios da área econômica do governo federal, decidiu retomar o imposto de importação para carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in comprados fora do país, assim como para 73 produtos químicos. Para os carros elétricos, a taxação voltará a partir de janeiro de 2024. “O Brasil é um dos principais mercados automobilísticos do mundo. Temos de estimular a indústria nacional em direção a todas as rotas tecnológicas que promovam a descarbonização, com estímulo aos investimentos na produção, manutenção e criação de empregos de maior qualificação e melhores salários”, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Como funcionam os carros elétricos De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, a Camex estabeleceu uma retomada gradual das alíquotas, e criou cotas de isenção para importações até 2026 (veja detalhes abaixo). Em dezembro, o governo diz que será publicada portaria para disciplinar a distribuição dessas cotas entre os importadores e permitir a entrada de novas empresas. Segundo Alckmin, a transição da indústria automobilística mundial para a eletrificação é uma “realidade incontornável”. “É chegada a hora de o Brasil avançar, ampliando a eficiência energética da frota, aumentando nossa competitividade internacional e impactando positivamente o meio ambiente e a saúde da população”, acrescentou Alckmin. Carros a combustão, híbridos e elétricos: entenda as diferenças Imposto de importação O governo informou que as porcentagens de “retomada progressiva” de tributação para os automóveis vão variar com os “níveis de eletrificação” e com os processos de produção de cada modelo, além da produção nacional. no caso dos carros híbridos, a alíquota do imposto começa com 12% em janeiro de 2024; 25% em julho de 2024; 30% em julho de 2025; e alcança os 35% apenas em julho de 2026. para híbridos plug-in, serão 12% em janeiro, 20% em julho, 28% em 2025 e 5% em 2026. Para os elétricos, a sequência é 10%, 18%, 25% e 35%. Para “automóveis elétricos para transporte de carga”, ou caminhões elétricos, que começarão com taxação de 20% em janeiro e chegarão aos 35% já em julho de 2024. “Nesse caso, a retomada da alíquota cheia é mais rápida porque existe uma produção nacional suficiente”. Haddad fala sobre aumento de carga tributária: 'criação de novos tributos não está no nosso horizonte' Cotas O governo explicou, porém, que as empresas também têm até julho de 2026 para continuar importando com isenção até determinadas cotas de valor, também estabelecidas por modelo. Para híbridos: cotas de US$ 130 milhões até julho de 2024; de US$ 97 milhões até julho de 2025; e de US$ 43 milhões até julho de 2026. Para híbridos plug-in: US$ 226 milhões até julho de 2024, US$ 169 milhões até julho de 2025 e de US$ 75 milhões até julho de 2026. Para elétricos: nas mesmas datas, respectivamente US$ 283 milhões, US$ 226 milhões e US$ 141 milhões. Para os caminhões elétricos: US$ 20 milhões, US$ 13 milhões e US$ 6 milhões. De acordo com Geraldo Alckmin, a deliberação de hoje representa um real incentivo para que novas indústrias se instalem ou iniciem produção de veículos eletrificados, gerando emprego e renda. “A sustentabilidade é garantida pelo privilégio às tecnologias de baixo carbono”, concluiu. Produtos químicos No caso dos produtos químicos, o governo informou que a retomada do imposto de importação visa “reverter impactos negativos causados à indústria nacional, em razão do expressivo aumento das importações e da forte variação de preços”. “O setor registra que o volume de importações sobre a demanda interna cresceu 47% entre janeiro e agosto deste ano, comparado a igual período do ano passado”, explicou o Ministério do Desenvolvimento. Com a volta das tarifas normais, que haviam sido reduzidas em maio deste ano, o imposto de importação sobre os 73 produtos químicos subirá entre 0,4 e 1,4 ponto percentual.
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08/11 - Outubro foi 2º melhor mês em vendas de veículos este ano, aponta Anfavea
Melhor mês do ano foi julho, quando as vendas foram elevadas ainda como reflexo do programa de incentivos fiscais, que reduziu preços de carros de até R$ 120 mil. REUTERS/Stringer Outubro foi o segundo melhor mês em vendas de veículos este ano. Foram licenciados 217,8 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representou um aumento de 20,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Grande parte das vendas, no entanto, foi para locadoras. A média diária de emplacamentos alcançou 10,4 mil veículos, o que, segundo cálculos da indústria, se aproxima das médias registradas antes da pandemia. O melhor mês do ano foi julho, quando as vendas foram elevadas ainda como reflexo do programa de incentivos fiscais, que reduziu preços de carros de até R$ 120 mil. Ao divulgar os dados de desempenho do setor na manhã desta quarta-feira (8), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, destacou que o segmento de automóveis “foi impulsionado pela demanda das locadoras”. Segundo o dirigente, a venda direta, que inclui locadoras, representou 51% dos emplacamentos no mês passado. Em 2014, destacou Leite ao exibir gráficos, a venda direta absorvia 29% das vendas de veículos leves no país. Segundo Leite, em volume, as vendas diretas têm se mantido estáveis na última década. “O que aconteceu é que o varejo perdeu força nesse período, em consequência, sobretudo dos juros mais elevados. “O mercado consumidor tem que ter acesso ao crédito”, destaca. Segundo ele, 77% dos pedidos de crédito têm sido recusados pelos bancos. No acumulado do ano, foram vendidos 1,84 milhão de veículos. Isso representou um avanço de 9,7% na comparação com o resultado do período entre janeiro e outubro.
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07/11 - Preço médio da gasolina cai pela 10ª semana seguida nos postos, diz ANP
Levantamento é referente à semana de 29 de outubro a 4 de novembro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Combustíveis Marcelo Camargo/Agência Brasil O preço médio do litro da gasolina caiu pela 10ª semana seguida nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta segunda-feira (6). A pesquisa é referente à semana de 29 de outubro a 4 de novembro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,65. O recuo foi de 0,70% frente aos R$ 5,69 da semana anterior, segundo os dados da ANP. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,59. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, caiu para R$ 3,56. O valor representa um recuo de 0,28% de frente aos R$ 3,57 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel permaneceu estável, vendido, em média, a R$ 6,13. O valor mais caro encontrado pela agência foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no dia 21. A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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01/11 - SUV 100% elétrico: BYD Yuan Plus EV entrega luxo, segurança e design
Modelo da BYD é precursor da próxima geração de automóveis elétricos e é o primeiro carro de alta gama da marca construído sobre a e-Platform 3.0 SUV BYD Yuan Plus EV, desenvolvido sobre a nova e-Platform 3.0 da BYD. Divulgação BYD Conceitos que vão se tornar os principais atrativos e diferenciais dos veículos 100% elétricos no mercado brasileiro já são realidade e compõem o SUV Yuan Plus EV, da greentech chinesa BYD (Build Your Dreams), especialista em mobilidade, energia limpa e tecnologia. Inteligência, eficiência, segurança e design fazem parte do carro que é o primeiro modelo de alta gama construído sobre a e-Platform 3.0, que promove o desempenho dos veículos elétricos em segurança, condução em baixa temperatura e experiência na direção inteligente. A nova plataforma traz também um motor elétrico “8 em 1”. Com potência de 204cv e torque máximo de 310N.m., o veículo vai de 0 a 100km/h em 7,3 segundos. Equipado com a moderna bateria Blade® de 60,48kWh, que revolucionou a segurança, a durabilidade e o desempenho na indústria de veículos elétricos no mundo, o modelo carrega de 30% a 80% em apenas 30 minutos com um carregador DC de 80kW. Com a carga completa, o SUV atinge uma autonomia (PBEV) total de 294 km e a bateria tem garantia de 8 anos, sem limite de quilometragem. Yuan Plus EV é 100% elétrico e tem zero emissão de carbono. Divulgação BYD Design moderno, espaço e alta tecnologia Vendido por R$ 229.800 no Brasil, o BYD Yuan Plus EV incorpora o renomado design “Dragon Face”, criado por Wolfgang Egger, diretor de Design da BYD e uma das maiores referências de todos os tempos no setor automotivo. Além de moderno e atraente, tem uma perfeita performance aerodinâmica, item fundamental para a autonomia dos veículos elétricos. O coeficiente aerodinâmico (cx) é de 0,29, um dos melhores do segmento SUV. Na parte interna, a esportividade divide espaço com a elevada tecnologia, inteligência e conectividade. A luz ambiente pode se ajustar ao ritmo da música ou escolhida entre qualquer opção do espectro de cores disponível, e o modelo oferece portas USB e USB-C para todos os passageiros, além de contar com por indução para motorista e passageiro. O SUV elétrico vem com a avançada Multimídia DiLink, com uma tela rotativa de controle central. Traz também luzes de leitura em LED que acionam pelo toque tanto na parte da frente quanto para os passageiros do banco de trás. Marca também investiu em tecnologia de ponta no interior do veículo, para conforto e entretenimento de todos os ocupantes. Divulgação BYD O console flutuante central traz atalhos para as principais funcionalidades do modelo e um dos destaques da parte interna é o teto solar panorâmico elétrico, que além de garantir excelente luminosidade, conta com tecnologia antiesmagamento e com acionamento inteligente, sensível ao toque. O banco dianteiro do motorista conta com botões em sua lateral esquerda para ajustes elétricos do encosto e do assento, inclusive na altura. O ar-condicionado é do tipo dual-zone e tem ajuste automático e filtro PM2.5 de alta eficiência, contando também com saídas de ar para o banco traseiro. As rodas de 18” possuem design único, com pneus 215/55R18, e um dos principais diferenciais do BYD Yuan Plus EV é o ótimo espaço do porta-malas de 440 litros, ideal para a proposta do veículo, que comporta toda a família de maneira confortável e todas as bagagens do dia a dia e para viagens. Veículo conta com porta-malas de 440 litros. Divulgação BYD Segurança reconhecida A segurança é levada a sério pela BYD. No Yuan Plus EV, ela está por toda a parte e fez o veículo conquistar a classificação cinco estrelas concedida pelo Euro NCAP, o principal programa independente de avaliação de segurança da Europa. A suspensão dianteira é do tipo McPherson, com freios a disco ventilados. Atrás, do tipo Multi-link e discos sólidos. O sistema de freios conta com tecnologia regenerativa para as baterias de maneira inteligente, então todo acionamento do pedal do freio gera recargar para a bateria do veículo. O Yuan Plus EV é um SUV equipado com sensores e radares dianteiros e traseiros e câmera panorâmica 360°, com modo 3D, que amplia a visão e pode ser acionado e visto na tela multimídia central. O sistema de Cruise Control Inteligente pode ser facilmente acionado no volante pelo motorista e auxilia o veículo a seguir automaticamente o caminho e o ritmo do carro da frente ou de acordo com a velocidade máxima da via, já que as câmeras do veículo fazem as leituras das placas e sinais de trânsito. Já o sistema Rear Cross Traffic Alert (RCTA), auxilia o condutor na saída de vagas. O radar de ondas milimétricas está atento, em tempo real, a outros usuários da estrada que se aproximam da traseira do veículo, emitindo um som de aviso e freando automaticamente. Com 6 airbags, o modelo conta ainda com sistema ISOFIX de fixação de cadeira infantil e sistema de assistência à direção inteligente DiPilot, incluindo piloto automático adaptativo inteligente (ACC + stop n’go), estacionamento automático, monitoramento de ponto cego (BSD), reconhecimento de placas de trânsito (TSR), frenagem de emergência automática (AEB), sistema de controle de tração (TCS), além de freio de estacionamento elétrico (EPB) e os modos de condução - Eco, Normal e Sport. Modelo é vendido em cinco opções de cores. Divulgação BYD Yuan Plus EV: o SUV premiado no Brasil O BYD Yuan Plus EV foi o vencedor na categoria “veículos elétricos até R$ 300 mil” na tradicional pesquisa Melhor Compra 2023, promovida pela revista Quatro Rodas. Realizada anualmente pela publicação, a pesquisa está em sua 23ª edição e teve o Yuan Plus como grande vencedor desta categoria de veículos elétricos abaixo de R$ 300 mil. O resultado comprova a alta tecnologia, o ótimo custo-benefício, e as inovações desse modelo, que está consolidado como um dos mais vendidos da marca no País. E o Yuan Plus foi também premiado pelo Ranking Folha-Mauá como o melhor do ano entre SUVs compactos elétricos para o ano de 2023. O modelo obteve as melhores marcas tanto no consumo de energia como no desempenho. O modelo obteve o melhor resultado entre os concorrentes nas categorias Aceleração - 0 a 100 km/h; Retomada - 80 km/h a 120 km/h; O consumo dos modelos elétricos é medido por meio do carregador instalado no IMT (Instituto Mauá de Tecnologia). O teste calcula o gasto para rodar 100 km nos modos urbano e rodoviário. Para aferir o desempenho dos carros, o Instituto Mauá de Tecnologia utiliza o V-Box, equipamento que usa sinal de GPS. Os testes de aceleração e retomada são feitos em uma pista fechada e controlada, no interior de São Paulo. Eficiência energética comprovada pelo Green NCap O BYD Yuan Plus recebeu também neste mês a classificação cinco estrelas do Green NCAP, principal programa independente de avaliação de efeito estufa da Europa. O modelo teve um desempenho de alto padrão durante todo o teste, comprovando a sua excelente eficiência energética. O SUV da BYD foi submetido a testes de consumo e eficiência em laboratório, sob diferentes temperaturas, em ciclo urbano e também em rodovias. Vale ressaltar que o mais elevado padrão Green NCAP é atribuído ao modelo que maximiza a redução dos seus próprios poluentes e gases com efeito de estufa e, ao mesmo tempo, com consumo reduzido de combustível fósseis e/ou eletricidade, em condições do mundo real. O BYD Yuan Plus EV está disponível em cinco cores: Cinza Boulder Gray, Azul Surf Blue, Branco Ski White, Verde Adventuring Green e Vermelho Parkour Red. A garantia é de cinco anos ou 500 mil quilômetros rodados. No Brasil, a greentech também comercializa os elétricos BYD Tan, BYD Han, BYD Dolphin e BYD Seal. A linha de motores híbridos da BYD conta hoje com o SUV Song Plus DM-i.
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01/11 - Mobi ultrapassa HB20 e é o 3º carro mais vendido no país em outubro; veja lista
O Polo, da Volkswagen, lidera o ranking pelo 2º mês seguido, com mais de 11 mil emplacamentos no mês, segundo dados da Fenabrave. Programa de carro zero com desconto do governo acabou em julho. Por que o carro colorido sumiu? 67% dos veículos no Brasil são brancos, pretos ou cinzas O Fiat Mobi conseguiu ultrapassar o HB20 e foi o terceiro automóvel novo mais vendido no Brasil em outubro, informou a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta quarta-feira (1º). Ao total, foram comercializadas 8.037 unidades no período. Já o primeiro lugar ficou mais uma vez com o Polo, da Volkswagen, com 11.123 unidades vendidas no mês. Em seguida, veio o Chevrolet Onix, com 10.657 unidades. Veja o ranking dos 10 veículos mais vendidos em setembro abaixo: No acumulado do ano até outubro, Polo, Onix e HB20 foram os três veículos mais vendidos no país, com mais de 233 mil unidades comercializadas no total. Nesse quesito, o carro da Volks liderou a lista, com 83.050 unidades vendidas nos dez primeiros meses do ano, seguido pelo Chevrolet Onix, com 81.403 e pelo HB20, com 69.221. Veja abaixo: Já entre os comerciais leves, o destaque fica com o Fiat Strada, que registrou 11.874 emplacamentos no mês, seguido pela Saveiro, com 4.214 unidades comercializadas e pelo Fiat Toro, com 4.087 veículos. Alta nos emplacamentos De acordo com a Fenabrave, considerando todos os segmentos, os emplacamentos de veículos registraram um avanço de quase 7% em outubro em relação a setembro. Ao total, foram 375.132 novos emplacamentos no período. "O dia útil a mais em outubro favoreceu o desempenho de quase todos os segmentos automotivos, que se mantiveram estáveis, acumulando crescimento dentro das expectativas da Fenabrave", afirmou o presidente da federação, José Maurício Andreta Júnior, em nota. O resultado de outubro ainda foi 18,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a alta foi de 13,2% em comparação ao mesmo intervalo de 2022. Crédito para o setor Apesar do resultado positivo para o mês, o presidente da Fenabrave lamentou o veto do trecho que autorizava a tomada de veículos sem autorização da Justiça no "Marco Legal das Garantias", sancionado recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "O custo do crédito afeta o poder de compra dos brasileiros e é preciso mecanismos que deem maior segurança jurídica a credores, para que, dessa forma, seja avaliada a possibilidade de diminuir os encargos dos financiamentos", avaliou Andreta Júnior em nota. "Precisamos de medidas de estímulo ao crédito no país e tínhamos confiança de que o Marco Legal das Garantias poderia contribuir para isso", completou o executivo. A nova lei estabelece novas regras para o uso de bens como garantia de empréstimos, trazendo normas para a realização de penhora, hipoteca ou transferência de imóveis para pagamentos de dívidas. Em relação ao trecho que foi vetado, o texto previa que seria possível a tomada de veículos sem autorização da Justiça, por meio de mandados extrajudiciais. A apreensão extrajudicial seria aplicada nos casos em que o devedor não entregasse o bem dentro do prazo legal estabelecido. Os cartórios ficariam autorizados a lançar a apreensão em uma plataforma eletrônica. Ao argumentar o veto, o governo alegou que o trecho é inconstitucional e que poderia criar risco a direitos e garantias individuais. Para Andreta Junior, o setor de distribuição de veículos precisa de escala no varejo para operar de forma sustentada e "a Lei de Retomada do Bem seria um forte aliado, reduzindo a restrição de aprovação das fichas cadastrais dos consumidores nos financiamentos de veículos". "Quem mais sofre com esse veto são os consumidores", disse o executivo. Carro zero com desconto A Fenabrave também informou que revisou suas projeções para as vendas neste ano. De acordo com a federação, a estimativa total passou de um crescimento de 3,3% em janeiro para 11,1% em outubro. O número, no entanto, representa uma leve retração em comparação às previsões feitas em setembro, de 11,2%. Já para automóveis e comerciais leves, a projeção passou de uma variação neutra (0%) em janeiro para um crescimento de 7,3% em outubro. O movimento vem após os resultados positivos do programa do governo lançado em junho para baratear carros zero. Ao todo, foram liberados incentivos de R$ 1,8 bilhão para que as montadoras dessem descontos em veículos novos. O programa de carro zero com desconto durou um mês, após a liberação de todos os recursos disponibilizados para as montadoras. Colaboraram Artur Nicoceli, Elisa Clavery, Luiz Felipe Barbieri e Wesley Bischoff.
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27/10 - Preço médio da gasolina cai pela 9ª semana seguida nos postos, diz ANP
Levantamento é referente à semana de 22 a 28 de outubro. Calculadora do g1 te ajuda a escolher a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Combustíveis Marcelo Camargo/Agência Brasil O preço médio do litro da gasolina caiu pela 9ª semana seguida nos postos de combustíveis do país. É o que mostram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (27). A pesquisa é referente à semana de 22 a 28 de outubro. ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,69. O recuo foi de 0,87% frente aos R$ 5,74 da semana anterior, segundo os dados da ANP. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,49. Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, ficou em R$ 3,57. O valor representa uma queda 1,11% de frente aos R$ 3,61 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,60. ▶️ Diesel: Já o litro do diesel foi vendido, em média, a R$ 6,13. A alta foi de 1,49% frente aos R$ 6,04 da semana anterior. O valor mais caro encontrado pela agência foi de R$ 7,95. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajustes pela Petrobras A Petrobras anunciou em 19 de outubro a redução do preço médio da gasolina e o aumento do diesel vendidos às distribuidoras. A mudança passou a valer no último sábado (21). A redução da gasolina foi de R$ 0,12 por litro, comercializada pela petroleira a R$ 2,81 o litro. O aumento do diesel foi de R$ 0,25 por litro, chegando a R$ 4,05 o litro. Segundo a petroleira, seus preços de venda tanto da gasolina como do diesel acumulam queda neste ano. No caso da gasolina, a redução é de R$ 0,27 por litro e, do diesel, de R$ 0,44 por litro. Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio deste ano mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. Guerra entre Hamas e Israel Além das questões humanitárias, a guerra entre Hamas e Israel também tem mexido com o preço do petróleo. O petróleo do tipo Brent, usado como referência no mercado, estava sendo negociado acima de US$ 91 nesta sexta, uma alta de mais de 7% em relação ao registrado antes do início da guerra no Oriente Médio. Autoridades seguem de olho em uma possível escalada no conflito. O receio é que o envolvimento de países como o Irã — que é estratégico no escoamento da commodity — faça os preços dispararem. Na última semana, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, falou sobre o assunto e descartou o risco de desabastecimento de combustíveis no Brasil por causa do aumento de preços. "A Petrobras tem tido toda a responsabilidade na questão do suprimento de combustível no Brasil. Inclusive, essa responsabilidade é do Ministério de Minas e Energia, de manter qualidade de produto e garantia de suprimento", declarou. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, se o conflito se estender por mais regiões e por mais tempo, reajustes na gasolina e diesel serão inevitáveis. VÍDEOS: últimas notícias de Economia
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27/10 - Carros a combustão, híbridos e elétricos: entenda as diferenças
Em 2022, o Brasil tinha 60.459.290 veículos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Como funcionam os carros elétricos Para além da pressão por leis ambientais mais rígidas contra a queima de combustíveis fósseis mundo afora, há uma promessa que faz consumidores olharem com mais atenção para os carros elétricos (e alimentarem o sonho de ter um): a possibilidade de economizar com combustível. Por enquanto, ainda que a economia de combustível seja um grande atrativo, carros elétricos são razoavelmente mais caros do que os veículos que rodam a combustão. O veículo elétrico mais barato vendido no Brasil, no momento da publicação desta reportagem, custava R$ 135,9 mil. Entre os carros a combustão, aqueles chamados "de entrada", o mais barato sai por R$ 69,9 mil. E, como o mercado é novo, não é comum ter carros elétricos usados à venda. Ainda que de forma tímida, considerando que a frota de automóveis no Brasil em 2022 foi de 60.459.290, segundo dados do do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), levantamento da ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos) aponta crescimento no número de veículos leves eletrificados emplacados de janeiro a junho de 2023 (32.239), em comparação com o mesmo período no ano anterior (20.427), um aumento de 58%. Por veículos leves eletrificados entende-se os automóveis comerciais leves dos seguintes tipos, de acordo com a ABVE: veículos elétricos híbridos (HEV) - rodam com motor a combustão, mas possuem bateria sem plug-in; veículos elétricos híbridos plug-in (PHEV) - possuem motor a combustão e bateria recarregável na tomada; veículos elétricos 100% a bateria (BEV) - só possuem motor a bateria recarregável na tomada. Na outra ponta estão os veículos a combustão movidos a gasolina ou etanol, como estamos acostumados a ver em larga escala — e há décadas — por todo o país. Quais foram os carros mais vendidos dos últimos 20 anos? Veja infográfico Estação de carregamento de um carro elétrico. Divulgação Elétrico X combustão: diferenças A principal diferença está no motor. "O veículo a combustão tem um motor a combustão, um motor que queima combustível para fazer a tração do veículo. O veículo elétrico, que não tem mais o motor a combustão para fazer a tração, vai ter motor elétrico para fazer a tração do veículo", explica Rafael Catapan, professor do curso de engenharia automotiva da Universidade Federal de Santa Catarina. Ou seja, se o combustível do carro a combustão acabar no meio do trajeto (o que, inclusive, é uma infração de trânsito), um galão comprado em um posto vai resolver até que o motorista chegue ao local para abastecer completamente. Já com o veículo elétrico, quando a bateria acaba, é preciso carregá-lo em uma tomada aterrada — o que deve ser feito preferencialmente em local próprio para garantir mais agilidade e segurança. Mas, em uma emergência, qualquer tomada aterrada pode servir, ainda que a velocidade de carregamento seja bem menor. "O ideal é ter uma tomada chamada semi-industrial na sua casa, onde você pluga o carregador. Mas uma tomada 220 também atende muita gente. O que vai variar de uma tomada 110, para 220, para essa semi-industrial? Vai variar a velocidade que você vai conseguir carregar o veículo", diz Clemente Gauer, diretor de infraestrutura da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). "Na tomada industrial, um carro elétrico típico vai carregar em mais ou menos 9 horas. Ele vai conseguir, a cada 9 horas, recuperar de 300 a 400, até 500 km de autonomia." Em situação de emergência, na rua ou na estrada, quando não for uma tomada qualquer, o motorista pode dar a sorte de encontrar estações específicas de carregamento, vistas mais comumente em estacionamentos de shoppings e supermercados de grandes cidades, por exemplo. Como elas dependem de demanda, a expectativa é que esses postos cresçam a medida que mais carros elétricos passem a circular pelo país. E em casa, mesmo que qualquer tomada aterrada de três pinos sirva, o recomendado é ter instalado uma estação com carregador do tipo wallbox. De modo geral, é considerado seguro permanecer no veículo enquanto ele é carregado na tomada (embora não seja recomendado) ou abastecido com álcool ou gasolina em um posto. Híbridos Quantos aos híbridos, é preciso entender que há mais de um tipo. "Eles combinam os dois tipos de tecnologia, tanto motores a combustão, quanto motores elétricos", explica Catapan, da UFSC. Mais detalhadamente, há os híbridos com motor elétrico e a combustão, mas que não são carregados na tomada; e os híbridos com motor elétrico e a combustão, mas que possuem plug-in para serem carregados na tomada. Híbrido tradicional (que não possui plugue para tomada) - Hybrid Electric Vehicle (HEV) e Mild Hybrid Electric Vehicle (MHEV): Nesses modelos, a bateria impulsiona o veículo em algumas situações, mas o principal do carro é mesmo o motor a combustão. São veículos mais econômicos em comparação com aqueles a combustão. No HEV, é como se o próprio carro, movido a combustão, alimentasse a bateria que ele possui. "O que a gente pode dizer é o seguinte: híbrido que você não consegue plugar, ou seja, que não são plug-in, na verdade eles são veículos a combustão muito econômicos, porque eles não aceitam fonte externa de energia elétrica. Toda energia que eles têm que usar eles recuperam da frenagem, que em primeiro lugar veio do combustível", complementa. Já os do tipo MHEV possuem um motor elétrico menor — e, consequentemente, oferecem menos economia. Enquanto o HEV pode oferecer de 25% a 30% de economia na cidade, o MHEV oferece de 5 a 10%. "Esses têm, na verdade, um micro motorzinho elétrico que, com uma bateria de baixa voltagem, diferente dos híbridos não plug-in, dão tipo um sopro, sabe? Tipo uma ajudazinha micro para o carro sair", diz Gauer. "O motor elétrico e o motor a combustão são usados em diferentes momentos no veículo, dependendo de sua forma construtiva, que pode variar de acordo com o modelo do carro", exemplifica Catapan. Híbrido que carrega na tomada - PHEV (Plug-In Hybrid Electric Vehicle) Esses são considerados uma ponte para o proprietário que quer, mas tem medo de arriscar, de cara, na compra de um elétrico. Nesse modelo, a autonomia da bateria é menor, o que faz com seja mais indicado rodar com esse motor dentro da cidade. "Você pode carregar em casa e, normalmente, você vai ter uma autonomia aí na casa de 50 km, para fazer tudo que precisa fazer, por exemplo, em cidades, em deslocamentos médios", diz Gauer. Aí, para distâncias mais longas, usa-se o motor a combustão. Carregamento e tanque cheio Para carros elétricos, autonomia quer dizer o tempo que a bateria dura. Um veículo elétrico com carga cheia consegue rodar de 300 a 500 km, dependendo do modelo. Mas e na conta, quanto é que sai? "Se você rodar todo dia 300 km, ou seja, todo dia uma carga, a gente pode assumir que uma carga hoje em São Paulo, mais ou menos, vai te custar R$ 40 você pagando de luz", diz Gauer. Segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), um veículo compacto motor 1.0-6V pode fazer 13,8 km/l na cidade com gasolina e 16,4 km/l na estrada. Esse mesmo veículo, considerado econômico, gastaria, em média, R$ 126 para rodar 300 km na cidade e R$ 106 na estrada. Carros a combustão, no Brasil, costumam ter tanque com capacidade de 40 a 60 litros, em média. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com base em dados coletados de 10 a 16 de setembro, o preço médio da gasolina foi de R$ 5,82, enquanto que o do álcool foi de R$ 3,64. Segurança Uma pergunta que pauta quem pensa na ideia de dirigir um carro elétrico é a segurança quando ao risco de uma eventual explosão. A resposta é sim, existe — assim como existe com o carro a combustão. E, pensando em elétricos, a lógica deve ser mais ou menos a mesma de quando a gente carrega um celular — ninguém deixa de usar o aparelho por esse risco, que é exceção. "Há risco de explosão, mas muito menor do que num carro combustão. Tudo tem suas falhas, tudo é passível de erros, mas um carro elétrico é muito mais protegido, mais seguro", afirma Carlos Augusto Serra Nova, diretor do Grupo de Infraestrutura e integrante do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Para controlar a temperatura, carros elétricos possuem um sistema de gerenciamento da bateria chamado BMS (battery management system). "Ele monitora continuamente a temperatura das células da bateria", complementa Serra Nova.
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25/10 - Renault vai investir R$ 1,6 bilhão em fábrica de Curitiba
Aporte de recursos será voltado para o Kardian, novo carro da marca. Kardian, novo carro da Renault. Divulgação/ Renault O presidente da Renault para a América Latina, Luiz Pedrucci, afirmou nesta quarta-feira (25) que a montadora vai investir 300 milhões de euros (o equivalente a R$ 1,6 bilhão) em sua fábrica em Curitiba. O objetivo é direcionar os recursos para o lançamento do Kardian, novo carro da marca. O anúncio foi feito em um evento no Rio de Janeiro, em que o presidente-executivo da Renault, Fabrice Cambolive, informou que a montadora francesa prevê investimento de cerca de 3 bilhões de euros (cerca de R$ 16 bilhões) até 2027 e que vai lançar oito veículos fora da Europa até o mesmo ano. A ideia é que a produção do Kardian comece em janeiro e o lançamento nacional ocorra em março de 2024, afirmaram executivos da Renault. Os 300 milhões de euros são destinados para todo o projeto, o que inclui desde a implantação da nova plataforma global e adaptações para produção do motor (1.0 turbo) e da linha de montagem, disse Pedrucci. Atualmente, a Renault está concluindo investimentos de R$ 2 bilhões realizados nos últimos dois anos no Brasil. O preço do veículo não foi revelado. O executivo afirmou que o Kardian, baseado na primeira plataforma lançada no Brasil pela Renault nos últimos 15 anos, será exportado a partir do complexo industrial da empresa no Paraná para ao menos 20 países na região da América Latina, que representa o maior mercado da marca fora da Europa. "O Brasil é o segundo mercado da Renault e a América Latina é importantíssima sendo o maior mercado fora a União Europeia", disse o executivo. A fábrica da Renault em São José dos Pinhais tem capacidade para produção anual de 330 mil veículos e, de acordo com Pedrucci, não há limitação de capacidade para a fabricação do Kardian. A montadora, disse Pedrucci, não pretende aposentar nenhum dos modelos atuais por conta da chegada do Kardian. "Pretendemos continuar produzindo o Sandero", disse o executivo. Segundo ele, como a Renault no Brasil é o maior mercado fora da Europa "com certeza vamos ter todos esses oito produtos previstos, virão para a América Latina”. O executivo se referiu aos lançamentos futuros da marca anunciados por Cambolive, que já comandou a Renault no Brasil, no evento. O presidente-executivo global da Renault também afirmou que a companhia vai acelerar o processo de eletrificação de seus carros e estimou que até 2027, um em cada três veículos da marca fora do continente europeu será híbrido ou elétrico.
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25/10 - Honda e GM cancelam plano de R$ 25 bilhões para desenvolvimento de carros elétricos mais baratos
Acordo havia sido feito em abril do ano passado, com o intuito de desenvolver uma série de veículos elétricos de preço mais baixo com base em uma nova plataforma conjunta. Honda e GM cancelam plano para desenvolvimento de carros elétricos mais baratos. David Lee Delgado/ Reuters | Rebecca Cook / Reuters A Honda Motor e a General Motors (GM) estão cancelando um plano para desenvolver conjuntamente veículos elétricos (VEs) acessíveis, disseram as empresas nesta quarta-feira (25), apenas um ano depois de concordarem em trabalhar juntas em uma iniciativa de US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 25 bilhões) para tentar superar a Tesla em vendas. A decisão ressalta a mudança estratégica da GM para retardar o lançamento de vários modelos de VE para se concentrar na lucratividade, conforme enfrenta o custo crescente das greves do sindicato United Auto Workers (UAW), que subiu para US$ 200 milhões (R$ 999,6 milhões) por semana este mês. A montadora norte-americana abandonou na terça-feira (24) sua perspectiva anterior de lucro para 2023. "Após extensos estudos e análises, chegamos a uma decisão mútua de descontinuar o programa. Cada empresa continua comprometida com a acessibilidade no mercado de VE", disseram as empresas em um comunicado conjunto. A Honda afirmou que não houve mudança em seu plano de vender apenas veículos eletrificados até 2040. A GM citou uma declaração conjunta que aponta para projetos em que as empresas ainda estão trabalhando juntas ao reconhecer o fim do plano de veículos elétricos. As duas empresas concordaram, em abril do ano passado, em desenvolver uma série de veículos elétricos de preço mais baixo com base em uma nova plataforma conjunta, produzindo potencialmente milhões de carros a partir de 2027.
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24/10 - Mitsubishi Motors vai encerrar produção na China e investir em unidade de elétricos da Renault  
Decisão ocorre em meio à acirrada competição de preços no gigante asiático, que fez montadoras globais como a Hyundai Motor e Stellantis tomarem medidas para reduzir custos por meio da reestruturação dos seus negócios. Mitsubishi Motors Pierre Albouy/Reuters A Mitsubishi Motors disse que encerrará a produção de seus carros em sua joint venture na China e transferirá sua participação na unidade para seu parceiro chinês, tornando-se a mais recente montadora estrangeira a reduzir as operações no principal mercado automotivo do mundo. A decisão da montadora japonesa ocorre em meio à acirrada competição de preços na China, que fez montadoras globais como a Hyundai Motor e Stellantis tomarem medidas para reduzir custos por meio da reestruturação dos seus negócios. A Mitsubishi Motors disse separadamente nesta terça-feira que investirá até 200 milhões de euros na nova unidade de veículos elétricos da francesa Renault, buscando fortalecer a sua posição na Europa e em outros mercados. A montadora japonesa estabeleceu sua joint venture na China com o Guangzhou Automobile Group (GAC) e a Mitsubishi Corp em 2012. Após a transferência da participação da Mitsubishi Motors e da Mitsubishi Corp na joint venture para seu parceiro chinês, ela se tornará uma subsidiária integral da GAC, disse a montadora japonesa. A fábrica da JV começará a produzir carros Aion da GAC ​​a partir de junho de 2024, o que ajudará a marca de veículos elétricos a atingir uma capacidade anual total de 600.000 unidades até então, disse a GAC ​​em um comunicado separado na plataforma de mídia social WeChat. A Mitsubishi Motors registrará uma baixa de 24,3 bilhões de ienes (162,40 milhões de dólares) no atual exercício financeiro para reestruturação na China. A companhia não mudou sua previsão de lucros para o ano inteiro. Desenvolvimento de elétricos A Mitsubishi Motors disse que está buscando melhorar sua tecnologia de desenvolvimento de elétricos com seu investimento na Ampere, da Renault, que a montadora francesa pretende listar na bolsa de valores no próximo ano. O presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, falando à margem de um evento em Paris, disse que saudou o investimento da Mitsubishi e sempre esteve confiante de que a empresa participaria da Ampere. “Como primeiro passo desta colaboração, a Ampere fornecerá um EV numa base OEM (fabricante de equipamento original) no mercado europeu”, disse a Mitsubishi em comunicado. Senard disse que pretende conversar mais detalhadamente com a Mitsubishi durante uma próxima viagem ao Japão.
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23/10 - O segredo do sucesso da gigante chinesa que já produz mais carros elétricos do que a Tesla
As ações da BYD (Build Your Dreams) dispararam após a empresa anunciar que seus lucros do terceiro trimestre podem dobrar em relação ao ano passado. O segredo do sucesso da gigante chinesa que já produz mais carros elétricos do que a Tesla Getty via BBC Um rival chinês surge no retrovisor da fabricante de carros elétricos Tesla. As ações da BYD (Build Your Dreams) dispararam na semana passada após a empresa anunciar que seus lucros do terceiro trimestre podem dobrar em relação ao ano passado. A BYD já superou a Tesla em produção trimestral – o segundo fabricante americano em vendas globais. O sucesso da BYD é também um sinal do crescimento da indústria automobilística da China, que este ano ultrapassou a do Japão como maior exportadora do setor no mundo. Trata-se de um ponto positivo para uma economia chinesa em dificuldades, que se recupera de uma grave crise imobiliária e de um desemprego recorde. Mas, por outro lado, crescem também as tensões de Pequim com muitos dos países que são mercados de exportação para seus veículos elétricos, entre eles os Estados Unidos e países da União Europeia. À medida que o mundo se volta para novas tecnologias mais limpas, este é mais um exemplo da dificuldade que será para os países ocidentais deixarem de depender dos produtos chineses. O fundador da BYD, Wang Chuanfu (à esquerda), com o diretor executivo de Hong Kong, John Lee Ka-Chiu, na sede da empresa em Shenzhen. Getty, via BBC Como a BYD 'construiu seus sonhos' A BYD já surgiu com uma vantagem: diferentemente de fabricantes de automóveis que se expandiram para produzir modelos elétricos, a BYD era originalmente uma empresa de baterias que, depois, começou a fabricar carros. Seu diretor executivo, Wang Chuanfu, que tem uma fortuna avaliada em US$ 18,7 bilhões, nasceu em 1966 no condado de Wuwei, no seio de uma família de agricultores de uma das províncias mais pobres da China. Ele ficou órfão ainda adolescente e foi criado pelos irmãos mais velhos. Após formar-se em engenharia e em físico-química metalúrgica, co-fundou a BYD ao lado de um primo em Shenzhen, em 1995. A empresa ficou famosa como fabricante de baterias recarregáveis — utilizadas em smartphones, laptops e outros aparelhos eletrônicos — que competiam com as importações japonesas, mais caras. Em 2002, a empresa começou a negociar suas ações na bolsa e logo buscou diversificar-se, com a compra da Qinchuan Automobile Company, uma fabricante estatal de automóveis que se encontrava em dificuldade. Os veículos elétricos estavam em um estágio ainda muito incipiente, mas as autoridades de Pequim buscavam espaço de mercado que a China pudesse ocupar. No início da década de 2000, o governo priorizou a produção de energias renováveis com subsídios e benefícios fiscais. Para a BYD, era o momento perfeito. As baterias que fabricava eram os motores que impulsionariam os veículos elétricos. Como funcionam os carros elétricos Em 2008, o investidor multimilionário americano Warren Buffet comprou uma participação de 10% na BYD Auto, acreditando que, algum dia, a empresa se transformaria "no maior ator de um mercado mundial de automóvel que inevitavelmente tornaria-se elétrico". E ele tinha razão. Hoje a China domina a produção mundial de veículos elétricos, em grande parte graças à BYD. E Pequim quer manter essa liderança: no último mês de junho ofereceu isenções fiscais a veículos elétricos no valor de US$ 72,3 bilhões em quatro anos, o maior incentivo já dado, e em um momento de desaceleração nas vendas. De acordo com especialistas, a BYD deve o crescimento que teve ao seu negócio original: as baterias. Elas são um dos componentes mais caros dos veículos elétricos e fabricá-las internamente reduz muito o custo à empresa. Concorrentes, como a Tesla, terceirizam a fabricação de baterias. Segundo a UBS, o modelo BYD Seal tem uma vantagem de 15% sobre o sedan básico Model 3 da Tesla, fabricado na China. O veículo elétrico básico da BYD, Seagull, custa US$ 11 mil. Há pouco tempo a Tesla lançou o Model 3, um sedan cujo valor de venda inicial na China era cerca de US$ 36 mil. E a empresa também parece ter êxito para além dos veículos elétricos: no começo do ano, desbancou a alemã Volkswagen do posto de marca de carros mais vendida na China. O bilionário Elon Musk, durante encontro com o prefeito de Xangai, Ying Yong, em 2019, quando começaram as obras de uma nova fábrica da Tesla. Getty via BBC BYD versus Tesla Em 2011, Elon Musk riu ao ser perguntado, durante uma entrevista a uma emissora de televisão, sobre a BYD e a concorrência chinesa. Na época, a Tesla ainda era uma jovem empresa com ações negociadas na bolsa e que acabava de apresentar um protótipo do primeiro carro que lançaria: o Model S. Hoje Musk provavelmente se arrepende da resposta que deu. A Tesla vendeu 74.073 veículos elétricos fabricados na China em setembro, quase 11% a menos que no ano anterior, segundo dados recentes da Associação Chinesa de Turismo. Os números contrastam com os da BYD, que comercializou 286.903 unidades no mesmo período, o que representa um aumento de quase 43% nas vendas de veículos elétricos e modelos híbridos. A ironia é que a crescente popularidade dos veículos elétricos na China é atribuída à Tesla. Os incentivos ambientais não animavam os clientes a comprar veículos elétricos até a chegada da empresa ao mercado chinês. “Ela é considerada uma das marcas favoritas de veículos elétricos na China (...) entre os compradores mais jovens”, afirma o especialista no setor automobilístico Ivan Lam, da Counterpoint Research. Quando a China, o maior mercado automobilístico do mundo, quis introduzir mais veículos elétricos no país, o país flexibilizou as normas para permitir que as empresas estrangeiras tivessem a plena propriedade das operações de fabricação e vendas no país. Antes disso, empresas como General Motors e Toyota precisavam de um sócio local para construir uma fábrica na China. Quando a regra mudou, a Tesla soube aproveitar a oportunidade. Hoje, é a maior exportadora de veículos elétricos fabricados na China e a segunda maior vendedora de veículos elétricos na China. Enquanto a BYD comercializou 286.903 veículos elétricos fabricados na China em setembro, a Tesla vendeu 74.073 unidades. Getty via BBC Os veículos elétricos chineses ganharão a corrida? A pista está ficando estreita para as tradicionais fabricantes de automóveis, cujos negócios seguem impulsionados pelos motores a combustão. Especialistas preveem uma forte mudança de agora até 2030, à medida que se aumentam os incentivos ecológicos para combater as mudanças climáticas. A Comissão Europeia já investiga a possibilidade de estabelecer obrigações para proteger os fabricantes da UE de uma "avalanche" de veículos eléctricos chineses importados e mais baratos, que, segundo o bloco, se beneficiam dos subsídios de Pequim. A presidente, Ursula Von Der Leyen, declarou que a UE não esqueceu como sua indústria solar foi afetada pelas “práticas comerciais desleais" da China. Mas, no momento, os carros da BYD seguem fazendo sucesso na Europa, que enfrentam um período de inflação e custos energéticos elevados. Mercedes-Benz, BMW e Volkswagen lutam para manter o ritmo de produção de veículos elétricos para o mercado mundial, como se pôde comprovar no salão do automóvel da Europa, realizado em setembro, em Munique. “No mundo todo há demanda por veículos acessíveis. É uma proposta de valor universal”, afirma Russo. E o lugar que pode oferecer isso ao mundo, neste momento, acrescenta, é a China.
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